Luna & Summer

2 Não, não é um 17


Notas iniciais
Muito obrigada mesmo à Bárbara, Gabi e minha lindíssima Summer pelos comments, isso me deixou tão feliz

— Me desculpa — digo assim que encontro minha voz.
— Não tem problema — o cara de voz grossa me responde. Não consigo parar de encara-lo, o que eu faço? Socorro! — Novatas? — ele pergunta nos estudando.
— Sim — Summer responde por min, ela não parece inebriada pela beleza dele.
— Nossa, me lembro do meu primeiro dia aqui, estava perdido — ele dá uma risada.
— É um pouco assustador, mas dá pra se acostumar — Summer responde com uma risada, como ela consegue falar? Na presença desse deus grego?
— Quais foram suas primeiras aulas?
— Duas de Biologia com o Salles, e uma de Quimica com a Valéria — Summer responde enquanto eu me concentro em fechar a boca.
— Valéria? Salles? — ele parece espantado — logo de cara? Nossa, vocês tem o meu respeito!
Summer dá mais uma risadinha que para a sorte dela é a risada normal, não a de flerte, mas Carol e Giovanna aparecem e cortam a nossa conversa — tudo bem que só a Summer estava falando, mas eu gosto de me incluir.
— Vamos meninas? — Carol pergunta.
Estou prestes a pular no pescoço dela pela pergunta idiota quando o anjo que eu ainda não sei o nome se manifesta.
— Vocês não querem sentar ali com a gente? — ele pergunta e em um segundo eu acho minha voz.
— Nós iríamos adorar! — respondo animada.
— Primeiro precisamos comprar nossa comida — Summer responde em tom de desculpa.
— Ah, tudo bem, é aquela mesa ali — ele diz apontando para uma mesa de granito ao lado de uma árvore bem alta, mas com um ótimo brilho solar.
— Ok, assim que nós comprarmos a comida vamos lá — Summer responde sorrindo, ela e essa mania de ser simpática com todo mundo.
Ele se dirige a sua mesa e nós voltamos pra fila que graças, está vazia.
— Um veterano? — Carol pergunta se dirigindo a Summer em tom de deboche — Hum, safadenha hein?
— Não seja ridícula — Summer responde olhando o cardápio — ele nem é atraente. — tento notar algum sinal de mentira, mas ela está falando sério.
— Você não pode estar falando sério — me intrometo — Como assim? Aquele deus grego não é atraente?
— Por favor né Luna? — Summer me responde olhando de lado — ele é um 17 no máximo!
— Você está brincando não é? — pergunto ainda assustada.
— De maneira alguma — ela responde pegando seu sanduíche e pagando.
— Não acredito — digo também pegando o meu e pagando.
— Eu é que não acredito — ela diz me olhando como se eu tivesse enlouquecido.
— Que seja — Carol se intromete — você quer ele — ela diz apontando pra mim — você não quer — ela prossegue apontando pra Summer — não é difícil julgar, Luna pega ele, Summes, faça o que quiser!
— Calem a boca vocês três! — Gio exclama enquanto nos aproximamos da mesa.
— Oi! — Carol cumprimenta ao sentar-se.
— Oi — cumprimento procurando com os olhos o dono dos olhos escuros e da voz grossa que me encantaram.
— Oi garotas, vocês apareceram! — o cara aparece.
— Claro — Carol responde.
— Quais os seus nomes? — ele pergunta sentando ao meu lado, tento não pirar por isso.
— Carolina, mas, por favor, me chame de Carol.
— Summer, pode me chamar de Summer, ou Summes, ou Sam — ela sorri.
— Que nome diferente! — O garoto exclama.
— Eu sou a Giovanna — Gio se apresenta acenando.
— Eu sou a Luna — respondo levantando a mão.
— A garota destrambelhada — ele sorri para mim.
— Em minha defesa eu estava muito ocupada absorvendo o ambiente — respondo e para minha alegria ele sorri.
— Então está perdoada — ele sorri para mim.
— Uffa, muito obrigada — de onde está saindo a minha coragem? — Isso já estava pesando minha consciência.
Ele solta mais uma risada e eu ganho o dia com isso.
— E nome de vocês? — Giovanna pergunta enquanto ela e Summer esfregam álcool em gel nas mãos.
— Eu sou o Lucas — ele responde arrumando o boné nos cabelos pretos.
— Henrique — Um garoto de óculos, com olhos ligeiramente puxados e ombros largos e braços que faziam um volume considerável na camisa azul e branca também se apresenta.
— Felipe — Outro cara bem branco e fortão com cabelos pretos espetados e olhos bem escuros também se apresenta. Quando foi que essa mesa ficou tão lotada?
— Eu sou o Gabriel — um carinha asiático, meio magrelo, mas com a pele bem bronzeada e músculos que dão algum volume na camisa se levantou.
— Paula — a única menina do grupo se apresentou, seu cabelo loiro pintado está preso em um coque solto na parte de trás da cabeça, ela está sentada no colo de alguém que eu julgo ser o namorado dela, um carinha de cabelos castanhos e olhos bem azuis.
— Marcos — ele se apresenta.

