Lunatic Girl
14 Capítulo 14 – "Adeu Ano Velho, feliz Ano Novo..."
Notas iniciais
Continuando…
Fomos para casa caminhando devagar com o Anúbis caminhando em volta de nós, entramos cada um na nossa casa e decidimos lavar o Anúbis depois que nós dois terminarmos de almoçar.
– Alice, por que você demorou tanto? – Nicole me mandou um olhar malicioso quando minha mãe fez a pergunta, pelo visto a Nicole contou toda a história do Samir e do Sanir para ela.
– O Anúbis tinha fugido de novo e demorou um pouco até que nós conseguíssemos pegar ele de volta! – dei uma mentira esfarrapada que pelo visto minha mãe acreditou.
– Coloquei seu almoço no micro ondas, minha pequenininha. – minha mãe me deu um abraço apertado. Ahh eu estava precisando de carinho depois de tudo isso que aconteceu de manhã! — O ano passou tão rápido! Você cresceu tão rápido. – pronto! Bateu a velhice nela!
– Mãe uma hora todo mundo tem que crescer!
– Tem razão! Mas se você não comer AGORA não vai ter como crescer! – ela me soltou do abraço e me deu um empurrão pra cozinha. Peguei meu almoço e sentei no chão com o prato na mesinha de centro, estávamos nós quatro: Rodrigo, Nicole, minha mãe e eu assistindo o jornal do meio dia. O Rodrigo estava com um curativo na boca, a Nicole nem aparentava que tinha acabado de ter invadido uma casa e minha mãe estava com um caderno na mão fazendo a lista de mercado para a ceia de hoje.
– Nicole, eu e a Lucia não vamos poder ir ao mercado então você e o Artur vão no nosso lugar! — Nicole fez uma careta.
– Por que o Rodrigo não pode ir? – deu até dó dela agora… Mentira! Ela tem o que merece!
– Por que eu e o Nélson vamos preparar os fogos de artifícios. – O Rodrigão também não gosta dessa ideia.
– Alice? – ela me olhou com uma cara de pidão.
– Eu vou lavar o Anúbis.
– Você está me enrolando!
– É verdade! Pode perguntar para o Fernando – Nicole me mostrou a língua e eu levei meu prato para a pia (e não é que estava gostosinho o almoço?) e coloquei uma roupa velha para poder lavar o cachorro problemático. Fui até o muro que separava as duas casas, abri a portinha e encontrei o Fernando preparando as coisas para o banho e o Anúbis preso pela coleira.
– Dessa vez eu fechei a porta para ele não escapar- disse o Fernando pegando a mangueira.
– Dessa vez você pensou! – ele me mostrou o dedo feio. — Vamos dar um banho nele ou não? — tirei o Anúbis da coleira, o peguei no colo e levei até perto da mangueira. — Desculpa gordinho, mas você precisa tomar banho!
Comecei a ensaboa-lo dentro de uma bacia que o Fernando preparou e depois quando eu terminei o Fernando foi pegar a mangueira e quando largou o Anúbis e esse cachorro problemático fugiu de mim e começou a correr em direção do muro.
– ANÚBIS! SEU MALUCO VOLTA AQUI! — corremos atrás dele com o Fernando me chamando de todas as ofensas possíveis e foi quando o impossível aconteceu: o Anúbis pulou no portão e de lá pulou o muro… Eu estou começando a achar que esse cachorro tem superpoderes!
Pulei o muro e fui atrás dele, Anúbis correu até a farmácia do seu Não-Sei-O-Que e lá um garoto segurou um Anúbis molhado e irritado.
– Muito obrigada por segurar esse cachorro maluco! – agradeci o garoto.
– Não precisa agradecer. – ele abriu um sorriso e eu prestei atenção dele. Lembra daqueles surfistas que eu e a Nicole estávamos procurando na praia? Pois é eu acabei de achar! — Meu nome é Lucio e o seu?
– Alice! – dei um sorriso, mas ele me olhou estranha isso não é um bom sinal…
– Seus olhos são violetas ou são lentes? – UFA!
