.: Dulce :.

“Hoje seus olhos me encontraram em um caminho no qual faz tempo havia me perdido.”

Já havia amanhecido o dia e estava agradável como eu pude perceber olhando pela janela, tinha uma brisa calma, algumas nuvens calmas no céu e um Sol meio preguiçoso, intenso, fazia seu papel de iluminar a todos, mas estava estranhamente quente para aquele horário matinal dei uma rápida olhada para ele antes que me doesse a vista, desviei o olhar. E senti uma sensação de deja-vú ao me lembrar da Lua ontem por que ela assim como ele, pareciam felizes?

Balançando a cabeça e ignorando esse pensamento louco voltei a me arrumar, logo pela manhã iria à casa de mi mamá para ter um almoço familiar já que à noite eu teria uma pequena festa, foi difícil convencer Dona Blanca, mas no fim ela cedeu quando fiz uma carinha pidona de filha caçula que estava ficando mais velha.

:- E aconteceu um fenômeno estranho ontem à noite. Parei de passar minha maquiagem para olhar o noticiário. – Contrariando o seu ciclo, a Lua ontem a noite ficou cheia ao invés de minguante, fato despertou a curiosidade de estudiosos, já que não há registros de nada parecido na história. – fiquei completamente curiosa ouvindo o apresentador do noticiário, já estava pronta, mas não ia embora até terminar de ver a matéria inteira. – Mas, não se preocupem nem deem ouvidos aos malucos que dizem que é um sinal dos fins dos tempos. Conforme, nossos astrólogos e meteorologistas, não há nada a temer apenas houve uma mudança na previsão. Nesta manhã o Sol também contrariou previsões, está mais quente que o normal, mas não é motivo para tanto alarme. Apenas se hidratem e usem bastante filtro solar. E Agora vamos falar...

Levantei e desliguei a Tv, pegando minha bolsa e conferindo se não esquecia nada. Fiquei extremamente curiosa com o fato da Lua e do Sol mudarem sua previsão.

...

:- Gracías, Clau. De verdade. – estava no telefone, já que ela não pode vir para o meu aniversário. – Sabe que não tem que se preocupar. Ok, Bye, te quiero también.

:- Ela ficou preocupada verdade? – Blanca me perguntou desviando o olhar da rua por um momento.

:- Sim, pensou que ficaria chateada por ela não estar no meu almoço. Mas, eu não fiquei você sabe, quem ficou mesmo foi mamá. Então elas que se entendam depois. – comentei rindo com ela.

Era noite, estávamos eu e Blanca indo para minha festa, passei o dia inteiro na minha antiga casa. Foi reconfortante como sempre, ouvia frases do meu pai do tipo “Como o tempo passa.” “Você era tão pequena quando fez...” ou implicante da Blanca como “Então a calcula está cada vez mais velha.”

Tentei deixar de lado meu blackberry, porém às vezes era inevitável lia mensagens constantes sobre meu aniversário respondia alguma ou outra, expliquei aos meus vampirinhos que estava com minha família por isso não respondia muito ou fazia alguma ronda. Antes de sair mais uma vez do twitter eu procurei por algo de Poncho, mas não tinha nada desde ontem. O que me deixava frustrada, suspirei deixando meu blackberry de lado e olhando a lua.

:- De novo. – Dei voz aos meus pensamentos.

:- De novo, o quê? – Blanca perguntou confusa.

:- A Lua contrariou as previsões. – falei sem deixar de olhar para a Lua que assim como ontem estava cheia, linda, luminosa e aparentemente feliz.

:- Não entendi nada, a idade está chegando ou seu nível de loucura está maior? – ela falou implicando comigo. Não retruquei estava entretida demais no mistério da Lua. – Chegamos.

