Luz e Trevas
2 Capítulo 1
Para seus pais Dianna nunca fora a filha que desejaram, era tudo, menos o que eles queria, aos oito anos se rebelara contra eles e para fugir atravessou o limite das terras iluminadas e infiltrara-se no obscuro e desde então seus pais lhe dispensavam cuidados e direcionavam toda sua atenção para sua irmã mais nova. Essa sim era a filha que eles desejavam, poderosa, inteligente e linda, afinal seus cabelos loiros, olhos verdes, pele branquinha, expressão de anjo e um enorme poder completava o pacote. O poder nada mais era do que psíquico, ela invade a mente de uma pessoa, quebrando todas suas barreiras, atinge seu sistema nervoso e descarrega ondas das piores dores que a pessoas poderia sentir, mas para a infelicidade da mais nova ela não consegui invadir a mente da irmã, as barreiras da mais velha eram muito mais fortes do que o poder da mais nova e Dianna agradecia a toda e qualquer santidade por isso.
Dianna mal sabia, mas agora ao completar dezenove anos seus poderes iriam conectar-se ao seu corpo, eles estavam amadurecendo, sua mente, seu corpo atingira níveis inumanos de velocidade, peso e força, sua visão aguçara-se, sendo capaz de encher os poros de poeira no ar, sua mente chegara ao ponte de poder realizar qualquer coisa. Ela sentia as mudanças ocorrendo, porem as mantinha para si, preferia não apresentá-las as pessoas, principalmente a seus pais.
Dianna encontrava-se em sua casa, jogada no sofá, com pacotes de salgadinhos, bolachas, e vários outros tipos de comidas nada saudáveis jogados vazios a sua volta, quando é pega de surpresa por sua irmã mais nova.
–Se continuar a se empanturrar dessas comidas calóricas vai virar uma bola!
Dianna encarou a irmã sem esboçar emoção alguma e apenas deu de ombros para logo voltar a seu melhor entretenimento, o teto, afinal conhecia seu estranho organismo, onde toda aquela gordura saturada iria ser convertida em energia e armazenada para quando seus poderes resolvessem dar o ar da graça. Katrina encarava a irmã furiosa, odiava ser ignorada e por isso resolveu invadir a mente da irmã mais velha e causar-lhe muita dor, para que assim se arrependesse de ignora-la. Dianna apenas suspirou ao sentir alguém arranhar sua barreira mentar.
–Você sabe que seus poderes não podem me afetar Katrina, então porque ainda tenta?
A mais velha se levantou e calmamente subiu as escadas para seu quarto, deixando sua irmã mais nova, furiosa, para trás. Jogada em sua cama as horas pareciam correr e logo pode ouvir os berros de sua mãe lhe chamando para o jantar.
Ao chegar a cozinha Dianna foi logo se servindo de tudo na mesa, e tudo exageradamente, por alguma razão seu apetite vinha aumentando drasticamente, mas nada com que ela ficasse alarmada, mas que incomodava muito sua mãe e irmã.
–Se mantiver esse ritmo Dianna você virar uma bola cheia de estrias sem talento algum e ninguém vai lhe querer!
Dianna estava com a boca cheia por isso só levantou os olhos para a mãe, mas quando estava preparada para dar a resposta que estava na ponta da sua língua, Katrina a corta presunçosamente.
–Mãe a Dianna possui sim talento, nenhum ataque mental é capaz de ultrapassar a barreira que ha em sua mente, eu já tentei e não consigo!
A mulher encarou a ruiva com um ódio quase mortal.
–Isso por acaso é verdade Dianna?
A ruiva por sua vez engole em seco, sua mãe sabia botar medo, apesar de assustada sua mente trabalha rápido e logo uma desculpa surge.
–Quem sabe, a Katrina é a única por perto com poderes mentais, talvez seu poder seja mais fraco do imaginado!
Katrina trincou o maxilar e semi serrou os olhos.
–Eu não sou fraca e muito menos mentirosa, eu sei que poderes mentais não funcionam com você!
–Ah qual é Katrina, você pode estar enganada!