– São violetas mesmo! É coisa de família. – expliquei a ele começou a rir igual a uma hiena! E nessa hora apareceu o Fernando com uma carranca. — Esse é o Fernando, meu vizinho. – apresentei-os e quando falei que ele era meu vizinho revirei os olhos fazendo Lucio rir de novo. — Fernando esse é o Lucio.
– Prazer – o Fernando estendeu a mão para a hiena e apertou tão forte que fez o Lucio fazer uma careta. Olhei para o Fernando e fiz uma cara “QUALÉ?” ele revirou os olhos para mim. PUTO!² — Alice, vamos logo terminar de lavar o Anúbis. – o pernilongo começou a me puxar pela barra da minha camiseta
– Anúbis? – o Lucio perguntou e começou a gargalhar.
– É Anúbis mesmo o nome do cachorro dele! Por quê? Algum problema? – mexeu com o dog usuário de ritalina, mexeu comigo! E a hiena nem me respondeu e continuou rindo, UNF! Despeitado! Sai andando com o Fernando na minha cola, é impressão minha ou esse idiota estava sorrindo.
– EI! Espera! – a hiena me puxou pelo braço. — Desculpe-me se fui grosso, mas Anúbis não é um nome muito comum para cachorros.
– E Lucio parece nome de capanga amante da vilã da novela! – e para completar o meu chuchuzinho do Anúbis rosnou para essa hiena.
– Espere ai!- mas que irritante.
– Me deixa em paz garoto! Virar as costas para você não foi o suficiente? Então eu vou falar com todas as palavras: ME DEIXA EM PAZ!- esse idiota ainda tem a capacidade de continuar rindo.
– Alice, começamos com o pé errado…
– Você não percebeu que ela não quer nada com você? – o Fernando deu uma de brutamontes e virou com tudo na direção do Lucio fazendo o mesmo dar um solavanco para trás.
– Calma ai cara! Tudo de boa! Namorado estressadinho o seu heim! – O QUE?
– Somos vizinhos, não namorados – eu e o Fernando falamos ao mesmo tempo.
– Calma nada! Suma daqui antes que o pior aconteça com você. – nossa essa deu medo até em mim! O Fernando, que era mais alto que o Lucio, ficou bem perto dele como se fosse bater no mesmo e disse com uma voz grossa e assustadora. O que o Lucio fez diante do xingamento efetuado por Fernando? Bem, rir feito uma hiena é que não foi. Na verdade ele arrego. Isso! Saiu correndo para não sei onde. Aiai esse homens.
– Vamos embora!- Fernando passou o braço atrás das minhas costas e me segurou no meu braço direito e começou a me arrastar. G-ZUIS QUISSO RAPAZ? ASSÉDIO SEXUAL?
Caminhamos até o quintal dos Barbosas para terminarmos o banho do Anúbis e durante o trajeto ficamos em silencio, terminamos o banho e secamos o cão com umas toalhas velhas depois ele se jogou na grama em cima do sol e ficou entregue.
– Acho que ele gostou do banho no final – Fernando disse ainda carrancudo, pensando bem, o Fernando está sempre carrancudo! Soltei um “uhum” e imitei o Anúbis e me joguei na grama do lado dele. A grama estava quente, mas eu acabei me molhando inteira então estava uma sensação gostosa de estar molhada em cima da grama quente, mas o sol batendo estava incomodando então eu fui mais pra trás e coloquei a cabeça na sombra.
O Fernando estava claramente cansado então ele se deitou no meu lado e o Anúbis chegou mais perto de nós e enviou a cabeça debaixo da minha mão então eu comecei a fazer carinho nele. Eu realmente não entendo o Fernando! Uma hora ele esta todo gente boa e legal (mentira) e na outra ele fica grosso, estranho e nem olha na minha cara.
– Você é estranho! – falei para ele sem olhar na cara dele.
– Você é mais.
– Pelo menos eu demonstro o que eu sinto fazendo as pessoas entenderem o que eu quero! – sentei na grama e olhei para ele, percebi que minhas roupas secaram rápido.
