Lucy Não É Mais Da Fairy Tail
25 Eher vs Juvia!
Notas iniciais
A pequena concordou com a cabeça para logo sair correndo atrás do moreno. Juvia continuou andando pelas ruas, com um pouco de pressa, pois queria esconder todos os pôsteres, bonecos e estátuas em tamanho real com a imagem de seu atual namorado, Gray Fullbuster. Ela estava com seus pensamentos longes e não percebeu o estranho se aproximando cada vez mais rápido. Assim que ele encostou nela, a maga desmaiou e sua última visão foi a do céu estrelado.
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Shoyu-sha Pov On
– Hess, leve a garota e o Eher para um lugar afastado em que eles possam lutar em paz. Providenciarei que aquela mini dragon slayer do ar não nos fareje até lá. – dizendo isso, troquei o meu cheiro com o da maga de cabelos azuis.
Hess assentiu e, no segundo seguinte, eles não estavam mais na minha frente.
– Argh. Como alguém aguenta esse cheiro de terra molhada que emana daquela maga? – murmurei enquanto ia em direção a casa dela.
Eu tinha que ir até a porcaria da casa dessa tal de Juvia, pois era para lá que seu namorado e aquela garotinha iriam e, se não a encontrassem, poderíamos ter a luta interrompida. Cheguei à uma casa com o muro branco e com os portões azuis. Sem muita cerimônia destranquei as portas com magia e escrevi um recado, me passando pela azulada, dizendo que já voltava. Olhei ao redor da sala dela e vi milhos de pôsteres, estátuas, desenhos, tapetes, quadros e decorações com a imagem de Gray Fullbuster.
– Tsk, garota doida. O amor é mais ridículo e vulgar do que eu pensava. – pensei em voz alta.
Olhei para a janela, vendo o céu estrelado do lado de fora. Está na hora de eu ir. Fechei os olhos e me teletransportei para onde Hess, Eher e a maga da água estavam. Abri minhas orbes e me vi em uma ampla clareira, cercada de frondosas árvores, alguns troncos caídos, grama baixa e um rio de águas límpidas cercando o lado direito do local. Vi duas figuras discutindo enquanto a maga da água estava inconsciente e com as costas apoiadas em um tronco caído.
– Por que você escolheu um lugar com uma droga de rio para eu lutar com uma maga da água, sua anta? Até onde eu sei, o rio é feito de água e esse é o elemento em que ela é especializada! – brigava o idiota do Eher com o Hess.
– Exatamente por essa razão, sua mula! Syo-chan quer que ela use todo seu poder para que ele possa ver do que a garota é capaz. – retrucou Hess mostrando a língua para o mago de cabelos negros e olhos dourados.
Eher ia abrir a boca para responder quando perdi totalmente a paciência com os dois.
– Até quando vão ficar com essa discussão infantil e desnecessária? – perguntei rispidamente saindo do meio das árvores e indo em direção aos meus dois subordinados.
– Desculpe-nos Syou-chan, mas ele quem começou! – falou Hess com uma voz infantil, o que fez eu ficar mais irritado ainda.
– Não quero saber quem começou. Vou acordar a maga e quero ver uma luta e uma filmagem decentes, ouviram? – caminhei silenciosamente em direção a mulher.
Ela trajava um vestido azul que ia até o meio de suas coxas, justamente com uma meia-calça branca por baixo dele, uma sapatilha azul e um chapéu azul ridículo na cabeça. Será que ela realmente é forte? Bem, se não for, pelo menos terei um pouco de divertimento. Toquei o ombro da garota e ela abriu os olhos assustada, com sua visão entrando em foco lentamente.
– Rival do amor? – questionou ela espantada.
– Que droga é essa de rival do amor garota? – falei irritado, com a voz fria e sinistra.
A maga tentou recuar para trás, porém ela foi impedida pelo tronco.
– Juvia está confusa. Juvia acha que você só tem o corpo da Lucy, mas não a personalidade dela. Juvia tem certeza de que os olhos doces e carinhosos da Lucy eram castanhos e não pretos e medonhos! – tagarelou a menina.
