Notas iniciais
Pessoinhas que vejo pela primeira vez espero que gostem :)

– Dan, acorde Dan — gritava Minz — você precisa sair dos escombros, não morra.

– Minz, estou aqui — disse Dan levantando a mão por debaixo de algumas pedras — me ajude a sair daqui.

– Já estou indo — disse andando sobre prédios caídos em direção a ele — que bom que está bem.

Minz segura a mão de Dan e com a outra começa a retirar as pedras de cima de seu amigo. Ela era forte, apesar de ser bonita, devido o treinamento militar que havia feito, o que não adiantou frente aos Albus que invadiram o planeta.

– Obrigado, não conseguiria sair de lá sozinho.

– Que exageiro, sou uma humana — disse puxando o braço de Dan e o faz sentar — e você é um Akuma, bem mais forte que eu.

– De que adiantou ter vindo aqui se eu não salvei seu mundo? — Dan disse com enorme tristeza.

– A culpa não é sua, os Albus também não são daqui e são fortes.

– Era o meu dever salvar a Terra, depois que os Albus destruíram minha casa fui designado a isso.

– Ok grandão, mas não se culpe tanto, devem haver outros sobreviventes.

– Está bem, a propósito seu orgulhoso cabelo preto e bem penteado se foi — Dan falou rindo.

– Putz, meu cabelo — disse Minz arrumando como podia.

– Cara, estamos meio de uma guerra contra os Albus e você arrumando o cabelo.

– Eu sou a capitã dos Wolf's devo me portar como tal.

– Sim senhora capitã, mas cadê seus soldados?

– Estão a procura de outros humanos e Akumas.

– Já disse para não chamar minha raça de Akumas, não somos demônios.

– Você pode?

– Meu passado é manchado por sangue humano e de minha raça.

– Ok então, vamos sair desta. Logo virá o resto dos Wolf's.

– Espero que venham, e rápido.

– Capitã — gritava Harry à leste — capitã, onde a senhora está, tenho que fazer meu relatório por escrito?

– Grite mais seu idiota — respondeu Minz — talvez alguns Albus nos encontre.

– Me perdoe por isso capitã, — disse correndo — mas houveram duas baixas em nosso esquadrão e três sobreviventes humanos e dois akumas — Dan olhou com uma cara de despreso para Harry que logo se corrigiu — e dois Eshy's.

– Um saldo positivo pelo menos — comentou friamente Dan.

– Não fale assim de meus soldados, são seres vivos, minha raça e família.

– E não objetos — completou Dan — disso eu já sei, mas não se esqueça que há dos meus lá também.

– Ok, senhor não akuma — a cara de poucos amigos de Dan foi suprema nesse momento — Harry quero o número dos meus soldados falecidos, temos que prestar as devidas homenagens.

– Certo senhora — disse um pouco alto demais — desculpe senhora — voltando ao tom normal — esquadrão RT27.

– Isso eu já sei, se são meus, e pare de gritar.

– Ok, RT27-258F e RT27-436F.

– Duas mulheres... Espere você disse RT27-436F? — perguntou Minz angustiada.

– Sim senhora, algum problema capitã?

Minz se afastou um pouco dos outros dois, virou-se de costas e podia-se notar umas lágrimas solitárias em seu rosto. Ao se virar mostrava que mesmo na dor deveria manter-se sempre como a superior de uma das melhores tropas mundiais.

– Minz, aconteceu alguma coisa? — perguntou Dan com um tom para alegrá-la — Você é muito ligado a sua tropa, não é?

– Sim — disse mantendo a postura — contudo a soldada RT27-436 era a minha irmã mais nova, Joy. Eu havia a dispensado, não a queria nesta guerra.

– Meus pêsames — disseram Dan e Harry.

– Tudo bem, seu corpo foi encontrado?

– Sinto muito senhorlaa, somente suas armas e o elmo com a inscrição.

– Como sabem então que está morta? — disse Minz esperançosa.

– Os elmo tem ligação à vida, que só é cortada pelo usuário ou pela morte e ,desculpe dizer — disse Harry abaixando a cabeça — não há motivo para o usuário tê-lo feito.

– Entendo — disse Minz desprendendo o elmo que se encontrava preso ao quadril da armadura e o vestindo — vamos andando para encontrar o resto do pessoal e se achamos outros feridos.

Apesar do elmo cobrir quase o rosto inteiro devido ao formato ainda dava para se ver algumas lágrimas que teimava em descer no rosto da brava capitã.

– Minz, devo ir a frente — disse Dan retirando o bracelete do braço esquerdo com a mão direita — cobrirei uma área maior pelo ar. — assim as asas de Dan rasgaram a camisa que usava e seu bracelete virou um elmo.

