Luz e Trevas

6 Capítulo 5


Notas iniciais
Nyah...Consegui escrever mais um capitulo... Esse é mais curto, porem espero que gostem...

Luka se retirou antes que seu irmão focasse sua atenção as coisas a sua volta e o percebesse ali, afinal se isso acontecesse ele iria virar picadinho de Luka e seria servido no jantar como prato principal. Rapidamente ele chegou ao terreno de sua casa e pulou em cima do muro e preferiu ficar por ali e esperar pelo irmão mais velho, enquanto esperava ficou a olhar o céu e pensar naquela estranha garota e no que ela estava transformando seus irmãos. Não demorou muito e Lucas apareceu perto da casa já em sua forma humana e ele aparentava estar exausto, para que o mais velho não percebesse que ele sabia de tudo Luka se pôs a implicar.

–O que foi Lucas, parece que andou brigando com alguém!

–Largue de ser intrometido Luka, me deixe em paz, estou tendo um dia difícil!

–Qual é Luquita, somos irmão, conte pro seu maninho aqui o que esta te deixando tão estressado!

–Eu já lhe disse que não é da sua conta Lukasinho, porque você não fica ai, na sua, observando as estrelas como sempre e deixa que da minha vida cuido eu?

–Nossa, que estresse, brigou com a namoradinha, foi?

–Escute Luka, mas escute atentamente só vou dizer mais esta vez antes que perca totalmente minha escassa paciência, não se intrometa na minha vida!

Luka arregalou os olhos e se calou, afinal quando o mais velho queria conseguia ser terrivelmente assustador e infelizmente Lucas estava em terrível estado de nervos, que Luka achou melhor não provoca-lo mais. O garoto observou o irmão entrar na casa e suspirou ao ver que o irmão mais velho já estava la dentro e dirigiu seu olhar para o céu.

“O que essa garota esta fazendo com os meus irmão? Eles não eram assim!”

Josh estava em seu quarto olhando para fora da janela em que estava encostado.

–Essa garota consegue me tirar do sério como ninguém!

–Não se atreva a chegar mais perto dela Joshua, ela é minha e somente minha!

Josh engole em seco e olha para a porta do quarto, onde seu irmão mais velho se encontrava escorado no batente.

–Quando foi que você chegou?

–Não faz muito tempo, mas o suficiente para lhe ouvir, por isto estou lhe avisando Josh, ela é somente minha!

Josh bufa contrariado e sai de perto da janela para se encaminhar a sua cama, onde se joga.

–Vamos lá Lucas, você sabe muito bem que podemos dividi-la, você brinca com ela o quanto achar suficiente e depois eu me divirto com ela até se quebrar!

Josh nem piscou direito e já se viu sendo jogado de encontro ao colchão com seu em cima de si segurando-lhe pela gola semi aberta da camisa.

–Não se atreva a chegar perto da minha princesa ou eu não irei me responsabilizar por meus atos!

Josh pegou as mão do irmão para afasta-lo de si e semi serrou os olhos com ódio.

–Ela não é uma princesa e é muito menos sua Lucas!

–Para mim ela é e sempre sera uma princesa e ela ainda sera minha, quando isso acontecer eu vou te querer bem longe dela!

Com um empurrão o mais velho largou o irmão menor e se dirigiu para fora do quarto. Josh ficou olhando para o teto pensativo, não entendia o que acontecia com seu irmão. Luka ouviu tudo do lado de fora do quarto, escorado na parede ao lado da porta, com um suspiro cansado ele decidiu ir atras das respostas que queria com a única pessoa que ele tinha quase certeza que as possuía, rapidamente ele desceu as escadas da casa e partiu em direção a sala da lareira.

–Pai o que esta acontecendo com os meus irmãos?

–Simples Luka, eles foram encantados por ela!

–Como?

O homem na poltrona suspirou pesadamente.

–Há algo naquela garota que não esta certo, existe algo de diferente nela que inconscientemente encanta seus irmãos, mas me diga filho, você conseguiu perceber os poderes dela?

–Alguns, mas o mais impressionante é sua mudança de aparência e humor, quando esta calma ela mais parece um anjo, com aqueles cabelos vermelhos e olhos verdes, mas quando se sente ameaçada ou irritada ela se transforma, seus olhos ficam negros e ela parece um demônio, e quando fica assim sua força muda, assim como sua velocidade, ela fica tao rápida que quando se move parece mais que esta se teletransportando do que correndo, é incrível como sua personalidade muda rapidamente, porem fora somente isso que consegui observar pai!

–Isso é realmente muito interessante filho, uma garota do lado iluminado com essência demoníaca, interessante!

–Como assim, pai!

–Agora não poderei lhe explicar meu filho, mas mais tarde, em um outro momento, talvez eu lhe explique ou talvez você acabe descobrindo sozinho, mas agora volte para seu quarto e descanse você parece cansado filho!

