Luxúria, amor e desejo
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Pov Annabeth
– Eu vou matar esse Perseu! – Exclamou Atena
Eu tinha ido até a sua casa para contar a notícia, mas pelo visto ela não gostou muito. Meu padrasto, Poseidon (que é o pai do Percy, não pensem em incesto seus safados! O Percy não é nada da minha mãe e eu não sou nada do Poseidon, ou seja, nós não somos irmãos), pousou a mão sobre o braço de Atena e falou:
– Isso é fantástico! Eu vou ser avô!
– Ta vendo mãe? Era essa a reação que eu esperava que você fosse ter – Eu disse
– AHAHAHA jura né! – Ela parou e me olhou séria – Minha filha, é muito cedo pra você ter um filho, isso só vai arruinar a sua vida.
Ouvir aquelas palavras serem pronunciadas me fez pensar se algum dia eu já fiz alguma coisa que arruinou a sua vida.
– Mãe, um filho nunca arruina avida de seus pais, um filho só tras alegria e felicidade para o casal, e eu não gosto que você fale assim do Percy, ele é meu marido e filho do seu marido, sem falar que eu amo muito ele e por último, eu não tenho como escolher, eu já estou grávida e não dem como voltar atrás, a não ser que eu aborte, coisa que eu nunca faria.
Ao ouvir a palavra “aborto” Atena abaixou a cabeça e ficou quieta. Há cinco anos atrás eu estava conversando com a minha tia, Afrodite, e ela deixou escapar que Atena havia abortado com 14 anos. Eu fiquei muito brava por que tecnicamente ela matou um irmão meu, e eu sempre quis um irmão mais velho, então eu fui tirar satisfações com ela. Ela me contou que um dia ela estava voltado a pé da escola e foi atacada em um beco sem saída e foi estuprada, uma semana depois ela descobriu que estava grávida e abortou, eu fiquei chocada quanto ela me contou. Confesso que foi jogo sujo usar isso contra ela agora.
– Desculpa mãe, eu sei que não era a sua intenção...
– Você está certa Annabeth, fico feliz por você. Vamos pra cozinha, vou fazer um chá pra nós
Pov Percy
Eu estava saindo do meu serviço, peguei meu telefone, digitei o número de Annabeth e liguei pra ela.
– Oi sabidinha, como você ta?
– To bem, e você cabeça de alga?
– Aham, também... Onde você ta?
– Na casa da minha mãe, por que?
– Só pra saber amor, to indo pra casa, to com saudades de você. Te amo
Eu até conseguia ouvir o sorriso dela do outro lado do telefone ao ouvir essas palavras
– Também te amo cabeça de alga
Desliguei o telefone e fui correndo pra casa. Eu só espero que dê tempo de arrumar tudo para a surpresa da Annie. Durante o caminho eu fiquei lembrando da noite de ontem com Annabeth, fazia muito tempo que nós não fazíamos 69 e anal. Annie estava extremamente pervertida ontem e eu me aproveitei disso. Estacionei o meu carro e fui em direção do elevador, uma mulher estava la dentro, de cabeça baixa e procurando alguma coisa na sua bolsa. Aqueles cabelos castanhos... Eu já tinha visto em algum lugar. Apertei o número do meu andar.
– Vigésimo, por favor – Disse ela ainda de cabeça baixa, o andar era o mesmo que o meu. As portas se fecharam e ela finalmente achou o que ela tanto procurava, suas chaves. Ela levantou a cabeça e olhou pra mim. Eu sabia que eu a conhecia de algum lugar. Nós começamos a rir e nos abraçamos.
– Meu deus! Quanto tempo – Eu disse
– Bah! Nem me fala! Você só ficou mais bonito com o tempo.
– Obrigado, você também – Calypso estudou comigo e com a Annie na high school CHB, ela usava uma camisa de botões com os três primeiros abertos deixando uma parte dos seus seios a mostra, uma saia lápis preta e sapatos de salto preto
– Como está a Annabeth?- Calypso me perguntou, elas nunca se deram muito bem, sem querer me gabar mas eu o jogador de futebol americano mais bonito da escola e as meninas se jogavam pra mim (Calypso era uma delas) e Annabeth como uma boa CDF participava do clube de xadrez e essas coisas que nerds fazem. Ela morria de ciúmes dessas meninas mas eu nunca dei bola pra elas e nunca trai a Annabeth – Vocês ainda estão juntos?
– Sim, nós nos casamos e agora a Annie ta grávida
Calypso tentou esconder a sua cara de decepção/nojo. O elevador apitou e as portas se abriram, deixei ela passar, afinal, eu sou um cavalheiro. Eu sai do elevador e fui em direção do meu apartamento.
– Nós somos vizinhos? — olhei para a esquerda de onde a voz de Calypso vinha
– Pelo visto sim – eu respondi
– Qualquer dia desses eu vou ir te visitar
– Aham, tenho que ir, tchau – entrei no apartamento botei as chaves na mesa de entrada e fui arrumar as coisas.
Pov Annabeth
Poseidon conseguiu acabar com a tensão que tinha ficado entre eu e a minha mãe. Ele contava as histórias do Percy de quando ele era pequeno enquanto nós tomávamos chá e comíamos biscoitos.
– E um dia a gente tava na praia e ele se enroscou na rede e ficou parecendo um enlatado de Percy – Ele falou e eu ri. Atena só ria por educação.
Ela nem sempre odiou o Percy. Ela se casou com o Poseidon quando nós tínhamos dez anos, ela gostava dele, comprava presentes e tudo mais, mas quando ela descobriu que nós começamos a namorar com quatorze e que eu tinha transado com ele quando eu tinha quinze ela ficou louca dizendo que ele tinha levado a filinha dela pro mal caminho (mentira, fui eu que levei ele). Apartir desse dia ela passou a odia-lo.
Olhei para o relógio e já era 20:30 da noite. Percy devia estar me esperando.
– Nossa gente, o papo ta bom, mas eu tenho que ir pra casa
– Ta bom filha – disse minha mãe
Me despedi dos dois e fui até o meu carro.
A casa da minha mãe não ficava longe da minha, em dez minutos eu já estava em casa, depois de pegar a minha chave eu abri a porta, as luzes estava todas apagadas. Pensei que o Percy estivesse em casa. Quando eu liguei a luz e olhei para a frente eu fiquei parada na porta sem reação.
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