Notas iniciais
Ei galera! Espero ter explicado tudo nesse capítulo e trago à vocês uma péssima noticia: A fic está acabando ): Boa leitura a todos e FIRYDIVA OBRIGADA PELA MINHA PRIMEIRA RECOMENDAÇÃO! QUE EMOÇÃO, ESTOU ATÉ POSTANDO ANTES DO PRAZO! SIGAM O EXEMPLO DELA PESSOAL, ME DEIXEM FELIZ *---*

Ravena Pov On

- Desculpem-me pessoal.- sussurrei.

-#-

Deitei-me no sofá, mas não consegui dormir. Ouvia sempre uma voz em minha cabeça dizendo: Você os traiu, eles confiavam em você e você os traiu. Ela não deixava de estar certa, mas mesmo assim ela me deixava abatida. Quebrei a minha pulseira e a da Lucy com uma grande quantidade de magia. ‘’ Eu não posso abandonar o plano. É pelo bem de todos.’’ Repetia isso em minha mente até o momento em que consegui dormir.

Acordei com um raio solar em meus olhos e pisquei sem vontade. Levantei-me e conferi as horas, 10h da manha ‘’Eles já devem ter partido.’’ Suspirei e fui acordar a Lucy, que levantou e me olhou confusa. ‘’Shitagau‘’

— Tome um banho frio. – ordenei.

Ela imediatamente entrou no chuveiro e logo ouvi o barulho de água caindo. Ela não tardou a voltar para o quarto me fitando sem expressão. Peguei uma calça jeans, uma blusa preta comprida e uma bota também preta e entreguei a ela. Eu já estava vestida igual.

— Vista. – falando isso estreguei as peças de roupa junto a uma capa preta para a loira.

Vesti minha própria capa e estávamos prontas para partir. A maga lançou um olhar para as malas e depois para mim.

— Não precisa levar. Deixe-as ai.

Saímos da pousada e eu acertei as diárias com a proprietária e seguimos rumo a estação de trem de Magnólia. Chegando lá avistei alguns magos com a marca da Fairy Tail, porém rapidamente eles entraram em um vagão e o transporte deixou o local. ‘’Menos mal.’’ Rapidamente fui comparar duas passagens para o trem com destino a Kokumajutsu que, por sorte saía dali a uma hora.

— Nossa que fome, vamos comer Lucy? – falei animada.

Não obtive resposta, a loira apenas olhava para mim sem expressão me fazendo ficar mais deprimida ainda. Fomos na lanchonete próximo ao local de embarque e não trocamos nenhuma palavra.

— Atenção, partida do trem para kokumajutsu em cinco minutos. – anunciaram.

Suspirei pesadamente e fomos para o vagão. Para o meu contragosto a viagem de 6 horas passou rapidamente e não trocamos nenhuma palavra, pois a loira ainda estava sob minha magia de obedecer.

Descemos do trem e uma brisa gélida nos atingiu. A cidade estava abandonada, rodeada por uma densa floresta, o céu estava muito nublado com nuvens carregadas de água. Nos dirigimos a um edifício vazio e lancei uma magia qualquer no cão. Ele começou a baixar e caímos em uma almofada em um subterrâneo.

— Tenente das tropas mágicas do Conselho de magia, Ravena Maxwell se apresentando. – anunciei – O Stiff está aqui?

— Claro, estava a sua espera tenente. Já pode liberar a Heartfilia da magia. – disse ele.

Stiff é o capitão e chefe supremo das tropas do Conselho Mágico. Ele é jovem, tem olhos dourados que fazem contraste com seus cabelos curtos prateados e suas costumeiras roupas azuis.

— Rirīsu. – proferi.

— Ãh? Ravena, onde estamos? — Lucy falou virando a cabeça – Quem são eles?

— Que bom que finalmente está conosco Lucy Heartfilia. Precisamos de sua cooperação para realizarmos nossa missão e salvar todo o mundo da magia. – anunciou Stiff.

— Que missão? – a loira perguntou desconfiada.

— Você já deve ter falado do mago negro Zeref não é? Estamos tentando captura-lo a anos, sem sucesso, porém agora é de suma importância que não só o capturarmos como também devemos aniquilar sua magia.

— O que aconteceu para quererem fazer isso? E qual minha importância nisso tudo? – questionou.

— Os opostos se atraem Heartfilia, sua magia é da luz consequentemente atrai as trevas. Temos que usar isso para atrair a magia de Zeref.

— E como sabem que atrairá?

— Você possuiu um selo de magia muito forte, planejamos quebra-lo. A magia de Zeref é realmente muito forte e desde o despertar do mago alguns anos atrás, procura um novo hospedeiro para não correr o risco de ficar inativa novamente. Ela é quase um ser vivo à procura de um corpo que contenha maior magia do que seu hospedeiro anterior. Zeref já foi um mago da luz, que por ser muito forte acabou recebendo a magia negra em seu corpo involuntariamente.

— E o que pretendem fazer comigo se essa magia for atraída para mim?

— Vamos canalizá-la em uma grande e indestrutível lácrima. Para isso, teremos que sugar sua magia e você não poderá sucumbir ao poder das trevas, se não tudo estará perdido.

— S-se essa magia sair de mim, eu estarei viva ainda? – a voz da maga estava trêmula.

Stiff hesitou.

