Luz e Trevas

17 Capítulo 17


Notas iniciais
Nyahhhh... Ai esta mais ou menos explicado o porque da gargantilha ser especial para a Yara.. Mas nao da para se saber os sentimentos escodidos por tras dele!!! Espero que gostem e que comentem...
Bjsss
E boa leitura!!!

Dianna estava toda esparramada, tinha acabado caindo no sono, só acordou por que seu pai estava esmurrando a porta:

-Dianna abra essa porta logo filha estou preocupado com você!

Dianna se espreguiçou preguiçosamente, se levantou coçando o olho como uma criançinha, abriu a porta bocejando:

-Pra que tanto estardalhaço?

Samuel suspirou aliviado, ao ver sua linda , e de certa forma ingênua filha, bem.

-Por que você não abriu essa bendita porta logo, estava pensando que você tinha se matado!

-Ai que exagero pai, eu apenas não tinha ouvido.

Dianna ainda coçava o olho.

-Então, vamos?

-Pra onde?

Dianna tinha ficado confusa, bem ela ainda não tinha acordado direito.

-Para casa filha, não era isso que você queria?

-Ah, claro, só preciso pegar a minha mochila, e arrumar umas coisinhas por aqui!

-Quando terminar, vá me procurar, provavelmente estarei na biblioteca!

-Sim senhor!

Dianna fechou a porta, começou a arrumar algumas coisas que tinha bagunçado, tanto na estante do quarto, quanto na escrivaninha. Ao colocar um livro no devido lugar, Dianna derruba sem querer um outro caderno, mas esse não tinha nome e tinha uma tranca estranha, a tranca era de ouro branco, parecia que precisava de uma chave para se abriu, ele parecia ter sido escrito a mão, mas não se podia ver a letra de quem o escreveu, apenas marcas de tinta. Dianna era curiosa, pegou aquele estranho caderno e o colocou em sua bolsa, ninguém ia saber que ela pegou mesmo.

Algum tempo depois Dianna deixou o quarto impecável, assim como ela havia pego ele quando chegou. Descendo as escada ela viu o seu pai ao final, a olhando estranhamente, ela inclinou a cabeça um pouco para o lado.

-Vamos, já estou pronta!

Samuel parecia ter saído de um transe, olhou direto para a filha meio desconcertado.

-Vamos!

Ele se virou e foi em direção da porta, Dianna desceu as escadas, ao chegar perto da porta ela olha para trás e vê a avó encostada na parede lhe dirigindo um sorriso.

-Até mais vovó!

-Até minha doce neta!

Dianna saiu com um sorriso nos lábios, aquela senhora sim era sua família, não aqueles que a criaram, pois no tempo em que ela ficou ali, a sua avó lhe tratara muito melhor do que seus pais em toda a sua vida.

Dianna entrou no carro e esperou o seu pai sair, não demorou muito e ela estava novamente em sua casa, agora ela poderia voltar a sua vida rotineira. Ela se espreguiçou dentro do carro.

-Até mais pai. Avise quando forem voltar!

-Tah!

Samuel fora muito grosso com a filha, mau ele percebeu que ele a havia lhe magoado, mas não se importou, viu a filha sair do carro e entrar na casa, e logo partiu para a sua verdadeira família, longe daquela pobre garota.

Dianna entrou na casa, e se sentiu a vontade, foi correndo para o seu quarto, e o encontrou da mesma forma em que o havia deixado. Jogou a sua bolsa ao lado da cama, e se jogou na mesma. Mesmo estando sem sono tentava dormir, mas como o sono não vinha, resolve pegar alguma coisa para ler, pegou o diário que trouxe da casa de sua avó e começou a ler.

“Droga, hoje fui perceber que no dia em que eu fui parar no lado negro perdi o meu caderno de desenho, lá tinha tudo que era mais de precioso para mim, é claro que a minha mãe não sabe que eu fui parar lá, e também não sabe da existência daquele caderno, pois se soubesse ela ia me fazer queima-lo, e bem eu não faria isso nem morta.

Eu tive que ir busca-lo naquele lugar, mas estava com medo.

Novamente chovendo nesse lugar, será que ninguém entende que em dia de chuva eu me perco mais do que cego em casa grande? Bom novamente me perdi, escorreguei muito e por isso me sujei inteira, minha mãe ia me matar quando chegasse em casa, mas novamente acabei por chegar naquele velho e enferrujado portão, como já estava ali mesmo fui procurar o meu caderno. Andei muito, cai muito no barro, e me sujei mais ainda, e o pior me cortei varias vezes, acho que fiquei horas andando naquele maldito lugar. Quando cansei de andar me sentei em baixo de uma arvore qualquer, eu tinha certeza que estava chorando, mas ninguém ia perceber já que eu estava tomando chuva e a mesma se misturava com as minhas lagrimas, assim como aquele barro se misturava com o meu sangue.