Um sorriso trocista tomou a face da ruiva, mas ela só deixou que a irmã visse. Katrina por sua vez ficou enfurecida e tacou o guardanapo na ruiva, que desviou graciosamente, o que se tornou um erro, pois ela podia sentir que sua mãe estava prestes a explodir e provocar sua irmã não tinha sido uma boa ideia e se desviar daquele guardanapo tinha sido pior ainda.
–O que mais você esta escondendo dos seus pais Dianna VanAllen?
–Eu não estou ou estava escondendo nada mamãe, eu realmente não sei do que a Katrina esta falando, eu não tenho poderes ou eles ainda não apareceram, eu realmente não sei!
Dianna estava acuada, assustada, afinal seus pais pareciam dois leões diante a cena e sua irmã uma hiena a espera da carnificina.
–Eu sei que você sabe Dianna e acho bom começar a contar qual é a extensão dos seus poderes!
Dianna deixou o medo de lado e deixou que sua raiva tomar contar conta.
–EU JA DISSE QUE EU-NÃO-SEI!
Num ato impulsivo a garota se pôs rapidamente em pé e saiu correndo de casa com seus pais aos gritos atras de si. Dianna não queria os ver, não queria mais falar com eles, tudo o que dissesse seria ignorado e eles somente brigariam com ela, deixando seus instintos guiarem, seus pés a levaram para a divisa, rapidamente e sem pensar ela entrou no domínio das trevas, se embrenhou na mata sem ao menos ver por onde andava, tudo o que queria era ficar sozinha, esfriar a cabeça, se manter longe dos pais que só piorariam sua dor de cabeça. Quando ficou cansada e parou para observar onde estava não sabia por onde veio ou como voltar, e agora sua tranquilidade foi tomada pelo medo de ser atacada por alguma coisa, pondo-se a andar rapidamente para encontrar a saída, ela olhava tudo a sua volta a procura de algo que lhe parecesse familiar, mas por mais que andasse não reconhecia nada, tudo era igual, tudo cinza, morto e escuro, o medo lhe assolava no peito e o panico ameaçava lhe tomar, por um momento seus olhos se prenderam a uma arvores, mas assim que sua atenção voltara para o caminho que seguia sua respiração se perdeu e sua coragem ficara por um fio. A sua frente uma enorme criatura estava curvada em cima de algo que um dia vivia, mas que no momento estava destroçada, sangue respigava por todos os cantos e o monstro se alimentava da pobre alma que tivera a ma sorte de cruzar seu caminho, a mesma ma sorte que Dianna teve. A criatura se ergui sob duas pernas, seu corpo era troncudo e corpulento, pelos lhe cobriam toda a pela, sua face era quase humana, mais seus olhos era apenas o globo ocular e era totalmente vermelho, seu nariz era igual a de uma serpente, mas seus dentes lembravam a agulhas e navalhas, suas mãos eram cumpridas e suas unhas eram garras negras, ele possuía patas iguais a de um logo, porem mais alongadas e maiores. Apavorada e sem controle de seu corpo a ruiva deu uma para trás e pisou sem querer em um galho, o som seco ecoou por toda a floresta e atraiu a atenção da criatura, ele trepidamente ergueu a cabeça de olhos fechados e farejou o ar, sem esperar para ser atacada Dianna se virou e correu, seu corpo se movia com dificuldade, seus pulmões clamavam por oxigênio e suas pernas por descanso, mas ela definitivamente não queria morrer, então em um surto de adrenalina ela acelerou, não sentia mais as dores, não sentia mais seus pés no chão, porem sentia que a criatura e mais alguém lhe seguia. O mostro tomou um impulso e se jogou em cima da garota, que com o impacto saiu rolando, mas assim que seu corpo parou ela se pôs em pé e desviou-se da nova investida da criatura que de cabeça em uma arvore, aproveitando desse momento de fraqueza a ruiva se virou e iria novamente correr, porem ela sentiu uma dor excruciante em sua perna e ao olhar viu ali a criatura com os dentes cravados em sua coxa, lagrimas chegaram a seus olhos, mas ela se impediu, não choraria e daria esse prazer ao monstro, então como solução ela enfiou os dois dedos nos olhos da criatura, que com a dor a jogou longe e uivou. As costas da garota se encontraram com uma arvore, o estrondo que o impacto produziu ecoou, ao se levantar escorada na parede Dianna encarou aquela criatura mortalmente, o mostro a encarava da mesma forma, mas ele não sentia o mesmo que ela, ela se sentia cansada, sentia dor, sentia raiva e sentia que tudo estava indo de mal a pior, mas se recusava a morrer e se precisasse matar, ela mataria aquele monstro. O olho estranhamente verde da garota começou a tomar uma tonalidade bem próxima do negro e o brilho do olhar sumira. O monstro sem se importar se jogou para cima dela, mas não contava que ela lhe segurasse pelo pescoço e o levasse de encontro com uma arvore.
