Luna The Killer

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Nossa... Vai fazer uns bons anos que escrevi essa fanfic pequena, mas na hora eu lembro que esse assunto estava tanto na minha cabeça que eu não parei até acabar. O fato de eu postar é que ele me lembra momentos bons, momentos que eu quero que voltem para que eu possa continuar fazendo o que eu gosto; escrever. ♥

O homem louco do passado é o gênio de hoje. Eu sou um louco hoje.

— mpr

Balões de corações. Era tudo o que se via pelos corredores da escola graças ao baile do dia dos namorados.

— Luna! — Sofie, a melhor amiga de Luna, se aproximou, abraçando sua amiga de lado, afastando-se segundos depois, mostrando três envelopes vermelhos.

— Ganhou na loteria? — Luna brincou, jogando os cabelos negros para trás.

— Não, boba. Fui convidada por três garotos para o baile. — prosseguiu enquanto andava ao lado de Luna, sorrindo e olhando para os jovens que atravessavam os corredores com os ânimos aflorados. — Um deles é do Bob, aquele jogador de futebol do bumbum grande.

Luna levantou uma sobrancelha, observando a amiga com o cabelo dourado parcialmente úmido. — Bob? Não dizem que ele sempre quer algo a mais com as meninas depois do baile? — ficou intrigada.

— É o que comentam. — admitiu a outra, dando de ombros. — Mas eu não disse que ia com ele, apenas vou fazê-lo passar vontade. — riu baixinho. — E você? Recebeu quantos convites?

— Nenhum. — comentou sem interesse ao assunto. — Também não quero ir para esse baile.

Sofie cruzou os braços. — Claro que vai! — decretou. — Não iria me deixar sozinha nessa não é? Não importa se vem para escola vestida com essas blusas largas, como um cantor de rapper. — olhou para a amiga. — E você já abriu seu armário hoje? Os envelopes antigamente eram colocados lá.

Luna ouvia a amiga atentamente, com uma face calma. — Só que hoje em dia os garotos são idiotas de mais para fazerem um gesto tão bem pensado como esse. — respondeu a sua amiga, parando em frente ao seu armário e fazendo sua senha.

Assim que seu armário abriu vários envelopes desabaram para o chão.

— É, eles são idiotas para fazerem um gesto tão pensado. — Sofie ironizou, rindo. — Você recebeu vários, senhorita ‘’sou a antissocial mais gostosa da escola. ’’ — a loira brincou, sentando-se sobre seus calcanhares, ajudando Luna a recolher os papeis.

— Que desperdício. Todos sabem que eu não gosto de comparecer em festas assim. Não é a primeira vez que isso acontece. — reclamou, se levantando e colocando alguns envelopes bem arrumados dentro de seu armário.

— Para de ser boba, se tantos garotos querem ir com você então dá uma chance para... Oh! — Sofie arregalou os olhos, fazendo Luna a olhar com o cenho franzido. — Olha. — ela deslizou as mãos pelas cartas, retirando um envelope preto em meio aos outros. — Que idiota. — riu, esticando a carta em direção a Luna. — Envelope preto? Essa não vai ser uma festa de halloween. — rolou os olhos, pegando o resto das cartas, colocando-as no armário da amiga.

Luna fitou o envelope curiosa.

— O que foi? Não vai me dizer que isso chamou sua atenção? — o sinal bateu no mesmo instante, fazendo Sofie retirar os livros da amiga do armário e levar até a mesma. — Você lê isso depois. Vamos!

Luna pegou os livros, colocando o envelope no bolso e seguindo para as aulas.

**

Os horários de aula haviam sido como sempre. Muitas tarefas passadas e deixadas para o dia seguinte. Cantadas chatas. Reclamações de professores perante aos mesmos alunos de sempre, e Luna sempre recebendo as notas e elogios mais elevados, o que não importava muito para ela.

— Vai para o baile hoje à noite Luna? — questionou Lionel, um garoto alto e ruivo dos olhos esverdeados enquanto andava com Luna, Sofie e Alice, com seus óculos grandes e cabelos maiores ainda, pelo gramado que daria no ponto onde o ônibus escolar fazia sua parada diária.

— Claro que ela vai! — Sofie respondeu antes que Luna dissesse o ''não'' que vinha comentando desde o inicio das aulas.

— Acho isso um desperdício de tempo. Vocês sabem disso melhor que ninguém. — Luna retrucou enquanto ocultava as mãos no bolso de sua jaqueta azul.