— Lucy, realmente não é certo. Nunca fizemos isso antes, acredito que é impossível saber até realizarmos isso. – revelei cabisbaixa.

— Veja pelo lado bom! Se você voltar, será estupendamente forte! – O albino deu uma risada nervosa.

— Se eu aceitar, quando faremos isso?

— Amanha quando os planetas se alinharem, mas é perigoso, muito perigoso fazer isso. Vamos dar um tempo para você pensar, até hoje à noite esperamos uma resposta. Como deve ter percebido, nossa base é no subterrâneo então vou pedir para alguém arranjar um quarto para você. – ele fez uma pausa — Lisy! Arrume um quarto para a Heartfilia! — gritou.

A loira foi acompanhada por uma garota de longos cabelos azuis e roupas pretas até o fim do túnel, onde eu a perdi de vista.

— Stiff, fale a verdade quais são realmente as chances dela sair viva? – perguntei.

— Bem... poucas. Muito poucas mesmo, praticamente inexistentes. – admitiu triste.

— Quantos magos temos aqui? Talvez se fizermos uma...

— Não Ravena, não adianta. Se ela sucumbir as trevas ela morrerá, não poderemos fazer nada para impedir isso.

— Mas..

— Basta Ravena! Não toque mais nesse assunto, só faça o que tiver que fazer, eu não quero que ela morra, mas o principal é destruir a magia negra.

Bufei com raiva e dei as costas para ele e fui atrás da Lucy. Olhei para os dois lados e não vi ninguém, entrei no quarto que a loira estava. Ela estava deitada no chão olhando para o teto e sussurrando uma melodia que não consegui ouvir.

— Me perdoe Lucy por ter te trazido aqui, por ter controlado sua mente no momento em que você precisava de um ombro amigo, por afastar o Sting e o Rogue de você. Me perdoe por tudo. – falei já com lágrimas nos olhos.

De repente ela me abraçou, como se eu estivesse prestes a morrer e não ela.

— Tudo bem Ravena, eu te entendo e te perdoo. Fale de verdade, quais são as chances de eu sair viva disso? – ela perguntou com lágrimas nos olhos e sorrindo.

— Lu-chan, são ínfimas, mas eu vou fazer de tudo para você não morrer eu juro! Por favor, mesmo que isso salve todos, não faça isso! Eu me arrependo de ter trazido aqui. Ainda dá tempo de você dizer não, por favor! – implorei.

— Não, não vou desistir Ra-chan, acho que fazendo isso poderei provar a mim mesma que eu fiz algo de útil e não ser sempre a que deve ser protegida. Desta vez, protegerei a todos, não se preocupe. – ela falou sorrindo.

— Eu odeio quando você sorri! Faz parecer que tudo vai ficar bem! Por favor Lu-chan, pense direito.

— Ok, mas... me responda: qual era sua missão de verdade? – ela questionou.

— Eu tinha que te tirar da guilda e te trazer para cá o mais rápido possível para que suas habilidades fossem desenvolvidas, mas com aquela pulseira eu não pude me afastar.

— Mas você quebrou nossas pulseiras, por que não fez isso antes?

— Eu estava gostando de estar em uma guilda, de ter amigos e eu acabei gostando do Rogue e isso complicou tudo. Sabe, eu nunca tive amigos, eu era sempre a desastrada e idiota do grupo então, decidi que enquanto você treinasse comigo não precisaria te trazer logo, mas Stiff me mandou voltar pois o dia estava se aproximando e não pude adiar mais, logo aproveitei aquele acontecimento com o Natsu para nos afastarmos dos meninos. – admiti.

Ela me olhou surpresa e me abraçou novamente sem palavras.

— Por favor Lu-chan, pense direito nisso. – eu implorei.

— Tudo bem, mas me deixe sozinha um pouco por favor? – ela disse com a voz trêmula.

‘’ Ela vai aceitar, tenho certeza, mas situações desesperadas tendem medidas desesperadas.’’ Saí do quarto dela e peguei uma pequena lácrima de comunicação em meu bolso, imediatamente obtive a imagem que eu queria.

— Sting? Rogue?

— RAVENA SUA MALDITA, O QUE VOCÊ FEZ? CADE A BLONDIE? – gritou o loiro.

— Me desculpem! Preciso de vocês aqui em kokumajutsu agora! – falei desesperada.

— Estamos em Magnólia, iremos pegar o primeiro trem para ai.

— Espera... em Magnólia? Eu mandei vocês irem para a guilda.

— Se está falando da magia do controle da mente, ela foi muito fraca e, antes que pudéssemos sair da cidade ela desapareceu. – falou o morno.

Meu coração se apertou. Ele sabia do que eu fiz.

— Andem rápido, por favor.

— O que está acontecendo? – Sting perguntou.

— É a Lucy, acho que só vocês poderão salvá-la.

— Estamos indo para ai agora! – berrou Sting.

Desliguei a lácrima e suspirei. ‘’ No que eu fui meter eles?’’ Fui até o quarto da loira novamente mas ela já não estava lá, corri atrás do Stiff e a vi com ele.

— Eu aceito fazer isso. – ela disse decidida.

Notas finais
Espero que tenham gostado e o que estão achando? Está bom? Eu quase desanimei de escrever, pois recebi somente 5 comentários no capítulo anterior ):