– Quem disse que eu não demonstro? – que idiota.
– EU! Eu nunca consigo saber o que você esta pensando!
– E se eu não quiser que você saiba o que eu estou pensando?
– Pare de me responder com outra pergunta! – que irritante.
– Ahh! Vamos parar de brigar! Nós estamos sempre brigando então vamos fazer uma trégua de Ano Novo e não brigarmos por hoje e amanhã.
– Eu estou cansada para brigar então eu topo! – ficamos em silencio por alguns segundos até que eu perguntei. — O que você esta pensando?
– No que vai acontecer amanhã. Eu quero ter logo uma cunhada!
– Por quê? Eu te garanto que não é uma boa ideia ter a Nicole na família! – tadinha da minha irmã, a amo muito, mas ela não deixa de ser escandalosa.
– Quem sabe com uma namorada ou uma esposa o Artur para de pegar tanto no meu pé… — falou o Fernando de um jeito sonhador como se aquilo fosse a coisa que ele tem sonhado há anos. Comecei a rir do jeito que ele tinha falado. — O que? É uma coisa que eu tenho esperado há anos ta legal? Desde a época que eles deram o primeiro beijo!
– Naquela época eu sabia que não importava o que acontecesse, a Nicks ia continuar me perseguindo para o resto da minha vida. – foi a vez dele de rir. — O que? Eu pelo menos nunca alimentei uma esperança falsa!
– Quando foi que nós paramos de ser amigos como éramos e começamos a brigar como brigamos agora? – ahn?
– Sei lá Fernando… Talvez quando você começou a ser popular no colégio e as garotas começaram e te perseguir e a sentir inveja de eu ser sua vizinha… – dei uma indireta para ele se tocar e falar alguma coisa para aquelas barangas pararem de me perturbar.
– É, talvez. — Vai tomar no cu.
– Era para você falar: “Você tem razão Alice! Pode deixar que no primeiro dia da volta as aulas eu falo com elas e elas param de te odiar e quem sabe você finalmente tenha amigas.” ou “Pode deixar Alice, eu vou falar com elas” – ele começou a rir, PUTO³. — Pare de rir e faça o que eu falei!
– Nada disso é culpa minha, a culpa é sua por não conseguir fazer amigas – o idiota virou de lado e ficou me encarando com um sorrisinho, essa imagem até seria fofa se o Fernando não fosse uma ameba prepotente.
– Ano que vem eu vou achar uma garota no colégio que não goste de você e vou ser amiga dela! Essa é uma promessa de Ano Novo!
– Boa sorte então, eu sou irresistível…
–… E um babaca
–… E legal
–… E burro
– EI! Eu sou mais inteligente que você! – é nada.
– Eu tiro notas melhores que as suas! – UIUIUI Sou inteligente.
– Einstein não tirava notas altas. – ele era um gênio, você é metido a gênio.
– Nossa, não me lembre de Einstein… – a Verônica é a garota mais burra que eu já conheci.
– Por quê? O que aconteceu?
– Você não lembra na aula que a Carmem falou sobre Einstein daí a Verônica perguntou: ”Quem é Einstein professora?” e depois de uma vaia de ofensas a Carmen continuou a aula e comentou sobre Hitler e depois a Verônica perguntou se referindo a Hitler: “Mas o Hitler era bonzinho não era professora?”
– Nossa, que garota burra.
– Pois é…
– Queridos! Eu trouxe um lanchinho para você! – nessa hora apareceu dona Lucia com uma bandeja com pães de queijo, DILICIA!
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– Pão de queijo, você quer casar comigo?- perguntei para o ultimo pão de queijo da bandeja. — “Claro que sim Alice! OHHH Me beije!” – fiz uma voz de pão de queijo (?) e a pedido do beijo dele eu dei uma mordida!
– Ei eu também quero um pedaço! – Fernando segurou minha mão e deu uma mordida no meu amor que só deixou um pedaço minúsculo do pão de queijo. Olhei feio para ele. — O que?
