Notas iniciais
Peço desculpas por não postar ontem, é que eu saí com meus amigos e voltei muito tarde :/ Enfim, obrigada pelos comentários, favoritos e acompanhamentos ♥ LEIAM AS NOTAS FINAIS! Boa Leitura!!!

Há cinco meses e meio atrás:

— Teste de ioiô super resistente: Número Treze. — Marinette falava para a câmera. A menina girou o mesmo, mas se atrapalhou e bateu com ele em sua própria cabeça. — Ai, ai! — massageou o local. — Pelo menos dessas vez o fio não arrebentou. — anotou o resultado.

Marinette continuou os testes com seu ioiô. Sua intenção é que o fio fosse praticamente infinito e que aguentasse pelo menos três vezes o peso dela.

Depois de descobrir seus poderes extraordinários, a garota não pensava em outra coisa a não ser em como usá-los para ajudar sua cidade — e nas horas vagas pensava em Adrien, mas isso não era novidade.

Já Adrien pensava da mesma maneira, porém seu treino era diferenciado. O garoto ia a academia — que tinha em sua casa — sempre que podia e ficava fazendo todos os tipos de exercícios para aumentar sua força e agilidade, sem contar suas aulas de esgrima. Depois pensou que deveria ter algum acessório antes de agir nas ruas.

— Uma espada, já que faço esgrima? — escreveu no caderno e negou com a cabeça — Não. Uma faca? — riscou a ideia — São muito letais. — Que tal.. um bastão? Ótimo. Parece uma espada mas não é letal. Quer dizer, não tanto. — anotou a ideia e ficou a tarde toda fazendo projetos de um bastão que possa se retrair e dividir em dois. Assim que conseguiu o que queria, era hora de tentar produzir.

Após descobrirem o que podiam fazer, ambos se interessaram mais do que nunca por ciência. Dia e noite liam livros relacionados ao assunto.

E depois de alguns dias, Marinette e Adrien tinham seus acessórios prontos, porém ainda faltava treinamento, um traje e um nome legal.

*

*

Nos dias de hoje:

— Você quase se deu mal. — Ladybug jogou as luvas em cima da mesa e pegou uma garrafa de água, bebendo o conteúdo.

— E eu ia saber que ele tinha uma pistola? — Chat se jogou na poltrona. — Ele era pra ser o cara das lâminas.

— Devia ter observado melhor. Provavelmente quando ele recuava levava a mão para trás, indicando que ele tinha uma segunda opção de defesa.

— As vezes sua inteligência me confunde. — o gato admitiu rindo.

— Você é tão inteligente quanto eu.

— Talvez. — ele riu e ficou de pé.

— E tem mais, você podia ter desarmado ele.

— Eu sei, mas ainda tenho receio com armas de fogo. — ela deu de ombros — Então Ladybug, quando vamos poder nos conhecer por trás destas máscaras? — se aproximou da joaninha que desviou e foi em direção ao armário de medicamentos.

— Não sei, gatinho. — ela pegou um analgésico e tomou. — Essas batalhas estão me deixando com dor de cabeça.

— A mim também. — Chat Noir se jogou na poltrona de novo, meio desapontado por sua lady sempre desviar do assunto de saber as identidades um do outro. — Pensei que com esses poderes, eu não ia ter mais essas dores de pessoas comuns. — Ladybug riu.

— Não somos deuses, Chat. Só fizemos uma jogada de sorte.

*

— Marinette, tem certeza que você está bem? — Alya perguntou, pousando a mão no ombro da amiga.

— C-Claro. — ela continuou andando e deu um sorriso meio forçado para a amiga.

— Marinet... — antes que pudesse olhar para frente, se chocou contra uma pessoa e caiu por cima dela.

— Bom dia também, Marinette. — disse Adrien rindo em baixo dela. A garota ficou paralisada e talvez um pouco perdida no olhar do garoto.

— B-Bom d-dia.

— Ei garota! Quem você pensa que é para se jogar assim no Adrien? — Chloé puxou a azulada, ficando frente a frente com ela.

— Está tudo bem, foi sem querer. — o modelo ficou de pé.

— Não, não foi. Ela se jogou em cima de você. — falou irritada — Não percebe que ela...

— Me deixa em paz Chloé, foi um acidente. — Marinette revirou os olhos.

— Você sabe quem eu sou por acaso?

— Sei que você não é superior a ninguém para agir dessa forma, agora será que dá para me dar licença? — a azulada suspirou e a loira ficou parada no mesmo lugar — Se não me der licença, eu mesma tiro você daí.

— Tenta. — Marinette avançou na direção de Chloé, mas Adrien segurou seu braço.

— Não vale a pena. — ela congelou por alguns minutos por conta do toque da mão dele na sua. O loiro olhou para a mão da amiga e viu que os nós dos dedos estavam vermelhos, como se tivesse acabado de socar uma parede. Porém ignorou o fato, já que sabia que ela era desastrada e podia ter caído ou algo assim.

— Obrigada por me defender. — Chloé agarrou o braço do modelo, quebrando o contato que o mesmo tinha com a azulada.

— Eu não estava te defendendo. — Adrien puxou seu braço e entrou para a sala acompanhado de Nino, deixando Chloé pasma.