–Deveria ter me deixado em paz!
Dianna bloqueava a traqueia do monstro, lhe impedindo de levar aos pulmões e com apenas um movimento de pulso a garota quebrou o pescoço da criatura. Seus olhos estavam sempre fixos no dele e o observou ir ao chão morto. Rapidamente a coloração negra de seu olho esquerdo desapareceu e voltou a ser aquele estranho verde, ainda observando a criatura no chão ela pode sentir a presença de mais alguém ao localizá-lo ela olhou na direção dele e em seu rosto mostrava que ela não estava nada feliz e que se precisasse o mataria também se ele se atrevesse a atacá-la. Ao ver que nada iria lhe acontecer novamente Dianna se pôs a andar deixando o corpo para tas. A ruiva sentia-se doente, seu corpo inteiro doía, sabia que tinha machucados, escoriações e hematomas por toda a extensão de seu corpo, e a adrenalina do momento a cada momento baixava deixando seu corpo ainda mais dolorido.
Dianna andara por muito tempo, por mais que seu corpo lhe implorasse para que parasse para descansar ela continuava, estava levando seu corpo ao limite, sua consciência se perdia por instantes, seus olhos perdiam o foco, já não lhe importava onde estava, se corria ou não perigo, só queria um local para descansar seu corpo, deixar suas feridas se curassem e sentia que se alguém lhe impedisse disso ela arrancaria suas tripas enquanto ele ainda respirava e as enrolaria em volta do pescoço da vitima, não importaria o quanto fosse cruel, ela queria descanso, queria se curar e pouco se lixava para quem cruzasse seu caminho.
Ao entrar em uma clareira ela pode ver no centro uma arvore gigantesca e nesse momento o alivio foi imediato, temendo um novo ataque ela esforçou seu corpo mais um pouco e escalou a arvore, pode ver seu sangue manchar o tronco, ao se acomodar sentiu seu sangue esfriar e começou a tremer, o cansaço era demais para aguentar permanecer com seus olhos abertos e por fim a consciência lhe deixou e seu corpo se pôs a trabalhar e lhe curar ferida por ferida, tirando o resto de energia de suas reservas.
Dianna tinha semi consciência do que acontecia a sua volta, seu corpo ainda não estava recuperado e ela ficava entre a semi consciência e a inconsciência, eram poucos momentos em que estava consciente, se alimentava das pequenas frutas que um animalzinho lhe trazia, mas aquilo mal bastava para que seu corpo continuasse o processo de cura e para não gastar mais que o necessário ela permanecia perdida em um mundo de sonhos.
O tempo passava e quando seu corpo já estava melhor Dianna decidiu voltar para sua casa, não sabia a quanto tempo estava perdida ali, também não queria saber, somente queria um banho, muita comida, descanso, paz e tranquilidade.
Como guia Dianna teve uma pequena fuinha, ela jamais conseguiria voltar, estava muito longe da saída, muito perdida no meio daquele lugar, realmente ter aquele pequeno animal como companhia fora muito útil e agradável, jamais sobreviveria sem ele. O caminho fora longo, mas logo ela pode ver os primeiros raios de sol e o portal que dividia os lugares, o alivio lhe atacou, mas também um aperto no peito se fez presente, não queria ter que deixar o pequeno, mas não podia levá-lo junto, ele jamais sobreviveria ao lado iluminado. Ao olhá-lo pode perceber que ele também não queria deixa-la ir, mas que nada poderia fazer.