– VOCÊ MATOU O MEU MARIDO!
– Deixa de ser retardada. – comi o ultimo pedaço e terminei de tomar meu suco e ele também.
– Bem, já ta na minha hora… Te vejo na meia noite! – comecei a me levantar.
– Ta pensando que vai a onde? – ele parou na minha frente e cruzou os braços como se fosse um segurança particular.
– Para minha casa…?
– Você vai me ajudar a lavar a louça!
– Mas eu não sou visita? – fiz cara de inocente.
– Boa tentativa, vamos. – ele me arrastou para a cozinha e pegou o detergente e a esponja e eu peguei da sua mão.
– Da isso aqui senão você vai demorar um século. — lavei tudo rapidinho e enxuguei a pia e quando eu fui limpar a parte do escorredor da louça ele AINDA não tinha terminado. — Lerdo. – o infeliz mostrou a língua, tirei o escorredor de cima da pia e terminei de enxugar. — Já to indo, tchau!
– Até de noite – dei um tchau por cima do ombro e voltei para casa subi no meu quarto e fui dar comida para o Pudim quando eu ouvi a Nicole voltando do mercado.
– Só voltou agora? – cheguei e dei uma cara maliciosa para ela.
– Pare de pensar besteira você sabe que o Rodrigo nunca aceitaria! – PAQFB: O principal motivo para a Nicole e o Artur não terem ficado juntos naquela época é por que o Rodrigo nunca aceitou que a Nicole gostasse do Artur e isso assustou a o casalzinho por isso eles ficavam as escondidas e quando o Rodrigo descobriu ele mandou que eles parassem com isso o Artur medroso aceitou na hora fazendo a Nicole ficar puta de raiva com ele e por isso ela foi estudar no exterior. Eu e o Fernando nunca gostamos dessa decisão e por isso e por eles ainda se amarem nós decidimos ajudá-los a ficarem juntos.
Fiquei quieta depois dessa, eu também me importo com o que o Rodrigo acha, ele é um pai para nós e nós o amamos como um pai mesmo! Eu e a Nicks não falamos nada fomos assistir TV, ficamos lá sem fazer nada até as sete e pouco da noite quando a nossa mãe chegou e avisou que horas eram fazendo a louca da minha irmã pular falando que era muito tarde e que nós precisávamos trocar de roupa rápido e blá blá blá…
Subi para o meu quarto, tomei um banho e fui escolher uma roupa. Eu estava tão animada para a virada do Ano, mas agora eu me sinto tão ruim. Fiquei jogada na minha cama só de roupas intimas. O que? Minha porta estava fechada e a minha janela também. Eu estava quase cochilando na cama quando a Nicole bateu na porta e eu coloquei meu roupão e fui abrir.
– O que? – fiz uma cara mal humorada.
– Você ainda não se arrumou? – ela disse espantada.
– Estou com preguiçaaaa! – ela entrou fechou a porta e eu me joguei na cama… De novo.
– Vamos colocar essa roupa – ela me puxou e jogou a blusa para vestir, tentei colocar aquela coisa demoníaca, mas a única coisa que ela fazia era me enforcar desisti de tentar e recomecei e finalmente consegui. Nesse meio tempo da minha luta com a blusa a Nicks estava falando de uma baboseira qualquer quando ela viu que eu tinha terminado de colocar a blusa, me jogou um short que eu consegui colocar certo por que shorts são bonzinhos (?).
– Coloque isso – ele me estendeu um anel, um par de brincos e um colar. Eu coloquei o anel e os brincos, mas eu troquei o colar pelo colar que o Fernando me deu de Natal, eu estava querendo aquele colar faz três meses, não era eu que ia desperdiçá-lo. Catei uma rasteirinha e fui puxando a Nicole para baixo interrompendo qual quer que seja aquilo que ela estava falando.
Quando descemos encontramos o Rodrigo, minha mãe, seu Nélson, dona Lucia, a vó Silvia, o novo namorado da vó Silvia, o Artur e o Fernando todos apenas nos esperando.