— Estou sentindo que o Ensino Médio não vai ser tão ruim assim — Gio comenta presunçosamente ao entrar na sala de aula, depois de termos sido convidadas a nos juntar a eles novamente amanhã.
— Só quero deixar claro, que o Gabriel é meu, podem dividir o resto — Carol exclama.
— E o Lucas é meu! — Rebato com certa violência.
— Parem com essa infantilidade — Summer estoura nossa bolinha de felicidade, vamos voltar pra aula que é mais importante.
E assim se passaram o resto das aulas, com Gio e Sun absorvendo as palavras dos professores, Carol brincando com o cabelo, e comigo observando as partículas de poeira no ar.
— Seguinte meninas — Carol nos para na saída da escola olhando a tela do telefone — hoje o almoço é na casa da vovó, então não vai rolar carona na volta.
— Tudo bem, eu pego um ônibus — Summer exclama.
— Alguém falou em carona? — Lucas aparece por trás de Carol com a mochila nas costas — eu estou com a moto, posso levar alguém — ele propõe.
— Pode ir Luna — Summer oferece — não sou muito fã de motos.
— Eu te levo — Henrique se oferece — Estou com o carro do meu pai — ele dá uma risada, parecendo envergonhado por estar dirigindo o carro do pai, tenho que admitir, isso foi até fofo.
— Você me faria esse favor? — Summer parece emocionada.
— Claro — ele responde parecendo ainda mais envergonhado que antes — Vamos?— ele pergunta se dirigindo a ela.
— Claro — ela me abraça — use o capacete — ela sussurra pra mim — e você cuide dela, Summer exclama apontando para Lucas.
— Belas amigas você tem — Lucas comenta enquanto nos dirigimos a sua moto.
— Eu tenho as melhores — respondo com orgulho.
— Eu não duvido — ele retruca com uma risada.
— Só uma pergunta — comento quando ele me entrega o capacete — você tem carta?
— Eu acho que você vai ter que ver pra crer — Lucas responde sombrio. Ok, eu confesso, isso é assustador, de uma maneira nada legal — Brincadeira — ele prossegue com uma risada — Sim, eu tenho carta.
— Uffa, eu estava realmente assustada — admito enquanto subo na moto.
— E quem te garante que eu não vou te sequestrar? — ele pergunta dando a partida.
— Você não teria capacidade — respondo presunçosa.
— Isso foi um desafio? — ele me pergunta.
— De maneira nenhuma — respondo dando as instruções de onde fica minha casa.
Adoro andar de moto, porém, andar de moto agarrada a um tremendo gato é muito melhor, sendo sincera, não é nem ao menos comparável, mesmo que minhas mãos estejam frias e eu não sinta meus dedos direito, o cheiro dele impregna meu cérebro e faz isso valer a pena.
Infelizmente chegamos a minha casa muito cedo. Lucas me ajuda a descer da moto e continua segurando minha mão depois disso.
— Minha nossa, suas mãos estão geladas — e ele continua segurando elas.
— Tudo bem — eu respondo sem fazer nenhum esforço para tirar meus dedos gelados de seu aperto quente.
— Negativo — ele responde acariciando meus dedos — Summer me pediu pra cuidar de você.
Anotação mental: Comprar um cupcake de agradecimento a Summer. Lucas continuou segurando minhas mãos até elas estarem aquecidas.

— A gente se vê amanhã — ele se despede subindo na moto.
— Tchau — me despeço com a certeza de que isso vai acontecer.

Notas finais
E então?