Soquei com força a madeira ao lado de seu ombro, fazendo-a quebrar. Olhei para ela com total desprezo e ódio. Por que raios esse ser irritante fala em terceira pessoa? Detesto esse jeito que ela tem de falar assim!
– Por mais que eu queira te matar aqui e agora, não o farei. Você irá lutar com o Eher, meu subordinado. Se você vencer, talvez poderá sair viva, caso contrário vai desejar nunca ter pensado em nascer.
– Juvia não quer lutar com ninguém. Juvia quer ir se encontrar com o meu Gray-sama! – reclamou ela.
Peguei a garota pelo braço, apertando-o fortemente sem dó. Ela começou a gritar muito alto enquanto eu sentia seu osso se trincando sob a pressão de meus dedos. Soltei-a quando percebi que seu braço já estava adquirindo um leve tom de azulado por cima do roxo escuro que estava no mesmo.
– Pare com isso, Syo-chan, ela tem que ficar em condições de lutar. – pediu Hess.
Afastei-me de Juvia, deixando-a choramingando e caída no chão. Lancei, à distância, uma magia de cura no braço dela para que ela lutasse dando o melhor de si. Hess ficou ao meu lado, ambos estávamos empoleirados em um dos galhos de uma árvore alta e com poucas folhagens, o que nos permitia uma ampla vista do campo da luta.
Tomara que isso seja interessante.
Shoyu-sha Pov Off
Narrador Pov On
Juvia levantou-se, ainda anestesiada pela onda da insuportável dor que sentira há pouco. Apesar dela já ter sido curada, lembrava-se fortemente da agonia de ter seu braço quase quebrado pelo ser que controlava o corpo de sua amiga.
Os adversários encaravam-se com selvageria. Mesmo que Juvia não quisesse lutar, ela iria fazê-lo por não querer sentir aquele sofrimento novamente. Eher sorriu de um modo sádico, fazendo a oponente recuar, involuntariamente, um passo.
– Que a diversão comece, não é queridinha? – o mago de cabelos negros falou.
Antes que a azulada pudesse processar o que estava acontecendo, ela foi atingida pelo joelho do homem na barriga com brutalidade, fazendo-a cuspir uma pequena quantidade de sangue.
– Mizu Katamari! – murmurou ela, fazendo com que todo seu corpo virasse água, mantendo, ainda, a forma do corpo da maga.
Essa magia impossibilitava que seu corpo fosse machucado. E isso, o oponente percebeu quando foi lhe dar um soco no mesmo local onde havia desferido o golpe anterior e seu punho atravessou o corpo dela. Antes que ele pudesse recuperar-se do susto, ela lhe chutou para longe. A maga da água olhou, com o canto do olho, o rio à sua direita e sorriu confiante.
– Juvia acha que aqui não foi um bom lugar para vocês lutarem contra Juvia. Juvia é a mulher da água. Kyodaina Nami! – falou ela.
Eher observou, espantado, uma parede de água vir em sua direção e, rapidamente, sua imagem sumiu em meio a vários litros da água que antes estava no rio. Juvia sorriu vitoriosa pensando que o mago estava morto ou inconsciente.
– Me menosprezando maguinha da água? – falou a voz do oponente, que acabara de baixar sua proteção feita de sombras.
– C-como? – falou ela espantada.
Eher fechou os olhos e um pequeno redemoinho se formou ao seu redor, fazendo suas roupas e seu cabelo balançarem freneticamente. Quando ele abriu suas orbes, elas estavam completamente brancas.
– Kurushimeru! Sofra a tormenta eterna! – sua voz saiu em um sussurro, porém todos conseguiram ouvi-la.
Juvia foi envolta em uma densa sombra, que logo penetrou em seu corpo. Todos assistiam com sorrisos nos rostos enquanto a maga caía no chão com os olhos totalmente negros. Após alguns segundos, seus berros de desespero e agonia eram os únicos sons ouvidos no local.
– Parabe-
– Não acabou ainda. – Shoyu-sha falou, interrompendo Hess que já iria ir até Eher o parabenizar.
