Lutte

2 Là où tout a commencé


Notas iniciais
gente não me crucifiquem se o chap não ficou lá essas coisas... admito que eu não tinha ideia do que escrever como inicio da fic '.' então por favor comentem e me digam o que acharam, se preferem que eu mude o jeito de escrever ou se ficou muito confuso ...

Eren’s Pov

~8 meses e 1 noite antes~

Estava escuro nas ruas perto de casa... Estava cansado, machucado e muito, muito irritado! Será que ninguém poderia simplesmente ignorar o moleque maltrapilho e machucado que estava andando pelas ruas chiques da cidade? Fui em direção ao condomínio que a minha família mora, cheguei em frente ao portão chique e me dirigi até a entrada principal.

–moleque, saia daqui!- me dizia o segurança com cara de nojo e asco para mim. — você não sabe que aqui só entram pessoa finas e de classe alta?- ri do comentário infeliz do sujeito. Com certeza era um porteiro novo.

– se não quiser perder o emprego abra a porra do portão!- já estava irritado com tudo o que houve durante o dia na gangue. Não precisava aturar esse cara também, até porque meus pais iriam querer tantas explicações que eu me irritaria mais e iria para o meu quarto, me trancando lá.

– e me diga o porquê eu abriria o portão para aguem como você?- me disse cínico o homem.

– porque eu sou ninguém menos que Eren Jaeger!- quando disse meu nome para o sujeito o mesmo ficou branco que nem papel. Afinal eu era o motivo de demissão de outros 17 porteiros. Harold foi a ultima vitima. O insolente me disse que não poderia entrar mesmo sabendo quem eu era. Sujeitinho petulante.

O portão logo se abriu e eu entrei, fui em direção a minha “casa” que fica no alto da colina onde se situa o condomínio de luxo onde eu atualmente vivo. Meu pai Grisha Jaeger é um medico renomado, que ganhou vários prêmios, incluindo um Nobel de medicina (Waw palmas pra ele! — sintam a minha doce ironia.) minha mãe Carla Jaeger é uma estilista famosa, nunca ganhou um Nobel, mas é doce e gentil – quando esta em casa. Umas duas no máximo três vezes por ano- como podem imaginar meus pais são ridiculamente ocupados para seu lindo e adorável filhinho, então para aplacar a minha solidão a minha mãe adotou uma irmã pra mim, que acabou virando mais uma mãe psicótica do jeito que ela é... Enfim, estou finalmente na porta de madeira reluzente de “casa”.

Entrei pela porta não me incomodando com o barulho, afinal a Mikasa já estava acostumada e meus pais não deveriam estar em casa, não era nenhuma data importante, mesmo nas datas importantes ele não vem pra casa, natal, óscar, e afins são as épocas que a meus pais mais trabalham... Geralmente sou só eu a Mikasa e às vezes o Armin e o avo dele. O Armin é um amigo meu e da Mikasa, ele não tem pais, ele morreram em um acidente de carro, então ele mora com o avo, que é vizinho nosso... Acabamos virando melhores amigos. Ele sempre me ajudava a inventar estórias pros meus pais, quando eu voltava machucado para casa... Bons tempos...

Juro que não esperava vê-los lá... Minha mae com cara de preocupada e meu pai com um olhar medroso que logo virou raiva quando viu meu estado... Bom, eu até entendo afinal eu estou com um corte na testa, um olho roxo –acho- a roupas manchadas de sangue, imundo e pra fechar com chave de ouro... chan chan chan: fedendo! (e sujando o tapete de 10.000 euros dele.)

–Eren Jaeger, pensei que tivesse deixado bem claro que se você voltasse machucado eu te colocaria em um internato na França!- me olhou com ódio e literalmente falou tão baixo controlado, que me fez quase mijar nas calças. Ele calmo não era bom sinal, calmo assim só podia significar uma coisa: eu estava fodido, muito fodido!

–Eren querido, o que houve?- minha mãe me disse com carinho e preocupação, vindo em minha direção querendo tocar meu rosto, me fazer um carinho.

–não seja cínica! Você nunca vem pra casa, não me liga no meu aniversário, nem no da Mikasa. E agora vem com essa de “Eren meu querido”? Quem você DOIS querem enganar?- estava puto e bêbado admito.

–Eren! Não fale assim com a sua mãe!- Mikasa me advertiu. Eu ia respondê-la mas não deu tempo o tapa que meu pai me deu no rosto foi mais rápido, me pegou desprevenido. Ele nunca tinha me batido antes. Me senti destruído, um lixo.

–nunca mais fale assim comigo e muito menos com a sua mãe EREN!- Grisha falava com um ódio tão grande, e pra minha surpresa com magoa nos olhos.- arrume suas coisas, você não mora mais aqui!

– ótimo, esse lugar nunca foi meu lar mesmo!- disse batendo o pé, fazendo birra e indo em direção à escadaria central da casa.

