Lucky
3 Linda
Notas iniciais
– Bom dia, dorminhoca! – Diego falou ao ver Francesca sair da barraca, com os olhos inchados, ainda se despertando.
– Faz tempo que você acordou? – a garoto levantou a vista e deu de cara com uma das visões que mais a tiraram o folego. Diego estava deitado do lado da cachoeira, sem blusa, apenas com o calção de banho. Ele sorriu de lado e se sentou para poder olhá-la melhor.
– Não, acordei agorinha. – ela sorriu desconsertada. Poucas vezes na vida ficara assim frente a Diego, uma das únicas foi quando ele estava no quarto com Violetta. A garota rapidamente afastou a imagem da sua cabeça, querendo ou não aquilo a fazia ter um ciúme tremendo. – Vem, vamos nadar um pouco.
O garoto se levantou e se aproximou da morena e estava com os braços cruzados, olhando para a água que descia pelas pedras, evitando ao máximo o contato com o corpo seminu do seu melhor amigo, que se aproximava cada vez mais.
– Não, agora não. – ela bocejou – Ainda estou com sono.
– Com sono? – ele riu, parou em frente a ela e cruzou os braços – Você quase hibernou agora a pouco, Fran.
– Cala a boca, ow. – ela empurrou o amigo e riu junto com ele.
Por um minuto, Diego sentiu seu mundo parar. Ver a risada de Francesca, vê-la tão natural, tão simples e tão linda a estava mantando. Principalmente nessa viagem, os sentimentos do garoto estavam despertando de uma forma arrebatadora. Ele não sabia mais como segurar o sorriso bobo que ele soltava sempre que a via sorrir, nem conseguia evitar parecer um idiota toda vez que ela falava algo engraçado e também não conseguia evitar as coisas que se passavam com ele quando ela estava perto. Tipo a ereção matinal, que veio com ainda mais força naquela manhã, só por estar perto dela, por isso ele havia despertado tão rápido e não a havia acordado. Ele respirou fundo e Fran percebeu, ela sorriu de lado e se afastou m pouco.
– Você venceu, vou buscar meu biquíni. – o garoto despertou dos seus devaneios e olhou para a morena, que se afastava, indo em direção a barraca.
– Espera! – gritou ele e correu até a garota – Assim não tem graça.
– Como a... – Fran virou-se para o amigo para perguntar sobre o que ele havia acabado de falar, porém tomou um susto, quando o viu pegá-la em seu colo. – ME PÕE NO CHÃO, HERNANDEZ!
– Nem morto! – ele disse rindo, enquanto corria com a garota em direção ao lago.
Francesca gritou e logo após sentiu a água gelada entrar em contato com o seu corpo. Diego havia pulado com ela em seu colo. Eles nadaram um pouco para voltar a superfície, mas não se afastaram de maneira nenhuma, Fran tinha o blusão que usava colado no corpo e tremia de frio.
– Você é um idiota, Diego! – Fran o empurrou e jogou água nele enquanto tremia de frio.
– Vem cá, bobona. – o rapaz puxou-a pelos braços e a abraçou – Eu estou molhado, mas ainda posso te esquentar.
Fran estava com o rosto no peito de Diego, ela podia ouvir até mesmo os batimentos do garoto, que estavam mais acelerados do que o normal. Ele a abraçava pela cintura e fazia carinho nas costas dela, tentando aquecer o corpo de ambos. A garota respirou fundo, sentindo a proximidade de Diego e então subiu o olhar para encará-lo, ele sorriu de lado e fez carinho na bochecha da menina, ela correspondeu o sorriso.
– Você é linda. – ele murmurou e Fran suspirou ao ouvir aquilo vindo dele e até mesmo pela proximidade de seus corpos.
– Sou? – ela perguntou brincalhona, mas sem retirar os olhos dos olhos dele, e então enlaçou os braços do pescoço do garoto, sentindo o peitoral nu dele tocar em seu corpo, que estava apenas coberto pelo blusão, agora molhado. – Você também não é de se jogar fora.
– Ah é? – Diego mordeu o lábio sorrindo e puxou-a mais para perto, sentindo o leve toque dos seios da garota, livres de sutiã, tocando em seu corpo, o que fez com que ambos se arrepiassem completamente. – Fico muito lisonjeado com esse elogio, senhorita.
– Fico feliz com isso. – a menina mordeu os lábios e passou a língua por eles involuntariamente.
– É, eu também. – Diego sorriu de lado e puxou o corpo da garota ainda mais para perto do seu, selando os lábios em um beijo calmo, mas que logo deu espaço a um beijo selvagem, cheio de desejo e amor.
As pernas da garota foram enlaçadas na cintura de Diego, ele a segurava pela cintura, enquanto a beijava sem parar, nem sequer para respirar. Ela distribuía carícias desde a nuca de Diego, até as costas dele, dando leves arranhões. O beijo ia ficando cada vez mais intenso e o ar já era escasso para ambos, mas a necessidade que ambos sentiam daquele beijo os impedia de separar os corpos, era como se a qualquer movimento brusco, tudo aquilo fosse se acabar. Quando já estava difícil de continuar o beijo, Diego desceu os beijos para o pescoço da garota, fazendo-a arfar. Ela gemia baixo com os toques do garoto e com a língua dele tocando a parte sensível de seu pescoço. As mãos do espanhol passavam pelas costas da menina e iam até a sua bunda, apertando-a e fazendo um risinho surgir no rosto da menina, ela o escarou sorrindo sapeca e mordeu o lábio.
– Cuidado com as mãozinhas, Hernandez. – ele soltou uma gargalhada e enlaçou uma das mãos nos cabelos de sua nuca e puxou um pouco para perto, fazendo com que a lateral do rosto dela ficasse em contato com seus lábios.
– Não diga que não gostou, porque eu sei que é mentira. – ele sussurrou ao ouvida de Francesca fazendo-a se arrepiar completamente. Ele riu e mordeu o lóbulo da orelha dela e logo a fez olhá-lo, ela estava completamente abalada, excitada e confusa, o sorriso não saía de seu rosto, era inevitável. Aquele era o lugar que ela sempre quis estar, nos braços do seu melhor amigo, do seu amor.
– Não direi, então. – ela sorriu de lado e mordeu o lábio, Diego não aguentou mais ficar longe dela, então a beijou mais uma vez.
E assim foi durante toda a manhã, beijos, carícias e abraços. As palavras ficaram para depois, aquele momento era o que eles podiam externar todo o desejo que havia sido resguardado durante tanto tempo. Aquele era o momento em que eles poderiam fazer tudo o que sempre haviam sonhado em fazer. Ter um ao outro, era aquilo que ambos necessitavam.
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