Lucky Strike

13 Capítulo 13


Notas iniciais
Primeiramente, obrigada pelos comentários, acompanhamentos e favoritos! Eu vi que a fanfic recebeu uma recomendação, e fiquei muitoooo feliz. Obrigada ♥ O link de Young Gods e Young Gods: Legends estão nas notas finais, e pra quem não sabe do que eu estou falando, vou explicar também nas notas finais. Boa Leitura!!!

Há quatro meses atrás:

O homem tamborilava os dedos da mão direita na cadeira enquanto levava a mão esquerda até o queixo e analisava pela quarta vez a principal notícia no canal de TV. Ele pegou o controle e voltou para vídeo amador que mostrava Ladybug e Chat Noir lutando contra um grupo de bandidos.

Ele já sabia que eles não eram vigilantes comuns, pois já tinha visto algo do tipo a muito tempo atrás.

— Talvez essa seja a solução. — murmurou pensativo. — Só resta descobrir como usá-los.

— O senhor acha que consegue? — Nooroo, seu assistente perguntou enquanto servia o típico café com uma colher e meia de açúcar.

— Acredito que sim. — segurou a xícara nas mãos e levou até a boca, tomando um gole da bebida quente — E se eu não conseguir, outras pessoas conseguirão para mim.

— Do que o senhor está falando? — o homem deu um sorriso de lado.

— De conseguir os poderes de Ladybug e Chat Noir, custe o que custar.

*

*

Nos dias de hoje:

Marinette saiu pela janela já trajada de Ladybug. A garota percorreu metade do caminho para o depósito, porém quando parou pra recuperar o fôlego, viu que estava vinte minutos adiantada para encontrar o parceiro. Já que ainda tinha tempo, ela desviou o caminho para outro lugar.

Logo que Ladybug chegou no seu destino, deu um sorriso de lado. A azulada abriu a janela do quarto de Adrien com cuidado, e adentrou no cômodo se deparando com o mesmo deitado de bruços sobre a cama. Ela chegou perto do loiro e notou que ele estava dormindo.

A garota soltou uma risada baixa ao notar que ele estava babando enquanto dormia. Ela levou a mão até os fios dourados e macios dele, acariciando-os.

Ele é maravilhoso até babando.

A azulada se inclinou para frente e depositou um beijo no topo da cabeça dele.

— Marinette... — ele murmurou ainda dormindo.

— Está sonhando comigo, gatinho? — disse baixo perto do ouvido dele, ainda acariciando seus cabelos.

— Aham. — ela segurou a risada para não acordá-lo.

— Deve ser por isso que está babando. — brincou.

— Ãhn? — ele se remexeu e abriu os olhos devagar, dando de cara com o sorriso sereno de Ladybug, ou melhor, Marinette. — O que faz aqui? — perguntou com a voz carregada de sono.

— Oi para você também. — ficou de pé e cruzou os braços — A propósito, quer que eu pegue um babador para você? — ela riu enquanto ele limpava a boca com as costas da não.

— Engraçadinha você. — sentou na cama e esfregou os olhos.

— O que eu fazia no seu sonho?

— Como sabe que sonhei com você? — Adrien encarou ela.

— Você inconscientemente me contou. — riu lembrando da cena. — Cheguei a conclusão que era por isso que você babava.

— Ei, a personalidade convencida é do Chat Noir. — o modelo levantou rindo e parou na frente de Ladybug.

— Certo, certo. — ela riu de leve — Só pra saber, você fica fofo até babando. — Marinette segurou ombros do garoto e depositou um beijo rápido nos lábios dele.

— Obrigado. — riu também. — Mas não marcamos de nos encontrar daqui a... — olhou no relógio — Quinze minutos?

— Sim, só que eu saí adiantada. Quando eu vi já estava no meio do caminho, então decidi vir aqui.

— O quê? Você adiantada? Algo está errado. — ele brincou e Marinette apertou os olhos.

— Parece que não sou a única engraçadinha. — Adrien riu da careta de ofendida que ela tinha feito e depositou um beijo nos lábios dela.

— Você fica linda brava. — ela corou — Também fica linda corada. — recebeu um tapa no braço — Ai, eu estava te elogiando, sua maluca.

— Não, você está é me deixando sem graça. Agora vai se vestir pra gente ir mais cedo. — Adrien se afastou para pegar seu traje.