Desviei o olhar para ver a fachada do restaurante, Cafeína de la Condesa, e eu e meu coração estremecemos contentes por estarmos ali de novo. Por que no fundo ele sabia que alguém em especial estaria lá. Minha mente racional não deixou por menos me alertou que esse alguém não deu sinal de vida hoje e que aquilo era um sinal para eu deixar de me iludir. E como em minha rotina eu faço ignorei a briga do racional com o emocional, já foi o tempo em que eles concordavam em algo.

Sai do carro pegando minha bolsa e acompanhando os passos de Blanca para entrada do restaurante. Meu coração quase explodiria de ansiedade.

Mal eu entrei e o barulho que havia lá dentro deu espaço para o som de um modesto grupo de Mariachis.

…Estas son las mañanitas
que cantaba el rey David
hoy por ser día de tu santo
te las cantamos a ti

Despierta mi Dulce despierta
mira que ya amaneció
ya los pajarillos cantan
la
luna ya se metió…

Tudo bem que o contexto da música não se encaixava naquele momento, mas todos cantavam acompanhando os Mariachis e não consegui fazer nada a não ser agradecer e ficar sem graça, emocionada. Apareceu um bolo em minha frente e a pedidos eu fechei os olhos e assoprei as velhinhas, fazendo um desejo.

Cumprimentei a todos com um abraço e agradecimentos pela presença. Fran, Iliana, Felipe, Ivalu, Pedro, Sam, Luisillo, Pedro Damian, Bicho, Eddie, Rodrigo, Santi, Paty e entre outros. Era um grupo relativamente pequeno comparado com outros aniversários que tive.

Olhei ao redor, Luisillo que estava ao meu lado percebeu que eu estava procurando por alguém.

:- Ele ainda não chegou. – Ele simplesmente disse isso.

:- Ah, ele te avisou? – Tentei disfarçar minha frustração, já sabendo de quem se tratava.

:- Sim, me disse que te mandou mensagem, mas você não respondeu. Então me avisou.

:- Feliz Aniversário, tampinha. – Antes que eu pensasse em responder Luisillo, uma voz me interrompeu. Virei olhando para trás.

E vi ele com os braços estendidos para que eu o abraçasse.

:- Obrigada, grandão. – respondi Lucas fazendo esforço para abraçá-lo pela sua altura. – Pensei que não viria.

:- Pois é, não viria, mas Blanca insistiu, acabei vindo. – ele falou sem graça.

:- Fico feliz por ter vindo. – respondi a ele sorrindo e olhando Blanca já com um copo na mão, nos observando risonha.

...

Se eu dissesse que não estava feliz seria uma mentira, estava ali comemorando com as pessoas que eu adorava que estavam felizes por ser meu aniversário, mas eu esperava por ele, eu sentia a falta dele ainda mais naquele lugar.

Estava saindo do banheiro quando parei no corredor sendo controlada mais uma vez naquela noite ou principalmente naquele lugar, pelas lembranças.

:- Vão nos descobrir – eu disse risonha falando baixinho – colocando minhas mãos no bolso da sua blusa negra de frio.

:- Não me importo. – ele falou enquanto afastava uma mecha ruiva minha do meu pescoço para afundar o seu rosto ali.

:- Mas, eu sim. Pedro pediu para termos cuidado. – falei rendida enquanto ele distribuía alguns beijos molhados e curtos no meu pescoço, subindo cada vez mais em direção a minha boca.

Eu ansiava por beijá-lo a noite toda estávamos grudados, ele sempre atencioso comigo, mas não podíamos fazer nada demais. Até ele me puxar para “ir ao banheiro”.

:- Tem razão vão nos descobrir. – ele falou se afastando antes de me beijar, parando tudo o que estava fazendo. Cachorro.

:- Não! Volta aqui. – o puxei pela blusa até ele voltar onde estava subi minhas mãos para o seu pescoço e o abracei com receio que ele fosse embora.

Ele voltou risonho, dei um tapa no seu peito percebendo que ele estava me provocando em todos os sentidos. Ele adentrou a mão na camisa de algum time de futebol que eu usava me puxou contra seu corpo nos grudando ainda mais. Suspirou sobre minha boca antes de nos beijarmos.

