Luz e Trevas
16 Capítulo 16
Notas iniciais
–Por que você quer ir embora filha?
–Estou entediada, não tem nada para eu fazer aqui!
–É claro que tem.
–O que por exemplo?
–Olhe a sua volta, você tem uma biblioteca inteira para explorar, um jardim enorme la fora, você pode fazer o que quiser!
–Mas eu não quero ler, não quero ir ao quintal, eu quero a minha casa!
Samuel olhou sua filha que estava ali a sua frente fazendo birra, que nem uma criancinha quando não ganha o presente que quer, deu um sorriso:
–Filha entenda agora eu não posso sair, daqui a pouco sua mãe chega, e ela ficara muito irritada comigo se eu te levar embora antes que ela chegue!
–Mas pai…
–Nada de mais filha, pode tratar de desemburrar e ir fazer alguma coisa, antes que a sua avó me veja te dando bronca!
Dianna saiu pisando duro, com a cara fechada, sentou-se no primeiro degrau da escada, e sussurrou:
–Ow shit!
Ela ficou ali parada olhando para um ponto inexistente, até que tudo ao seu redor começou a girar, quando tudo parou ela estava no mesmo lugar, na mesma casa, só que ela tinha um ar diferente, parecia mais alegre. Alguns segundos depois Dianna se vira e se depara com uma garota que aparentava ter uns quinze de idade, correndo escada abaixo com um colar em forma de coração alado em ouro branco, lindo para ser exato, e um pouco mais atrás podia-se ver uma garota de uns quatorze anos correndo atrás da garota mais nova e gritando:
–Ágata volta aqui com o meu colar!
Quando a garota mais velha chegou no primeiro degrau de cima da escada, tropeçou e começou a rolar escada abaixo, protegendo a cabeça para não se machucar muito, até parecia que a garota tinha até que se acostumado a cair da escada, pois ela se levantou rapidamente e voltou a correr atrás da irmã, que tinha saído correndo dando gargalhadas da cara da irmã mais velha, a mais velha mau chegou no corredor e tropeçou no próprio pé e ali ficou chorando feito um bebe, pois alem de não conseguir pegar a irmã, havia se machucado toda e rasgado sua roupa favorita, sua mãe logo apareceu em uma porta que havia um pouco mais a frente.
–O que aconteceu Yara, para que você esteja chorando?
–A Ágata mãe, ela não quer me devolver aquele colar que eu te mostrei!
A Karen, suspirou, já estava cansada das discussões de suas filhas, se levantou, ajudou sua filha a se levantar, e foi para o quintal atrás de sua filha mais nova, mau saiu pela porta dos fundos, e viu sua filha sentada em um balanço que estava em baixo de uma arvore, se aproximou da mesma, fechou a cara, colocou a mão na cintura:
–Ágata Lê Fey, devolva o colar de sua irmã imediatamente!
–Mas mãe esse colar é delicado de mais para aquela cavala!
–Mesmo assim filha, ele foi um presente que ela ganhou, por tanto ele é precioso para ela, então devolva-o!
Ágata ficou emburrada, mas se levantou do balanço e estendeu a mão para a sua irmã, que estava ao lada se sua mãe, quando a mais velha estendeu a mão para pegar o colar, a mais nova virou o rosto ainda emburrada, e assim que sua irmã mais velha pegou o colar ela saiu correndo para o quarto, muito brava, sem nem mesmo esperar o que a irmã tinha para falar, e a deixou ela la no vácuo:
–Obrigado Ágata! E obrigado mãe!
–De nada minha filha!
Karen abraçou a filha, mas mau a tinha em seus braços uma empregada da casa apareceu na porta dos fundos e gritou para sua patroa:
–Senhora Karen, sua filha Ágata se trancou no quarto e esta tacando tudo no chão e nas paredes!
Karen suspirou, já esperava aquela reação da filha mais nova, ela havia ficado muito mimada nos últimos anos, e era sempre assim que ela reagia quando não conseguia o que queria.
Dianna mesmo não podendo ser vista se aproximou da Yara e pode vê-la direito, e deveria concordar com sua avó, ela realmente se parecia com ela.
–Por que será que eu me pareço tanto com você?
Dianna tocou o rosto da garota, no mesmo instante tudo voltou a rodar e ela estava novamente no degrau da escada, sentada olhando o nada, só que desta vez o nada tinha rosto.
–Katrina?
Dianna levou o maior susto ao ver a sua irmã ali na sua frente lhe olhando fixamente.
–Não, Maria Madalena, lógico que sou eu!
–Num enche Katrina!
–Então maninha o que você estava pensando enquanto olhava para o nada? Por acaso era no Dylan?
–Em nada que seja da sua conta. E eu nunca ficaria [pensando naquele traste em forma de humano!
–A qual é Dianna me conta!
–Não enche Katrina!
Dianna se levanta bruscamente e vai para o seu quarto, entra e tranca a porta, deita-se na cama, e por estar triste deixa uma lagrima escorrer enquanto sussurra algo antes de dormir.
–Por que somos tão iguais?
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