– Wow! – Artur falou sem querer quando olhou para a Nicole fazendo a mesma corar, fazendo eu e o Fernando trocarmos um olhar cúmplice, fazendo o Rodrigo olhou para o Artur serio como se tentasse entender o que o Artur quis dizer com aquele “wow” e fazendo o resto do povo ficar com uma cara “Eles precisam ficar juntos” tirando o novo namorado da vó Silvia que não sabia o que estava rolando então ficou com cara de tacho. Por que a vida é tão problemática?
Durante o jantar em família é que se descobrem tudo o que acontece na família não é? Só hoje eu descobrir que o já muito citado novo namorado da vó Silvia se chama Mohamed, que ele é árabe, descobri que ele tem uma empresa de petróleo, ou seja, o cara é rico; descobri que a Karina vai se casar (pobre noivo), nessa hora o Artur deu Graças a Deus; descobri que o seu Nélson acabou de lançar um produto novo da sua empresa, eu já falei que o seu Nélson é sono de uma empresa de cosméticos chamada L em homenagem a dona Lucia? Pois é agora vocês sabem! MAS ENFIM… Tudo ocorreu normalmente até a meia noite e como nada ocorre normalmente na minha vida alguma coisa tem que acontecer como, por exemplo: Chover minutos antes da meia noite. OHH BELEZA!
– COMO É QUE PODE CHOVER BEM HOJE? – você ainda pergunta Nicks? Estava todo mundo no terraço da casa dos Barbosa protegidos pelo restinho do telhado que tinha, dona Lucia e minha mãe estavam preparando as uvas e o champanhe e o champanhe sem álcool para os menores de idade aqui – pior é que minha mãe comprou uma garrafa grande desse sem álcool e o gosto é Horrível com H maiúsculo (?) — o Rodrigo e o seu Nélson estavam terminando de arrumar os fogos de artifícios para que não molhem por causa da chuva e eu estava com o meu guarda-chuva laranja com o Fernando do meu lado no meio do terraço vendo os apressadinhos soltando os fogos de artifícios antes da hora.
– Que bela forma de passar o ano não? – perguntei ironicamente para o Fernando que me deu um peteleco. — Quer parar me machucar cabrito! Lembra da nossa trégua?
– Isso não dói.
– Não dói por que não é em você! — O fuzilei com raiva que só riu da minha cara. — Faltam quantos minutos? – eu não dizer que era para a meia noite precisava? Ele olhou no relógio e apontou para todo mundo atrás de nós que estavam vindo na nossa direção cada casal com um guarda-chuva fazendo a Nicole e o Artur ficarem juntos.
– Muito bem pessoal, faltam 40 segundos para meia noite! — falou o seu Nélson, nessa hora a chuva foi acalmando devagar enquanto a minha mãe ia distribuindo as bebidas e os potinhos com uvas. Quando elas terminaram o seu Nélson avisou que faltavam 20 segundos e a chuva foi acalmando ainda mais.
– Será que a chuva… – o Fernando colocou a mão na minha boca me fazendo ficar quieta.
– SHII! Não fale nada! Do tamanho da sua sorte é capaz de você falar algo sobre isso e acabar piorando o estado! –eu soltei uma risada baixa e soltei um “tem razão”. Fernando apontou para o Artur e a Nicole, que estavam sem falar nada, e ele me mandou aquele olhar de “vamos aprontar” e eu concordei.
– Faltam 15 segundos! – seu Nélson disse ao fundo, eu e o Fernando chegamos por trás e fizemos sinal para o Artur dar um beijo na Nicole a meia noite ele primeiro fez que não, mas entrou em desespero quando o seu Nélson avisou que faltavam 10 segundos.
– 10… — eu e o Fernando ficamos vendo a cara de nervoso do Artur.
– 9… – começamos a rir quando a Nicole perguntou se o Artur esta se sentindo bem.
– 8… – fomos ver como os outros casais estavam.