:- Incrível que o tempo passa, você fica mais velha, mesmo assim não perde essa mania de ficar trancafiada no seu mundo. – Despertei da lembrança assustada, parecia tão real.

:- Maite? – Me surpreendi. – O que faz aqui?

:- Estou numa festa de aniversário. – falou como se fosse óbvio rolando os olhos. – Mas, já que não quer minha presença eu vou embora daqui. – fez menção de sair.

:- Que isso sua boba! – Caminhei até ela e a abracei era bom vê-la – Só me surpreendi por você estar aqui.

:- Feliz Aniversário! – ela retribuiu o abraço. – Você me convidou naquele evento, se lembra? Eu disse que viria. – ela falou sabichona, poderíamos estar afastadas seja pelo que for se combinássemos algo e Maite dissesse que lá estaria, ela realmente iria.

:- Obrigada! Por que demorou?

:- Esperei Mane gravar um programa, nos atrasou. Televisa está uma loucura, final de ano você sabe. – Ela revirou os olhos.

:- Entendo, mas o importante é que está aqui. – comentei. – Mai, posso te pedir um outro abraço de aniversário?

Ela riu estranhando, mas me deu um gostoso abraço faz tempo que não recebia dela. Quando percebi que minha frustração e tristeza voltariam por Poncho não ter vindo a minha festa, pedi o seu abraço.

:- É estranho está aqui novamente, sem ele. – sussurrei justificando.

:- Dulce, que demora em ir ao banheiro... Ah entendi a demora. – Fran chegou reclamando e eu me separei de Maite. Elas se cumprimentaram. – Maite me ajuda com essa mulher por que a aniversariante que tem que se divertir mais na sua própria festa.

:- Pode deixar. Vir para me divertir e você vai me acompanhar num shot e dançar muito por que hoje é o seu dia. – Maite me disse rindo roubando da bandeja do garçom alguma tequila.

:- Essa é das minhas. – Fran disse rindo. Não pude deixar de rir com as duas.

Após a chegada de Maite, eu passei a me divertir ou tentar de verdade, por que me conformei que Poncho não viria. Os flashes com lembranças dele não cessaram, mas eu os ignorava e tentava todo custo tira-lo da cabeça. Tinha acabado de dançar com Lucas, um remix de Britney Spears quando fui pegar mais um copo de margarita.

Próximo ao bar tinha uma janela, na espera para que a bebida ficasse pronta, eu fui dar uma olhada lá fora, fui procurar a Lua queria saber como estava agora. Mas, esta tinha sumido, me coloquei nas pontas dos pés para tentar achá-la no céu.

:- Dulce? – Uma voz feminina me chamou. – O que você está fazendo?

Me virei assustada, que loucura eu estava fazendo querendo provar a mim mesma que a Lua não tinha motivos para estar feliz. Só pode ser o álcool fervendo no meu sangue.

:- Poquito? – Realmente eu estava bêbada por que raramente eu chamava Marisol de Poquito, aquele era um apelido que o Poncho a chamava. – Eu...eu, estava ah o que isso importa? – Cocei a nuca nervosa, sem ter nenhum argumento para justificar minha atitude.

:- Enfim, Feliz Cumple, Nena! – Depois do que falei ela gargalhou e veio em minha direção para me abraçar apertado. – Mil perdões pelo atraso que tivemos Dul. Televisa está um caos e demorei em me arrumar fora acidente no caminho, todavia estamos aqui. Ainda bem que Poncho chegou antes não?

:- Poncho? Ele não chegou aqui. – olhei para ela assustada.

:- Como não? Ele veio antes da gente! – ela desviou o olhar o procurando. — Olha ali ele chegando atrás de Melissa.

Olhei confusa e meu coração estava saltando de novo. Se não fosse pela música alta, aposto que Marisol podia escutá-lo. Fui dominada por um nervosismo repentino, minhas mãos começaram a suar só de ver Poncho entrando tímido e cumprimentando Maite bêbada que não parava de dançar. Não conseguia deixar de olhá-lo.

