Lucky ?
11 Capítulo 10 - Stefan
Notas iniciais
O começo da semana foi repleto de relatórios e problemas, eu entrava no escritório às sete da manhã e só sai às dez da noite, isso se repetia todos os dias, minha cabeça parecia que ia explodir a qualquer momento.
Era uma quarta-feira quando tudo pareceu mais calmo e as reuniões com a monarquia foram suspensas, dei graças a deus por ter uns dias para descansar e voltar ao tédio habitual. Percebi meu iphone vibrando em cima da mesa do escritório e na tela vi o nome de Lexi. Virei-me na cadeira ficando de costas para a porta, pegando o aparelho e levando-o ao ouvido.
– Alô. – falo atendendo a ligação.
– Olá Stef. – diz Lexi toda animada.
– O quer sua doida?
– Nossa é assim que se trata sua melhor amiga? – diz fazendo drama.
– Desculpa, tive um dia de merda. – respondo passando a mão na têmpora.
– Estou morrendo de tédio, daí pensei porque não fazer uma visitinha ao meu melhor amigo. – assim que disse isso, senti uma pequena e macia em cobrindo meus olhos. – Tacharam.
As mãos me soltaram e pude ver minha melhor amiga, Lexi usava uma calça jeans preta com botas e uma jaqueta de couro.
– Você é incrível. – abracei-a bem apertado. — E está roupa toda preta, isso tudo é luto pelo meu casamento?
– Antes fosse. – fechou a cara.
– O que houve?
– Julia. – pelo que Lexia havia me contado, Julia era sua dama de companhia e Lexi era apaixonada pela garota. – Ela se demitiu.
– Mas por quê?
– Me declarei e ela disse que não podia continuar no palácio sabendo do que eu sentia por ela. – Isso é bobagem, já te disse um milhão de vezes que essa Julia não te merece.
– O pior é que eu sei Stef. – fez biquinho e sentou-se em meu colo deitando a cabeça em meu peitoral.
– Ei não fica assim, vamos fazer alguma loucura estilo Lexi. – passei a mão em seu cabelo que estava preso em uma trança lateral.
– Estou na fossa, quero chorar e tomar sorvete.
– Essa não é a Lexi que eu conheço, pois a minha melhor amiga iria querer ir a um show.
– Show de quem?
– Simple Plan.
– O meu deus Tefs, temos que ir. – levantou-se do meu colo e começou a dar pulinhos.
– Acho que não, você acabou de dizer que prefere sorvete e chorar. – disse com ironia.
– Prepare sua jaqueta de couro por que essa noite meu amigo, nós vamos nos divertir. – bateu palmas.
Nessa mesma hora minha mãe apareceu com um envelope na mão, Lexi assim que a viu foi correndo dar um abraço em minha mãe.
– Querida quanto tempo. – apertou as grandes bochechas de Lexi.
–- Tia que saudade, peço mil desculpas por não ter falado com a senhora no almoço do noivado, pois um certo alguém roubou-me.
– Sem problemas querida, fico feliz em te ver aqui. – disse minha mãe com carinho. – Vou pedir para arrumarem seu quarto do jeito que você gosta.
Sim ela tem um quarto aqui, desde pequenos eu e Lexi sempre fomos amigos e quando sua mãe morreu, ela passou grande parte dos dias aqui conosco.
– Obrigado tia.
– Querido chegou este envelope para você hoje de manhã. – me entregou um envelope branco com detalhes em preto.
– Obrigado mãe.
– Com licença. – minha mãe saiu do escritório e nos deixou sozinhos de novo.
– Abre logo.
– Só depois do banho.
– Chato. – deu um soco de leve no meu braço. – Vou para o quarto guardar minhas coisas, daqui a pouco vou lá ao seu pra lermos juntos.
– Ok vai lá. – dei um beijo em sua testa e ela se foi.
Depois de desligar meu notebook e organizar uma papelada sai do escritório e fui para meu quarto. Tomei um banho morno e me deitei na cama, usando uma calça de algodão cinza, com o envelope em minhas mãos o abri, nele dizia:
Querido Stefan,
Confesso que fiquei surpresa ao ler sua carta, nunca imaginaria receber uma e menos ainda escrever. Sim é bobagem escrever uma carta, pois ela demora demais para chegar e não é legal deixar as pessoas esperando.
