Luxúria

Queima em teu corpo,

Vontade compulsória;

Tua mente se encanta,

Se abranda,

E teus demônios a festa se juntam,

E todos cantam e dançam.

Bradam:

‘Em teu gozo, regojizar-nos-emos!’

E a volúpia logo te engole novamente.

O sabor do pecado satisfaz-te a sede que tens, querida?

Louca de pedra, clama por mais, se esbalda,

Beija a tudo e a todos,

Mas não tens culpa, por que o sabor do pecado é melhor que da virtude, não?

Certo é,

Reprimir a tudo,

Todas as citações aniquilar

E tempero ao pecado dar?

Se os primeiros homens pecados cometeram somente pelo crime de os cometerem,

Reprima, algum dia a volúpia há de se acalmar.

E se mais pessoas assim poderão culpar,

Lhes irá bastar.

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