– 7… – avó Silvia e o Mohamed estavam se agarrando antes da hora me fazendo dar uma careta.
– 6… – dona Lucia e seu Nélson estavam se olhando romanticamente me fazendo rir e o Fernando revirar os olhos.
– 5… – minha mãe e Rodrigo estavam trocando palavras e olhares maliciosos, depois dessa eu e o Fernando estremecemos.
– 4… – o Anúbis se apoiou nas pernas do Fernando tentando latir mais alto que os fogos de artifícios ou latindo para eles… Não sei!
– 3… – já que todos estavam ocupados, fomos acender os fogos.
– 2… – olhamos mais uma vez para os casais e encontramos três deles dando um beijo adiantado menos um que só se olhavam.
– 1… – eu e o Fernando soltamos os fogos (que não eram os barulhentos eram apenas coloridos) e o Fernando me cutucou e me fez olhar para o Artur e para a Nicks que finalmente estavam se beijando. Peguei meu celular e tirei uma foto deles, o Fernando soltou uma gargalhada.
– 0… – todos falaram e voltaram a se beijar menos eu e o Fernando. Por que eu estou corada? Não tem sentido eu ficar corada! OUVIU CORPO! NÃO FIQUE CORADO!
– Feliz Ano Novo! — Fernando disse para mim.
– Feliz Ano Novo! – respondi de volta e tomamos nossas bebidas horríveis e comemos nossas uvas. Nessa hora só estava uma garoa fraca.
–"Adeus Ano Velho, feliz Ano Novo, que tudo se realizee no ano que vai nascer! Muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender". — e é claro que vó Silvia TINHA que cantar essa música como todo ano. Ela diz que traz boa sorte.
Todo mundo deu “Feliz Ano Novo” para todo mundo depois de muito tempo todo mundo foi dormir. Decidi ir dar uma olhada para ver como Nicole estava e quando eu parei na porta dela eu a vi deitada na cama com um sorriso bobo no rosto quando ela me viu ela soltou uma risada.
– Eu vi tudo!- quando eu falei isso ela branqueou. — Eu não vou falar isso pra ninguém! – ela voltou ao normal. — Mas o Fernando também viu — ela branqueou de novo. — E ele não vai contar para ninguém. – ela voltou de novo ao normal.
– Boa noite e feliz ano novo! — ela me deu um abraço, eu posso me acostumar com isso: Nicole apaixonada fica boba e calma! Gostei disso!
Peguei meu guarda-chuva de novo e fui para o terraço da minha casa e encontrei o Fernando no terraço da casa dele.
– Não consegue dormir? – ele me perguntou.
– Com esses fogos, a Nicole suspirando no quarto do lado e a minha mãe e o Rodrigo “aproveitando a noite” no outro? Sem chances! – ele deu uma risada. — O teu não deve ser muito diferente!
– Meus pais são mais silenciosos – Sortudo. Puxei as cadeiras de praia que nós guardamos no terraço e estendi uma para o Fernando. — Como é que você quer que eu pule do meu terraço para o teu?
– Sei lá, dá seu jeito! – ele deu o jeito dele. O traste teve a capacidade de me jogar dois refrigerantes que tinha no terraço, depois ele desapareceu e apareceu de novo na porta de entrada do meu terraço. — Como é que você fez isso?
– Fui até meu quarto, pulei a janela para o seu e subi em silencio ate aqui.- eu não teria pensado nisso.
– Ahh senta de uma vez! – apontei para a cadeira do meu lado e abri meu refrigerante ele sentou e fez o mesmo, ficamos sentados vendo os fogos de artifícios por um bom tempo.
– Será que vamos conseguir amanhã?
– Claro que vamos! – falei confiante e terminei meu refrigerante. — Esta na minha hora, eu vou dormir por que já são duas da manha!
– Boa noite – ele terminou o refrigerante dele e nos fomos para o meu quarto –NÃO PENSE BESTEIRA- e de lá ele pulou para o quarto dele. Eu deitei na cama dei boa noite e feliz ano novo para o Pudim e dormi.
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