Meus dias nesse palácio mal assombrado estão cada vez piores, pois não suporto os fantasmas que vivem nele, pelo menos quando você estava aqui eu tinha alguém para importunar e para me fazer companhia, mas você é ocupado demais e não perde tempo com um ser humano bipolar como eu.
Não sei dizer se é saudade que eu sinto, ta bom é saudade sim e se você usar essas palavras contra mim irá se arrepender de ter nascido . Sei que vou me arrepender de passar meu número, mas não suporto a demora das cartas.
Sem Beijos para você.
PS: 9#####
Assinado: Princesa Katherine Petrova.
Meu Deus não acredito nisso, ela me passou mesmo seu número e nem me xingou, só pode ser brincadeira, droga pedi para minha mãe jogar fora a carta que fiz e olha o que ela fez comigo.
– Cheguei. – Lexi entrou no meu quarto e se jogou na minha cama. – Nem me esperou.
– Curiosidade não deixou.
– Deixa eu ver.
– Antes adivinha de quem é?
– Caroline Forbes? – assim que ela disse este nome fiz uma careta que a fez dar risada. – Quem então?
– Katherine Petrova.
– Ai meu Deus! Deixa eu ver. – puxou a carta da minha mão e começou a ler. – Liga pra ela agora.
– Mais já?
– Vai logo. – jogou meu iphone na minha cara e ditou os números para mim. Depois de alguns minutos ela atendeu.
– Alô? – disse Katherine
– Oi, sou eu, Stefan. – disse nervoso.
– Demorou a ligar, enviei a carta faz dois dias. – uou ela contou, isso está ficando bom.
– Desculpa mais a carta só foi chegar hoje.
– Droga.
– Então como vão os preparativos para o casamento? – resolvi puxar assunto.
– Péssimos. – respondeu sem animo, “assunto errado Stefan”.
– Nossa, mas por quê? – arrisquei perguntar. Lexi tinha encostado a orelha no celular para tentar ouvir algo.
– Ou mudamos de assuntou ou desligo a porcaria do celular. – disse irritada.
– Calma só tentei puxar assunto.
– Desculpa, é que essa história de casamento está me deixando louca. — sua voz ficou mais calma.
– Já disse para vir para cá e relaxar um pouco. – de preferência em meus braços pensei comigo mesmo.
– Sabe que não posso.
– Na verdade não sei não.
– No sábado é o casamento da Elena e minha mãe não deixaria eu perder este evento.
– Venha depois do casamento, pronto.
– Não posso.
– Tudo bem, eu desisto.
– É só que...
– Tenho que desligar, nos falamos depois.
– Ok.
Encerei a ligação com raiva, pois não entendia o porque dela não querer vir pra cá, isso me irritava e eu estava cansado demais de insistir em algo que não vai dar certo.
– Acho que você precisa de uma despedida de solteiro. – disse Lexi quebrando o silencio do quarto. – Vou chamar Damon para ir conosco.
– Sério você e Damon em um mesmo lugar? Essa eu pago pra ver. – Lexi e Damon eram amigos até que um dia eles ficaram e nada nunca mais foi o mesmo, até hoje não sei o porque de tanto ódio entre eles.
– Perfeito! Vou organizar tudo para amanhã de noite e você terá a melhor noite de todas.
– Vai com calma, porque há algumas horas atrás você estava na fossa e agora já ta toda animadinha.
– Tudo passa meu amigo. – cantarolou pulando na cama.
– Por favor quero as melhores strippers.
– Pode deixar que você terá as melhores. – bagunçou meu cabelo me fazendo sorrir. – Adeus Julia vadia.
– É isso ai, bola pra frente.
– Prepare-se porque amanhã não vamos a um show e sim a uma das maiores boates de Nafta.
– Agora tchau. – disse empurrando ela da cama.
– Até amanhã Stef. – mandou beijo da porta.
Como estava cansado dormi que nem uma pedra, sem sonhos ou pensamentos que girassem em torno de Katherine, pois a raiva fez tudo sumir.
