Lumos Maxima

1 Largo Grimmauld, nº12


Notas iniciais
Hey Potterheads do meu coração, espero que gostem, se passa 24 anos após a batalha de Hogwarts.

“Uma porta escalavrada se materializou entre o numero onze e treze da praça, e por ela seguiram paredes sujas e janelas opacas de fuligem. Era como se a casa extra tivesse inflado empurrando suas vizinhas para os lados.” – Harry Potter e a Ordem da Fênix, pag. 53.

Havia um casal parado ali, um homem de cabelos pretos quase grisalhos, ele portava um óculos com a armação redonda, em sua testa era perceptível à cicatriz em forma de raio, junto dele uma mulher ruiva, de vestido vermelho, os dois deram as mãos e entraram na residência que acabara de surgir a sua frente. Aquela residência não era normal, possuía uma magia poderosa e muito antiga, poucos podiam ver a casa surgir entre os números onze e treze da praça.

— Não acredito que me convenceu Ginny. – Falou o homem tirando o casaco preto.

Harry Potter nunca mais havia ido naquela casa após a guerra, era como se todas as lembranças voltassem com mais força, o atingissem de uma maneira que ele não poderia suportar a dor, faltava-lhe o ar. Aquela casa que fora a Sede da Ordem da Fênix, está mesma que unira praticamente todos seus familiares e pessoas próximas para derrotar um bruxo das trevas, está que juntou tantas mortes com o passar dos anos.

— Nós teríamos que vir em algum momento Harry, é um absurdo que você recuasse toda a vez que tocávamos no assunto. – Falou a ruiva se aproximando do marido.

Gina Potter entendia como o marido sentia-se ali, mas não achava certo o mesmo não enfrentar aquilo de uma vez, quer dizer ele havia lutado com Voldemort, mas não queria pisar na casa do Largo Grimmauld. Às vezes ela sentia-se muito parecida com Rony e seu sentimental de uma colher de chá, como Hermione vivia gritando aos quatro ventos. Mas tem coisas que precisam ser enfrentadas.

— Eu sei Ginny, mas é complicado era a casa do Sirius mesmo que ele não considerasse aqui seu lar, me faz pensar na guerra, eu penso nela todo o tempo, depois de 24 anos. – Ele suspirou sentando-se no sofá e então continuou – Sei que precisaria enfrentar isso, as lembranças, cedo ou tarde, mas é doloroso, queria poder fazer algo pra que nada daquilo tivesse acontecido.

Gina era uma mulher forte, mas não conseguia ver seu marido torturando-se mesmo após tantos anos, por algo que não teria volta.

— Pare de pensar assim Harry, eu sei que você se culpa, mas todos lutarão, lutamos por um lugar melhor, para termos um futuro, para nossos filhos terem uma vida mais tranquila que a nossa. Você não pode se culpar para sempre, ninguém morreu em vão, quando entramos na luta sabíamos o que podia acontecer, vou dizer isso para sempre Harry Potter até que entre na sua cabeça, você não tem culpa nenhuma ninguém te culpa... – Ela ia continuar sem tomar folego nenhum, porém Harry a cortou.

— Respire meu bem. — Ele disse chegando perto dela, abrindo um sorriso, ela ficava tão bonita quando começava a falar sem parar.

— Então não se culpe também. – Ela sussurrou essas palavras

Ela conseguia sentir a respiração dele, o hálito fresco de hortelã, os olhos verdes encarando sua boca, então ela o beijou, um beijo cheio de paixão, como não fazia há alguns dias.

— Mione? Eu achei que a Gina tinha nos chamado para ajudarmos a limpar, não para ver ela se atracar com o Harry. – Disse uma voz familiar ao fundo dele, logo em seguida foi ouvido um “ai” proferido da mesma voz. – Pode me dizer o porquê do chute?

— Rony! Por favor, controle-se. — Sussurrou uma voz feminina.

O casal que a pouco se beijava foi se afastando aos poucos, Harry encontrava-se vermelho de vergonha, provavelmente ele nunca ia se acostumar com aquilo, já Gina se encontrava com uma expressão de que não gostara nem um pouco de ser interrompida.

— Como vocês demoraram. – Falou o moreno soando um tanto tranquilo.

— Vocês não pareciam preocupados com a nossa demora há 5 segundos. – Disse Rony dando risada.

Hermione estava um tanto envergonhada pelo marido, que além do sentimental de uma colher de chá não tinha nem uma pitada de discrição, ela viu a amiga fechar a cara e olhar ameaçadoramente pra ele.

— Roniquinho, faz um favor? – Perguntou a ruiva com os olhos brilhando, então continuou – Cale-se. Vamos começar a limpar, de cima para baixo.

A ruiva se direcionou as escadas sendo acompanhada pelos três, ao chegarem ao quarto andar da casa, eles se dividiram em duplas e cada um foi para um quarto.

Harry e Rony entraram num quarto revestido de verde com um brasão imenso da família Black na parede e alguns recortes de jornal da época que Voldemort ainda ascendia no poder da sociedade bruxa.

Gina e Hermione estavam num quarto vermelho e dourado cheio de pôsteres de mulheres “trouxas” em trajes íntimos e alguns vários modelos de motos em miniatura, a ruiva por um momento agradeceu por serem elas a entrarem ali, não que ela fosse ciumenta, mas não via necessidade que Harry visse aquelas mulheres praticamente nuas, ao lembrar que o outro quarto deveria ser de Regulos irmão sonserino de Sirius ela sentiu um aperto no coração, mas ela tinha que acreditar que o Harry iria conseguir parar de se culpar, então pegou a varinha e começou a vasculhar o quarto.

— Me diz uma coisa? Como você convenceu o Harry a limpar essa casa? – Perguntou Hermione enquanto abria as cortinas para dar mais claridade ao quarto. – Não contou da festa não é?

— É para ser uma surpresa para o Albus, pode ser uma surpresa para o Harry também. – Disse Gina sem vergonha alguma. – E ele precisava vir até aqui, por ele e por ninguém mais.

Fez-se silencio no quarto, afinal Hermione sabia que não tinha como discutir com Gina Weasley, não quando ela metia algo na cabeça, vocês devem saber, ela queria o Harry e mesmo demorando ela conseguiu conquista-lo, ser notada, por quem naquela época era conhecido como “O menino que sobreviveu” ou “O eleito”.

— Harry! Venha aqui!

Ele escutou o grito do andar de baixo, o que seriam as mulheres Weasley sem aquelas cordas vocais, não é mesmo? Ele e Rony já tinham terminado de limpar o quarto do Regulos a alguns minutos e tinham decido fazer um lanche enquanto conversavam banalidades. Quando ele pensou em subir apareceram as duas mulheres cada uma com uma caixa.

— Harry, não vai acreditar no que achamos! – Falou Hermione sorrindo, o rosto aparentemente cansado, enquanto largava sobre a mesa a caixa.

Ele se aproximou da caixa lendo um papel que estava grudado em letras grafais as palavras:

“Harry.

Essas caixas foram a minha luz na escuridão, após sair de Azkaban, contém algumas lembranças de seus pais da maneira mais trouxa possível, quero que você os conheça do melhor jeito possível, sei que após as lembranças do Ranhoso Snape, você está pensando absurdos. Se isto não foi entregue por mim, saiba que eu sinto muito, queria ter ficado mais tempo com você. Não irei me prolongar, nunca fui bom com palavras sabe? Enfim, espero que essa seja uma luz para você também Harry.

Sirius Black, 1995”

Notas finais
Espero que tenham gostado do capitulo, qualquer objeção feita será aceita.
Beijos e tenham uma ótima semana ♥