Lucy Não É Mais Da Fairy Tail
19 Demons - Fim da 1° temporada
Notas iniciais
PS: Eu IMPLORO a vocês que ouçam a música enquanto leem o capítulo '--' Boa leitura ;3
Ela tinha desaparecido, em seu lugar estava uma cratera fumegante. A Lucy estava lá, viva, era real, era uma pessoa, estava no controle novamente e, em seguida desaparecera; ela deixara de existir.
Música do capítulo: http://www.youtube.com/watch?v=MgBPP_E5MZA (OUÇAM A MÚSICA PARA DAR UM CLIMA, SE QUISEREM, PODEM VER A TRADUÇÃO DELA TAMBÉM)
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Ravena Pov On
Minhas pernas não agüentaram meu peso e eu caí no chão, cega pelas lágrimas. A Lucy se fora, ela deixou de existir. Os momentos em que passamos juntas ecoavam em minha mente, seus sempre presentes sorrisos alegravam meus dias e empurravam minhas preocupações para longe. Ela tinha tido uma vida difícil e mesmo assim sorria frequentemente, mesmo que seu mundo desabasse, agora ela se foi. Ela se foi..
— O que está acontecendo? Por que estão todos chorando? – perguntou uma voz conhecida, mas ela estava distante.
Sinto alguém me abraçando e afagando meus cabelos. Desabo de vez, começo a chorar, não pela maga que se fora, mas sim por minha única e melhor amiga. Eu a matei, eu indiretamente a matei. A culpa é minha, eu a arrastei para a morte, eu..foi tudo culpa minha. A pessoa que me abraçava limpou as lágrimas de desespero e tristeza que me cegavam e eu vi que era o Rogue, e percebi que ele deu um de seus raros sorridos para mim.
Eu não mereço sorrisos! Eu matei ela! Eu mereço morrer.. alguém, por favor me mate.
— Se acalme. – ele falou com a voz suave.
— A Lu... a Lu.. – falei ainda em estado de choque.
Ouço um alto estrondo e me encolho nos braços do moreno chorando mais ainda, eu dava soluços desesperados e não me agüentava em pé, a única coisa que me impedia de cair e ficar no chão até eu morrer eram os braços do Rogue.
As lágrimas cessam um pouco e olho a clareira novamente, todos os soldados presentes que juntaram a magia para finalizar a maga agora estavam sentados em um silêncio triste e podia ver alguns com lágrimas nos olhos. Stiff estava desolado, ajoelhado fitando a cratera, ainda fumegante, no meio da clareira e percebo que ele estava chorando, mas não tanto quanto eu.
Meu olhar pousa no buraco e imagino a doce maga loira se levantando de lá sorrindo e acenando, mostrando que tudo estava sob controle e que ela estava bem, mas por mais que eu quisesse acreditar que ela estava viva algo que dizia que ela estava morta e não iria voltar.
Senti-me ser carregada, mas era só uma parte ínfima de minha mente que assimilava isso, o restante estava concentrado em e fazer remoer de dor e culpa. Sempre haveria em minha mente a voz dizendo: é sua culpa, você a matou...Ela não deixava de estar certa e isso era o que me consumia por dentro. Em meio aos meus tomentos adormeci.
Acordei assustada e não reconheci onde eu estava. O local estava na penumbra e o vento gélido da noite entrava pela janela e fazia meus fios ruivos dançarem em frente ao meu rosto, percebi que o quarto parecia abandonado e eu estava deitada em uma cama com um fino, porem confortável colchão.
— Você está bem?
Levo um susto por não ter percebido a pessoa ali, apertei os olhos e vi que tanto Rogue quanto Sting me fitavam preocupados. Desviei meus olhos deles, eu não podia encará-los, não depois do que fiz...
— O que aconteceu?
Engoli em seco e novas lágrimas vieram em meus olhos.
— A Lu... A luc.. – tentei falar, mas não conseguia.
— O que tem a blondie? – Sting perguntou com a voz trêmula
— Ela....ela...ela..morreu...Lucy está... morta. – sussurrei.
— Oque...? – ele perguntou em choque.
— Ela foi dominada pela magia de Zeref...eles...eles..deram um fim a ela...- não consegui terminar.