Luka bufa irritado.

“Velho maldito me expulsando desta forma!”.

Por fim o garoto se retira da sala, mas ainda estava furioso com o pai, odiava quando o homem lhe tratava daquela forma. Luka dirigiu-se a seu quarto e foi abrindo a camisa que usava, ficando mais confortável e assim que chegou a seus aposentou jogou-se em sua cama, apagando logo em seguida, mas não sem antes contemplar o rosto angelical daquela garota do lado iluminado.

Há duas semanas Dianna não dormia direito, seu rosto já demonstrava o cansaço que sentia por causa das noites mau dormidas, o sono lhe vencia durante as aulas e a o que estava lhe tirando do sono era aquele par de olhos safiras, ele a estava perseguindo e se aquilo continuasse daquela forma seu corpo não aguentaria e acabaria entrando em colapso.

Dianna já perdera a conta de quantas vezes aquele mesmo pesadelo lhe vinha, a uma semana toda a vez que fechava os olhos a mesma imagem lhe vinha, ela estava no lado negro, sozinha, sem ajuda e aqueles olhos azuis lhe vinham atormentar, mas rapidamente a imagem mudo e é quando duas pessoas apareciam, uma bela garota de cabelos loiros e um rapaz ruivo, ele sorria apaixonadamente para a loira, mas quando ela ia abrir a boca para dizer algo os dois começavam a sangrar e desaparecer lentamente de sua vista. E novamente ela acordava gritando e assustou seus pais e sua irma, que subiram correndo para o seu quarto.

–De novo aquele pesadelo, filha?

Dianna levantou o olhar para o pai, seu corpo tremia e ela se abraçava como para se manter em segurança, e pensava veementemente que aquilo não passava de um pesadelo.

–Sim papai, novamente aquele pesadelo! — O homem suspirou e olhou para sua esposa e sua filha mais nova e pediu silenciosamente que os deixassem sozinhos, as duas prontamente se retiraram e ele deitou-se ao lado da filha e a aconchegou em seus braços. — Estou morrendo de vergonha pai, já perdi as contas de quantas vezes já sonhei com isso!

–Não tem que se envergonhar querida, todos temos pesadelos!

–Mas eu estou causando problemas a todos, lhes acordando com os meus gritos e fazendo você ficar aqui comigo até pegarmos no sono!

–Eu não vejo problemas nisso filha, você só esta passando por uma fase ruim, agora durma, você precisa descansar!

A garota se ajeitou nos braços do pai e pegou no sono, mas não por muito tempo, pois logo deveria acordar para mais um dia exaustivo no colégio.

Na manhã seguinte Dianna acordou mais indisposta que nunca, seu corpo estava inteiramente dolorido, sua pele queimava em febre, sua cabeça girava com o menos movimento, parecia que tudo ao seu redor parecia decidido a rodar. Com cuidado a garota conseguiu se levantar e foi para o banheiro praticamente se arrastando, tomou um banho na água fria, mas a água não lhe ajudou a abaixar sua temperatura, com muito esforço ela pegou o primeiro par de roupas que encontrou e desceu até a cozinha parecendo um zumbi, sentou-se no seu lugar a mesa e acabou por nem comer nada, seu estomago se revirava só de pensar em comer, seu pai ainda não estava a mesa, somente sua mãe estava ali, a qual que nos últimos dias só sabia brigar com a garota e que acabou por não perder aquela oportunidade.

–Nossa filha, você, não querendo tomar café?

–E o que tem eu não estar com vontade de tomar café?

–Você só pode ter engordado e agora esta preocupada em virar uma bola de gordura!

–Quem me dera fosse isso!

Ágata levantou uma sobrancelha, estava estranhando a própria filha, afinal Dianna por natureza não era desanimada e muito menos de negar comida. Samuel entrou na cozinha e primeiro cumprimentou a esposa com um doce selinho e se dirigiu a Dianna, mas quando ele lhe beijou a testa arregalou os olhos assustado.

–Ágata ela esta queimando em febre!

–A Dianna esta doente?

As duas mulheres o olhavam surpresas, era praticamente impossível a Dianna ficar doente.

–Eu vou leva-la a um consultório medico ver o que ela tem!

Samuel nem tocou no café e saiu as pressas com a filha para o consultório de um velho amigo seu, que morava ali perto, mau adentraram o consultório e o homem começou a discutir com a secretaria, que era a responsável por barrar a entrada da Dianna para uma consulta, era tao difícil ver seu pai bravo daquela forma que um sorriso lhe tomou os lábios, por saber que ele estava preocupado consigo, mas o sorriso logo morreu ao se lembrar daqueles olhos, nesse momento uma tontura lhe atingiu e ela teve de se sentar para não ir direto para o chão. Não demorou muito e seu pai voltou ainda com a expressão irritada.

