Victoire certa vez ouviu algumas pessoas caracterizam os lufanos como pessoas pacientes, leais, justas, muito gentis, simpáticas, divertidas, amáveis e puras. Ela conhecia um lufano que tinha quase todas essas qualidades. Quase.

Teddy Lupin era sua pessoa favorita na casa dos texugos e em toda Hogwarts, ele tinha quase todos os atributos de sua casa.

Ele não era tão paciente assim. Vic se lembrava de uma vez em que o deixara esperando por ela na biblioteca, na época ele tinha dezessete e ela quinze, haviam acabado de assumir o relacionamento. Quando apareceu atrasada, cerca de trinta minutos, viu que o garoto não conseguia nem controlar a cor de seu cabelo de tanta ansiedade pois achara que ela não queria mais estar com ele, o que, em sua opinião, era a ideia mais ridícula que ele já teve. Então não, Teddy Lupin não é paciente.

Ele era a pessoa mais leal que já conhecera. Quando era mais nova, ela e ele não tinham coragem de ficar juntos, achavam que a família não iria apoia-los pela diferença de idade, um garoto de quinze e uma garota de treze. Certa vez, ela ouviu um boato de que ele havia beijado uma grifinoria. Ficou possessa, foi até a torre de astrologia, onde sabia que ele estaria, e começou a gritar com ele e chorar, chorar muito. Naquele momento eles tiveram seu primeiro beijo. Porque, diferente dos boatos, o primeiro beijo de Teddy Lupin foi com Victoire Delacour Weasley, não com Meredith Jones. Ele era absurdamente leal a ela.

Justo. Ele era justo. Naquele dia, em que resolveram finalmente ter a conversa sobre ele ir embora de Hogwarts e Victorie continuar ali por mais dois anos, ele foi justo. Disse para ela que não podia pedir que ela o esperasse, que era injusto com ela. Realmente, foi legal da parte dele deixar claro que ela não era forçada a nada. É claro que ela nunca pensaria em ficar com outro garoto, jamais. Mas mesmo assim Teddy Lupin foi justo.

Teddy Lupin era gentil na medida certa. Quando se sentavam em baixo de uma arvore de frente para o lago em Hogwarts, ele sabia ser a pessoa mais gentil do mundo, enquanto a abraçava e perguntava sobro seu dia. Mas ele sabia a hora de não ser tão gentil, por exemplo; quando ele encontra Victorie Weasley só de toalha no banheiro dos monitores. Oh, nessa hora Teddy Lupin não era nada gentil.

Ele era simpático. Apesar de as vezes ser tímido, ele era a pessoa que mais a fazia rir, depois de Dominique. Ela adorava passar horas e horas conversando com ele sobre banalidades e sobre o futuro, ele a fazia se sentir leve e feliz. Conversar com Teddy a fazia dar as mais altas gargalhadas e ela fazia isso porque Teddy Lupin era inegavelmente simpático.

Divertido. Bom, ele era divertido. Desde piadas toscas até voar por ai sob a moto voadora que havia herdado. Era divertido quando ele a levava em passeios noturnos que acabavam na casa do garoto, onde se divertiam muito mais. Era divertido quando seus cabelos mudavam de cor de acordo com seu humor. E, sem dúvida, foi divertido quando ele se atrapalhou todo para pedi-la em casamento.

Teddy era uma pessoa muito amável. Ela se lembrava da vez em que acordou numa manhã de domingo e ele estava lhe fazendo cafune, quando ela perguntou por que ele não estava dormindo, ele respondeu "Porque olhar para você é muito mais interessante". Ela achava amável quando ele pegava seu rosto em suas mãos e descrevia o que amava nela. Com ela, Teddy Lupin era a pessoa mais amável do mundo.

Mas se tinha algo que Teddy Lupin não era, essa coisa era puro. Oh, não. Ele tinha um jeito de pessoa boazinha, alguém que seria incapaz de pensamentos impuros. Victoire sim, sabia o que se passava naquela cabeça pervertida. Ela sabia que, se seus pais descobrissem que ele fazia visitas constantes durante a noite, não o achariam tão puro. Se McGonagoll tivesse presenciado alguma das rondas noturnas que o monitor chefe da Lufa-Lufa e a monitora chefe da Corvinal faziam, não o acharia tão puro.

Afinal de contas, Teddy Lupin era apenas um Lufano.

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