— Certo, mas vire de costas.

— Por quê?

— Pra eu me vestir, ué. A não ser que você queira me ver de cueca, o que eu não acho má ideia. — Marinette corou novamente e virou de costas, cruzando os braços.

— Vai rápido então.

— Ok. — ele disse e começou a se ajeitar — Pode espiar se quiser.

— Gato bobo. — Marinette resmungou e ele riu.

*

— Todas as pessoas que foram akumatizadas, estavam irritadas com alguma coisa antes de serem injetadas com o vírus. — Ladybug concluiu observando o holograma com a ficha dos vilões vítimas do akuma. — Darkblade perdeu uma eleição, Pharaoh foi humilhado pela comunidade científica, Pixelador foi impedido de exercer seu trabalho, Mímico foi engado e substituído da peça dele, Climatika perdeu uma competição...

— Nino brigou com os pais e ainda levou uma bronca injusta. — Chat Noir completou. — Nathanaël ficou bravo por eu ter conquistado seu coração e ele não. — disse de uma forma convencida, fazendo Marinette corar.

— Exato. Isso não pode ser coincidência.

— O vírus deve ter alguma coisa que quando a pessoa está brava, magoada, ou com raiva, seja mais fácil de infectá-la. — Ladybug levou a mão até o queixo e permaneceu pensativa.

— Mas não é só isso. Acho que ocorre algum tipo de lavagem cerebral, ou sei lá.

— Como assim?

— Lembra quando Nino foi akumatizado? Você o chamou e ele disse que ele não existia mais e que agora se chamava Bubbler? — Chat assentiu — Nathanaël disse a mesma coisa, no caso sendo o Evillustrator.

— Entendi. Só que tem uma coisa que temos que averiguar também.

— O quê?

— Dois alunos da nossa sala já foram akumatizados. E quatro da nossa escola. Primeiro a Manon da oitava série, que virou a Marionetista. Depois a Aurore do terceiro ano, que virou a Climatika. E por último agora, Nino e Nathanaël.

— Verdade, não tinha pensado nisso.

— Não acha que pessoas cada vez mais próximas de nós estão sendo infectadas com o akuma?

— O que quer dizer?

— É possível que Hawk Moth esteja a um passo de descobrir nossas identidades. — Ladybug estremeceu. A ideia do maior vilão da história da cidade saber quem os dois eram por trás da máscara a apavorava.

Marinette já usava o disfarce para além de proteger a si mesma, proteger seus familiares, amigos e Adrien, que por ironia do destino, era seu parceiro de batalhas. Mas mesmo sabendo que ele tinha poderes assim como ela, e sabia como se defender sozinho, a possibilidade de ele correr mais perigo do que o necessário, fazia Marinette ficar mais preocupada que de costume.

— No que está pensando? — Adrien perguntou, notando que ela havia ficado muito tempo encarando o nada. Marinette suspirou e olhou para ele.

— Que se isso for verdade, precisamos encontrá-lo antes que ele nos encontre.

*

— Como consegue fazer isso? — indagou Chat.

— Eu não sei, eu só pensei em apagar as coisas e me veio a cabeça "Miraculous Erasing". — respondeu Ladybug, olhando para suas próprias mãos — Eu simplesmente fiz.

— Entendi. Bom, isso é de certa forma um poder de "destruição". Ou seja, se você pode destruir indiretamente...

— Talvez você possa criar indiretamente. — Marinette completou. — Precisamos descobrir como isso funciona.

— Sim, mas antes... — ele apontou para tela do computador. Mais um akuma.

— Isso é...

— Um monstro de pedra? Exatamente. — Chat Noir se dirigiu até o arsenal enquanto Ladybug ainda olhava boquiaberta para a tela. — Vamos levar o Miraculous?

— A-Aham. Só tem um probleminha.

— Qual? — ele perguntou e Ladybug olhou para o parceiro.

— Onde vamos injetar o Miraculous se ele é aparentemente, todo feito de pedra?

*

Ladybug e Char Noir se deslocavam até o local do ataque pulando de telhado em telhado.

— A noite está linda, não acha my lady?

— Não temos tempo para isso, Chat. — revirou os olhos rindo — Acha que vai funcionar?

— O quê?