— ''Desperdício'' o caramba. — rebateu Alice. — Diversão com os amigos não é um desperdício. Qual é Luna! Não gosta de ficar com a gente?

— Não é isso Lice. Eu adoro ficar com vocês. — rodeou os ombros da amiga com o braço esquerdo. — É que eu não gosto de festas ou lugares cheios, prefiro um bom livro deitada em minha cama.

— Às vezes eu acho difícil aceitar que uma garota linda como você só pense em ficar deitada lendo livro. — Lionel simulou um biquinho, fazendo as três garotas rirem.

Luna não sabia se ele estava sendo verdadeiro ou se, como um bom amigo, tentava, sem demonstrar, deixa-la como uma alto-estima mais estável.

— Prometo que quando virar uma líder de torcida fascinada na popularidade e viciada em ter relações com jogadores de futebol você será meu primeiro pretendente! — brincou, sabendo que isso nunca aconteceria.

— E eu prometo que nossa primeira vez será selvagem. — Lionel continuou a brincadeira, em um riso, sentindo os tapas que Sofie lhe deu.

— Idiotas! Olhem! Nosso ônibus. — Sofie apontou começando a correr, sendo seguida por Luna, Lionel e Alice.

**

O ônibus parou em frente à casa de Luna, que desceu e se virou para acenar para os amigos que lhe responderam da mesma forma. Quando o ônibus desapareceu de sua visão Luna pode andar até a porta de sua casa, entrando na mesma.

— Tem alguém em casa? — perguntou apenas por precação, largando sua bolsa em cima do sofá. Nenhuma resposta veio, mostrando que a casa estava apenas com ela e que seus pais deveriam estar no trabalho. — Que fome. — andou até a cozinha, abrindo a geladeira e pegando uma fatia de torta sobre um guardanapo, levando-a diretamente até a boca. Ao fechar a geladeira pode ver um aviso pregado na porta por um hímen de maça.

'' Voltaremos tarde. Não saia de casa. ''

Rolou os olhos, erguendo os ombros e voltando para a sala, onde se lançou sentada no sofá. Pegou o controle ao seu lado e ligou a TV. Mais noticias sobre os assassinatos. Mudou de canal várias vezes e o assunto era o mesmo. Desligou a TV e só naquele momento lembrou-se da carta que recebeu, enfiando a mão no bolso e retirando o envelope escuro.

Fitou-o por alguns segundos, colocando a torta ao seu lado e abrindo o envelope. Estranho. O papel dobrado dentro do envelope estava com alguns respingos de sangue. Receosa Luna desdobrou o papel e leu a carta em voz alta.

'' Achei que não pudesse existir nada mais bonito que o sangue, mas eu estava errado. Você é mais linda do que uma vitima desesperada por socorro. O que deve ser melhor do que te ver dormir? Te ver sangrar. ''

Arregalou os olhos na mesma hora, jogando a carta no chão e olhando ao redor. — Que palhaçada é essa. — disse enquanto andava até a carta e a pegava nas mãos. — Legal! Virei alvo de brincadeirinhas na escola! Era a ultima coisa que me faltava. — murmurou, se assustando com a campainha que tocou no mesmo instante.

Olhou em direção a porta, com certa paranoia de quem estaria batendo na mesma. Suspirou. — Calma. Você já está ficando paranoica com esses assuntos. — disse essa frase quatro vezes, abrindo a porta quando sentiu que estava pronta.

— Olá senhorita. — um dos garotos da escola estava do lado de fora, poucas vezes eles se falaram durante os intervalos das aulas. Uma pessoa legal.

Ele reverenciou como se ela fosse uma princesa.

— Olá cavaleiro. — brincou, apoiando a mão na maçaneta. — O que faz por aqui?

— Vim lhe convidar para o baile. Uma jovem linda como vos deve ter vários convites, mas juro que posso ser o mais cordial. — o garoto moreno dos cabelos enrolados, que mais aparentava ser um príncipe, continuou em seu papel real, fazendo Luna rir.

— Tá. Já chega. — pediu a garota entre risos. — Eu odeio bailes.

— Engraçado. Eu também.

— Então porque vai?

— Meus amigos.

— Engraçado. Eu também. — Luna voltou a brincar, erguendo as sobrancelhas. — Mesmo assim, eu...

— Ah, vai, por favor! Não é sempre que eu encontro minha alma gêmea. Sabe? — ele riu.

