Lucie
1 Prólogo
Notas iniciais
Espero que gostem :)
Abri meus olhos lentamente, esperando que o dia ao menos houvesse amanhecido. Óbvio que não, depois que eu comecei a encenar essa peça nunca mais acordei depois das 5 horas da manhã!
Peguei o rádio-despertador. 04h30m da manhã.
Resmunguei algumas palavras sem nexo e obriguei meu corpo à se levantar daquela cama.
- Vai! — eu disse para mim mesma. — Ok, hoje é o último ensaio, você consegue. -disse forçando um sorriso ao me olhar no espelho.
Tomei um banho demoradamente delicioso.
Coloquei o vestido amarelo que tinha uma cara estou-no-verão-vou-fazer-um-piquenique-e-sou-certinha.
- Pronta. — disse, colocando o all star e amarrando meus cabelos de tamanho médio, cheios e castanho — de um jeito que eu nunca vira antes, com algumas mechas mais escuras que as outras — em um rabo-de-cavalo.
Borrifei um pouco de perfume nos pulsos e no pescoço, passei um gloss.
- Agora sim. Pronta. — disse sorrindo ao ver meu reflexo no espelho que ficava na porta branca no quarto do hotel.
Chequei o rádio-despertador de novo. 07h10. Ótimo.
Los Angeles.
Desci no elevador, tamborilando os dedos em minha perna, alisando o vestido e estourando o chiclete rosa choque com sabor de tutti-frutti, tentando incorporar a personagem.
- Bom dia Senhorita Lo, tudo bem? — Sam disse.
- Bom dia Senhorita Sam. Tudo perfeito. — eu disse, sorrindo. Sam era minha melhor amiga, era atriz também e sempre arrumava um tempo em sua agenda para ser a recepcionista do local.
- Meu turno acaba em... — ela checou o relógio de ouro, obviamente falso. Na minha linguagem, "piratex". — 20 minutos. — ela abriu um sorriso largo, mostrando os dentes brancos e perfeitos.
- Ótimo! — eu disse, sorrindo também. — Depois, ãh, nos vemos. Vou tomar café.
- Ok amiga, beijos. — ela disse, lançando um beijo no ar.
Abri as portas em tom dourado que davam para um tipo de restaurante no hotel.
- E aí Lo. — disse John, o garçom do restaurante e um grande amigo. Seus olhos cintilavam. — Eu... É... Eu... — ele começou a gaguejar. Segurei os risinhos. — É... O que... Deseja? — as palavras saíram sufocadas.
- Ovos mexidos, um cappuccino e algumas balas de goma... — sorri para ele. Ele olhava para meus lábios. Pigarreei. — E três chicletes.
- Certo. Ovos mexidos, cappuccino, balas de goma e chicletes. — ele disse, parecendo meio tonto.
Sorri, admito que me achando a gostosona do pedaço, e comecei a passar os dedos pelo balcão de granito no qual eu me sentara na cadeira com assento na cor rosa, tão macio e fofinho.
John trouxe meus pedidos. Ainda assim não parava de olhar para meus lábios.
Comecei a comer os ovos mexidos.
- É... John, acho que tem outras pessoas querendo ser atendidas. — eu disse para ele. Porém não havia ninguém ao meu lado. Mordi o lábio. Preciso que alguém apareça!
Alguém irrompeu pelas portas de metal, fazendo um estrondo. Depois o cara começou a rir loucamente, uma risada gostosa e frenética.
Ele socou de leve o ombro do amigo musculoso, fazendo-o automaticamente rir também, de um jeito verdadeiro.
Comecei a rir junto com os caras, soltando risinhos baixos e depois rindo de verdade, como não fazia à muito tempo.
Percebi que as risadas haviam parado e todos no local olhavam para mim. Enterrei minha cabeça em minha bandeja e bebi meu cappuccino.
Os homens se sentaram perto de mim.
- Olá. — disse um deles, se sentando próximo à mim.
Fiquei olhando para os lados.
Depois me dei conta que não havia respondido o homem.
- Ah, é, oi. — eu disse, me atropelando nas palavras.
- Qual seu nome, gatinha? — disse ele.
- É... — meu nome, eu esqueci meu nome?! — Me chame de Lo. — eu disse, esticando a mão para ele. — Mas meu nome é Lohyane mesmo. — soltei um risinho baixo. — É, e o seu?
- Ryan. — ele sorriu.
Vi seu amigo soltar um sorriso. Suas covinhas apareceram.
- E o seu amigo?
- Ah, esse é o Bruno. — disse Ryan. — Mas o nome dele de verdade é Peter.
Ele se virou para mim e parou de sorrir. Engoliu em seco.
Olhei para baixo e fitei o chão, envergonhada.
- É, eu sei. — disse, ao analisar melhor a face de Bruno. — Eu o conheço.
- Ótimo. — disse Ryan, entrando em meu campo de visão, na frente de Bruno. — E aí, quantos anos?
- Eu tenho... — engasguei tomando o cappuccino. Ele havia queimado minha língua. Coloquei-a para fora e comecei a abaná-la. — QUENTE! — gritei desesperadamente. — QUENTE! OH MY GOD, QUENTE! — eu não conseguia parar de repetir. Vi Bruno começar a rir freneticamente novamente. Aquilo amenizou a dor de minha língua queimada. Ele não me odiara, afinal. John me trouxe um copo d'água, rindo também.
Olhei ao meu redor. Afinal, quem ali não estava rindo?
Bebi o copo de água desesperadamente.
- Ahh... — disse, aliviada. — Eu tenho 19 anos... — sorri para Ryan. — Na verdade, tenho 18, mas meu aniversário é semana que vem então eu... — pigarreei. Se não parasse ali eu nunca mais conseguiria me controlar e falaria até Ryan e Bruno (principalmente Bruno) iriam embora. — E você?
- Eu tenho 27 anos. — disse Ryan, sorrindo. Olhei para Bruno. — Ele tem 26. — ele disse, olhando para Bruno também.
- Ah... — repeti. — Hum, legal. — voltei meu olhar para a bandeja e levei algumas balas de goma à boca.
Notas finais
Qualquer dúvida, crítica e etc. que não quiserem fazer aqui, só falar cmg lá no twitter :)
Beijos *-*
Looh
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