– Uau — disse Harry impressionado pelo acontecido — como são grandes e por quê apareceram do nada?

– Você nunca tinha visto as asas de um Eshy? — disse Dan zombando — Pergunte a Minz ela saberá explicar melhor. — Assim subiu e voou para encontrar os outros, por onde Harry veio, leste.

– Claro, porque não? — Minz tentando se animar — quando ele tira seu Bracelete as suas asas são liberadas, ele é uma espécie de chave que liga e desliga as asas.

– Que incrível — Harry parecia uma criança, apesar de ser o mais novo dos Wolf's já tinha seus 23 anos — e todas as asas são contrárias a cor do seu cabelo?

– Não — respodeu Minz se divertindo com as caras de seu subordinado — as asas são o reflexo do passado dos antepassados, brancas são de guerreiros puros, pacíficos, e negras ou avermelhadas são de guerreiros que lutaram, mataram e defenderam o que acreditavam. É só coincidência os cabelos de Dan serem loiros.

– À 15 metros a leste tem uma parte de sua equipe — gritou Dan acima dos dois.

– Mas tem um buraco a uns 8 metros a frente — respondeu Harry.

– Então como é que você passou pra cá retardado — falou rispidamente Minz dando um tapa na cabeça de Harry.

– Bem, havia algums escombros no buraco e depois qie passei eles cairam. Sinto muito capitã.

– Seu desgraçado, como é que derruba a única forma de passar-mos para lá? — grita Minz indignada, a perda afetará muito o seu humor.

– Desculpa, não fiz por mal.

– Claro que não fez — interviu Dan ao alto — você fez o certo de nos procurar e agora posso atravessar um por vez até o outro lado.

– Seja como for — disse Minz continuando a caminhar.

Andaram os 8 metros e encontraram não um simples buraco e sim uma vala com kilometros de extensão, mas Dan não conseguiu enxergá-la. Ele continuou voando olhando com indignação quando pararam.

– Ei vão ficar parados? Temos que andar mais ainda.

Ninguém respondeu, estavam estáticos aos olhos de Dan, mas na verdade eles estavam sendo atacados pelo Albus que vinham da vala, na verdade eram dois poucos armados. Ambos atacaram Minz deixando Harry de lado.

– Soldado, não fique aí parado, aja conforme o treinamento.

– Treinamento? — respondeu em tom sobrio para Minz — Qual o treinamento que recebi, morra e será feliz?

– O que está dizendo? — perguntou assustada, enquanto lutava com os inimigos.

Eles vinha juntos, como uma unidade. Atacando dos dois lados e Minz desviando como pode até não conseguir e ser pega por ambos os braços por eles e ter sido colocada a frente de Harry.

– Você tem duas escolhas — disse sarcasticamente — como eu tive. Ou se junta aos Albus ou tenta lutar contra nós.

Os Albus são criaturas quase humanoides, de 1 metro e 60 de altura, apesar da estatura ser menor de que a média humana seus corpos eram mais resistentes e aptos a mudança de ambientes. Sua pele é azul, com escamas e usavam elmos e cotas feitas de adamantio que se contrastavam com a pele escura.

– Adivinha, babaca — disse Minz cuspindo ao chão e observando cada movimento dos Albus — pense uma vez na vida.

– Me insultar não será uma boa ideia — Harry estava com um sorriso sarcástico no rosto — não faça como sua doce irmã mais nova.

Ao dizer isso Minz ganhou um ar sobrio e um riso macabro.

– Então, Bárbara morreu assim também — Harry acentiu com a cabeça — e você estava presente?

– Onde quer chegar com isso? — Harry perguntou interessado — Mas, sim eu estava.

– Só pra ajudar na minha decisão. Última pergunta e decisiva, foi você quem a matou.

– Não vejo motivos ou no que isso interfere, contudo vou te responder. Não, não fui eu quem a matou, nem olhei quando ela se recusou a união eu a tinha como amiga. — respondeu Harry pouco abatido.

– Entendo, então já tenho minha resposta — confirmou Minz abaixando a voz — sua morte será rápida.

– O que disse? — perguntou Harry aproximando da área de alcance de Minz.

– Eu disse — aumentando a voz e chutando a lateral bota revelando uma faca — que sua morte será rápida.

Antes de que Harry pudesse ter qualquer reação, Minz aproveitou o apoio que seus inimigos lhe davam ao segurá-la e chutou a mandíbula dele e atravesou o crânio. Não obteve nenhuma reação dos Albus ficaram tão em choque com a atitude que a soltaram, Harry morreu na hora, uma morte rápida como prometera. Ao ser solta retirou mais duas lâminas presas aos braços, como se fosse tonfas no antebraço, e decapitou o Albu da esquerda.

