Luz e Escuridão
5 Festa
Notas iniciais
“Vai se atrasar”, disse Vitoria cantarolando do banheiro.
Sofia não possuía roupas secas, muito menos alguma que combinasse com uma festa. Então sua nova colega/amiga de quarto, assim se denominava a própria Vitoria, emprestou algumas de suas milhares e milhares de roupas. Ela estava com um vestido azul claro. Cheio de babados e com as mangas de renda. Estava se sentindo totalmente sem roupa se olhando na frente do espelho. Enquanto a amiga falava que estava linda e que a cor combinava com seus olhos, e a puxava para a cama para arrumar o seu longo cabelo loiro.
Vitoria estava com um vestido laranja rodado e curto, o que resaltava sua pele morena e suas pernas grosas, e com os cabelos castanhos e cacheados ate o centro de suas costas, soltos, de um jeito armado, mas muito bonito. Usava um sapato cheio de tiras preto, de salto alto. E estava com maquiagem. Sofia ficou encantada em como a amiga estava bonita, mas teve certa vergonha de comentar e achar que ela ficasse ofendida. Vitoria insistiu para passar maquiagem ou para Sofia colocar um sapato de salto, mas foi tudo em vão. A garota colocou um coturno preto, da amiga, depois que Vitoria escondeu seus tênis. E de maquiagem passou apenas um batom cor de rosa.
Vitoria levou novamente a amiga para frente do espelho
“Prontinho! Agora eu já acabei meu serviço. Não esta parecendo um anjo?”
Sofia ficou envergonhada e foi interropida pela batida na porta
“Já vai”
“Se demorar eu entro”, brincou uma voz rouca de volta.
“Ora, não me diga que a festa foi cancelada...”
“Minha blusa, eu quero ela sabe...”
“Ok, vou buscar”, disse ela virando de costas e fechando a porta, pegou a blusa e entregou para o garoto, que a colocou na mesma hora. “Era só isso?”, ele acenou a cabeça que sim e ela foi virando as costas novamente e entrando.
“Sofia vai?”, disse ele pegando na porta no momento em que ela iria fechar
“Vai sim”, respondeu sorrindo
“Espero vocês lá”, respondeu ele com um sorriso no rosto
As garotas foram ate o final do corredor e deparam com uma porta preta, e de musica agitada vindo de lá. Então bateram na porta e o anfitrião da festa, veio recebê-las, com um sorriso no rosto. Usava roupas pretas e um jaqueta de couro. Seu cabelo repicado estava bagunçado, como sempre. Quando viu Sofia ele a abraçou bem apertado, forçando seu rosto em seu peito. O que a fez sentir o cheiro agridoce de seu perfume.
“Esta melhor?”, sussurrou
“Sim, obrigada por perguntar”.
Ele sorriso para ela
“Vamos entrar, meninas?”
“Claro”, disse Vitoria puxando o braço da amiga, que parecia envergonhada. Quando entraram no quarto viram uma espécie de luminária que refletia formas de estrelas por todo o quarto escuro. O que fez Sofia ficar encantada. A musica estava alta, e ela preciso gritar para ser escutado por alguém. Estavam todos dançando, mas Sofia não sabia dançar. Então se sentou em uma cadeira de madeira, que deveria ser de uma mesinha de fazer trabalho escolar. Estavam todos com copos de plásticos vermelhos, bebendo um líquido vermelho e com gelos que estava dentro de uma jarra de vidro, grande.
“Quer ponche, senhorita?”
“Não sei o que é isso...”.
Ele riu
“Eu vou pegar para você, espera ai. Não vai dançar?”
“Não gosto... ok”, ela havia mentido sobre a parte de não gostar. Ela na verdade não sabia. Mas por algum motivo, achou que não deveria falar aquilo, por medo dele rir dela. Quando realmente a chamam para uma festa ela não sabe dançar e a pessoa nunca mais a chama. Ela não podia deixar isso acontecer.
“Sofi!!Vou dançar. Você não vem não?”
“Não não, acho melhor ficar aqui”
“Você que sabe. Quer que eu fique aqui com você?”, dizendo isso, um garoto loiro passou e colocou uma espécie de fio felpudo rosa, em seu pescoço.
“Dança comigo”
“Ah, eu...”