Eu não percebi quando ele se aproximou, só o percebi quando se sentou ao meu lado.

-Novamente perdida princesa?

Eu tenho certeza, eu corei naquela hora, ninguém do sexo masculino me chamava de princesa se não o meu pai.

-Mais ou menos.

-Então esta procurando algo?

Eu olhei assustada para ele, mas corei na hora em que meus olhos se encontraram com os dele.

- Si… Sim, mas como você sabe?

Tive de olhar para outro lado, para que ele não percebesse a minha face corada.

-Pois eu achei isso caído por ai outro dia!

Eu olhei para o que ele segurava em suas mãos, e me surpreendi.

-O meu caderno!

Ele sorriu novamente, ele pegou o caderno e me entregou, mas junto tinha uma caixa, eu olhei para ele, mas seu rosto estava virado, não tive como não sorrir, pela primeira vez eu tive certeza eu consegui constranger alguém. Não consegui segurar o riso, e ele se virou nervoso.

-Por que esta rindo?

-Por nada, é só que é engraçado te ver envergonhado!

-Eu não acho graça nenhuma nisso!

-Tudo bem, parei. Mas o que seria isso?

-Um presente para uma linda princesa!

Eu não consegui esconder um sorriso que brotou em meus lábios, mas só para pirraçar eu comentei.

-Mas uma princesa não deve aceitar presentes de estranhos!

-Entao deixe que eu me apresente! Me chamo Thomas Amom! E como se chama a linda princesa?

-Me chamo Yara Lê Fey!

-Um lindo nome, para uma linda princesa!

-E vejo que você é muito galanteador, não?

-Só um pouco!

Thomas fez um sinal sinalizando o seu um pouco, e acabou me piscando um olho, eu não resisti e me derreti.

-Pena que eu não possa ficar mais um pouco aqui!

Realmente eu estava triste, queria ficar mais um pouco perto dele, mesmo ele parecendo ser um galinha, eu gostava da presença dele, me trazia segurança, mas me desagradava eu estar tão apegada em uma pessoa que eu só vi duas vezes.

-Então deixe que eu te leve de volta ao portão, linda princesa!

-Pare de me chamar de princesa, eu não gosto disso!

-Tudo bem, mas você continua sendo para mim uma princesa, linde e desastrada!

Nessa ora eu acabei me irritando, tudo bem, eu já devia estar brava, mas a minha paciência não colaborava, mas agora já passou do limite.

-Tudo bem você me ajudou coisa e tal, mas isso não te da a intimidade o suficiente de me chamar de princesa, e muito menos o direito de falar que sou linda e desastrada, mesmo eu sendo.

Fiquei de cara fechada o caminha inteiro, eu sentia que ele queira falar algo, mas não dava a chance dele fazer.

Passei pelo portão sem nem ao menos olhar para trás!

Quando cheguei em casa, novamente minha mãe brigou comigo por causa do meu estado, e novamente fiquei de castigo, e agora estou sem o meu caderno, sorte que eu consegui esconder a caixa que tinha a jóia.

Ao chegar em meu quarto fui tomar um demorado banho, me recuperei de meus cortes, mas ao me olhar no espelho e vi aqueles lindos olhos verdes, mas que estavam me irritando para valer, sem perceber eu esmurrei o espelho, espalhando vários cacos de vidro pelo chão, os recolhi imediatamente e fiz um curativo na minha mão, logo depois de arrumar toda a minha bagunça no banheiro e me vestir, me deitei na cama, toda esparramada, peguei aquela caixinha e levantei ela, não queria nada que ele me desse, mas ao mesmo tempo queria. Tudo bem também acho que estou ficando louca com essa situação, e ele deve estar achando graça disso tudo.

-Ah, mas que ódio!

Eu até podia odiar ele, mas eu estava curiosa para saber o que era, então eu abri o presente, quando eu o vi, levei o maior susto, era uma gargantilha de ouro branco, com um pingente de um coração alado, lindo, mas muito lindo. Não pude evitar e um novo sorriso brotou em meus lábios, e aquilo ficou sendo algo que ninguém poderia tirar de mim, mesmo este sendo um segredo que somente eu poderei saber!”

Dianna parou sua leitura, o sono finalmente havia chego, e com um sorriso nos lábios foi dormir, de certa forma aquilo lhe deixava feliz, mesmo não sabendo o porque.