Após pouco tempo, os gritos da maga foram cessando e sua pele deixava de ficar pálida. Seus olhos voltaram ao normal e ela se levantou com dificuldade, usando uma árvore como apoio. A mulher suava muito e lágrimas não paravam de correr por suas bochechas.
– O que ele fez? – sussurrou Hess.
–Ele fez com que a maga revivesse todos os seus sofrimentos repetidas vezes e fazendo-os ficar pior do que realmente eram. – respondeu Shoyu-sha impressionado com a magia.
– Juvia... não vai ser derrotada tão facilmente! – disse a maga ofegando – Mizu Keimusho!
O mago de magias de tortura foi envolto em uma prisão intransponível de água. O silêncio predominou quando a bolha límpida se tornou preta e densa, impossibilitando a todos verem o que estava ocorrendo dentro dela.
– Ferva! – falou Juvia e, rapidamente, a água começou a borbulhar e vapor começou a sair da prisão.
Alguns segundos depois, a bolha explodiu revelando Eher um pouco machucado, com as roupas encharcadas e com algumas bolhas de queimaduras pelos braços.
– Foi uma magia interessante, mas agora você conseguiu em deixar bravo. Muito bravo mesmo. – falou ele com uma voz fria.
Juvia sentiu um frio percorrer sua espinha, ao mesmo tempo em que seus pelos se arrepiavam de medo. Porém, antes que ela pensasse em qualquer coisa, o homem já estava lhe desferindo vários golpes certeiros e precisos. Ele mirava nos pontos mais sensíveis do corpo da maga, fazendo-a berrar de dor e lágrimas rolaram livremente pelo seu rosto.
Quando ele cessou com os golpes, a garota caiu semiconsciente de cara na terra. Eher lançou um olhar questionador para seu mestre.
– Faça o que você quiser, desde que não a mate. – respondeu Shoyu-sha balançando os ombros em uma demonstração de total descaso com a vida da mulher.
– Seishin-teki gõmon (tortura psicológica)! – falou o mago.
Assim que ele proferiu essa magia, espasmos tomaram conta do corpo da maga enquanto ela chorava, berrava e se debatia desesperada no chão. Os membros da dark guild Demons, deixou a maga sofrer por alguns segundos, até que ela ficou totalmente inconsciente e seus gritos finalmente cessaram.
Shoyu-sha pulou do galho e pousou suavemente no chão desamassando suas roupas logo em seguida. Ele olhou para Eher que ofegava e lhe lançou uma magia de cura.
– O show acabou, vamos levá-la para a guilda. Até que você não foi muito ruim Eher e Hess, espero que tenha gravado tudo com perfeição. – falou o mestre fazendo com que Eher sorrisse com o elogio e Hess acenasse positivamente com a cabeça.
Logo, os quatro já estavam dentro da guilda. Jogaram o corpo da maga no sofá e a prenderam com correntes mágicas que a impediriam de usar magia quando acordasse. Eher e Hess foram ao bar da guilda para tomarem saque enquanto Shoyu-sha sentava-se em uma poltrona para rever a luta contra a Juvia.
Meia hora mais tarde, Lisanna e Tye chegaram com Myke Thyes acorrentado e desacordado flutuando ao lado dos dois magos.
– Onde colocaremos eles? – indagou Tye apostando para os dois magos da água.
O mestre estralou os dedos sem tirar os olhos da luta que acabara de acontecer e duas jaulas espaçosas se materializaram no canto do salão. Rapidamente os dois magos da água foram colocados nelas, cada um em uma prisão diferente.
– Grades anti magias? Interessante. – refletiu Lisanna entregando sua lacrima para o mestre.
Uma hora mais tarde, Shoyu-sha levantou-se da poltrona após analisar as duas lutas com um sorriso cruel e animado no rosto, indo em direção a seus subordinados que estavam no bar bebendo e conversando. Com a aproximação dele, todos viraram e se silenciaram cheios de expectativas de quem era o mago mais forte.
– O mago mais forte da água é ...
Notas finais
Será que ganharei mais uma recomendação antes do próximo capítulo? UHSAUHAS
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