“Vai lá dançar”, disse Sofia com um sorriso.
Quando ela ainda esperava o garoto trazer a bebida, que parecia ter acabado e ele foi fazer outra, um garoto da pele bronzeada e o do cabelo loiro chegou perto de Sofia. E sorriu para ela, se agachou perto de onde ela estava e entregou um copo de plástico vermelho.
“Aqui esta, Sofia. Eu sei que aquele cara irrita, então qualquer coisa é só me chamar. Mais cedo, você se machucou?”, foi ai que ela se lembrou de onde o conhecia, foi o garoto que havia trombado com ela mais cedo, naquele dia e o garoto de cabelos pretos havia chegado e o chamado de Greices?
“Como sabe meu nome?”
“Somos da mesma sala. Não me viu foi? Ficou entretida com aquele otario e nem me percebeu... Realmente, tome cuidado com suas amizades, ele com toda certeza não seria uma das melhores...”
“Ele não é ruim. Todos falam que ele não presta, ou age por impulso. Mas ele me ajudou hoje, varias vezes. Não venha falar mal dele. E se odeia tanto ele, por que esta na festa dele?”
“Porque eu não o odeio, nos apenas não nos falamos mais. Ele fez muita merda, me entende? Mas éramos bem amigos, como se fossemos irmãos. Mas depois que ele fez merda, ele só piorou, não é um doce. Eu sei do que estou falando. Você é muito ingênua. Eu só quero o seu bem. Ele foi bacana com você agora, mas ele vai te tratar mal uma hora ou outra, ou te decepcionar. E não quero que isso aconteça. Ninguém quer. Então estou te avisando antes. Não sei o que ele disse de mim...”
“Ele não falou nada, não entrou no assunto”
“Ele não falou nada?”
“Não, não disse nada. Conversamos pouco na hora que almoçamos”
“Entendo. Desculpe se o ofendi, meu nome é Castiel...”
“Não era Greices?”.
Ele riu
“Esse é meu sobrenome. Deve ter perguntado por o Enrique me chamar assim. Nossa estórinha, é bem complicada e antiga...”
“Enrique?”
“Ora, ora. Como ele é desleixado, conversa tanto tempo com uma dama de alta qualidade como você. E nem ao menos tem a preocupação de se apresentar...”
“Que tipo de besteira você esta falando?”, Enrique estava serio e com dois copos na mão, mas logo olhou na mão de Sofia e soltou um suspiro, “Acho que demorei muito, não foi?”
“Ah, um pouco, mas nem bebi isso. Então não se sinta ofendido. Eu pego o seu também e agora a gente coloca no mesmo copo, e coloca o seu copo por baixo. Prontinho, agora eu vou beber o dos dois”, disse ela sorrindo, depois de ter feito todo o ritual. O que deixou os dois de boca aberta.
“O que ouviu a respeito de mim?”
“Nada, ele estava perguntando se eu havia me machucado de mais cedo. E ...”
“Ela pegou um resfriado e esta melhor. Se estava tão preocupado por que não foi ate o quarto dela perguntar?”
“Desagradável...”
“Olha aqui, Greices. Você não tem nenhum ponto na minha lista. E eu acho bom, você abaixar sua bola, seu otario. Esta no meu quarto, olha como fala de mim, eu ainda sou bem mais forte que você, não pense que...”, falava calmamente e ironicamente Enrique, enquanto segurava a gola da camisa cinza de Castiel. “Vou dar uma volta...”, disse ele largando Castiel, que caiu de pernas abertas no chão fazendo cara feia, Enrique deu meia volta e saiu do quarto.
“Onde o rapazinho foi?”, perguntou Vitoria, que se aproximava ainda dançando e colocando o echarpe no pescoço de Sofia.
“O otario, saiu da própria festa. Sabe como ele é...”.
“É, Cas, ta certinho. Mas sair da própria festa é maluquice”
“Onde ele costuma ir?”
“No jardim...”
“Por que, senhorita?”
“Por nada....”
“Vamos dançar, vem Sofi, Cas!!”
“Não, acho que vou ao banheiro, tomei muito ponche, aonde é?”
“Não faço a menor ideia, Sofia...Vamos dançar, Vi.Volta logo, para poder dançar comigo”, disse ele sorrindo
“Ah....Ok...”
Fale com o autor