–você sabe o quanto nos esforçamos para dar tudo oque ambos querem!- foi à vez de Carla falar.

–vocês nunca pensaram que nos só queríamos vocês em casa? Nunca pensaram que nos sentimos sozinhos, abandonados, largados ao relento?- disse gritando e pondo para fora toda a fúria e frustação que eu sentia. – faça a matricula nessa escola francesa. Qualquer .,ugar é melhor que aqui.

Meus pais me olharam incrédulos, e eu, eu fui pro meu quarto, pequei um baú e duas malas e coloquei a minhas roupas, tênis, livros, PC, e a minha vida lá dentro. Afinal amanha ainda de manha eu estaria indo para a França...

~ manhã seguinte: 5:00 A.M~

Comecei a descer- atacar- as malas da escada acordando geral naquela casa. Menos meu pai que a julgar com as olheiras passou a noite acordado.

–Eren... Você realmente falou serio sobre ir para o internato?- me olhou com olhos pidões, como se eles me dissessem para ficar- ainda pode ficar, não é? Foi só uma briguinha.- foi à vez de Carla falar/gritar do topo da escada.

–Alfred!-uns instantes após eu chamar o mordomo e motorista “Alfred” veio ver o que eu queria.- sim patrãozinho, em que posso ajudar? – não se enganem, ele não é um velhinho bonzinho que nem o Alfred do Batman! ele é um velho asqueroso que fica dando em cima de mim e da Mikasa sempre que pode. velho imundo e tarado!

– prepare o carro. vamos para o aero porto internacional. – eu falava com o mordomo mas continuava olhando para Grisha. – faça a matricula na escola. ainda hoje eu estarei lá.

Grisha não disse nada, simplesmente foi para o escritório, e logo se pode ouvir a voz dele dizendo á alguém que queria me matricular na escola, que eu estava a caminho. Pelo que pude perceber não teve muitas dificuldades a final ele sempre me ameaça e uma vez até fez a matricula. Os documentos básicos me foram dados por ele, e meia hora depois eu estava em frente a um guichê de aeroporto comprando a passagem pro inferno. Pelo menos no começo foi assim.

As 14:00 P.M eu estava embarcando para a França. O voo demorou mais do que eu pensei. Assim que cheguei lá, usei todo o meu inglês – que não é grande coisa- e peguei um taxi, indo em direção à Marie Intern. high School. Não entendi o porquê de a escola ter nome inglês se era na França... Um 15 minutos após pegar o taxi estava eu, lá na frente dos portões da escola. Uma construção no mínimo inusitada, antiga e... Enorme! Pense em Hogworts, Marie ficava muito próxima ao castelo de Hogworts.

Assim que o carro parou na entrada eu desci as malas e logo tive ajuda com as mesmas, enquanto a diretora me explicava o básico, que eu não entendi porra nenhuma, afinal eu não falo francês. Depois de ela falar horas a fio, ele instruiu o homem que devia ser o zelador, o cara que levou minhas malas a me mostrar o quarto.

Andamos a porra do castelo inteiro, enfim chegamos até um tipo de dormitório, ele me deu a chave da porta do quarto, disse alguma coisa que eu não entendi, e foi embora. Entrei no quarto, as malas já estavam lá.

– qui est là?¹ – disse o cara deitado na cama. Eu não entendi porra nenhuma que ele disse, então arrisquei em inglês- I don’t speak french. I’m the new Guy, from now i’ll live here.²- disse meio incerto, como vocês já sabem eu não sou bom em inglês...

–humm- o cara levantou da cama, veio na minha direção, esticou a mão direita e disse: — Nice to meet you! my name is Erwin! You’re my rookie... i’m in charge of taking care of you!³- se eu entendi direito o cara disse que ia cuidar de mim, mas eu não sei o que rookie é então... Achei meio estranha essa conversa, mas como o cara era enorme, eu preferi ser educado e apertar a mão dele e dizer meu nome. – my name is Eren Jaeger.

–are you german?- me disse curioso.- Yes,i’m.

–não sabia! Que ótimo, faz tanto tempo que eu não falo alemão!! – me assustei quando ele começou a falar alemão, afinal eu não imaginava que o cara não era francês... Mas admito que fiquei aliviado, pelo menos eu teria alguém pra conversar... Alguém que me entendesse pelo menos.

O cara simplesmente virou as costas, disse boa noite e foi dormir. E eu procurei o banheiro no escuro mesmo, bati em vários moveis até achar o mesmo e ascender às luzes, fui de volta até a mala peguei o básico para poder tomar banho e uma muda de roupa... Entrei no chuveiro, fiquei lá enrolando por uns 20 ou 30 minutos, não tenho certeza. Escovei os dentes, coloquei o pijama, apaguei a luz, iluminando o caminho com o celular voltei para cama, e dormi ouvindo os roncos leves do meu companheiro de quarto.

Amanha seria um dia cheio...

Notas finais
Obrigado por ler!!