Luz e Trevas

23 Capítulo 23


Notas iniciais
oieee eu trouxe mais um capitulo para voces...
Espero que gostem...
bjs

-Que história é essa garota? É claro que eu sou sua mãe!

Agatha estava ficando exasperada, ela não poderia contar para sua filha, mas a garota já a estava pondo com os nervos a flor da pele.

-Não você não é! Até quando vocês acham que iriam me enganar? Vocês acham que eu sou tão burra a este ponto?

Dianna estava pondo toda a sua raiva para fora, seus pais haviam causado isso e agora teriam que arcar com as conseqüências.

-Já que você quer tanto saber a verdade sua pirralhinha dos infernos, eu vou te contar!

Samuel sabia que a sua mulher era explosiva, e que com a raiva que ela estava a sentir não iria contar a real verde, apenas iria falar as coisas de uma forma muito ruim, com toda a raiva que guardava da mãe da Dianna.

-Agatha não faça isso!

-Não, agora eu vou falar sim. Olha aqui sua pirralha a sua mãe era uma vadia que se misturou com idiota do lado negro e acabou por engravidar dele, mesmo sabendo que era contra as regras, quando descobriram do envolvimento dos dois alguém resolveu acabar com a vida do idiota, e a vadia da sua mãe mau te deu a luz e foi salva-lo, mas acabou sendo morta junto, mas foi um belo fim para uma vadia igual a ela!

Dianna ouviu tudo que aquela mulher a sua frente tinha dito, sem falar nada, mas sentiu a verdadeira raiva que emanava de cada palavra dela, aquela não podia ser a verdade, podia?

-Isso não é verdade! Não pode ser.

-Rá, pode acreditar filhote de vadia essa é a verdade nua e crua!

Samuel estava furioso com a esposa, ele sabia que as coisas foram de certa forma daquele jeito, mas não exatamente, ele sabia que a sua mulher não gostava da mãe da Dianna, pois ele sempre fora apaixonado por ela, mas despejar tudo aquilo daquela forma em cima da garota era cruel, até mesmo para a sua esposa, e ele falou com toda a raiva que possuía dentro do peito.

-Agatha, você sabe muito bem que as coisas não aconteceram dessa forma!

Agatha olhou mortífera para seu marido e com a voz cheia de rancor falou:

-Então me conte a sua versão dos fatos Samuel

Samuel não falou nada, ergueu sua mão e fez um movimento para que as duas lhe seguisse, ele caminhou tristemente para o seu escritório, esperou que as duas entrassem naquele aposento e fechou a porta logo apos a entrada das duas. Samuel se sentou em sua cadeira eesperou que as duas fizessem o mesmo, Agatha se sentou, mas Dianna ficou de pé olhando a prateleira de livros que tinha na sala, ele suspirou pesadamente.

-Dianna sua mãe era exatamente igual a você, menos na cor do cabelo e nos olhos, ela era loira e de olhos azuis esbranquiçados, mas no resto você é igualzinha a ela. Sua mãe Dianna era super curiosa e não tinha nenhum senso de direção, um dia ela se perdeu e entrou no lado negro foi quando ela conheceu pai, eles se apaixonaram, sofreram para caramba, pois eles não podiam se ver sempre, e quando ela descobriu que estava grávida, teve de fugir de casa porque a sua avó nunca aceitaria que ela estivesse grávida de um demônio, tanto por ele ser do lado negro quando por causa do dom dela…

Dianna se virou assustada, como assim sua mãe também tinha um dom?

-Minha mãe tinha um dom?

-Não era exatamente um dom, era na verdade uma sina, ela era um anjo, literalmente!

-Entao eu realmente sou filha de um anjo e de um demônio!

-e foi por causa disso que sua avó não aceitava, pois seu anjo tinha sido desvirtuado por um demônio, ela só não entedia que os dois se amavam, e quando descobriram o envolvimento amoroso dos dois, o lado negro começou a caçar seu pai, e o capturaram quando você estava prestes a nascer, sua mãe te deu a luz e a deixou conosco e foi atrás do seu pai, para salva-lo, mesmo ela estando fraca, ela tinha jurado que voltava, mas nunca voltou, e foi ai que descobrimos que ela também havia sido morta por Reficul!

Dianna estava sem reação com tudo que seu pai estava contando, mas uma coisa ela não entendia, por que sua mãe havia lhe deixado justamente com eles?

-Eu só não estou entendendo uma coisa!

-E o que é Dianna?

Samuel estava com um aparência cansada, envelhecida.

-Por que ela me deixou justamente com voes?

Dianna olhava para o Samuel, com um ponto de interrogação na cara, mas desta vez quem respondeu não foi ele foi sua esposa.

-Por dois motivos Dianna. Primeiro ela sabia que seu pai faria qualquer favor para ela, já que ele a amava, e sabia que por esse amor ele cuidaria de você.

-E o segundo.

-Ela te deixou comigo por que eu sou sua tia, e nunca ia querer ver você em um abrigo qualquer, ou com alguém que te maltratasse mais do que eu!

-Você…É minha tia?

-Não, minha avó que é! É claro que eu sou sua lesada, sua mãe era minha irmã, porque você acha que eu nunca quis te levar para a casa da minha mãe, porque você se parece muito com a sua mãe em todos os aspectos, até em se meter naquele lugar!

Dianna não sabia como iria conseguir digerir tudo que seus tios havia lhe contado, ela estava sem reação, como se algo havia estalado em sua cabeça, ela saiu correndo e foi para seu quarto, pegou um caderno surrado e muito velho, desceu as escadas como um foguete, entrou novamente na sala e jogou o caderno em cima e falou.

-Esse é o diário da minha mãe não é?

Samuel e Agatha franziram a testa diante daquele caderno, e o primeiro a se pronunciar foi a Agatha.

-Aonde você achou esse diário Dianna!

-No quarto onde eu fiquei na casa da vovó!

-Você chegou a ler?

Agatha não gostava de saber que sua sobrinha havia lido o diário da sua irmã, mesmo sua irmã sendo mãe daquela garota, ela não tinha gostado daquela idéia, pois tinha causado muito mau para sua irmã e tinha medo que sua sobrinha descobrisse suas maldades.

-Alguns trechos, porque?

-Por nada.

Samuel se recostou em sua cadeira e se fez presente na sala.

-Dianna chega por hoje filha, vai para o seu quarto sim?

Dianna o olhou brava, mas sua raiva se dissipou, pois viu seu tio ali cansado, e percebeu que as coisas que ele a contou lhe abriram uma ferida que a muito tempo estava fechada, e que lhe estava causando muita dor, se ela falasse o que ela ia falar, com certeza iria machuca-lo mais ainda, pois ele sempre a tratou como filha, era ele que cuidava de suas feridas quando criança, ele sim foi seu pai, já sua tia, nunca a aceitou como filha. Dianna abriu o seu sorriso mais sincero.

-Tudo bem pai!

Samuel ao ouvi-la chama-lo de pai sorriu, ele pensou que se ela soubesse da verdade nunca mais o chamaria de pai, aquilo o machucaria de mais, ele a amava como um pai ama seu filho, ela era tudo para ele, ela era mais do que sua própria filha era. Agatha ficou assustada com a reação da garota, ela jurava que Dianna ia gritar que não era filha dele, mas pelo o contrario, ela o aceitou como pai, aquilo a deixou furiosa, ela sabia que seu marido só a tratava como filha pois ainda amava a mãe daquela garota.