Luxúria
2 2 - Um jogo de xadrez, uma perda e um piano
Notas iniciais
Enfim tirei um tempo para escrever...
Gomem!Gomem!Gomem!Gomem!Gomem!Gomem!
Não deixem de postar reviews!
Cherry...!
Uma semana após o acidente:
“Merda!”. A morena gritava no quarto.
“Desculpe, Senhorita Rukia!”. Inoue abaixou a cabeça, e Rukia ficou constrangida.
“N-Não precisa disso, só não estou acostumada a ganharem de mim no xadrez”. Falou, olhando para os lados.
Ichigo olhou para o tabuleiro por alguns segundos.
“O problema é que você é ruim mesmo, deveriam deixar você ganhar”. Retruca, voltando a ler o jornal.
Ela atira uma peça de xadrez em cheio na cabeça dele.
“Xeque-Mate!”. Fala emburrada ao acertar a cabeça do jovem.
Ela solta um risinho leve.
“Quero uma revanche, Inoue!”.
“S-Sim”. Fala Inoue, assustada.
“Como você vai jogar, sem uma peça?”. Ichigo fala, e Rukia percebe que ele estava com a “rainha” na mão.
“Ora, seu...”. A morena se levanta e quando dá o primeiro passo, seus olhos se enchem de lágrimas. “Kyu! Isso dói”.
“Kyu?”. Ichigo e Inoue falam juntos.
“Isso foi... Fofo... ”. Conclui Inoue.
Rukia se apoia na mesa, pegando várias peças de xadrez, e atirando em Ichigo.
“Lixo! Lixo! Lixo!”. Rukia grita furiosamente, e depois que as peças acabam ela olha para Inoue, que engole seco. “Vamos jogar damas?”.
“Você está bem longe de ser uma dama!”. Ichigo fala atrás do sofá.
“Isso me lembra os primeiros dias de Senna-Chan aqui!”. Afirmou a ruiva pensativa, desencadeando a curiosidade da morena.
“Senna-Chan?”. Pergunta Rukia.
“Sim, ela era...”. Ichigo chega por trás de Inoue, lhe tapando a boca.
“É algo que eu não posso ouvir?”. A morena retrucou.
“Não é algo da sua conta”. O ruivo saiu do ambiente.
Ichigo estava na cozinha, tomando um copo de água, até ouvir o barulho de algo se rastejando.
“Seja mais discreta”. Ele falou, olhando para a porta da cozinha.
Os cabelos dela estavam bagunçados e a cara furiosa.
“Eu não estava tentando ser”. A jovem se apoia no balcão da cozinha. “Quem é Senna?”.
“Não é de sua conta, Rukia”. Fala grosseiramente.
Ela continua com sua face furiosa.
“Nem mesmo se...”. Ele olha para ela, e a mesma levanta o vestido branco básico até acima dos joelhos. “Ichigo-san...”.
Aquilo era realmente algo tentador para ele, mas o mesmo riu.
“Boa tentativa, mas não é o suficiente, porque não tira a roupa?”. Ele ri.
“Seu pervertido”. Ela segura o vestido, o puxando para baixo. “Me diga, antes que eu treine mira ao alvo com facas”.
“Senna é uma pessoa”. Ele falou.
“Que bom saber que você não é adepto a zoofilia”. Falou sarcática. “Vamos... Fale-me mais!”.
“Ok, você venceu! Meu senhor! Me deram um tipo de anjo por fora e demônio por dentro!”. Reclamou Ichigo.
“Boawhahaha”. Rukia forçou um riso macabro.
“Senna era minha noiva, ela tinha a mesma personalidade que a sua quando veio morar aqui, só que não iamos nos casar porque queriamos, e sim porque fomos obrigados, e quando finalmente estavamos apaixonados... Ela se foi”. Ichigo explicou rápidamente.
“E você está apaixonado por mim?”. Ela perguntou, engolindo seco.
“Não Rukia, não se preucupe”. Ele chegou perto dela, prendendo-lhe a parede. “Buu”.
“Ok, afasta... Afastaaaa que eu estou realmente com medo!”. Ela resmungou e ele se afastou.
“Isso é até sua perna melhorar, entendeu? Até esse dia, eu não vou enconstar em você”. Ichigo alertou.
“Ohhh! Seu senso de justiça me deixa espantada”. Novamente a morena usou o sarcásmo.
“Eu sei”. Falou calmamente, saindo da cozinha.
~~~~~~~~~~ Rukia POV
Ele realmente acha que eu vou ficar aqui de braços cruzados... TOLO.
Afinal eu sou... Uma filhinha de papai inútil.
Droga.
“Inoue”. Chamei-a.
“O quê deseja, Senhorita Kuchiki?”. Perguntou.
“Uma faca! Uma bem afiada!”. Pedi.
“Ichigo-sama disse: Não deixe aquela maluca chegar de maneira alguma perto de qualquer coisa que ela possa utilizar de forma sádica e maniaca”.
“Maniaca e sádica!? Ele me conheçe muito melhor do quê eu imaginava, de qualquer forma, obrigada Inoue”. Falei me retirando, indo até a enorme sala na qual havia um piano.
Abri a tampa do piano, e me sentei na banqueta.
“Vejamos”. Falei, apertando algumas teclas.
Começei a tocar apenas me concentrando na musíca e esqueçendo de tudo a minha volta, acabei cantando enquanto me emplogava ao tocar.
“God Rest Ye Merry, Gentlemen é uma musica muito bela, sua voz também”. Parei de tocar ao ouvir a voz masculina. “Sabe tocar mais algum instrumento?”.
“Violino e flauta”. Falei.
“Posso tocar uma?”. Perguntou com um sorriso no rosto.
Abri um espaço para ele sentar, ele começou a tocar.
“Clair de Lune de Debussy”. Susurrei. ”É linda, você tem bom gosto”.
“Você está chorando?”. Perguntou-me, e só assim percebi que lágrimas escorriam do meus olhos.
“Meu pai tocava essa musica”. Falei enquanto limpava as lágrimas.
“Me desculpe, eu não sabia, eu... ”. Toquei em sua mão.
“Pode continuar”. Sorri para ele.
Não sei porque, mas nossos rostos estavam ficando próximos, os lábios se tocavam, e eu fechei os olhos.
"Rukia". Ele susurrou. "Você ainda está machucada".
"Não pense que eu queria... A culpa foi sua!". Gritei ao perceber a situação, sai do banco que dividia com ele.
Será que ele e Senna já...
Não... Isso não é da minha conta.
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