– Só falta um — se gabou enquanto retirou o sangue que escorrera da arma com movimento brusco.

Contudo o segundo Albu era mais experto e lutou com certa superioridade em relação a Minz. Ela fora criada dentro das guerras, sendo a filha mais velha do melhor general do país ela o acompanhou nas batalhas sendo a mais nova e mulher comandante da história, uma luta com um Albu não a derrubaria tão fácil. Ele a atacou pela esquerda com uma adaga e ela defendeu com sua arma.

– É só isso — zombou Minz.

Um de seus defeitos era de contar vantagem diante de um inimigo igual ou superior a ela, para que a raiva impedisse a razão de agir. Contudo não pareceu afetar o Albu a sua frente.

– Vamos me ataque — inatigou Minz enquanto batia a espada, que retirara da bainha, contra sua arma de braço — ou se cansou azulzinho?

– Brahageid — sibilou o Albus, soou como ameaça, já que veio um golpe junto a frase.

O golpe havia sido retido em partes pela lâmina do braço, mas ele também atingiu a lateral da cota que Minz usava. Fazendo que aparecesse um pequeno corte no lado direito dela, contudo o impacto a deixou um pouco abatida.

– Você sabe que toda arma tem seu nome, — disse Minz deixando de lado o sarcasmo e segurando sua seriedade — mas meu pai e eu só a demos nomes de quem ela não parou, para lembrarmos que aidemosnda podemos melhorar.

– E daí — respondeu o Albu com ar divertido — eu te antingi e você vai morrer.

– Então sabe minha língua? Continuando, a minha não parou seu golpe, qual seria seu nome?

– O que importa, você é inferior a mim em tudo, morrer sem um nome para arma não fará diferença.

– Se eu perder serão minhas últimas palavras, seu nome.

– Estes inúteis com suas manias — respondeu o Albu se sentido superior — mas agora quero escutar me nome em meio ao sangues que virá da sua boca. Me chamo Kanji.

– Ótimo — disse sorrindo — Kanji as laminas gêmeas, obrigada por me dar nome a minhas armas. Agora morra.

Minz avançou sem receios, deveria ser rápida para não perder sangue e para matar logo Kanji. Nenhum responsável por dar nomes a armas deveria viver, o único que conseguira era Dan que nomeou a espada que agora Minz carregava. O Albu estava confuso, não havia conexão alguma entre os golpes, até ele perder sua perna.

– 4, faltam apenas 4 — resmungou Minz como se fosse seu mantra.

– Como se atreve Brahageid — os olhos do Albu apareceram atrás do elmo, estavam verdes fluorescente de raiva — vai pagar por isso e sofrerá mais por isso irei torturá-la até não ter mais sangue em suas veias.

A medida em que Kanji se irritava Minz se alegrava. A raiva é um dos fatores que indica o desespero.

– Um ou dois? — indagou Minz — Eu deixo você escolher.

– Escolha isso — respondeu Kanji a atacando.

– Dois então — gritou Minz se defendendo do golpe direto que ele desferiu e cortando o braço esquerdo — Um esquerdo e um direito.

– Meu braço! — gritou Kanji desesperado — Como cortou um braço do Capitão da tropa 54-Albus?

O Albu utilizou a espada que devia ser manipulada por duas mãos como muleta, abaixando a guarda. Minz aproveitou a deixa e o atacou pela direita com a espada, sem êxitar ele utilizou o braço como escudo o perdendo.

– Boa tentativa — zombou Kanji segurando a espada com a boca já que não conseguiu pará-la apenas com o braço — pena que perdi meu elmo.

– Tenho uma supresa 'pra você — comentou Minz.

Ela soltou a espada e girou a arma presa ao antebraço com um movimento brusco, e com a mesma velocidade atacou o pescoço de inimigo o fazendo perder a cabeça. O corpo inerte do Albu caiu ao chão reveleando a imagem de Dan socando um campo de força até que ele desaparecesse.

– Minz! — gritou ao vê-la sangrando — fique calma vou cuidar de seus ferimentos.

– Estou bem — respondeu mantendo a pose de superior.

– Bem, estou vendo — retrucou virando os olhos — e por quê tem um supordinado seu com sua faca perfurando sua cabeça?

– Traição é tratada assim ao meu ver, feliz dele que foi rápido, este último sofreu mais do que eu queria. Ah! — gemeu sentindo a dor vinda do corte.

– Não se mecha logo estaremos com sua tropa- tranquilizou Dan e Minz apagou quando ele a pegou no colo.

Notas finais
Vejo vocês no próximo capítulo, ou nos comentários. Beijos Mei.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.