O loiro deu um soco forte na parede que quebrou o tijolo, ele permaneceu com o punho cravado lá com a cabeça baixa e eu pude ver suas lágrimas de desespero e tristeza pingando compassadamente no chão. Ficamos todos em um pesado silêncio que foi quebrado pela saída abrupta do dragon slayer. Sinto Rogue sentando ao meu lado e me abraçando para me consolar, quando ele fez isso, senti suas lágrimas caírem em minha cabeça e o apertei em meus braços. Ficamos na mesma posição pelo o que pareceu horas, quando nos afastamos o moreno simplesmente disse levantando-se:
— Vou atrás do Sting.
Ravena Pov Off
Sting Pov On
Logo depois que descobrimos onde Ravena estava, sentimos um poder mágico muito forte nos atingir e também ouvimos um grito. Mas não qualquer grito, mas sim o grito da minha blondie. Minha. Corremos em direção de onde o barulho vinha, entretanto antes de chegar nele fomos atingidos por uma onda de choque que nos arrastou alguns centímetros para trás. Entreolhamo-nos aflitos e corremos com todas as forças e chegamos a uma clareira que continha um buraco fumegante no centro e ao redor dele,vários homens choravam e o fitavam em choque.
Rogue, de repente passou por mim e se abraçou a uma garota que estava caída de joelhos no chão chorando compulsivamente e demorei um pouco para ver que era a Ravena ali. Cadê a Lucy? Esse pensamento martelava em minha mente, mas o ignorei pois a blondie era forte e sabia cuidar de si mesma, era o que eu esperava.
— O que está acontecendo? Por que estão todos chorando? – perguntei.
— Não sei.. – o moreno se virou para a garota e disse para ela- Acalme-se.
Ele então secou as lágrimas da ruiva e a carregou no estilo noiva, eu iria fazer piadinhas sobre isso, mas aquele não era um momento com que se brincar, podei-se ver que algo muito sério e desolador tinha ocorrido ali pouco antes da nossa chegada. O moreno se retirou dali a passos rápidos e eu o segui percebendo que a garota chorava ainda dormindo.
— Temos que achar um lugar para passarmos a noite. – ele afirmou.
Nos dirigimos à uma casa que parecia em melhor estado que as demais, era ela pequena e fedia a mofo, tinha alguns buracos no chão de madeira e, muitas teias de aranha no local. Achamos um quarto que tinha uma cama ainda com o colchão e ele deitou Ravena ali.
— O que será que aconteceu? – perguntei.
— Não sei, mas tenho um pressentimento ruim.
Antes que pudesse continuar a nossa conversa, a ruiva acordou abruptamente e virou percorrendo o quarto com os olhos vagos e confusos e pareceu não perceber nossa presença ali, o que era estranho já que ela era de um cargo alto nas tropas de magia do conselho.
- Você está bem? – Rogue questiona.
- O que aconteceu? – pergunto.
- A Lu... A luc.. – ela tentava falar;
— O que tem a blondie? – perguntei com a voz trêmula
— Ela....ela...ela..morreu...Lucy está... morta. – sussurrei.
— Oque...? – perguntou em choque.
— Ela foi dominada pela magia de Zeref...eles...eles..deram um fim a ela...- não consegui terminar.
Dei um soco forte na parede que quebrou o tijolo, mas ao invés de retirar meu punho de lá permaneci com ele cravado lá, com a cabeça baixa e lágrimas de desespero e tristeza saíam de meus olhos sem piedade. Isso não é verdade... Ela não pode estar morta... Ela só pode estar mentindo!
Retirei-me do cômodo e andei sem rumo pela cidade abandonada e, sem perceber cheguei à clareira que, supostamente, a Lucy morreu. Fitei o buraco e me aproximei temendo encontrar dentro dele minha amada caída, com o corpo gélido e sem seu habitual sorriso caloroso, mas para a minha angústia e meu alívio não havia nada ali. Ajoelhei-me ali e comecei a chorar pra valer, colocando para fora tudo que agüentei desde a noite em que Natsu a beijara.
— Você não pode ter morrido blondie, não pode! – fiquei murmurando em meio aos meus prantos até o raiar do dia.
— Vamos voltar Sting. – falou Rogue segurando meu ombro, querendo me passar força.
