Lucy Não É Mais Da Fairy Tail
27 Estou de volta!
Notas iniciais
– Lucy o que você... Você não é a Lucy! – falou ela me olhando raivosa.
– Só agora que você descobriu, pirralha? – falei.
Ela desmaiou quando retirei minha mão de seu braço. Algo de errado aconteceu. Senti minha cabeça rodar e tudo começou a se afastar. Cai deitada na cama e fechei os olhos. Eu não controlo mais meus membros!
- O que... está acontecendo?
Nãããão!
~# ~
Lucy Pov On
– Onde estou?- perguntei para ninguém em especial.
Ai que dor de cabeça! Eu não me lembro de nada. Por quanto tempo fiquei fora do ar? Olhei quarto bem iluminado, de paredes brancas e o piso azul piscina, que estava um pouco sujo por gotas de sangue. Eu estava deitada sobre uma macia cama com lençóis brancos.
Virei para o lado e vi Cheria desacordada no chão. Desci rapidamente da cama e a carreguei até eu estivera deitada. Vi um leve movimento em suas pálpebras e apertei sua delicada mão. Alguns minutos depois, a rosada abriu os olhos.
– Você! – ela falou com raiva avançando para cima de mim.
– Ai! Pare com isso Cheria-chan! – falei quando ela me jogou no chão.
– Lucy? – Ela perguntou, confusa.
– Sim. Quem mais seria? – falei levantando-me e passando a mão em minha cabeça.
Passada adrenalina, a rosada caiu no chão fraca. Ela só não bateu a cabeça no chão, pois eu consegui a segurar com meus braços. Coloquei a menina deitada na cama e a cobri com a fina coberta.
Espera... aqui não é a guilda! Como eu cheguei na Lamia Scale? Droga! Eu não lembro de nada! Saí do quarto deixando a menina dormindo na cama. A guilda dela estava cheia de pessoas. A mestra de lá, Ooba Babasaama, girava várias pessoas com seu dedo. Quando passei por ela, ela se virou para mim. Confesso que fiquei com medo dela começar a me girar feito louca.
– Está melhor Lucy? – perguntou ela ainda rodando umas 3 pessoas com o dedo.
– Melhor? – perguntei com dúvida.
– Sim, você chegou toda machucada e pingando sangue há pouco tempo. Cheria foi cuidar de você na enfermaria. A propósito, onde ela está? – falou ela girando o dedo.
- Ah sim. Ela está descansando, pois ela se cansou. – falei sorrindo.
– Ah sim. Vamos comemorar Girando! – ela falou e fez todo mundo da guilda girar.
Aproveitei essa chance e sai do local. Senti o sol queimando minha pele e a suave brisa balançando meus cabelos. Mas que droga eu estou fazendo aqui? Caminhei até uma singela pousada que ficava nos arredores da Lamia Scale e entrei sendo recebida por uma velhinha gentil.
– Olá senhora, você tem um quarto vago para mim? – perguntei sorrindo.
– Sim, criança. São 50 jewels. – falou ela calmamente.
– Obrigada! Aqui está o dinheiro. – disse entregando o valor para ela e pegando a chave do quarto.
Quando eu ia subir as escadas, observei um calendário marcando que era dia 18/05. Espera... Estamos em Maio? Não pode ser! Eu me lembro com toda a certeza que era Janeiro! Essa velha deve ter posto o calendário errado. Voltei até o balcão e peguei um jornal que a mulher havia deixado ali.
A data que estava escrito era 18/05. Não! Isso não é possível! Deixei o jornal no mesmo lugar e corri para meus aposentos. Onde eu fiquei esse temo todo? Um frio passou por minha coluna. Tive dificuldade em enfiar a chave na fechadura devido ao fato de minhas mãos tremerem excessivamente. Após algumas tentativas falhas, abri a fina porta de madeira branca.
O quarto era simples, porém aconchegante e barato. Assim que pisei dentro do aposento, joguei-me em uma cama de casal que havia ali. Fechei os olhos para conseguir pensar. O que será que aconteceu? Forcei minha mente a me fazer lembrar, porém não consegui nada. Resolvi então fazer uma pequena magia.
– Rikoru *relembrar*- murmurei e caí em um sono profundo.
Imediatamente, vi fragmentos de minha memória voltarem.
‘’Ela trajava um vestido azul que ia até o meio de suas coxas, justamente com uma meia-calça branca por baixo dele, uma sapatilha azul e um chapéu azul ridículo na cabeça. Será que ela realmente é forte? Bem, se não for, pelo menos terei um pouco de divertimento. Toquei o ombro da garota e ela abriu os olhos assustada, com sua visão entrando em foco lentamente.