Acordei já era na hora do almoço então optei por comer no quarto mesmo, Lexi logo apareceu em meu quarto dizendo que Damon estava a caminho e logo saiu dizendo que tinha que ligar para o dono da boate e fazer as reservas, eu sei que vou acabar me arrependendo disso.
Assim que jantamos eu e Lexi fomos para meu quarto, porque ela insistiu em escolher a roupa que eu usaria “mulheres sempre controladoras.” Fui para o banho deixando Lexi no closet, ouvi meu celular tocando e gritei do banheiro:
– Lexi! Atende pra mim, por favor.
– Ok. – disse do banheiro dava para ouvir bem baixinho a conversa. – Alô? É sim.
– Ele está no banho, peço pra ele retornar a ligação. – ouvi até essa parte. Sai do banheiro de roupão e vi que ela colocava minhas roupas em cima da cama.
– Quem era? – perguntei.
– Katherine.
– Droga! Ela deve ter pensado besteira.
– A deixa sofrer um pouco, não é legal só você se ferrar.
– Você não presta.
– Nunca disse que prestava. – parou no batente da porta e me encarou. – Te espero lá embaixo em dez minutos e há Damon já chegou.
– Sim Senhora.
Vesti uma blusa xadrez preta e por cima uma jaqueta de couro, jeans preto e vans, sério vans? Isso me lembrava meus quinze anos. Estava pronto e desci para a entrada do palácio, Damon e Lexi já estavam lá.
– Hoje a noite vai ser hot meu amigo. – disse Damon batendo em minhas costas.
– A boate está reservada só pra nós e paguei caro para que não saísse na mídia. – disse Lexi.- Vamos logo porque hoje eu quero me divertir como nos velhos tempos.
Chegamos à boate em menos de meia hora, o lugar tinha cores vibrantes e estava todo arrumado, era uma das melhores boates de Nafta e pelo que ouvi dizer muitos famosos faziam suas despedidas naquele lugar. Fomos recebidos por mulheres estonteantes apenas de lingeries, pensei que ficaria animada, mas nada ali me chamou a atenção, tudo muito comum e nada se comparavam a Katherine, droga aqui estou eu mais uma vez pensando nela.
Damon e Lexi se divertiam na pista de dança com quatro dançarinas, eu já havia dispensado todas, mesmo com a dança sensual que recebi assim que cheguei não animou nem um pouco Stefan Jr. Então decidi ir ao bar e encher a cara, eu estava com raiva porque nunca tive problemas em animar, só que Katherine não saia da minha cabeça e aquilo me frustrava. Na décima dose de tequila comecei a ter dificuldade para falar e via tudo borrado, tudo isso era o efeito do álcool sobre mim, então me sentei em um sofá vermelho e peguei meu celular discando um numero conhecido.
– Stefan sabe que horas são? Três horas da manhã, pelo amor de deus o que você quer? – a voz sonolenta de Katherine parecia um calmante para mim.
– N-o no momento quero você. – respondi com ousadia.
– Você ta bêbado? – perguntou.
– S-ó só bebi umas doses de tequila.
– Onde você ta? – perguntou provavelmente ela deve ter escutado a musica alta do ambiente.
– Na minha despedida de solteiro. – dei risada.
– Você não presta. – sua voz estava carregada de raiva.
– Quando eu prestava você não me quis então resolvi mudar de tática.
– Sério chega de beber por hoje. – agora ela parecia preocupa que garota mais bipolar.
– Agora você vai me ouvir. – respirei fundo passando a mão pelo cabelo- Eu não te entendo Katherine, eu fui romântico com você, fui quem você queria que eu fosse, fiz piquenique com suas comidas favoritas, dancei com você e confesso que não gosto, mas mesmo assim dancei, pedi mil e umas desculpas mesmo não estando errado, tentei fazer com que isso que temos fosse real, mas pra você nada ta bom e quer saber de uma coisa? Eu cansei de ser seu saco de pancadas, cansei de esperar pelo grande beijo e cansei de tentar fazer dar certo, de agora em diante não vou mais fazer tudo só pra te agradar, você que vá a merda.
Assim que terminei de falar desliguei o telefone e cai em sono profundo no sofá.
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