Luna tentava resistir, mas o garoto aparentava ser simpático demais, talvez não fosse tão ruim assim. — Tudo bem. Já que o primeiro garoto que têm a coragem de vir na minha casa sabendo do temperamento do meu pai, eu aceito.

— É que eu sou um Power ranger. Seu pai nem teria chance. — gargalhou timidamente, levando suas mãos até uma das de Luna e depositando um beijo na mesma, fazendo a garota enrubescer. — Já vou indo, prometo lhe enviar um cartão.

— E eu prometo que vou ler mais do que a primeira frase. — entortou a boca, vendo o garoto rir e pegar o caminho no qual veio. Luna o seguiu com os olhos até o mesmo sumir de seu campo visual.

Ao voltar para dentro de casa seus olhos pararam sobre o envelope preto em seu sofá. Era apenas uma traquinagem escolar, apenas uma brincadeira sem graça. Mesmo assim era melhor mostrar aquilo para Sofie.

***

Apertou a campainha da amiga, vendo a mesma atender com um sorriso largo no rosto.

— Oi Luna, pode entrar. — abriu a porta para outra, fechando-a quando a mesma entrou. — Aconteceu alguma coisa?

— Sim! — Luna respondeu-a, sentando sobre o sofá e esticando as mãos com o envelope. — Olha isso.

Sofie se aproximou e pegou a carta, lendo-a mentalmente. — Estranho. — franziu o rosto, levando seu olhar até o de Luna, que visivelmente estava incomodada com a situação. — Algum idiota deve ter escrito isso só para te encher de medo. Fica zen amiga. — pulou o sofá, sentando-se ao lado de Luna.

— Esse é um dos milhares motivos de eu odiar bailes, sempre têm essas brincadeiras. — suspirou, entrelaçando os braços.

— Você não vai perder uma noite de diversão por causa de um babaca que te escreveu uma carta doida com sangue de mentira, vai? O Matt te convidou para ir. — nos lábios da morena brotou um sorriso maroto.

Luna a olhou com uma face surpresa que logo foi substituída por um semblante sapeca. — Então você que passou meu endereço para ele?

— Ele me perguntou e como ele é um gatinho eu não resisti em não dar o numero da sua residência. — riu baixinho, abraçando Luna. — Amiga, eu sinceramente te quero feliz, uma noite apenas de diversão. — soltou-a, olhando em seus olhos. — Você quase nunca sai, e com esses assassinatos acontecendo sem parar você parou de ir até na biblioteca. Vamos por uma noite não nos preocupar com isso, certo?

Luna olhou para a amiga pensativa, rolando os olhos em um sorriso. — Certo, por uma noite.

— Então venha. Vou te mostrar nossos vestidos.

Passou tempo demais na casa de Sofie, mas ficou feliz pela mãe de sua amiga ter lhe trazido de carro para casa. Entretanto, ao entrar novamente a sala de sua casa pode notar o pesar do silêncio. Algumas luzes acessas e nada mais. Ligou a TV apenas por se sentir melhor ouvindo algumas vozes ao invés da quietude. Subiu as escadas após jogar a sacola com seu vestido em cima da mesa, rumo ao seu quarto.

Ao chegar ao cômodo ligou a luz e deu dois passos para trás ao ver um buque de rosas pretas e manchadas de sangue em cima de sua cama. Aproximou-se em passos lentos, esticando a mão e pegando o pequeno envelope que havia por entre as rosas. Abriu devagar a carta, lendo em um sussurro.

''Não há porque ter medo. A morte é algo tão prazeroso. Fechar os olhos para sempre sem saber do destino final é tão lindo. Minha deusa, eu não mandarei você dormir, eu dormirei contigo. ''

Seus olhos se estreitaram ao máximo enquanto seus lábios formaram um belo ''o''. Virou-se para trás no mesmo instante, mas a porta se fechou sozinha.

Por impulso correu até a mesma, puxando a maçaneta varias vezes seguidas. Ouvia risos que pareciam vir do inferno. Uma lagrima surgiu de seus olhos enquanto ela gritava por socorro.

Um toque. Foi tudo o que sentiu em seus ombros, mas por algum motivo apenas fechou os olhos, sentindo uma respiração quente em seu pescoço.

— Isso. Chore minha princesa, você fica tão linda. — uma voz sussurrou em seu ouvido.

— Q-Q-Quem é v... — não teve forças para continuar.

— Eu sou Jeff, Jeff the killer. —

O nome, a voz, a respiração. Tudo naquele momento estava assustador demais. Luna com os joelhos no chão e com os olhos fechados, sentindo o garoto tão próximo de si. Horrendo.

