Lunatic Girl

5 Capitulo 5 – Clientes chatos, quase morte e pés machucados.


“Hakuna Matata é lindo dizer”

É isso ai. Hakuna Matata. Sem problemas, eu consigo! Vamos lá Alice, não é difícil, você já fez isso antes... Eu não vou fazer porra nenhuma...

– Anda logo anta roxa eu já peguei a mesa daquelas garotas, você pega daqueles idiotas ali atrás. — Adivinha o que eu estou fazendo? Exato. Trabalhando no café.

– Esta bem, já estou indo. — minha mãe nem pra nos dar no mínimo uma semana de descanso das aulas. NÃOOOO. Na cabeça da minha mãe é assim: Eu e minha melhor amiga vamos fazer nossos filhos de empregados. Enfim... Eu infelizmente cheguei na maldita mesa mesmo fazendo passos de formiga. Eu não sei fazer passo de formiga então ando como um elefante mesmo.

– O que vocês vão querer hoje senhores?- UIUIUI mamãe me deu educação.

– Hum... O que a senhorita sugere? – UIUIUI eles tem educação *TAPA* OK CONSCIÊNCIA EU ENTENDI O RECADO.

– Bem, eu sugiro o especial do dia: torta de chocolate com recheio de coco. — fiz um Ok pra ele que me encarou como se eu fosse idiota. *TAPA* CARALHO NICKS.

– Seja educada. -sussurrou minha “maninha mortífera”.

– Ta. — me virei para os pivetes — Desculpe por minha falta de educação senhores, vocês vão querer a torta? — dois deles disseram que sim, mas um me olhou muito maliciosamente.

– Eu gostaria de um encontro com você, mas não encontro no cardápio- É RUIM HEIM!

– Desculpe-me senhores, mas só podemos oferecer o que consta no cardápio- HA! TOMA TRIO BABACA DE CARTEIRINHA

– Valeu Fuinha- adoro o Artur!

– Já disse pra não me chamar assim. — Fuinha é um apelido que eu dei para ao Artur quando nós éramos pequenos, ele que cresceu no caso por que eu continuo com a mesma altura #FAIL. Na verdade eu devo ter crescido uns cinco centímetros.

– Da pra vocês trabalharem ou ta difícil? – Putz já ta saindo fumaça das orelhas da minha irmã e o Fernando, por ser um alien, e consegue ler a minha mente me puxou pra cozinha e me entregou os pedidos dos idiotas que eu tinha acabado de atender.

– A Nicole já ta estressada então tenta não causar confusão que eu não quero problema pro meu lado.

– Ta coiso. — ele tem razão, é melhor eu diminuir a bagaça senão morro.

Fui educadamente até a mesa dos babacas entreguei os pedidos e continuei a atender os outros clientes. Agora me diz, você acreditou nisso mesmo? Fala serio, você acha que EU ia conseguir entregar todos os pedidos sem causar estranho nenhum? Não acha? HAHA ERRO! Por milagre diviso (por que só pode ser) eu consegui fazer tudo isso sem nenhum problema: LIKE A BOSS.

O resto do dia eu continuei abençoada e não fiz estrago nenhum.

– Vamos logo Alice quero chegar em casa logo!

– Calma ai Fernando, você acha que é fácil tirar esse vestido nesse cubículo desse banheiro? — Perai... O problema não é o banheiro, É ESSE VESTIDO. Poxa vida por que minha mãe teve que mudar o uniforme, antes ela uma blusa social, uma saia preta e avental e agora é um vestido preto e mais o avental por cima branco, e tênis (nem a pau que eu ia usar sapato). Mas enfim... Finalmente eu consigo tirar aquele treco e consigo sair do banheiro, mas eu não seria Alice Carvalho se eu não fizesse uma burrada: eu não consegui ver uma caixa cheia de cacos de pratos quebrados.

Resumindo: Eu tropecei;

Resumindo novamente: Vou cair de cara no vidro;

Resumindo mais uma vez: FODEU.

– PUDIM DO CÉU, EU VOU MORRER QUE NEM NO PREMONIÇÃO!! — No ultimo instante senti algo me puxar pela cintura, eu voei pra longe dos vidros e cai em cima de algo que eu sabia que o chão é que não era.

– AI ALICE! Obrigada por cair em cima de mim. — Descobri, era o Fernando.

– A culpa não foi minha de ter caído em cima de você, foi você que me puxou pra cima de você! Do mesmo jeito, desculpa.

– Então quer dizer que agora a culpa é minha? E que merda de ultimas palavras foram aquelas “eu vou morrer que nem no premonição”? — Esse pernilongo não sabe nem imitar minha voz direito. EU NÃO TENHO ESSA VOZ ESGANIÇADA! QUEM TEM É A CARMEM!

– Eu já pedi desculpas! As palavras são minhas e eu as uso como eu quiser!- Serio não da nem pra agradecer ele (meio) educadamente e ele já arma barraco, esse barraqueiro.

– Ta bom, vamos logo embora.

No caminho pra casa eu percebi que Fernando estava mancando e fazendo caretas enquanto pisada com o pé/perna/calcanhar/tornozelo (sei lá) machucado. Droga! Machuquei o maníaco por tartarugas. Esperei até que chegamos em casa e comecei a arrastar ele até a minha casa que tinha um armário só de coisas medicas que era do meu pai. Por que temos isso em casa? Digamos assim, eu era (sou) uma criança que se machucava muito...

– Alice não precisa de nenhum curativo eu to bem é só um arranhão coisa lilás!

– NEM COMEÇO OHH TROÇO! Eu vi você mancando e fazendo careta de dor então não adianta mentir para mim! — fiz cara de mau e ele me olhou com cara de baiacu morto. _ O que? EU POSSO SER NORMAL DE VEZ EM QUANDO!- depois dessa ela ficou quieto e eu terminei de fazer o curativo.

– Espere aqui que eu vou pegar aquela muleta velha.

Fui ate o quarto das tranqueiras pra pegar as muletas... Bem... Pelo menos eu tentei chegar lá!

– Como é que eu vou achar isso nessa zona?

– O que aconteceu Alice?

– SEU IMPRESTAVEL! EU FALEI PRA VOCÊ FICAR SENTADO! — nessa hora eu viro com força e o Fernando tropeça e cai em cima de mim e nos dois caímos na zona... Ai papai do céu, eu joguei pedra na cruz NE? POR QUE SÓ PODE... er digamos assim: o maníaco por tartarugas esta muito perto do meu rosto...putz que hálito bom... CONTROLA ESSA PROGESTERONA PROGENITORA! Se eu disser que nos beijamos eu estaria mentindo, mas chegou perto.

– Ai meu Deus... er Fernando, o que se diz em uma hora dessas? AHHH VAMOS FAZER ASSIM: FINGIMOS QUE ISSO NUNCA ACONTECEU E VOLTAMOS A NOS ODIAR CERTO? TCHAU.

Sai correndo pro meu quarto e tranquei a porta, eu precisava falar com o Pudim. Ele virou a cabeça algumas vezes e deu pra ver que ele tava sem comida.

– Ta aqui sua comida meu herbívoro. — ele começou a comer mais de vagar que uma tartaruga (?) — Pudim! O que eu faço? O que você faria se estivesse no meu lugar?- ele me olhou, mas eu acho que ele é meio vesgo então não sei se ele olhava pra mim ou pra janela e depois mastigou mais um pouco a comida — Vou entender isso como um “Eu iria mudar para o México e mudar meu nome para Rosilene e usaria só um chapéu mexicano” tudo bem ? Quero que esse trabalho acabe logo.

Notas finais
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