Luz e Escuridão
10 Aula de Química
Notas iniciais
Quando Sofia acordou já era manha de segunda-feira, tomou banho e se arrumou e foi para a aula, junto com Vitoria. Depois da conversa da noite passada Vitoria não falava mais uma palavra sobre qualquer tipo de coisa, o que seria rotina para ela comentar em uma ocasião normal. O assunto sobre Castiel morreu na noite anterior, e era assim que Sofia esperava que ficasse.
Chegaram a sala de aula e sentaram em seus lugares as aulas seriam de Historia e Geografia. O professor Ariel entrou na sala e começou a dar aula. Castiel estava sentado no canto da sala, como sempre, e assim que viu Sofia, acenou com a mão e sorriu.
A aula continuava do jeito da semana passada ate na terceira aula, de geografia. O professor foi interrompido na porta, a pessoa não entrou e nem deu sinal que iria entrar, mas conversou por um bom tempo ate tirar do professor serio, uma risada e mostrando uma personalidade brincalhona. O professor olhou para Sofia e sorriu o que a fez ficar sem entender.
Aquele dia não haveria aulas a tarde, Sofia deitou na cama depois de comer a gororoba, que de acordo com o cardápio da escola, seria algo como arroz com estrogonofe de carne, mas a comida não chegava nem ao termo comida, depois de experimentar não conseguiu comer o resto e foi para o quarto. Estava cansada e ficou se perguntando se aquela hora Enrique já teria saído da enfermaria. Ate que ouviu a batida na porta, mas quando abriu não era quem ela esperava, mas de certa forma ela também queria vê-lo.
“Ola Castiel”.
“Oi, Vitoria disse que você não comeu direito, eu consigo uma comida de verdade... quer almoçar comigo?”.
“Desculpe, mas, eu já estou bem de comida por hoje, a comida da escola é realmente terrível. É amigo de Marlene?”.
“Nunca, como você sabe da existência daquela mulher? Ah, já sei. O Rick, ele não tem amizades boas, apenas isso...”.
“Se ele não tem amizades boas então você também não é uma boa pessoa, pois é amigo dele...”.
“Visto desse modo, mas não, se perguntar para ele se eu sou seu amigo ele ira negar”.
“Ele nunca disse que Marlene era sua amiga, apenas disse que era sua conhecida. E você ele disse que conhece a muito tempo, mas pelo jeito que ele falou na festa dele, acho que vocês estão sempre brigando?”.
“Cada coisa que eu mereço, aquele cara é pavil curto e todo mundo falava que ele era quietinho, quando a barraca caiu todo mundo fala que ele age por impulso, como se eu já não soubesse”.
“O que vocês estão de papo aqui? Não sabem que a professora de química não vai estar na escola amanha então teremos aula agora? Vamos...”, disse Vitoria pegando um livro de dentro da bolsa e saindo pulando.
“Acho bom nos irmos também”, disse Sofia pegando a bolsa e saindo do quarto e fechando a porta.
Quando os três chegaram na sala o professor pediu para eles sentarem em grupo. O grupo de Sofia era: ela, Vitoria, Luca e Castiel. A aula teria um tipo de experimento o que os forçou a sentar em grupos. Sofia estava entediada e de costas para o professor, Vitoria estava do seu lado e Castiel estava na frente de Sofia e parecia nervoso por algum motivo, Luca não falava muito, mas sorriu para Sofia que sorriu de volta.
“O experimento é muito simples, basta pegar esse frasco com liquido vermelho e colocar neste outro frasco de liquido branco e...”.
“Com licença. Posso entrar?”.
“Não vê que já estamos em aula e não tem mais grupos para você ficar...”.
“Ora, não me velha com essa agora, ou espera que eu converse com meus conhecidos, e fale que você não deixou um aluno assistir a aula, as coisas ficaram serias para você”, disse a ultima parte erguendo a sobrancelha escura. E depois sorriu. O professor pediu desculpas e falou para ele entrar, Sofia não conseguia ver quem era que estava entrando, mas não era uma figura muito familiar.
“Como eu ia dizendo, é...”.
“Assim que se faz professor??”, disse um garoto de cabelo cacheado e castanho que estava sentando do lado de Sofia, só que em outra mesa. O liquido vermelho começou a cair do vidro ate pegar a classe toda, quando o garoto que havia acabado de entrar viu o liquido no chão olhou diretamente para Sofia, que estava quase dormindo na mesa.
Castiel levantou da cadeira o que deixou Sofia um pouco assustada e foi em direção ao garoto que havia feito aquela bagunça e o pegou no colarinho. O garoto que havia acabado de entrar correu em direção a Sofia, e quando passou perto de Castiel bateu em seu ombro. Castiel o olhou desconfiado ate que arregalou os olhos, e continuou a ameaçar o garoto que havia feito aquilo.
“Vou ter que fazer...”.
“Faça o que for necessário, só anda logo”.
A sala começou a brigar de uma luz intensa e vermelha, e começou a cheirar fumaça, o garoto pegou uma espada comprida e fina, parecia um chicote de aço, com uns 30 centímetros de comprimento, negra, de dentro da bolsa e cortou o local onde o fogo começava e depois estalou os dedos e a sala ficou como se nunca houvesse tido tal acidente.
Todos da sala começaram a olha-lo e ele virou a cabeça sem entender, mas quando deu os ombros, percebeu que se sentia mais livre.
“Droga, de novo não...”.
“Por que todos estão olhando surpresos para trás?”, disse Sofia se virando.
O garoto mostrou os dedos do meio para Castiel e pulou da janela encolhendo suas asas para passar na abertura.
“não tem nada atrás da gente, realmente, vocês estão bem hoje? Estou sentindo minha cabeça tão mais leve...”.
“Isso é porque o liquido que o menino fez, era um fogo em garrafa e queimou seu cabelo amiga...”.
“Como assim queimou meu cabelo?? Estou careca??”.
“Não, ta um pouco maior que a altura dos seus ombros”.
“Estou me sentindo totalmente pelada”.
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