— E você será a minha princesa. Luna the killer. — um riso psicopata ecoou pelas paredes do quarto, depois evaporou junto ao novo barulho que surgiu.

Luna abriu os olhos, vendo que o lugar estava vazio, só naquele momento pode ouvir o barulho da campainha. Correu velozmente em direção à sala, abrindo a porta, dando de cara com Matt de terno.

— Luna? Bem, eu gosto de garotas modernas. — comentou após ver que Luna estava usando a mesma simples calça jeans e blusa de frio, mesmo que devesse estar usando um vestido para o baile.

— Matt, precisamos ir embora daqui. Agora! — Luna gritou, pegando na mão do garoto e começando a correr.

Sabe quando tudo escurecesse e você pensa que é o fim? Foi exatamente o que ocorreu com Luna, que sentiu algo tão forte em sua cabeça e depois desmoronou ao chão, vendo que havia acontecido o mesmo com Matt.

Seus olhos aos poucos se abriram enquanto sua cabeça parecia que iria explodir de tanta dor.

Amarras.

Espantou-se ao ver que ver que suas mãos estavam amarradas em uma pilastra que enfeitava a igreja. — Igreja? — berrou, olhando em direção as suas roupas, vendo que estava vestida de noiva.

— Meu amor. Que bom ver que você já despertou.

Luna elevou seu olhar, vendo um jovem amedrontador. Um grande corte em forma de sorriso psicopata dos dois lados da boca, assim como um terno preto cheio de sangue.

— Jeff? — sussurrou, se debatendo.

— Sim meu amor. Fico feliz em ver que se lembra de mim. Mas sei que você ficará mais feliz quando vir que todos os seus amigos e familiares vieram para nosso casamento.

Luna ficou chocada, olhou em direção as cadeiras vendo muitas pessoas sentadas, mas ela não se locomoviam, estariam... Mortas?

— O que fez com meus amigos e minha família seu maluco? — gritou tão alto, sentindo as lagrimas desabarem de seu rosto.

— Eu apenas os ajudei para que todos ficassem lindos para vir ao nosso casamento. Venha, a cerimônia irá começar. — o garoto andou até ela, soltando-a.

Luna logo o empurrou e não conteve a emoção de correr até uma das cadeiras e ver sua mãe de mãos dadas ao seu pai. Estavam mortos com um sorriso falso feito a faca no rosto. — M-Mãe... Pai! Não! Não! Não! — os abraçou, mesmo sabendo que estavam mortos. A dor que sentia era maior que o medo, essa dor cortava sua alma.

— Meu amor, você está sujando seu vestido de sangue! Venha até aqui, depois de nossa lua de mel teremos tempo para visitar seu pais.

Luna olhou para trás com os olhos em brasa, correndo em direção ao garoto, mas estava fraca demais e mal consegui atingi-lo, o máximo que conseguiu foi irrita-lo a ponto de ele a prender pelas mãos com algemas.

— Meu amor se comporte! Sei que está feliz. — ele a soltou presa, sentada ao chão chorando.

Jeff andou até uma caixa de musica e colocou para tocar a famosa melodia de casamento. Depois se aproximou e a levantou, enfiando seu braço por entre o dela, fazendo-a andar.

Durante o caminho até o altar Luna pode ver os rostos de seus amigos sem vida, mas seu coração se partiu ainda mais ao ver Sofie no meio deles, morta, com Matt ao seu lado com aquele falso sorriso.

— Observe como eles estão sorrindo, estão felizes por nós dois. Sabe... Me apaixonei por você assim que você salvou aquela criança de mim. Talvez não se lembre. Você me mostrou um lado bondoso que chamou minha atenção, mas quando nossa lua de mel acabar nos dois seremos os caçadores, meu amor. — aquele sorriso horrível voltou a ecoar.

Luna ficou silêncio, lembrava-se do dia em que salvou uma criança que corria pela rua revelando entre lágrimas que sua mãe foi assassinada pela ‘’sombra’’. Porém, era apenas isso. Ela não havia visto ninguém suspeito.

Apenas seu choro de dor era ouvido, misturado com os sorrisos malucos do garoto.

Ao chegar ao altar, Jeff a virou de frente para o mesmo. Luna se assustou e olhou de relance para o padre morto perto ao altar.

— Luna the killer eu prometo ser fiel a...

— Cala a boca! — Luna o interrompeu, voltando a se debater.

