Lumos
1 Capítulo 1 – Prólogo.
Notas iniciais
Meu nome é Madeline. Eu acabei de completar dezessete anos e moro em Londres, com os Hunter. Eles são a pior família que poderia existir na história do mundo todo. Eu só tenho uma amiga, o nome dela é Dominique, mas eu quase não a vejo. Ela estuda em um internato, e só volta no fim do ano, para as festas. Confesso que me sinto um pouco solitária. A única pessoa dessa casa que eu converso é Louise, a filha dos Hunter. Digamos que ela seja um pouco mais legal que eles. Mas eu também quase não a vejo. Ela passa o dia inteiro na escola, oque dificulta bastante. Eu estudo em um colégio do outro lado da cidade, oque é até bom pra mim. Quanto tempo eu ficar mais longe dos Hunter, eu fico mais feliz. Diferente do que acham, eu não uso o sobrenome deles. Gosto que me chamem de Madeline Maslow. Esse é o meu nome e ponto final. Apesar de meus pais terem me abandonado, eu não tenho rancor ou qualquer coisa do tipo. Sei que eles tiveram algum motivo para fazer isso, mas enfim. Está na hora de servir o café aos Hunter. Que o inferno comece.
Desci as escadas bem devagar, mas já ouvi a conversa alta deles. Eles gritavam, não falavam. Fui até a cozinha e comecei a preparar os ovos mexidos da Jolie e do Adrian. Eles eram mais conhecidos como Sr. e Sr. Hunter, quase ninguém sabia os nomes deles.
— Vamos logo com isso, Madeline. Desse jeito vou me atrasar pro trabalho. — resmungou Adrian.
— Não se atrasaria se fizesse o seu próprio café. — Adrian me encarou com fúria nos olhos. Jolie apenas comia seus ovos em silêncio.
— Olha aqui, garota insolente! Olha bem como fala comigo, sua órfã. — isso já não me incomodava. — Eu te dei uma casa e comida, a única coisa que você pode fazer é cozinhar, então, cozinhe! — gritou, enquanto eu revirava os olhos.
***
Logo os Hunter saíram para o trabalho levando a pequena Louise consigo. Eu corri até meu quarto e fiz uma grande faxina, já que estava tudo sujo. Quando terminei, fui ao banheiro e tomei um longo banho. Vesti uma blusa de frio branca, uma calça jeans preta e um coturno também preto, pois fazia um frio absurdo. Encarei as duas malas jogadas no canto do meu quarto. Eu as fiz quando pensei em fugir de casa, mas logo desisti. Para onde eu iria?
— Já vou. — gritei, quando ouvi a campainha tocar. Antes parei perto da porta, onde vi uma carta. Era para mim, oque era um milagre já que ninguém me mandava nada. Dobrei a carta e guardei no bolso, quando a campainha soou novamente. Quando abri a porta, vi um homem, elegante, com um terno negro e cabelos castanhos.
— Você é Madeline Maslow? — eu apenas assenti, com medo. — Tenho uma coisa para você. — e então, eu vi o homem tirar algo de sua manga. Era um graveto de madeira, oque ele poderia fazer com aquilo? Me enganei. — Avada Kedavra! — e então eu vi um raio verde cruzar a sala, e bater na parede, fazendo um buraco. Gritei de horror.
Por pouco aquilo não me atingiu, eu sei lá oque era aquilo! Corri até meu quarto, e ouvi passos lentamente subindo as escadas. Peguei a minha mala e a joguei pela janela, e logo fui eu. Corri o máximo que eu pude, e quando estava bem misturada com as pessoas, parei de correr. Eu tinha de achar algum lugar. Fui até um hotel, —se é que aquilo pode se considerar um hotel — e paguei a estadia por um dia apenas.
Passei a tarde inteira chorando, imaginando oque poderia ter acontecido lá. Com certeza os Hunter chamariam a polícia, mas não por que eu sumi, mas por que tinha um buraco na parede da sala. Ouvi batidas na porta do meu quarto e peguei uma luminária que estava ali. Quando a porta se abriu num estrondo, me joguei em cima da cama e cobri meu rosto com as mãos.
— Boa tarde, senhorita Maslow. Meu nome é Minerva McGonagall. — a mulher, que aparentava ter seus cinquenta anos disse, meiga. Meu medo passou, um pouco, mas eu ainda estava atormentada.
— C-Como entrou aqui? A porta estava trancada, senhora. — eu disse, com receio.
— Eu vim aqui para lhe explicar tudo, querida. — ela sentou-se ao meu lado. — Você é uma bruxa. E bruxas da sua idade são mandadas para Hogwarts, uma escola de magia e bruxaria. Foi por isso que você quase morreu hoje cedo. Aquele feitiço, Avada Kedavra, se tivesse acertado em você, estaria morta. — eu ri, sem graça.
— Depois do que aconteceu hoje cedo eu acredito em tudo. — eu disse, sorrindo. — Como pode garantir que não vai me matar?
— Só quero que leia a carta que está em seu bolso. Amanhã bem cedo mandarei alguém vir lhe buscar. — e então, sumiu.
Eu peguei a carta em meu bolso e comecei a ler. Era verdade. E no final da carta, estava escrito o nome da mulher, se prontificando como diretora da tal escola. Eu suspirei pesado. Ainda bem que eu tinha pegado as minhas melhores roupas naquela mala.
***
Acordei bem cedo no dia seguinte, estava ansiosa. Tomei um banho e vesti uma blusa branca, uma calça jeans preta e um coturno também preto. Vesti uma jaqueta preta, pois fazia bastante frio. Prendi meus cabelos em uma trança de lado e esperei. Peguei minha mala e desci, decidindo esperar na rua mesmo. E logo vi uma sombra feminina. Espera, era Dominique? Ela veio sorrindo em minha direção.
— Nique? Que saudades. Oque está fazendo aqui, maluca? Não deveria estar na escola? — decidi não contar oque havia acontecido.
— Eu sei oque aconteceu, Maddie. — ela disse. — Eu sei que é uma bruxa, assim como eu. Sou eu a encarregada para te levar á Hogwarts.
Espera aí! Dominique também era uma bruxa? Como ela pode não me contar? Por que isso só acontece comigo?
— Agora você vai me explicar tudo. — eu disse.
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