Luz & Esperança - Reviravoltas Amorosas
1 Prólogo: O Início de um "Para Sempre"
Notas iniciais
Awww, eu acho que nunca escrevi algo tão FOFO e INOCENTE em toda a minha vida! *-*
Sei que esse prólogo pode não transmitir a ideia real da Fic, e falarei mais disso nas notas finais - como sempre, né? :) :)
Um pequeno bônus que você SÓ precisa ler caso acompanhe minhas demais histórias:
--> Eu SEI que sou desorganizada. Tipo, já estou postando história nova!! Hahaha. Eu pretendo postar o prólogo dessa aqui, postar Brasão Lendário (ALELUIA), voltar pra essa Fic novamente, postar mais uma Digi-Shot e então terminar E Tudo Começa Em Um Acampamento de Verão. (Ufa!) - Alterações podem ser feitas, mas, em base, é isso. Agora, espero que as PROVAS do meu colégio não atrapalhem... *suspiro* Mas ainda falta um tempinho pra elas, então, ok.
Aproveitem!
1999, Agosto
E, daquela forma adorável, a neve em solo japonês tornava os parques gelados paraísos infantis.
Entre os gritos de declarações de guerras de bolas de neve e formas distorcidas no chão que — pressupõe-se — deveriam ser anjinhos, duas crianças brincavam de fazer bonecos um tanto distintos dos costumeiros. Nada de homens de neve, mas sim gatos, hamsters, dinossauros, pássaros e mais, ainda que feitos infantilmente por dois pares de mãozinhas inexperientes e desajeitadas.
–Hikari, olha esse aqui! — uma voz risonha gritou.
Ela proveio do menino baixinho, de oito anos, com um gorro de neve verde cobrindo os fios dourados. Ele usava agasalho verde-escuro, cachecol listrado, botas e calças cinzas, e dois elétricos olhos azuis espiavam por trás da franja loira.
–Que bonito, Takeru! — Uma menininha observou a forma felina nevada que o garoto apontava, orgulhoso por tê-la feita. — Adoro gatinhos!
Ela, também de oito anos, tinha um cabelo curtinho castanho-claro, e a pele era naturalmente pálida. Enquanto o rosto do menino era um tanto rechonchudo e sorridente, suas feições transmitiam a ideia de fragilidade. Os olhos dela eram castanhos-avermelhados, e usava um grosso vestido de lã rosa, luvas de mesma cor e botas amarelas.
–O que você quer fazer agora? — Takeru lhe perguntou, a sua frente.
–Eu... — Hikari pareceu pensar por um instante. — Keru, que tal fazermos anjos na neve?
–Ótima ideia! Eu adoro anjos! — Vibrou, logo se tacando no chão e começando a agitar os braços e as pernas com uma energia invejável. Hikari deu uma risadinha e se deitou ao lado dele, fazendo seu próprio anjo, um pouco mais alto e mais magro.
As duas crianças entreolharam-se, rindo, desejando que as férias não terminassem jamais.
Aquilo, simplesmente, era inocência.
–Hika. — Takeru balbuciou quando as figuras angelicais estavam prontas.
–Sim? — Ela tentava pegar os flocos de neve sem que derretessem.
–Quer explorar a floresta ao lado do parque?
–Hmm. — A menina hesitou, ainda deitada. — Não sei. Meu irmão não gosta que eu entre na floresta sozinha. Ele diz que eu posso me perder ou me machucar.
Claro que a floresta era extremamente pequena; apenas um trecho do parque aonde a vegetação era mais selvagem e ninguém ia, já que não havia nem bancos nem brinquedos, mas, para duas crianças, aquilo era uma floresta e ponto final.
–Ah, o meu irmãozão também diz isso. — Takeru falou com um tom despreocupado após se sentar. — Mas ele acha que eu não sei fazer nada sozinho. E só por um tempinho, vai? E, além do mais, você não vai estar sozinha, eu vou estar lá com você.
–E se acontecer alguma coisa? — Hikari questionou, apesar de a ideia de explorar já tivesse animado-a e ela estivesse se levantando. Ele se pôs de pé e sorriu largamente:
–Eu prometo proteger e cuidar de você!
Tinha sido uma promessa bem infantil, inocente e descompromissada, mas, mal sabiam os dois, Takeru a cumpriria por anos e anos até que ela tomasse um sentido mais consistente e a amizade deles se consolidasse em algo maior: amor.
***
Explorar fora uma má ideia.
–Está doendo?
–Não, Hika. — Takeru garantiu, sentado ao lado de algumas pedras e plantas cobertas por uma fina camada de gelo. Ele segurava sua mão esquerda com uma leve careta.
–Desculpa. — Ela suspirou, sentando-se ao lado dele. — Foi por minha culpa que você se machucou.
–Não peça desculpas. — Objetou. Ele achava que ela pedia muitas desculpas, sendo, a maioria delas, desnecessária. — Foi minha ideia, mesmo.
Os dois, após Takeru fazer sua promessa, foram de fato explorar, sorridentes e animados; o pequeno loiro pegara a morena pela mão e conduzira-a até mais fundo no parque, certificando-se de que seus irmãos mais velhos, que conversavam alguns metros longe deles, não os vissem.