Jeff apenas fitou-a sem esboçar reação, continuava com aquela sorriso maluco no rosto. Luna mesmo assustada tentou se soltar.

— Luna the killer eu prometo ser fiel a você na doença, na tristeza e durante a sua morte. — persistiu, começando a rir e apertar os braços da garota. — Agora pode beijar a noiva. — O garoto aproximou seus lábios, fazendo Luna se debater mais forte e gritar por socorro, mas o beijo fora inevitável.

Quando Jeff separou seus lábios dos da garota ela já estava com a boca manchada de sangue. O garoto então soltou um dos braços dela, usando a mão livre para pegar as alianças da cor de sangue escrito o nome ‘’Luna the Killer’’ na que ele colocou em seu dedo e ‘’Jeff the killer’’ na qual ele colocou no dedo dela contra sua vontade, pegando uma faca seguidamente. — Grite para mim, meu amor. — ele fora aproximando o utensílio para perto do rosto da mesma, fazendo-a chorar mais.

— Não! Por favor! Eu te imploro! — Luna suplicou ao sentir a faca deslizar pelo seu rosto em forma de caricia.

Jeff a contemplava com o olhar, sua face de medo o excitava. — Meu amor, como lhe amo lhe darei uma chance. — o mesmo colocou a faca no altar e trouxe a garota para mais perto de si, colando sua testa a dela. Luna observou aquele olhar penetrante sentindo seu coração queimar, estava pálida. — Eu contarei até dez e você terá que sair desse lugar, afinal, já casamos. — ele a soltou, apontando para frente. — Corra.

Luna não pensou duas vezes, mesmo com as mãos algemadas em frente ao corpo ela correu enquanto gritava que não o amava, entretanto não conseguiu abrir a porta daquela forma. Olhou para trás no mesmo instante ao ouvir a frase ''irá se arrepender de não me amar, meu amor. '' Jeff não estava mais lá.

— Vá dormir. Meu amor.

Essas palavras ecoaram pelas paredes da igreja, e a luz apagou sozinha. Luna percorreu os olhos verdes para todos os lados, apresentando dificuldade em ver o que acontecia. Após isso sentiu uma dor enorme no ombro, como se algo tivesse lhe perfurado a região, depois uma pancada rude na cabeça, desmaiando nos braços de alguém qual julgou ser Jeff.

Quando acordou estava dentro de um caixão aberto, já dentro de uma escavação cavada. Sobre seu corpo havia várias rosas, mas ela não conseguia gritar, tentava, tentava e tentava. Nada saia de sua boca.

— Não se esforce. Meu amor. — ouviu aquela maldita voz, vendo o rosto de Jeff surgir no topo, olhando-a de cima. — Irei te reencontrar no inferno e seremos felizes um com o outro. — Riu de forma psicótica, começando a jogar areia sobre Luna, que tentava se debater e não conseguia, havia perdido os movimentos. Será que ele havia lhe dado algo para beber enquanto estava desacordada?

A terra encobriu sua visão, seu corpo, sua alma.

Seus olhos se abriram, sentindo a claridade lhe condenar. Olhou para os lados e viu que estava em uma maca em algum hospital usando uma roupa azul. Uma enfermeira entrou no mesmo instante.

— Que bom que a senhorita acordou. — disse a mulher sorridente. — Vejo que está bem, mas não se esforce, vamos pegar toalhas limpas para você. — comentou se aproximando com uma caixa. — Porém antes o seu marido lhe mandou isso. Achei estranho por você ainda aparentar ser nova. — continuou. — Sinto muito pela sua família e amigos. — terminou em um sussurro, entregando a caixa nas mãos de Luna.

A garota sentou-se e abriu lentamente a caixa, vendo uma faca preta com sangue e um bilhete dizendo ‘’Para você meu amor. ‘’ Seu coração bateu forte de raiva, e suas emoções se esvaíram.

Pegou a faca e se virou em direção à médica que estava de costas, então aproximou a faca de seu pescoço, a imobilizando. — Você tem medo da morte? Então nunca mais durma. — Terminou essa fala e perfurou a faca no pescoço da médica, que mal teve tempo de gritar.

Seus olhos brilhavam de alegria e seu sorriso era largo e psicopata ao ver o sangue de sua vitima escorrer.

Aquela não era mais a dócil Luna.

A garota fugiu pela janela, observando o pôr do sol.

— Jeff, meu amor. Eu não irei dormir contigo, eu irei te matar.

Notas finais
E então?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!