Levantei-me cabisbaixo engolindo minha dor e meu sofrimento momentaneamente. Apesar do dia estar quente e ensolarado, para mim ele estava agora sem cor e melancólico, e de agora em diante minha vida seria assim. Sem a blondie, a minha blondie, nada mais tinha alegria e sentido.
~ 4 meses depois ~
Ravena Pov On
Já haviam se passado 4 meses desde a morte de Lucy e, depois desse fato, nada foi como antes. A guilda, sempre barulhenta e festeira, agora exibia um semblante triste e desanimado, Rogue tentava me passar forças enquanto eu me encolhia ainda mais dentro de mim mesma e passei a ser uma garota ainda mais fechada. Sting, sem dúvida era o pior de todos, ninguém quase o via na guilda e, quando o viam ele estava sempre quieto, fitando uma parede qualquer com o olhar vago. Rogue e eu íamos até seu quarto visitá-lo de vez em quando e, quando isso acontecia, encontrávamos o loiro deitado em sua cama cercado de fotos da sua blondie.
Diversas vezes a culpa me atormentava a ponto de eu ter problemas para dormir sozinha e ter que ir dormir com o Rogue. O moreno estava muito triste e deprimido e, apesar de ser sempre inexpressivo agora que me tornei sua namorada, conseguia perceber suas diversas expressões. Eu e ele nos apoiávamos para um impedir o outro de desabar, outra mudança foi o fato de fazer missões somente quando o aluguel estava para vencer e como o loiro não as fazia mais, pagávamos seu aluguel também.
Ouço alguém batendo na porta do meu quarto e peço para a pessoa entrar, mas sem importar com quem era ou o que tinha à dizer.
— Ravena, a mestra Livy está te chamando no escritório dela agora. Ela diz que é urgente. – falou alguém que não quis identificar.
Livy, desde o dia fatídico ela tentava nos animar de todas as maneiras possíveis, ninguém a viu chorando em público, só sorrindo e dando abraços calorosos em todos os membros. Ela realmente era uma pessoa incrível e, em certo modo, parecia-se muito com a Lucy.
Levantei-me a contragosto e fui até o escritório da mestra e, assim que abri a porta, me surpeendi ao ver que Rogue e Sting estavam lá sentados em frente à mesa. Acomodei-me na cadeira vaga entre o moreno e o loiro e fiquei encarando Livy, que estava séria. O local permanecia do mesmo jeito, apesar de ter mais pilhas de papeis jogados pelos cantos, pois a mestra nunca foi uma pessoa muito organizada. Quando ela nos chama assim, boa coisa não é.
— Primeiramente, vou logo avisando que nenhum de vocês precisam aceitar o que eu vou lhes pedir. Eu sei que é muita maldade minha perante a vocês, mas vocês tres são os únicos a quem posso me recorrer. – esclareceu.
Ela fez uma pausa demorada nos fitando nos olhos, mas parecia que ela estava lendo nossas almas e observando nossa reação.
— Vocês já ouviram falar da dark guilda Demons? – questionou.
Balançamos negativamente a cabeça. Eu já ouvi esse nome em algum lugar, só não me lembro onde.
— Pois bem, essa dark guilda agora é a líder da Aliança Baram e, sem sombra de dúvidas é a guilda mais forte que já governou a aliança. Agora entra a parte desagradável..O Conselho pediu para eu enviar tres magos muito fortes de minha total confiança para se juntarem a outros quinze magos de diferentes guildas.
— E qual é a parte desagradável? – perguntei já pensando em recusar a oferta.
Livy suspirou derrotada e remexeu uns papeis tirando-o de lá uma nítida fotografia, ela hesitou um pouco e a nos estendeu um pouco receosa. Olhei para a imagem não acreditando no que via e fiquei assustada. Não pode ser.. Na figura estava uma moça loira, alta, com os cabelos soltos indo até sua cintura, usando uma calça e uma blusa comprida, ambos de lastex preto, uma bota de cano alto e salto também preta, seus olhos eram negros, em seus lábios havia um sorriso cruel e em seu braço podia-se observar um D negro formado por uma cauda.
— A líder da Demons é a Lucy Heartfilia. – ela esclareceu.
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