PDV Jasper
Já havia levado quase tudo, só faltava algumas malas. Coloquei tudo no porta-malas e fui me despedir dos meus pais
– Hora de ir,tchau pai, tchau mãe — abraçei meu pai e dei um beijo em minha mãe...

1 semana depois quando entrei no estacionamento do prédio, tirei as compras e fui para o elevador, entrei e apertei o 5° andar e antes da porta se fechar entrou uma moça... Ah não
– Eu acho que isso tá ficando chato- Falei brincando calmamente, ela tirou os olhos da tela do celular e direcionou a mim.
– É Jasper, acho que não foi dessa vez que conseguiu me tirar da sua vida- Ela disse e nós rimos
– Sinceramente? Eu desisto, por que não tentamos ser amigos? — perguntei olhando para frente
– Pode ser, vamos ver até onde isso dura- me respondeu sorrindo e fiquei surpreso com a simpatia dela
– Então virá morar aqui no prédio? — Fomos andando e percebi que ela não mudaria o caminho
– Sim, qual é o seu apartamento só falta ser...
– Aqui — ela apontou para uma porta. 213
– Ok se não aprendermos a conviver juntos iremos explodir o prédio — Disse colocando a chave na fechadura, meu apartamento é o 214
– Verdade, até mais "amigo"- Rindo, cada um entrou, eu queria saber por que o destino insistia em coloca-la na minha vida, deve ter alguma explicação...

PDV Alice
...
Fim de semana chegou, era sábado de manhã tinha acabado de me levantar Cat também, estavamos tomando café
– Alice, Carlos virá ficar comigo aqui em casa, então maninha arrume algo pra fazer o dia todo e volte bem tarde — Ela falou calmamente, eu a olhei perplexa
– Ah não Cat, eu não conheço nada e nem ninguém aqui..
– A cidade é pequena e você pode ir sozinha — Me desanimei
– Ok, eu vou ver o que faço
– É por isso que eu te amo maninha ..
Mais tarde me arrumei, uma blusa cinza escura, calça jeans, jaqueta rosa e uma mini bota preta, apenas passei um baton nude.
– Tchau Cat, aproveite o dia
– Tchau maninha, pode deixar
Saí e assim que fechei a porta olhei para o lado e vi que Jasper também saia
– Oi — Falei enquanto ele vinha para o meu lado
– Oi — Me surpreendi, ele se aproximou e me deu um beijo na bochecha, fomos para o elevador. Tive uma ideia
– Vai fazer alguma coisa hoje? — Perguntei, o máximo que eu poderia tomar seria um não
– Não, na verdade como não tenho nada pra fazer eu acho que vou ver meus pais
– Então, vem no cinema comigo- Propus a ele, pensou um pouco e depois me olhou novamente
– Pode ser, vi eles ontem de manhã — Não acredirei que ele aceitou
O elevador abriu e fomos para o carro dele, rapidamente chegamos ao cinema, afinal a cidade era um ovo, escolhemos um filme de ação e ele insistiu em pagar minha entrada, entramos e o filme logo começou. Já estava acabando,
– Nunca pensei que um dia estariamos em paz no cinema — Me arrepiei, ele falou em meu ouvido para não atrapalhar os outros
– Eu confesso que já nos imaginei em um ring de luta, mas num cinema...- rimos, o filme terminou e nós saimos, estavamos na porta quando uma visão me atingiu , meu pai ,entraria e me levaria para um galpão .
– Alice, você está bem?
– Não, ele vai me levar, Jasper por favor não deixa — Falei com lágrimas nos olhos
– Ele quem? Calma Alice, do que você está falando?
– Meu pai- olhei para porta, e ele apareceu, arfei e apontei
– Ele...eu tenho que sair daqui
– Calma, vamos por aqui — Ele colocou a mão e minhas costas e me guiou até uma escada, que levava a saída dos funcionários, quando saímos, avistei vários carros pretos ma porta do cinema.
