Luz e Escuridão
6 Café da Manhã Romântico
Notas iniciais
Sofia aproveitou a desculpa mal feita, e saiu para o tal jardim, que ela não fazia a menor ideia de onde ficava. A noite estava fria, enquanto ela perambulava sobre a grama molhada, sob um céu escuro, com nuvens escuras, tampando a lua. Andou muito, ate que não achou nada e sentou em baixo de uma arvore que havia no gramado.
“Ah, realmente irritante. Por que ele foi tão idiota e saio da própria festa, a primeira pessoa que me chama de amiga é tão problemática. Se Rick estivesse aqui, talvez pudéssemos conversar, e eu estaria em casa, com ele agora mesmo. E estaria o apertando, conversando com ele. Ele me ouviria, que saudade do Rick...”.
“À noite esta linda hoje, não esta? Quem é Rick? Não sou problemático...”.
“Sim, esta muito bonita, e é sim senhor”.
“Ora, ora. Não me respondeu do Rick, quem seria?”
“Primeiro de tudo, onde esta?”
“Olha para cima...”, Sofia olhou para cima e viu Enrique deitado no tronco da arvora esticado. “Quer subir aqui?”
“Não sei como se sobe ai...”.
“Eu ajudo, me da sua mão... Ora, não fique tão hesitante, pode confiar em mim, não sou mal como todos dizem por ai...”, ela esticou a mão e ele a puxou, depois pegou o braço e colocou em sua cintura e puxou com mais força, e ela ficou sentada de frente para ele na arvore, ficaram se olhando ate ela ficar vermelha, o que não demorou muito, e virar o rosto.
“Pode me soltar...”.
“Ok, mas pode soltar minha blusa você também” disse o rindo.
“Ora seu...”
“Esta com medo de cair, mas esta envergonhada de ficar assim comigo. Tem medo de alguém ver e pensar alguma coisa?”
“Não é isso...”.
“Não vou te soltar, você pode cair. Agora me fale quem é esse tal de Rick?”
“Rick é meu gato...”.
“Então o senhor Rick é o culpado por isso aqui”, disse ele passando o dedo delicadamente em seu machucado e riu, “Teve tomar mais cuidado com o que fala para ele. O que foi que disse afinal, para deixá-lo tão nervoso?”.
“Acho que só o apertei demais...”.
“Acho que não tenha sido isso. Eu gosto muito de gatos e entendo um pouquinho, não tenho um, não fico muito em casa, então para cuidar de um gato é complicado. Mas acho que ele não se importava com como você o abraçava antes...”.
“Nunca havia feito isso comigo. Bom, agora que falou... Eu estava falando para ele de um garoto... mas não tem sentido isso...”.
“Que gato ciumento”, disse ele rindo, “Eu sei que sou um garoto, e nada fofinho, e que falam mal de mim por ai. Mas quando estiver com problemas, não hesite em chamar-me, ou se quiser ate abraçar-me. Eu não irei te arranhar...”, disse ele virando o rosto e passando a mão na nuca.
“Esta bem...”
“Ainda não deu certo. Disse que sou seu primeiro amigo, quero ser um ótimo amigo. Pense que eu sou seu gatinho que virou gente, ok?”
“Os nomes são parecidos então tudo bem...”, ela fechou os olhos e imaginou o gato e sem perceber abraçou o garoto que ficou sem ação, “Rick, como esta? Estou morrendo de saudade sua, parece que finalmente eu fiz amigos, eles são um pouco estranhos, mas são legais. E papai, como esta? Esta vendo ele? Nossa, queria tanto que você estivesse aqui. Não sei se consigo dormir sem você, e estávamos meio brigados por aquela nossa discussão da ultima vez... Acho que estou apaixonada, e dessa vez é um cara legal, ele tem olhos cor de mel, tão lindos... Ele tem um amigo, que também é meu amigo, e tenho certeza que ele vai me ajudar...”, disse isso, e pareceu cochilar no colo de Enrique.
“Estou triste, não deve sentir minha falta, garota. Seu pai esta bem, logo ele vem te ver. Gosta de Castiel então? Não gosto muito disso, mas vou te ajudar com toda certeza... Estava morrendo de saudade de você...”, disse isso a abraçando, ela começou a tremer de frio e ele tirou a jaqueta e colocou por cima da garota e ela sorriu ainda cochilando, e o apertou mais forte, “Vou te levar para seu quarto...”, disse ele pegando ela no colo e pulando da arvore, enquanto ela ainda o agarrava, ele a levou para seu quarto. A deitou na cama e tirou seus sapatos e colocou perto da cama, e a cobriu com o lençol e com a coberta de Vitoria que estava na cama, e a beijou na testa e saiu do quarto.
Enrique havia acabado de entrar no seu quarto quando Castiel e Vitoria o pararam.
“Viu a Sofia?”
