Lua, minha vida

8 Capítulo 8- Pedidos


Notas iniciais
Me desculpem por demorar tanto pra escrever, realmente não consegui parar pra escrever, mals ai, mas agora eu to de volta :v

Bem.... por onde começar?

Vamos seguir o tempo.

Bem, quarta e quinta eu aproveitei pra atualizar todos os vídeos do YOUtube, ver todas as atualizações do Facebook e afins...

Nada que vocês também não façam...

Sexta foi o grande dia, eu iria ir pro Anime Friends. Dormi na casa de Paulo e no dia seguinte às 4 da manhã nos preparamos pra pegar o ônibus, Lucas chegou um pouco atrasado o que nos causou um pouco de preocupação, mas tudo certo.

Chegando à rodoviária pegamos o metro até a Santa Ifigênia comprar umas coisas e depois fomos direto ao evento.

Sou muito grato a Lucas, que pagou meu ingresso, minhas passagens e ainda me emprestou um dinheiro pra eu comprar algumas coisas lá, sim, meu amigo é fod*.

Aproveitei bastante lá, peguei pela primeira vez num Nintendo Wii U, e depois desse dia estou planejando seriamente em comprar um no fim do ano, criei coragem o suficiente pra pedir um autógrafo pra banda que fez meu anime friends melhorar drasticamente.

Bem, voltando de lá, passei os 2 dias seguintes doente, de cama.

Fim das férias, agora as aulas vão voltar e Natasha quer uma resposta, tudo bem, eu vou tentar falar com o pai dela e colocar minha vida em risco por ela. Tenho recebido muito apoio pra ir falar com o pai dela e isso me deixa mais seguro, além disso, Luís e Diana vão ir comigo pra tentar dar uma ajuda.

Como agora estou fazendo Senai (um curso de aprendizagem em que eu ganho como um menor aprendiz e recebo 365 por mês- meio salário mínimo) estou perdendo quase todo o tempo livre que eu tinha. Estudo a tarde e faço Senai a noite, isso realmente consome meu tempo, fico 12 horas fora de casa, então meu tempo pra escrever, ler, assistir vídeos, conversar está bem reduzido. E no Senai, eu voltei a conversar com Paola – uma garota que fiz amizade no final de 2012 e desde então não nos falamos mais – e além de Paola, tenho mais 2 amigos que formam nosso grupinho de 4 (isso soou tão errado! Não pense merda) e como Paola é vegetariana e todos os lanches do Senai tem carne, ela sempre me da o lanche dela, sim, eu como 2 lanches no intervalo, o meu e o dela. Ela tem dito que vai me adotar, porque me da comida sempre pra eu engordar um pouco (quem me conhece sabe que eu tenho 1,80 de altura pra 56 kg, o que é muuuuuito abaixo do peso) sim, eu sou muito magro, e ando muito, o que não colabora pra eu ganhar peso, seja gordura ou massa muscular.

Eu realmente estou muito feliz de voltar com essa amizade, Paola é muito legal e sempre tem a resposta que você espera, é incrível.

Mas enfim...

Natasha tem me tratado do mesmo jeito que quando estávamos namorando, o que me doeu um pouco de ver que realmente nosso namoro só passava de um rótulo desnecessário, mas agora estamos todos preparados pra sábado, para o dia mais importante desse ano pelo menos pra mim e pra Natasha.

Bem... essa é a atualização do que está acontecendo, como algumas pessoas pediram pra eu falar do meu passado e eu não sei o que escrever, vamos nessa né :v

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Bem...

Vamos começar de onde começou a dar merda:

Dia 02/02/1999

Eu estava nascendo... Zueira :v vamos começar essa bagaça de verdade

Eu era um garoto pequeno, 5 anos, e minha mãe me disse que eu teria que ir morar com meu pai, até então eu morava em Hortolândia (região de Campinas), meu pai tinha saído pelo mundo procurando um lugar melhor pra nossa família viver, e ele achou a cidade de Extrema em Minas Gerais. Eu não tinha o que reclamar, vim pra cá achando que seria um lugar muito melhor.

Bem... A cidade é muito pacífica, tranquila, era realmente um lugar bom pra se viver.

Minha mãe tinha me mandado pra cá exatamente para eu começar o Ensino Fundamental aqui nessa cidade mesmo, mas até então a cidade era perfeita...