— Seu plano, oras.

— Segundo Plagg, há cinquenta por cento de chances de funcionar.

— E não esqueça de outras cinquenta de não funcionar.

— Assim você me quebra princesa. Vamos pensar positivo. — ela riu e por fim saltou jogando seu ioiô no prédio a frente. Ladybug se balançou até parar no chão seguida por Chat Noir. — Fala aí Stone Heart, beleza?

— Ladybug e Chat Noir, finalmente. Já comecei a pensar que estavam com medo. — o monstro disse largando um carro no chão e indo até eles.

Marinette encolheu os ombros ao notar que o vilão era muito maior do que aparentava, porém Chat Noir parecia estar confortável com a situação.

— Ah, você sabe que a gente não resiste. — Chat abriu os braços — Enfim, vamos logo com isso pedregulho, não gosto de perder tempo. — ele pegou seu bastão e girou, ficando em posição.

— Para alguém que não gosta de perder tempo, você fala demais. — Stone Heart pegou outro carro e atirou na direção do heróis, que não perderam tempo em desviar. O vilão logo pegou outro carro e ergueu, dando um grito em seguida.

— Põe no chão! — Chat Noir falou como se estivesse conversando com um animal e correu na direção do monstro. Ladybug ia logo atrás.

— Cala boca! — Stone Heart atirou o carro, e o felino abriu o bastão impulsionando-se para o alto, logo passando por cima do carro. Já a joaninha deslizou no chão passando por baixo.

Chat Noir tentou bater no monstro com o bastão, mas ele o segurou e atirou o gato longe.

— Chat! — Ladybug gritou e se abaixou antes que fosse atingida pelo braço do vilão.

A heroína se esquivou novamente e pulou em cima de Stone Heart, percorrendo o corpo dele sem cair, graças o seu poder de aderência em qualquer superfície. Ela foi até as costas dele e passou o fio do ioiô pelo pescoço do mesmo, em seguida puxando-o. O monstro cambaleou e conseguiu pegar o fio, logo puxou ele, tirou do seu pescoço e jogou Ladybug para frente.

A azulada estava caída no meio do asfalto, no entanto, antes que Stone Heart fizesse algo, Chat Noir se atravessou na frente golpeando o rosto dele. A atenção do vilão foi para o herói que se esquivava com certa dificuldade. Logo o monstro havia acertado o felino de novo.

— Maus tratos com animais? Que feio! — Ladybug laçou o punho dele antes que acertasse Chat, então ela correu pela frente dele, indo para trás e prendendo o braço dele nas costas. A heroína correu de novo até o prédio atrás dele, saltou impulsionando os pés na parede do edifício e voltou correndo, pulando novamente em seguida e acertando os dois pés em Stone Heart que agora cambaleou para frente devido ao forte impacto. — Agora, Chat!

Miraculous Repair! — ele levantou e jogou um poder verde que saiu de sua mão, no braço do monstro. Logo os pedregulhos que envolviam o membro se desfizeram, dando origem a um braço de forma e tamanho normal de um ser humano. O felino tirou a seringa do seu bolso e injetou no akumatizado que logo voltou ao normal. — Conseguimos! — ele comemorou.

— E ao que parece você descobriu seu poder de criação indireta. Parabéns! — Ladybug lhe lançou um sorriso, que logo se desfez, dando lugar a uma expressão de pavor.

— O que foi? — perguntou preocupado. Marinette levou a mão até a boca e apontou para algo atrás dele. Adrien virou e deu de cara com a pessoa que tinha sido vítima do akuma, vomitando na rua. Quando o garoto levantou desorientado, percebeu que ele era mais um de seus colegas de classe que havia sido akumatizado. — Ivan?

Notas finais
Enfim saiu a segunda temporada de Young Gods (minha outra fic de ML). Vou deixar o link da primeira e da segunda temporada. *Young Gods - https://fanfiction.com.br/historia/690781/Young_Gods/ *Young Gods: Legends - https://fanfiction.com.br/historia/695522/Young_Gods_Legends/ A questão de postagem vai ser assim: eu PRETENDO postar LS 3 vezes na semana e YG 1 ou 2. Vai depender da minha inspiração, certo? Dúvidas? Fiquem à vontade! Espero que tenham gostado ♥ Kittykisses xx