Tanto que Melissa veio em minha direção me felicitou e eu não me lembro de suas palavras, nem das minhas palavras de agradecimento. Entrei em piloto automático, menos ainda me dei conta de que Melissa e Marisol saíram perto de mim. Indo a direção do bar.

Depois de cumprimentar Maite, Poncho girou o olhar pelo local até me ver o olhando petrificada, então começou a caminhar até onde eu estava. Sorrindo! SOR-RIN-DO!

Comecei a esfregar as minhas mãos no meu jeans escuro. De tão nervosa que eu fiquei só dele se aproximar. Por Deus, o que estava acontecendo comigo? Eu fazia 26 anos ou 16?

O sorriso dele alargou quando finalmente chegou, não falou nada apenas me observou e eu estava parada no mesmo lugar com medo de me mover e acabar com o que nos envolviam naquele momento seja lá como definir isso, somente via o fantasma mais velho de minhas lembranças.

Se me perguntassem o tempo que nos passamos parados um na frente do outro apenas nos olhando, eu não saberia dizer, mas sentia que foi pouco comparando com o tempo que não nos víamos.

Poncho estendeu os braços que eu automaticamente fui ao encontro. Suspirei ao meu corpo reconhecendo a pele quente contradizendo com a minha fria de nervoso. Reconhecendo o cheiro, os braços, o corpo, a altura. Tudo na medida certa.

:- Feliz cumpleaños, Pequena! – ele sussurrou no meu ouvido rouco.

Não respondi apertei nosso abraço, sentia meu corpo tremer tanta era saudade que eu tinha dele. Por um momento fiquei assustada. E me separei por um instante para vê-lo. Ele sorriu falho e os olhos tinham uma tonalidade de verde que me fazia falta. De Felicidade.

:- Gracías. – correspondi o sorriso encantada com ele. Que melhor presente de aniversário eu poderia ter?

Ele me falaria algo, mas fomos interrompidos. Percebemos que ainda estávamos abraçados eu com os braços no seu pescoço e ele com os braços dele na minha cintura e nos separamos sem graça nenhuma.

:- Será que dá para vocês dois se separarem? – Blanca chegou meio bêbada abraçada com Ivalu. – Até parece que não conhece os dois, Blan, não mudam sempre no mesmo ciclo. – está comentou olhando para Poncho.

Aconteceu algo muito estranho, por que se me dissessem que isso ocorreria anos atrás eu não acreditaria.

Ivalu após o comentário deu uma piscada para Poncho que riu cúmplice. Devo ter tomado muito álcool hoje, tudo bem que ainda havia um respeito entre eles antes, mas desde quando eles se dão bem, com direito à piscadela assim?

:- Dulce vem comigo, Damian quer se despedir? – Blan me puxou pelo braço não tive tempo de recusar ou algo do tipo, só virei minha cabeça para trás e vi Poncho e Ivalu indo à direção do bar conversando. Balancei a cabeça olhando para frente, ainda sendo arrastada por Blan eu só poderia está sofrendo com alucinações.

...

Durante o resto da festa ocorreu vários olhares entre Poncho e eu, mas sempre que tentávamos falar um com outro, algo acontecia ou alguém nos impedia. E não sei o por que, mas Lucas estava como um carrapato no meu pé naquela noite.

Estava dançando sozinha, a maioria do pessoal já havia ido embora. Ri quando vi Mane tentando convencer Mai de ir embora, está recusava e continuava a dançar do outro lado da pista. Estava procurando por Poncho aproveitando a folga de Lucas que tinha ido ao banheiro, ele se manteve afastado desde o nosso abraço na sua chegada, estava no seu canto.

Sempre de longe observando, foi então que eu o vi perto da entrada sorrindo para mim. Sorri de volta e quando pensei em ir até onde ele estava, ele deu um tchau com a mão e saiu sem mais nem menos.

