Lucy & Emma

2 Esvaídas Emoções Preenchidas


Notas iniciais
Oláa Um Bom dia para você que irá ler agoraa!! Agradeço pelas vizus do cap passado Agora ligando a máquina do tempo *** 1933 lá vamos nós! hehe

Seis dias se passaram.

E estava eu; sentado numa poltrona velha, laceada e empoeirada; com suas linhas vermelhas e encardidas, se desfiando por conta do tempo e uso; a qual sempre se manteve no fundo de nossa pequena sala de estar.

Ouvindo também o sonar do relógio; o qual sempre exibe o mesmo intervalo de tempo entre as batidas quase inconstantes. Sendo a luz, somente a de nosso abajur pequenino e bastante útil.

As memórias vagavam em minha mente, assim como a bala que perfurara o peito de meu pai em segundos; lenta, e dolorosamente. E elas se esvaiam em pequenos pedaços , originando o nada.

Intacto e sem demonstrar emoções.

Tudo indo, lentamente; em direção ao túnel do tempo que jamais se acaba, e o qual jamais de acabara. E vindo, batendo fortemente contra o corpo; assim causando incuráveis e duradouras feridas.

(...)

É quando algo me faz voltar a si.

O telefone toca.

O telefone de madeira que papai comprara. Eu tento achar um meio em minha mente, de encontrar meus sentidos o mais rápido possível.

Minha ama então aparece; enxugando as frágeis mãos molhadas, em seu avental velho; pronta para atender. Porém eu intervenho.

–Pode deixar ama. — ela se surpreende.

–Sendo assim. — responde terminando de enxugar as mãos.

Eu sorrio, e apanho o telefone rapidamente; o colocando na posição certa para falar. Olhando atentamente para ama, vendo se a mesma sairia dali. Clara parece ter entendido e meu olhar; se retirando com um sorriso debochado.

E logo atendo.

–Alô? — pergunto.

–É você querido? — indaga a voz mais doce e calma que eu já ouvira.

–Sim, sou eu mama! — digo com entusiasmo. — Como está o Brasil? — pergunto interessado.

–Aqui é incrível filho! Não acreditaria se te contasse tudo o que aqui existe! És o paraíso! — seu ar era animado.

–Deste jeito tu me deixas curioso mama!

–És exatamente para isto que liguei querido. — sua voz mudara para um tom mais sério.

–O que há de errado? — percebo a tensão em tua voz.

–Tu sabes querido... — sua voz ainda piora, como se fosses chorar. — Depois deste terrível acontecimento, eu...

–O que há mama?

–Nós teremos que nos mudar para cá, querido. — finalmente termina.

–Como? — era algo em que se demoraria a acreditar.

–Isto mesmo meu rapaz. Você partirá amanhã mesmo. Clara já está com tudo pronto para seu embarque. — não podia acreditar.

–Isto é sério? — me assusto.

–Me desculpe querido. Mas esta foi minha única opção! Agora irei de te sustentar sozinha! Pelo menos durante mais um ano... E aqui com certeza és o melhor lugar para que isto aconteça.

–Está dizendo que...

–Sim, consegui emprego. Um não tão bom quanto esperava; porém o melhor até o momento.

–Isto é bom — me conformo.

–Eu sei. Só espero que compreenda. — exibia um tom melancólico.

–Claro mama. Imagino ser de muita melhoria começar novamente. — por fim, consigo compreender.

–Assim espero. — sua voz era de uma expectativa constante. — Preciso desligar agora filho; te espero ainda esta semana em nossa nova casa.

–Estarei lá. Adeus mama.

–Adeus querido.

E ela desliga.

Mama Catherine; assim que recebera a noticia sobre a morte do marido; viajou imediatamente para o Brasil.

Achei um tanto estranha sua reação; porém respeito o agir de cada um perante situações distintas. E também; ela era minha mãe, a qual sempre foge de situações que possam de alguma maneira lhe afligir, lhe consumir.

Em meu entendimento, somente uma coisa se sobressaia. Eu viajaria para o Brasil. Onde a paz reinava muito mais forte do que aqui em meu país. Também onde se presidia uma das línguas mais difíceis que já aprendera.

Talvez outro pensamento tenha se fortalecido.

Ama me devia explicações, e muitas por sinal.

Notas finais
O que acharam?? Preciso melhorar em algo?? Espero ansiosamente pelas reviews!! :3 Até o outro cap, ou uma outra fic :D Bjs: #Safisaga
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.