— Vai ficar parada aí com essa cara de idiota ou quer que eu conserte ela para você? — as duas garotas arregalaram os olhos para Marinette. Nunca viram a garota agir desta maneira. A loira correu para dentro da sala.

— Está tudo bem, amiga? — Alya perguntou.

— Porque não estaria? — a azulada sorriu simpática.

— É que sabe, você foi meio violenta. — as duas entraram para a sala.

— Ah... são os trabalhos de escola. Estão me deixando nervosa e eu mal consigo dormir.

— Deu para ver, essas olheiras estão enormes.

— Ei! — as duas riram.

*

— De novo. — Marinette ficou de pé, ofegante.

— Tem certeza, my lady? — Adrien perguntou.

— Sim, eu preciso aprender esse golpe.

— Ok, lá vai. — Chat Noir aplicou o mesmo golpe em Ladybug e desta vez a mesma conseguiu sair e finalizar o parceiro.

— Consegui. — comemorou.

— Depois de dezessete tentativas, mas valeu mesmo assim. — Ladybug revirou os olhos e foi beber água.

— Não quer que eu comente sobre suas... — colocou o dedo no queixo, pensativa — trinta e duas tentativas de reprogramar o sistema, quer?

Touché. — Chat Noir riu e foi pegar uma garrafa de água também.

— Chat, aumenta o volume. — o garoto olhou para a tela do computador que estava sintonizada no noticiário local, mostrando a imagem do caminhão de cargas roubado que Ladybug recuperou e Darkblade sendo levado para a cadeia novamente. O loiro se jogou na poltrona e começou a beber água.

— "Desde que Ladybug e Chat Noir apareceram, esses malucos fantasiados apareceram junto. Deve ter alguma relação." — um adolescente disse.

— "Eles são heróis! Um dia eles me salvaram de um vilão psicopata, e eu fiquei tão feliz por poder contar com eles". — uma garota falou sorridente.

— "Paris chega ao consenso que Ladybug e Chat Noir são sim a solução para ruas limpas de criminalidade, porém existe uma minoria que protesta a favor de uma lei que visa abolir os vigilantes da cidade. Essas pessoas alegam não se sentirem seguras ser saber o que seres super poderosos são capazes de fazer. E então, você apoia os heróis ou é contra os vigilantes? Eu sou Nadja Chamack diretamente do canal seis." — a azulada fechou a aba do canal.

— Vigilantes... — murmurou Chat Noir — Somos heróis, isso sim.

— É, só que muitos não pensam assim. — a garota se jogou na outra poltrona, ao lado do parceiro. — Porque acham que vamos machucá-los? Tudo que fizemos até agora foi protegê-los. — Chat suspirou — Será que é porque acham que usamos muita violência?

— Não é isso. Pois não usamos nenhum tipo de arma letal. — Chat se inclinou para frente — Eu uso bastões e você usa um ioiô. O que tem de perigoso?

— Nós só sabemos como utilizá-los. E as nossas habilidades mais potentes, só usamos quando precisamos.

— Eu sei, mas essas pessoas só estão com medo porque não sabem ao certo nossas intenções. Embora eu e você sabemos que não fazemos por mal.

— Verdade.

*

— Tikki, eu marquei algum compromisso para hoje? — a kwami rapidamente apareceu em sua frente.

— Ronda noturna com Chat Noir às 23:15. — ela respondeu.

— Obrigada! — sorriu simpática para a kwami e colocou o ioiô em cima da mesa de modo que pudesse ficar conversando com Tikki. Que embora fosse uma inteligência artificial, era única que sabia o segredo de Marinette e fazia um ótimo papel de amiga.

A azulada estava no depósito fazendo as análises do vírus que havia chegado em Paris há mais ou menos três meses atrás. Um vírus chamado de akuma que, pelo sabiam até o presente momento, confundia os sentidos das pessoas e lhes davam super poderes. Porém, esses poderes consumiam e alteravam a estrutura genética molecular — causando mutações — da pessoa que havia sido injetada com o akuma.

Hawk Moth fez seus vilões acreditarem que a única forma de estabilizar os poderes sem que consumissem a sua força vital, era roubando os de Ladybug e Chat Noir.

— Tikki, acho que consegui alguma coisa. — a garota aumentou o zoom do microscópio — Ah esquece. — se jogou para trás na cadeira — Biologia não é a meu forte.

— Posso dar uma olhada se quiser.

— Seria ótimo. Dá uma olhada nas combinações com a estrutura do sangue. — ela ficou de pé e foi até a estante de livros, procurando um de biologia. — Pelo que eu vi, o akuma é mais que um parasita comum. Ele parece ter se fundido com a célula. — Ladybug achou o que queria e depois caminhou na parede e ficou de cabeça para baixo, sentada no teto, graças ao seu poder semelhante às características de uma joaninha.

— Porque você lê desse jeito? — perguntou Tikki.

— Não sei, fica mais fácil de pensar. — riu de leve, virando a página.

— Só você mesma, Marinette.

Notas finais
Eu estava pensando em fazer uma segunda temporada Young Gods, porque eu vi que muita gente quis uma continuação. O que vocês acham? Vou fazer apenas se um número considerável quiser! Não esqueçam de comentar o que acharam do capítulo! Espero que tenham gostado ♥ Beijos xx