–Desculpa querido, eu tenho que ir, mas não se preocupe sei que nossos caminhos irao se cruzar novamente!
Com um suspiro e um meio sorriso Dianna deu as costas para a fuinha e saiu da escuridão. A ruiva ao se ver arregalou os olhos, todos seus machucados agora não passavam de hematomas, porem eles eram grandes e feios, parecia que levara uma surra e tanto, o que não deixava de ser verdade e com medo de sua aparência a garota evitara locais movimentados e correu direto para casa, com a cabeça no banheiro, ela necessitava de um banho, seus cabelos estavam emaranhados, cheios de terra e folhas mortas, suas roupas estavam perfeitas para irem para o lixo e seu cheiro não era um aroma de rosas, estava mais para suor, terra, dejetos e algumas coisas que ela preferia não identificar. Ao se livrar das incomodas roupas e se acomodar na banheira, ela deixou a água relaxar seus músculos e descolarem a sujeira que grudara em si como uma segunda pele. Conforme relaxava o cansaço lhe dominava novamente e logo ela estava no mundo dos sonhos, onde luz e trevas conviviam em harmonia, porem seu sonho fora interrompido, batidas na porta do banheiro, xingamentos e gritos chegara a seus ouvidos e lhe irritou mais que o imaginado.
–Dianna VanAllen saia desse banheiro imediatamente!
–Me deixa tomar banho em paz Katrina!
–Você já esta nesse banheiro a duas horas e o papai e a mamãe querem falar com você imediatamente!
–Duas horas?
–É, agora anda logo, que eu não sou pombo correi para ficar mandando recados!
Katrina deu uma ultima pancada na porta e se retirou a passos duros. Dianna saiu da banheira e viu que seu corpo estava novo em folha, sua barriga roncou alto, denunciando a fome que sentia e ela sorriu graciosamente sem se envergonhar da fome. Rapidamente a ruiva se enrolou em uma toalha vinho e correu para o quarto, onde colocou uma muda de roupa lima e jogou a que estava no lixo, ela já não tinha salvação. Pouco se importando que os pais estavam a sua espera Dianna foi para a cozinha onde pegou um pacote de salgadinho e enfim foi falar com seus pais, enquanto comia. Os dois estavam sentados lado a lado no sofá, sua mãe não tinha uma nada agradável, mas seu pai estava calmo, como se ela não tivesse feito nada de errado, o que ela não tinha, pelo menos não intencionalmente.
–Sim?
–Você tem alguma noção de quanto tempo esta fora de casa mocinha?
–Dois dias?
–Não, já faz uma semana que a senhorita nos enganou e fugiu para o meio daquele lugar desprezível e por isso você esta de castigo, pelo próximo mês você não poe os pés para fora desta casa a não ser para ir a escola!
–Era somente isso?
–Não, qual o poder que você possui?
Dianna suspirou e jogou o pacote de salgadinho no lixo.
–Mãe eu já disse para a senhora que eu não sei!
–E eu continuo afirmando que você esta mentindo para mim!
A ruiva abriu a boca para dar uma bela resposta, porem seu pai lhe impediu com um mão.
–Ja chega querida, eu acredito que nossa filha realmente não saiba qual poder possui!
–Mas amor, ela já deveria saber, olha só para a idade dela, a Katrina com muito menos já descobrira seu poder e agora sabe controlá-lo!
–Mas a Dianna é a Dianna e não a Katrina, nossa filha mais nova foi muito precoce!
–E a Dianna esta sendo muito retardada!
–Já chega querida, quando a Dianna descobrir seu poder ela nos contara e você ira ficar calma quanto a isso!
–Mas...
–Nada de “mas” e Dianna vá para o seu quarto, de qualquer forma você não sairá mais hoje!
Dianna olhou para o chão e suspirou, nunca vira os pais brigando e agora eles brigavam por sua culpa, rapidamente ela passou na cozinha e encheu uma sacola com tudo o que poderia comer e subiu furtivamente para o seu quarto.