–Vamos filha, ele vai lhe atender agora!

Com a ajuda de Samuel, Dianna se pôs em pé e se dirigiu para a sala do médico, a sala era enorme, uma das paredes era de vidro e dava para ver um pequeno jardim verde muito bem cuidado, a sala era toda pintada de branco com detalhes prateados, ela era muito bem organizada e arejada, ao se sentar em frente ao medico ela notou uma certa semelhança, ele lhe lembrava a alguém, mas ela não conseguia se recordar no momento. Ao ter uma pequena conversa o medico a mandou fazer alguns exames.

–O corpo da sua filha esta exausto, você, mocinha, esta levando seu corpo a exaustão, ele já esta atingindo o limite e eu lhe aconselho a não atingir esse limite, pois as consequências podem não ser boas!

–Sim senhor!

–Agora você pode ir e descanse bastante, não deixe seu pai mais preocupado do que já esta, pois se não eu tenho quase certeza que ele vai matar a minha secretaria!

Dianna deu um sorriso amarelo e saiu amparada pelo pai, ele a levou direto para a casa e a deixou em seu quarto e partiu para o serviço.

Com o passar dos dias Dianna se recuperava mais, porem se entediava, pois seu pai não lhe permitia sair da cama por nada.

Passa o dia na cama realmente não era com ela, ficar olhando para o teto era entediante, assistir teve era irritante, pois nada em nenhum canal lhe chamava a atenção. Por tanto a maior parte do dia ela passava dormindo e muitas vezes ela via aqueles mesmos olhos, mas de tanto os ver ela já não se importava mais e até os achava aconchegantes, um porto seguro.

Ao termino da semana seu martírio finalmente chegara ao fim. Aquela noite seria a ultima que passaria em sua cama, finalmente seu pai a liberara para ir ao colégio. Na manha seguinte Dianna levantou-se animada, pegou seu uniforme, uma saia jeans de pregas, sua camisa branca com um bração do seio esquerdo, sua gravata cinza, sua meia 7/4 negra e uma bota de salto alto de fivelas. Ela desceu quase saltitante para a cozinha e tomou um copo generoso de leite com chocolate e comeu um pao com manteiga, mau havia terminado de comer e já estava indo para o colégio, já estava quase na porta quando sua irmã apareceu aos saltos tentando por uma sapatinha no pé.

–Mana, me espero eu só vou tomar um copo de leite!

–Katrina, eu não vou esperar ninguém, você que me alcance no caminho!

Finalmente Dianna pode sair de casa e a primeira coisa que viu foi o céu azul coberto com nuvens brancas, ela andava tranquilamente pelo mesmo que fazia desde que começara a estudar, sua vida novamente estava aos poucos voltando ao normal, não tinha mais pesadelos e ela já não temia mais aqueles olhos que a seguia. A garota se sentia mais leve com seu corpo renovado e por sua mais nova liberdade, mas ao por os pés dentro da escola uma multidão de olhares se dirigiu a ela, mas ela não podia entender o porque, mas fora graças a uma brisa que soprou ao seu redor balançando os seus cabelos soltos, lhe dando um maior ar angelical do que ela já tinha.

Mau havia postos os pés na escola e já sentiu-se ser arrastada para uma parte mais afastada do colégio e ela não gostou nada ao constatar que quem lhe arrastava era seu arque inimigo, Dylan.

–Onde você passou esta semana inteira?

–Em casa, na minha cama, doente!

–Duvido!

–Estou falando a verdade, eu estava doente, não tinha condições de sequer sair da minha cama!

–Então o que você tinha!

–Estava estressada e exausta, meu corpo não estava aguentando a falta de sono e o acumulo de estresse que a falta de descanso estava causando!

–Não acredito em uma única palavra sua, para mim você estava com aqueles monstros do lado negro que você tem como amigos!

–Acredite no que quiser Dylan, eu não me importo, mas se quiser se eu falo a verdade pergunte pro seu pai, ou pra secretaria dele, afinal ela deve lembrar do escândalo que o meu pai fez para que eu fosse logo atendida!

Então Dianna deu as costas ao garoto e saiu de lá como se aquela discussão nunca houvesse sequer acontecido e isso irritou e muito o Dylan.

As aulas passaram como sempre, monótonas e tendo o total desinteresse de Dianna, que ignorava toda a explicação da professora sobre a separação do mundo, tudo o que a garota fazia era olhar para fora.

As aulas terminaram e ela se dirigira parasua casa quando uma vontade arrebatadora lhe atingira, algo a puxava para ir a um certo lugar, ela sentia que deveria ir, encontraria algo ou alguém que lhe era de seu interesse, mas não poderia ir, ela não se permitia e nem seu corpo, pois seu estomago reclamava para que ela pusesse algo quente e com muitos nutrientes nele.