“Vi, ela havia indo ao banheiro, parece que foi dormir. Ela disse que estava muito cansada. Então falei para ela que te avisava que ela não iria voltar. Disse para você curtir a festa e não se preocupar com ela. E você Castiel, ela pediu desculpas... Realmente estou com sono, estou quase dormindo na minha própria festa”, disse ele rindo.
“Ah... já que ela não quer que eu vá embora... o que eu faço?”
“Quer dançar comigo então Vi?”
“Eu aceito”
“Otario” ficou sussurrando Enrique o resto da festa inteira, sentado num canto do quarto, em uma cadeira.
Já era de manha, e Sofia acordou por volta das dez horas da manha, estava um pouco cansada. Mas por alguma razão se sentia muito feliz. Mesmo não lembrando muito bem do que havia acontecido noite passada.
“Vitoria?”
“Hummmm”
“Ah... esta dormindo ainda, não me lembro de ter voltado pro quarto. Talvez vim antes que ela...”, Sofia foi interrompida pelas batidas na porta, “já vai...”.
“Quer comer alguma coisa?”
“Castiel eu...”
“É só se arrumar, vamos lá. Tem algumas coisas comestíveis naquele refeitório. Eu peguei algumas coisas. Vamos comer na minha varando. Estou esperando aqui”.
“Só um minuto...”, fechou a porta e começou a sussurrar para si mesma, “O que eu visto o que eu visto... Ahhhhhhhh. Não tenho nada legal”, procurou no seu baú, e não achou realmente nada de muito interresante então colocou uma camiseta preta, calça jeans e um coturno da amiga, pois não achou seus tênis. “Prontinho, espero não tê-lo feito esperar muito...”.
“Você é a garota que se arruma em menos tempo que eu conheço, e ainda ficou linda”, disse ele sorrindo.
“Obrigada, Castiel”
Foram ate uma varanda no terceiro andar. Havia uma mesinha redonda, com duas cadeiras de madeira, uma toalha bege estava sobre a mesa, junto com pães e toradas, e todos os tipos de geleia, chá, suco e café. Ele puxou a cadeira para ela se sentar e depois empurrou de volta, e sentou na outra cadeira.
“O que vai querer? Suco de laranja, café expresso ou chá mate?”
“Chá”
“Ok, pode se servir com a comida, não sabia o que gostava... então peguei bastante coisa. Espero que tenha algo que goste...”.
“Oh, claro que tem. Obrigada por me chamar”.
“Claro que te chamaria. Fiquei preocupado de ontem. Rick disse que te encontrou no corredor, e que disse que estava cansada e iria descansar... ainda esta me devendo aquela dança”, disse ele sorrindo. Quando ele sorria fechado o olho, não de um jeito forçado e sim delicadamente, e o sol da manha em contato com a pele bronzeada, fazia o parecer brilhar, o que fez Sofia ficar encantada.
“Quem é Rick?”
“Ah, desculpe. Acho que nunca ouviu chama-lo assim. Enrique. Como disse, conhecemos há muito tempo, então o chamo assim”.
“Que bom ouvir isso, então não esta mais bravo com ele?”
“Nunca estive, eu apenas falei para a senhorita tomar cuidado, Deus sabe como ele faz as coisas por impulso... E não quero vê-la chateada”, disse ele pegando um cacho loiro do cabelo de Sofia e acariciando. O que a deixou vermelha
“O. obrigada pelo café da manha. Agora eu tenho que ir”, disse ela levantando da mesa vermelha.
“Não vai embora agora... Eu... Desculpe-me. Não queria assusta-la. Desculpe Sofia”.
“Não foi nada, ate a próxima. Obrigada”, e saiu andando rápido ate que chegou ao quarto e deu de cara com Vitoria brigando com Enrique, que parecia não se importar, enquanto virava o rosto. “Oh, esta tudo bem?”
“Ah Sofia...”
“Não é o que esta pensando, Sofi”.
“Não estou pensando em nada. A menos que tenha medo que eu ache algo”.
“Vou indo, ate mais Sofia”.
“Espere ai, ainda não acabamos isso. Enrique volte aqui!”
“Não temos mais nada para conversar, não me venha com essa de não terminamos. Eu resolvo meus problemas e eu faço o que quiser. Não aja como se fosse minha dona, pois você não é... vou indo”, disse isso batendo a porta o que fez Vitoria sentar na cama fazendo bico de braços cruzados.
“Não fale mais com esse otario...”.
“O que ele fez afinal, para estarem brigando?”
“Isso não importa. Como foi o café-da-manha-romantico?”
“Como sabe disso? E não foi romântico... foi entre amigos e...”.
“Engana outro, Sofi. Vai, me conta”.
“Nada de mais, fugi de lá. Estava muito sufocante...”.
“Ah, que peninha, mas terá outros, então não se preocupe... Quer dar uma volta?”
“Para?”
“Qualquer canto, vamos sair desse quarto. Que tal você escolher o local”.
“Não sei por que, mas... por que não vamos ao jardim, em baixo de uma arvore enorme?”
“Ok. Vamos lá”
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