No entanto, depois de alguns minutos correndo, rindo e conversando sem a consiência que realmente podiam se perder, Hikari pulou numa pedra mais alta, e, quando estava prestes a descer, o menino viu que ela ia se machucar e se ralar toda, e puxou-a para o lado, resultando numa queda feia sobre a própria mão.
–Não está doendo mesmo, né?
–Não se preocupe. — Ele mentiu. Estava doendo, sim — só depois iria descobrir que ele tinha torcido a mão -, mas não queria admitir, ainda que os olhos marejados o traíssem.
Ele costumava chorar, e odiava isso.
–Obrigada por evitar com que eu me machucasse. — Ela sorriu, e o loiro podia ver toda a gratidão sincera que brilhava nos olhos dela e acabou por sorrir, também.
–Imagina! — Riu. Então, ela tremeu de leve, e ele logo ofereceu: — Quer meu cachecol?
–Não precisa, você vai ficar com frio. — Era admirável o altruísmo da pequena. Ainda assim, Takeru retirou o cachecol vermelho de seu pescoço e enrolou no de Hikari, que sorriu novamente pela gentiliza do menino. — Obrigada!
–De nada, Hika. Ei, espero que nossos irmãos cheguem logo. — Takeru comentou. Sabia que já haviam dado falta de ambos, de tão super-protetores que eram.
–Keru... — Ela franziu a testa de repente. — Me responde uma coisa?
–Claro. — Murmurou, inclinando-se de leve para ela, a fim de aquecê-la um pouco mais, pois a tarde ficava cada vez mais gelada e ele se apavorava com a ideia de ela ficar gripada.
–Nós vamos ser melhores amigos para sempre?
–Para sempre!
A afirmativa dele veio rápido, como um reflexo, e Hikari encheu-se de alegria: em sua mente de oito anos de idade, seria muito divertido ter alguém tão gentil e legal para brincar e conversar, ainda mais para sempre.
É. A ideia de brincar com Takeru para sempre lhe agradava.
–E eu vou manter a minha promessa durante todo esse tempo. — Apertou um pouco mais a mão. Doía.
De repente, ouviram seus nomes sendo chamados não muito longe com urgência.
–Nossos irmãos! — Takeru reconheceu-o correndo, e se levantou da neve. Com sua mão boa, ajudou a menina a se levantar. Suspirou, aliviado, já que sabia que cuidariam de sua mão torcida.
Hikari acenou para os meninos que vinham, agora mais calmos por terem avistado os dois e numa velocidade menor.
"Eu queria poder te agradecer mais." Fez um beicinho, imaginando os diversos arranhões que teria em sua pele se Takeru não tivesse puxado-a e tomado a queda por si mesmo. Na época, para ela, aquele ato havia sido heróico. Então, uma ideia simples e doce lhe veio a mente:
Aproximou um pouco o rosto de Takeru e deu um beijo suave na sua bochecha.
–Ahh. — O menino arregalou os olhos como se fosse a coisa mais monumental do planeta e seu rosto adquiriu um tom vibrante de vermelho. Hikari riu da reação envergonhada dele, ainda que de forma tímida e meio boba.
–Eu só queria agradecer por você ter me ajudado, tá? — Balançava-se para frente e para trás de forma inocente, e ela parecia feliz.
–D-disponha sempre da minha ajuda, hehe. — Ele notou que, estranhamente, sua mão não doía mais tanto assim. Apesar de ter ficado constrangido, uma mudança em seu modo de agir havia sido feita:
Brotou em seu coração a ideia quentinha e agradável de que proteger Hikari seria uma coisa maravilhosa se ele fosse sempre ver aquele sorriso e ser recompensado daquela forma quando a protegesse.
Para sempre.
Notas finais
E, não se preocupem: a fic será inteiramente com eles ADOLESCENTES, com 15 anos de idade (ano de 2006), como eu falei antes. Isso foi só um prólogo, uma "memória", porque eu queria mostrar como as coisas começaram entre eles, sabem? Não foi o momento em que eles se conheceram, mas sim apenas uma memória da infância. E, como eles tinham só oito anos, saiu essa fofura aí em cima. Keru e Hika :3 :3 - Espero que pelo menos uma pessoa tenha gostado porque eu adorei e queria compartilhar essa sensação com alguém hahaha
Vou mostrar os sentimentos deles se aprofundando e a perda da concepção de "para sempre", e tal, tudo que eu disse na sinopse. Estou ficando animada com essa fic *-*
O próximo capítulo, com certeza, será maior, e entrará o resto dos personagens. :)
Ah, é, eu coloquei a fic em "Universo Alternativo" porque não tem Digimundo, mesmo. Mas, como o Digimundo foi que fez o laços dos doze ficar tão forte, e foi as aventuras que os fizeram encarar o mundo da forma - ok, basicamente, foi o Digimundo que fez eles serem quem são - estou em dúvida se devo mencioná-lo ou não. Os bonecos de neve deles foram referência aos Digimons, mas, só. O que me dizem? Sugestões quanto à esse quesito?
Acho que é isso! Espero mesmo que tenham gostado!!
Abraços e até mais! :*
B. Star Fic õ/
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