Lutte
19 Capítulo 19 - Ou je vous connais?
Notas iniciais
Capítulo 19 — Ou je vous connais?
Era quase torturante ficar sem saber dele! Como assim eu não poderia ver o meu próprio irmão? Que se foda o Levi! Vou ver o Eren, ele querendo ou não! E se o meu lindo irmãozinho precisar de mim? Eu sou a única que conheço ele de verdade! Já basta ele ter ficado três meses em coma, agora vai ficar morando com o nanico do Levi?
Mesmo eu gostando daquele projeto de gente.... Eu não posso simplesmente abrir mão do meu irmão! Fora que nós temos muito o que conversar, ainda não tivemos a chance de nos vermos direito, graça a minha "mãe"! Mais uma vez a Carla tinha que fazer merda. Já não basta ter nos deixado a ver navios quando éramos menores! Não aguentando ficar na escola eu fui em direção a passagem secreta. Eu precisava pegar um ônibus e ir até a casa do Levi. Não demorei mais que uns 15 minutos para chegar na casa. Fiquei contando os segundos do caminho até aqui. Eu finalmente iria ver o Eren! Toquei a campainha e uma empregada atendeu.
– Em que posso ajudá-la? — A moça disse simples, não querendo muito assunto.
–Sou Mikasa Jaeger. Vim ver meu irmão, Eren Jaeger! — Disse com a minha típica voz monótona. Não posso deixar transparecer a minha preocupação. Se não essa mulher vai achar que sou psicótica. -O Sr. Ackerman disse que ninguém da família Jaeger deveria ser autorizado a entrar. Sinto muito! — A mulher teve coragem de me dizer isso com uma voz de se ferrou. Isso não ia ficar assim! Quem ela pensa que é? Se ela não me deixar entrar por bem, vou arrombar esse portão! -Chame o seu chefe aqui! Ele não pode me manter longe do Eren! Ele é meu irmão! — Disse tentando me controlar, o que estava difícil.
–Sinto muito. Por favor, vá embora! — A mulher disse já demonstrando que não me deixaria entrar de jeito nenhum. — Se a Sra. Insistir terei que chamar os guardas!
–Então chama! — Eu já estava puta. Caso ela não saiba a calçada é pública! Quem essa zinha pensa que é? Quando eu me preparava para pôr o portão abaixo com o pé, eu ouvi um barulho vindo do interfone. -Quem gostaria de ver o Eren? — Era a voz de um homem. Parecia ser mais velho que eu, então deduzi ser o pai do Levi.
–A irmã do Eren! — Disse simples — Por favor abra o portão ou serei obrigada a derrubá-lo! — Disse já deixando minha irritação transparecer.
–Sra. Jaeger, não toque no portão por favor! Levi foi indelicado de mandar que nenhum Jaeger entrasse. Após o homem terminar de falar os portões foram abertos, e eu pude finalmente adentrar aquela enorme e linda casa. Ao ter as portas principais abertas para mim eu entrei em um tipo de hall muito luxuoso.
– Desculpe o transtorno. — Um homem alto e de cabelos laranjas falou comigo. O homem era muito elegante, e usava um terno que de longe se via a finura da costura. — Me chamo Edgard Rivaille, sou o pai do Levi. – Ao me olhar ele pareceu um tanto quanto assustado, como se tivesse visto um fantasma. Achei estranho, mas não comentei nada.
–Desculpe minha grosseria, me chamo Mikasa Jaeger! — Disse simples. O jeito como o homem me olhava me incomodava, ao mesmo tempo que me passava a sensação de que podia confiar nele. — Onde posso achar o Eren? – Não queria ficar mais tempo que o necessário com aquele homem, que ficava me encarando.
–Suba as escadas, e vire à direita no final do corredor. — O homem disse simples, mas em momento algum desviou os olhos de mim. O mesmo sussurrou algo, mas eu não pude ouvir, então decidi ignorar.
Subi as escadas correndo, literalmente. Queria logo ver o Eren! Mas assim que virei à direita no corredor eu parei. Congelei no lugar. Aquilo não podia ser o que eu acho que era! -Ereeeen....Huum- Eu podia ouvir a voz do Levi sôfrega de trás da porta. Aqueles cornos não poderiam estar fazendo isso a essa hora, poderiam? -Le-Leviii... Aaaah! — Maldito nanico, corrompendo meu lindo irmãozinho! A minha vontade era de matar os dois (lê-se matar o Levi), mas eu não queria abrir a porta e ver a cena. Então dei meia volta e desci as escadas...
–Quem é você? — Ouvi a voz de uma mulher as minhas costas. Me virei e dei de cara com uma mulher simplesmente deslumbrante, ela era morena e baixa, mas mesmo assim empunha respeito. -Sua a irmã do Eren, Mikasa Jaeger. — Disse simples, algo me dizia para responder a ela. Ela me lembrava alguém, mas não sei quem.... Fiquei olhando-a por um tempo. Acho que ignorei sua pergunta, pois ela parecia irritada. -Desculpe, o que disse?
–Perguntei se já conseguiu falar com o Eren.- a mulher repetiu a pergunta, ela parecia intrigada.
–Não, os dois estão se divertindo. Eu não queria essa imagem mental, então decidi voltar depois... — respondi simples, dizendo-a a verdade. Ela pareceu não ligar muito para o que eu disse, parece nem ter ouvido.- Você comeu? — Ela me encarava, eu achava que seus olhos poderiam abrir buracos em mim. -Não, ainda não.
–Ótimo, tome café comigo então! — Ela abriu um sorriso genuíno, que fez meu coração doer. Algo nela me fazia querer chorar, ela era tão familiar, mas ao mesmo tempo tão estranha.
–Acho melhor voltar depois, ainda tenho aulas hoje. E o Eren vai demorar.... Podemos tomar café outro dia? — Não queria ser grossa nem mal-educada, mas ficar na presença dela doía, doía muito! Ela fez um semblante triste mas disse que sim. Não sabia quando o Eren terminaria de brincar com o Levi. Por isso acabei não esperando por ele. Amanhã eu poderia voltar de novo.
Quando eu cheguei na escola eu fui direto para o meu quarto, colocar meu uniforme e ir para a aula.
Chegando no meu quarto. Eu fiz algo que eu nunca faço. Fui mexer nas coisas da minha mãe. Da minha verdadeira mãe. Eu só tinha um cordão de prata em formato de estrela que abre, e dentro tem as iniciais da minha mãe. Mas eu nunca descobri o que ele abre. Ela me deu seu cordão um dia antes do acidente de carro. Nunca mais vi meus pais depois disso. Antes de morrer minha mãe me disse para correr, ir para longe do carro e não dizer quem eu era para ninguém.
Aos poucos eu esqueci os nomes, os rostos, os sorrisos dos meus pais... Só a Carla sabe o meu antigo nome, mas ela me disse para esquecer, afinal, eu sou um Jaeger agora!
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