– Rival do amor? – questionou ela espantada.
– Que droga é essa de rival do amor garota? – falei irritado, com a voz fria e sinistra.
A maga tentou recuar para trás, porém ela foi impedida pelo tronco.
– Juvia está confusa. Juvia acha que você só tem o corpo da Lucy, mas não a personalidade dela. Juvia tem certeza de que os olhos doces e carinhosos da Lucy eram castanhos e não pretos e medonhos! – tagarelou a menina.
Soquei com força a madeira ao lado de seu ombro, fazendo-a quebrar. Olhei para ela com total desprezo e ódio. Por que raios esse ser irritante fala em terceira pessoa? Detesto esse jeito que ela tem de falar assim!
– Por mais que eu queira te matar aqui e agora, não o farei. Você irá lutar com o Eher, meu subordinado. Se você vencer, talvez poderá sair viva, caso contrário vai desejar nunca ter pensado em nascer.
– Juvia não quer lutar com ninguém. Juvia quer ir se encontrar com o meu Gray-sama! – reclamou ela.
Peguei a garota pelo braço, apertando-o fortemente sem dó. Ela começou a gritar muito alto enquanto eu sentia seu osso se trincando sob a pressão de meus dedos. Soltei-a quando percebi que seu braço já estava adquirindo um leve tom de azulado por cima do roxo escuro.’’
Não eu não fiz isso! Senti lágrimas rolarem por meus olhos, mas eu não conseguia emergir das minhas lembranças por mais que eu queria.
‘‘A azulada soltou um grito de dor e medo quando a lâmina penetrou em sua barriga. Sangue denso e vermelho quente espirrou do corte fazendo uma poça de sangue se acumular onde as garotas estavam ajoelhadas. Juvia olhou para mim amedrontada enquanto eu apertava o ferimento que sangrava em abundância em sua barriga. Dei um sorriso amedrontador de lambi o sangue que estava na lâmina.
– Sério Juvia? Você realmente caiu nesse velho truque? – eu disse rindo com escárnio.
A azulada se contorceu de dor enquanto a eu enfiava novamente a faca na barriga da maga d’ água. Porém, ao invés de simplesmente retirar a faca, girei-a ainda fincada na barriga da outra maga, fazendo-a cuspir sangue.
– Lu...cy?
– Pare de me chamar assim, vadia! – falei– Você realmente acreditou nessa coisa ridícula de ‘‘eu estava possuída, me desculpe’’? – riu ironicamente.
Levantei-me e lambi a faca que pingava sangue.
– Faz muito, muito tempo desde quando eu suguei a magia através do sangue, então me desculpe se for muito rápido. Oh! Não se preocupe, você estará consciente em todo o processo. – eu disse dando uma risada que fez todos os músculos da azulada se contraírem de medo.
– Lu..cy. Por...favor! – a mulher implorava.
– Lucy? Minha querida Juvia, a Lucy já se foi há tempos deste corpo. – falei fincando a faca na veia do braço da maga, que berrou de dor.
– P...are!
– Fique quietinha Juvia. Não vai doer por muito mais tempo. Bunri.
Assim que eu proferi essa magia, o sangue da maga começou a se separar. De seu ferimento saía sangue viscoso que não se misturava com um líquido azul e cristalino. Não me preocupei com o sangue, me concentrei somente e, sugar a magia da água que vinha junto a ele. Quando Juvia já beirava a morte, um raio iluminou o céu seguido pela porta do galpão sendo estraçalhado por fogo.’’
Possuída? Eu... eu me lembro!
‘’Eu sabia que a magia do Zeref estava vindo assim que o céu escureceu, pensava que não iriam me causar dor quando ela se apossasse em meu corpo, mas o que eu senti foi o equivalente a centenas de surras da Minerva seguidas, nenhum aviso me preparou para aquele momento angustiante.
Quando a magia veio até mim, cai de joelhos e apertei minhas mãos em minha cabeça, sempre mantendo os olhos fechados. Era como se eu tivesse várias lâminas me cortando por dentro, a dor era terrível, insuportável.
‘’ Não precisa ser assim...me deixe assumi-la sem resistência, logo esta dor parará.’’
Não!
‘’ Você já provou que é forte, que é digna de me receber, me deixe tomá-la.’’
Não.
De repente, toda a dor sumiu e eu me via com a magia do Zeref em meu corpo, sorrindo para meus amigos, indo à guilda, festejando e todos me reconhecendo como forte e capaz.