Eu não acredito que isso está acontecendo. Entramos no carro e eu me senti um pouco melhor .
– Hoje você não escapa, vai me explicar isso
– Eu não queria que ninguém soubesse disso, você vai dizer que eu sou louca e que ao invés de um reformatório deveria ter ido para um sanatório — Expliquei e ele riu
– Pode rir, por que quando eu te contar, vai dizer que eu tenho razão — Chegamos no prédio,elevador, eu ia entrar no meu apartameneto, mas ele segurou minha mão e me puxou para o apartamento dele
– Falei que você não me escapa — Suspirei e o acompanhei, entramos e ele foi até a cozinha pegou um suco e trouxe , nós nos sentamos no sofá
– Pode começar me explicando por que você tem tanto medo seu pai?
– Meu pai nunca gostou de mim, sempre mais da minha irmã a Cat, quando eu fico parada e olhando pro nada e por que eu... — Olhei pra ele hesitante
– Pode dizer
– Bom, eu descobri que meu pai matou minha mãe e planejava acabar comigo também por eu saber disso e por ele me odiar, então eu fugi de casa mas como você sabe eu não sou boa em fugas, ele me pegou e me levou pra lá, eu não era rebelde assim antes de entrar no reformatório, pelo contrário, era obediente, tirava boas notas e simpática ao extremo
– Humm... Mas por que você fica parada daquele jeito? Você desviou o assunto e não disse — Ele estava cauteloso, e me olhava de um jeito que nunca o vi, desviei os olhos pro chão
– É tão sério assim? Ou você não confia em mim?
– É claro que eu confio,mas...eu tenho medo de você, começar a rir e não querer ser amigo de uma louca — Falei tentando discontrair mas ele continuou sério, se aproximou mais de mim e segurou minhas mãos
– Pode falar eu juro que não vou rir e continuarei sempre seu amigo
– Tudo bem... Eu posso ver o futuro e quando eu fico parada daquele jeito é por que uma visão me atingiu, e...- paralisei por um instante — O porteiro vai interfonar agora e dizer que uma tal de Maria quer subir — Teminei me olhava de olhos arregalados
– O que..- ele tentou continuar
O telefone tocou, ele abriu a boca pra dizer algo, mas fechou e foi até o telefone atendeu e disse para a garota não subir, se sentou bem próximo a mim de novo, ficou me observando um tempo, eu corei e baixei a cabeça
– Eu... Sabia que... É estranho eu sei, você pode não acreditar, mas... Eu vou entender se você quiser se afas...
– Não Alice, eu não vou me afastar, eu só to tentando processar...- Ele segurou minhas mãos novamente e olhou nos meus olhos
– Pode contar comigo, eu não direi a ninguém, e eu não vou deixar seu pai te fazer algum mal...Eu prometo — suspirei, assenti e abaixei a cabeça, depois eu ri
–Pensei que quisesse me ver longe, que na primeira oportunidade iria me jogar da janela- Ele riu, e se aproximou mais, suspirou e colocou a mão meu rosto, eu olhei pra ele sem entender,ele também me olhava, mas intensamente, ele aproximou o rosto do meu e encostou nossos lábios, eu continuei parada, ele me beijou e eu correspondi é claro, segurei a gola de sua camisa e ele pousou as mãos em minha cintura.
Nos afastamos sem ar,nos olhamos e começamos a rir feito retardados, mas assim que nos recuperamos falei;
– Eu não entendi, não era você que me odiava? E nós éramos tipo cão e gato..- Ele riu novamente
– Na verdade, nunca te odiei, só que você me tirava do sério e eu dizia o que me vinha na mente, senti sua falta quando foi,embora, fiquei pior do que quando Tori foi, sempre gostei de você e acho que não queria admitir isso,nem pra mim mesmo — fiquei um tempo analisando seu rosto, me pareceu verdade,sorri e o beijei novamente...