Lumen Ereptum
1 Prólogo - A Profecia de Firenze
Notas iniciais
Boa leitura!
Rúbeo Hagrid, o guarda-caça, andava pela Floresta Proibida sob uma noite fria e estrelada. Ele ia apenas para uma breve inspeção, à pedido de Dumbledore. Ouviu um som de galope, que logo desacelerou, ao se aproximar, tornando-se um breve trote. Ele olhou à volta e viu a silhueta de um centauro que, ao chegar mais perto e entrar no alcance da luz da lamparina, revelou-se Firenze.
– Ah, boa noite, Firenze.
– Boa noite, Hagrid. Vem à algo à floresta ou estava apenas interessado em uma caminhada sob a luz da lua?
– Apenas uma inspeção de rotina, caro centauro. Porém creio que essa foi uma noite oportuna, pois essa caminhada sob esse belo céu estrelado não foi uma má ideia.
– Realmente. Você bem sabe o fascínio que as estrelas exercem sobre mim. – ele olhou para o céu, pensativo – Para mim é incrível poder ler o futuro nas constela- nisso, Firenze fez um som sufocado e seus olhos tornaram-se completamente vazios. Olhos, que refletiam a luz da lua, e vidraram-se no homenzarrão, fazendo-o sentir medo como uma criancinha. Uma voz rouca e metálica, quase como se outra pessoa tentasse sobrepujar a voz do centauro, saiu dos lábios da criatura.
– 21 invernos de passarão desde o ritual sombrio
Até que a essência daquele que não ama
Tome conta da criança um dia pura.
Sua mente, coração e alma serão tomadas
Pelas trevas dos pensamentos que não lhe pertencem,
Porém por si serão postos em prática.
E assim, o mundo mergulhará no caos
Instalado pelo instrumento de poder
Daquele que só pode ser derrotado uma vez.
Firenze repetiu o som sufocado, seus olhos e sua voz voltaram ao normal. Ele olhou para Hagrid com uma interrogação no rosto e esse, por sua vez, apenas largou tudo o que trazia nas mãos e correu pelo caminho de volta, chamando pelo professor Dumbledore, pois sabia muito bem que o destino dos mundos, tanto o mágico quanto o trouxa, estava descrito na profecia que acabara de testemunhar.
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