‘’ Deixe-me controlá-la, farei de seus sonhos reais.’’
Você vai machucá-los, como fez quando estava em Zeref.
Outra visão tomou minha mente, desta vez, eu estava em frente a mansão, com minha mãe segurando minha mão e meu pai abraçado à ela sorrindo enquanto fazíamos um piquenique. Estávamos felizes e minha família estava unida novamente.
‘’ Eu posso trazê-los de volta. Não é justo você sacrificar todos seus sonhos pelas pessoas que dizem ser suas amigas. Natsu te trocou, Ravena te enganou e Sting te usou, eles não merecem seu sacrifício. Deixe-me por fim as suas angustias.’’
Uma onda de ódio me consumiu. Eu estava com ódio do meu pai por não ter cuidado de mim, ódio no Natsu que me trocou pela Lisanna, ódio da Lisanna por ter voltado de Edolas, ódio do Sting por ter me deixado, ódio da Ravena que me enganou e, principalmente, ódio de ter que aguentar tudo que acontece em minha vida com um sorriso no rosto.
Você tem razão. Eles não merecem meu sacrifício.
Senti as dores pararem e relaxei meu corpo.’’
Acordei me debulhando em lágrimas.
PS: As partes em negrito são os pensamentos do Shoyu-sha
Você! Shoyu-sha, seu maldito você me enganou! Você os feriu! Você feriu meus amigos, seu desgraçado!
Ora criança, esperava o que? A ganância faz parte do âmago do meu ser, sua estúpida.
Pois saiba que você nunca mais vai tomar o controle novamente, seu desgraçado! Vai ficar preso dentro do meu corpo para sempre!
Sua fraca estúpida eu sou mais forte do que você!
Claro que não! Se eu fosse fraca, você nunca viria se ‘’hospedar’’ em meu corpo.
Isso é o que veremos.
Dizendo isso, nosso diálogo interno foi interrompido. Droga! Eu tenho que pedir desculpas para a Juvia e para meus amigos da Fairy Tail. Saí do quarto e entreguei as chaves para a proprietária que ficou espantada com esse ato. Comprei a passagem para o primeiro trem que iria à Magnólia e que sairia dali a 3 minutos. Bem a tempo!
Entrei em cabine e fechei a porta para que ninguém se sentasse ali comigo, pois eu precisava ficar sozinha. A viagem durou uma hora e eu nem vi o tempo passar direito, quando dei por mim, já estava descendo na estação.
Corri em direção à Fairy Tail. Ao chegar em frente das imponentes portas de madeira maciça, respirei fundo e as escancarei, ouvindo o grande barulho que havia anteriormente parar na hora.
Quando meus olhos acostumaram-se com a claridade, vi todos meus amigos reunidos na guilda e olhando fixamente para mim com espanto e um pouco de medo. Percebi que a Juvia estava sentada ao Aldo de Gray que afagava seus longos cabelos azuis, reparei que ela estava com aparência horrível, muito magra e pálida. Natsu estava com os olhos sem brilho e, ao contrário do normal, estava sentado na mesa quieto com o Happy voando ao seu redor preocupado.
– O que está fazendo aqui? – gruniu Gray.
– Eu vim pedir desculpas por tudo o que fiz. Na verdade não foi eu quem fez aquilo a vocês foi...- tentei falar mas fui interrompida.
– SAIA DAQUI! Já não causou estragos suficientes? – berrou Erza vindo para cima de mim junto ao Gray e Lisanna.
Eles vão me atacar...Eles não me querem mais... Eles não são mais meus amigos. O que eu causei os colocou contra mim. Lágrimas queimavam em meus olhos e senti os tres magos me atingirem com uma poderosa magia que me fez voar e bater as costas em uma viga. Eu estava em choque e muito fraca emocionalmente. Senti meu controle ser sobreposto e percebi tarde demais que Shoyu-sha havia tomado o controle novamente.
– Estou de volta, seus desgraçados. Isso que dá não acreditar na sua amiguinha quando ela falou a verdade. – falou ele rindo secamente fazendo com que todos parassem de me atacar.
Notas finais
Pessoal, eu notei que a quantidade de pessoas que estão comentando caiu muito. O que está acontecendo? Eu preciso que vocês me digam o que precisa ser consertado na estória para poder consertar, se vocês não me dizem, como vou saber? E, se não estão comentando, é porque tem algo de errado na estória, pelo menos eu acho isso. São 170 leitores, vamos comentar pessoal, por favor, preciso da ajuda de vocês
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