Na manha seguinte a ruiva acordou com o sol no rosto e o despertador berrando em seus ouvidos, o lixo ao lado da cama estava lotado de pacotes de salgadinho e bolachas, seu mau humor estava mais ativo que o normal. Mau se levantou e foi-se arrumar para a escola, o uniforme nada mais era uma saia de pregas vermelha e preta, uma blusa social branca, uma blazer vermelho com o brasão da escola estampada no peito e uma gravata negra, para inovar ela colocou um cinto com spike dando duas voltas na cintura, amarrou a gravata no pescoço, amarrou o blazer na cintura e colocou nos pés um par de coturnos cheio de correntes, seus cabelos foram presos em um rabo alto e sua franja ficou a encobrir seus olhos. Pronta ela pegou sua mochila e desceu rapidamente para a cozinha se empanturrar de pão, leite e frutas. Ao se virar para sair acabou vendo seu pai na porta da cozinha lhe olhando de forma espantada.
–Pai, fecha a boca é capaz de entrar mosquito se a mantiver desta forma!
O homem balançou a cabeça negativamente e sentou-se na mesa, a ruiva sorriu e passou pela porta ao chegar perto das escadas sua mãe surgiu.
–Você, trate de esperar a sua irmã!
Dianna sorriu ao olhar para a mulher.
–Não, fui!
Dianna saiu correndo de casa e só parou quando sabia que não poderia ouvir o grito da mãe, por mais que saísse adiantada Katrina sempre alcançava, ela sabia os melhores desvios e atalhos. Mais alguns segundos andando em silencio e logo sua irmã se materializou ao seu lado. A loira usava o mesmo uniforme que a ruiva, porem sua gravata era vermelha e não negra, e usava nos pés uma pequena sandália estilo de boneca e seus cabelos estavam soltos.
–Porque não me esperou Dianna?
–Porque você demora muito pra sair!
Assim que as duas passaram pelo portão do colégio todos os olhares se dirigiram a ela, sendo que a grande parte eram mais olhares masculinos. As duas se separaram e seguiram direções diferentes, Katrina fora para junto de seu grupo, Dianna caminhou em direção a sua sala e jogou-se na ultima carteira da fileira da janela onde ficou observando o gramado até sua mente se esvaziar e desligar-se totalmente do mundo a sua volta, só voltou a si quando o sinal bateu, chamando assim a sua atenção de volta a terra. Rapidamente Dianna saiu as sala caminhando tranquilamente com destino sendo uma enorme arvore que se encontrava no meio do gramado e novamente se desligou do mundo, ignorando todos os olhares que havia em sua direção.
Katrina se encontrava perto do gramado, mas ao lado do prédio, cercada de suas amigas, quando percebeu um olhar em particular sendo direcionado para a sua irmã e decidiu ir falar com sua irmã sobre a pessoa em questão.
–Dianna!
A ruiva parecia nem estar mais dentro do próprio corpo e tão desligada que se encontrava e para lhe chamar atenção a loira teve de lhe balançar.
–Dianna você nem imagina o que esta acontecendo neste exato momento!
–E o que esta acontecendo neste exato momento, Katrina?
–O Dyllan esta lhe observando com MUITO interesse!
Dianna suspira e olha para onde o rapaz estava, realmente ele a observava com mais interesse do que lhe era devido, o que irritou a ruiva, mas ao velo cumprimentá-la ela deu um sorriso forçado e o cumprimentou de volta.
–E o que tem isso?
–O que tem? Dianna, ele esta completamente afim de você!
Dianna suspira, olha pro céu e por fim se levanta.
–problema dele!
Katrina arregalou os olhos, assustada.
–Como?
–É problema dele estar afim de mim, eu não quero nada com ele, ele não passa de um galinha que só mostra interesse em mim porque eu não fiquei com ninguém deste lugar e só quer ficar mais famoso por isso, e eu realmente não estou disposta a dar esse gostinho para ele, agora Katrinha, o intervalo chegou ao fim e se você me der licença irei voltar para a minha sala, você deveria fazer o mesmo!
Dianna deu as costas para a irmã e quando ela abriu a boca para reclamar se pode ouvir o sinal do fim do intervalo acabar e a loira pode observar sua irmã mais velha se dirigindo para a sala e pensava “Como ela faz isso?”.
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