Na escola eu sempre fui um garoto pequeno, magrinho, fraco, o mirradinho da sala, e isso sempre acabou dando merda pro meu lado. Os garotos “mais fortes” sempre vinham querer brigar comigo, e como eu não tinha amigos pra ficar do meu lado, sempre apanhava. Desde os 6 anos eu apanho na escola, nunca tive muito amigos e os que eram meus amigos nunca estavam do meu lado, então eu desisti de tentar fugir desses garotos da escola.

Até os 10 anos foi difícil, bem difícil, mas dos 11 pra frente foi bem pior...

Parece que apenas a agressão física não bastava, eles me jogavam no lixo, estouravam corretivo na minha mochila, enfiaram minha cabeça na privada, entre outras coisas...

Até o dia em que eu fiquei cansado de apanhar e resolvi aprender a me defender, mas eu não queria ser igual a eles, eu só queria saber me defender, então entrei em uma aula de judô.

Foi bem útil pra mim, porque ainda tive que aguentar bastante tempo enquanto estava aprendendo como me defender, mas quando eu vi que já dava pra me virar, eu resolvi encarar eles, vieram 4 garotos tentar me jogar da escada, mas dessa vez eu pensei que seria diferente...

Quando eles tentaram encostar em mim, eu derrubei um e quebrei seu braço sem nenhum remorso, quando viram isso 2 tentaram fugir, mas 1 caiu e ficou observando a briga e o outro fugiu, mas voltou depois, o que não fez nada resolver tentar me bater, mas dessa vez eu imobilizei ele e quebrei um braço e uma perna, o que resolveu voltar quebrou o nariz na minha mão “sem querer”. Eu também apanhei um pouco, mas nada comparado aos outros dias.

A partir desse dia, as pessoas começaram a me respeitar, e a me ignorar, o que pra mim era maravilhoso.

Mas mesmo assim não tinha muitos amigos, e dos que eu considerava meus amigos metade nem se importavam comigo, mas quando eu vim pro Ensino Médio, as coisas mudaram.

Como eu apanhava demais, e sofria muito por estar sempre sozinho, afinal sou filho único e só vejo minha mãe nos fins de semana, logo, se meu pai sair pra ir a algum lugar, eu vou estar sozinho (isso pra vocês que estão lendo deve ser algo normal, às vezes até bom, mas quando se tem 6 anos com certeza não é), sempre fiquei com meus conceitos de certo e errado bem distorcidos, mas nunca fiz nada de errado atoa, ou só por diversão, até certo dia...

Eu era e ainda sou um Otaku, digo isso com orgulho mesmo sabendo como a visão das pessoas sobre nós é distorcida... E bem, eu colecionava mangás, e um dia quando fui à banca e vi um dos últimos mangás que faltavam pra completar minha coleção eu simplesmente queria comprar na hora, mas só tinha 1 e eu não tinha nenhum dinheiro, então sim, é, isso mesmo que você está pensando, sim, é, eu tentei roubar o maldito mangá, mas o vendedor viu e me segurou, pegou de volta, e me xingou bastante, até hoje eu nunca mais passo por perto daquele lugar com medo de ser reconhecido e ser apedrejado ou coisa parecida.

Eu fiquei 2 meses indo à igreja SÓ e EXCLUSIVAMENTE pra pedir perdão por isso, pra me desculpar com Deus, e admito, não foi nada fácil...

Hoje, eu jamais faria isso, independente da situação, por que meus valores e senso comum estão bem mais estáveis, mas naquela época não era assim.

Resumindo: Eu sempre sofri bulling (que na época não tinha esse nome) e por viver em uma realidade distorcida, desaprendi o que é certo e o errado e acabei cometendo um crime sem penalidade, mas perdi toda a honra que um dia eu já segurei.

Atualmente eu sou um garoto que tem sérias crises de depressão, tem baixa auto-estima, não sabe lidar com coisas comuns, não consegue lidar muito bem com pessoas, e tem dificuldade de manter a cabeça no lugar, não me relaciono muito com garotas (não pego ninguém nem nada) e não consigo manter meu ego com um pouco de ar por muito tempo... Sim, eu sou um bost*, e se você ainda leu essa fic até aqui, muito obrigado pelo apoio, nesse momento eu estou chorando por causa dessa merd*.

Obrigado.

Notas finais
Sábado quando eu chegar da cidade eu falo pra vocês o que aconteceu