Por que ele não se despediu direito de mim? Ia segui-lo, mas Lucas apareceu na minha frente em instantes. Só então, percebi que esse jogo com Poncho de olhares tinha durado muito.

:- Sei que esta se divertindo, mas a festa acabou! – ele falou calmo – Blanca pediu para avisar que já foi, Mane e Maite já foram também. Só falta você ir se quiser te dou uma carona?

Nesse momento percebi que a música tinha parado, todos tinham ido embora menos eu e Lucas.

:- Eu.. – estava confusa por Poncho ainda. Não acreditando que ele partiu sem se despedir. – Tudo bem. Blanca já foi mesmo? – perguntei olhando para os lados a procurando.

:- Parece que sim, me pediu para lhe entregar sua bolsa. – ele a estendeu para meus braços. Que estranho da última vez que tinha visto Blan estava conversando com o garçom e ... Enfim, eu já entendi tudo.

Estávamos saindo eu e Lucas do Condesa. Novamente uma sensação de ter vivido esse momento me invadia, fiquei olhando para um ponto fixo.

:- Dulce, vou pegar o carro, tudo bem parece que houve um problema com o manobrista. – Lucas falou rapidamente.

:- Ta. – me limitei a responder isso ainda olhando fixamente.

Ele saiu parecendo não se importar, estava empolgado por estar me levando para casa. Ele era um cara legal, estava ciente que eu não queria nada sério, não entendi o motivo dele hoje justamente grudar no meu pé feito chiclete.

Será que foi essa razão pela qual Poncho não se despediu de mim? Pensei observando um vendedor de rosas. Um mesmo vendedor de fim de noite que havia há 5 anos atrás, como o tempo mudou tudo, de lá para cá.

De tão compenetrada no vendedor eu não percebi, uma rosa que estava na minha frente sendo oferecida.

Era tão linda quanto a que eu recebi anos atrás. Me virei para falar com Lucas.

Mas, percebi que não era ele e sim Poncho e paralisei de novo.

:- Vai ficar assim toda vez que me aproximar? – ele perguntou.

:- Desculpa, me surpreendi eu pensava que tinha ido embora. – falei olhando para rosa. – Não é sempre que se ganha uma dessas. – falei sorrindo. – Num dia como hoje.

:- Por isso eu te trouxe outra flor que você gosta mais. – tirou um girassol de trás de suas costas. Então eu abri um sorriso de felicidade verdadeiro.

:- Obrigada. — falei olhando as duas flores nas minhas mãos. – Por que ficou afastado?

:- Não sei. – deu os ombros. – Fiquei um pouco desconfortável eu acho. Me senti um intruso, sei lá. – ele falou olhando para cima, para a Lua.

:- Não sei da onde tirou essa ideia. – revirei os olhos e olhei também para Lua.

:- Está linda essa noite.

:- Quem?

:- A lua.

:- Verdade. – a Lua que embala os casais apaixonados, agora nos iluminava, entendia intimamente o motivo agora de tanta alegria dela, nas últimas noites.

:- Está linda essa noite. – ele repetiu a frase.

:- A lua? – perguntei confusa.

:- A rosa, o girassol – ele continuou falando. – e você. – Olhou para mim.

Ficamos nos encarando em silêncio. Sem saber o que dizer ou entendendo que não era necessário falar nada. Estávamos no nosso mundo de novo.

:- Era para essa noite ter sido diferente. Mas, talvez sejam tempos diferentes. – ele falou pensativo. Suspirando ele se aproximou me dando um beijo quente na bochecha e se afastou para fazer um “ardilla”. Completou dizendo. – Felicidades. Já vou agora.

Não me deu tempo de dizer nada. Ele já tinha atravessando a rua e entrado no seu carro dando a partida e indo embora, como se ele planejasse que eu ficaria ali e sozinha pensando.

Lucas chegou e eu não conseguia esquecer o que Poncho havia dito. Era para essa noite ter sido diferente.

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