Lua de Sangue
20 Me Torno Extremamente Sexy E Atraente
Notas iniciais
Besos♥
Capítulo 20 – Me Torno Extremamente Sexy E Atraente
Abri o portão de casa e entrei. Minha mãe estava na cozinha preparando alguma coisa gostosa pra comer. Parei pra sentir o cheirinho que estava muito bom.
EU: Hum... Que cheiro bom!- falei com os olhos fechados exalando aquele cheiro ótimo.
MÃE: Já quer almoçar? Tá quase pronto!
EU: Ah, não... Já comi! Mas no jantar eu como! – nessa hora meu pai que estava na sala dá um grito.
PAI: !QUE LO PODEROSO! – tomei um susto. Ele veio todo estabanado lá da sala pra cozinha – Que coche (carro) era aquele parado delante (em frente) de casa? – arregalou os olhos. Meu pai em momentos de euforia ou de raiva, ou até mesmo normal, ainda fala palavras em espanhol e nem se toca.
EU: Do meu chefe... – falei olhando assustada pro papai agindo daquela maneira.
PAI: !NO CREO! – disse boquiaberto – ?Un Mustang Eleanor año 67? No es posible – pasmo.
EU: É sim, e é do meu chefe! – sabe, o papai também é doido por carros, mais especificamente por Mustangs. Acho que sei de quem puxei essa paixão toda!
PAI: MARAVILLOSO, HERMOSO, ESTUPENDO...
EU: Tá, a gente já entendeu!
MÃE: E onde tu comeste?
PAI: E O QUE TAVA FAZENDO COM ELE? – sua expressão mudou de ridiculamente besta para autoritária. Parecia um ditador.
EU: Almoço de trabalho pai! Pelo Amor de deus... – revirei os olhos.
PAI: Acho bom mesmo hein... – apontou o dedo pra mim, me olhou sério e voltou pra sala.
EU: Posso com uma coisa dessas? – olhei pra mamãe que só fez rir. Fui pro meu quarto tomar meu banho e me arrumar. Me aprontei e fui pra parada pegar o ônibus. Chegando à Universidade a aula já havia começado, o professor de Processo Civil I não se atrasa nunca. Além de charmoso é pontual, mas em compensação a matéria e a prova dele não são nada “charmosas”. Entrei na sala e ele só fez me olhar com uma cara de mau. Engoli a seco e dei um sorrisinho muito do seu sem graça. Fui me sentar entre o Roberto e o Yuri. Pra que? Sentar no meio desses dois é pedir pra ser atazanada. Mas tive que sentar logo lá, se não o Mark, o professor... Bom, chamamos ele assim porque ele lembra o Mark Wahlberg, mas enfim, isso não vem ao caso.
BETO: Tenho uma novíssima pra te contar! – virou o rosto pra mim, cochichando no meu ouvido.
EU: O que foi? – falei baixinho.
YURI: O Cebola e Salsa vai inaugurar essa semana! – botou a mão na boca pro professor não escutar.
BETO: Porra Yuri! Era pra EU contar! — o cochicho deles ficava cada vez mais alto.
YURI: Sim, que que tem?
BETO: Pô maluco, eu sou o dono de lá... E eu que ia contar porra!
YURI: Se acha! — ecoou na sala. Ele, com certeza não soube medir o tom de voz. Todo mundo olhou pra nossa direção, inclusive o professor, que nos fuzilou com os olhos. Minha garganta deu um nó. Dei uma cotovelada nos dois ao mesmo tempo, pra ver se eles se tocavam do que estavam fazendo – Que fo... Fo... – ele olhou pro professor que ainda estava quase nos matando com o olhar. Os olhos de Yuri se arregalaram, ele ficou pálido e paralisado.
BETO: Foi mau ai Mark! Quer... Quer dizer: PROFESSOR! – tentou amenizar a situação, mas parece que isso só fez piorar tudo. Tinha que ser ele pra abrir a boca pra falar merda numa hora dessas!
PROFESSOR MARK: Que isso não se repita... Se não já sabem... Zero na hora pros três! – COMO É QUE É? Pros TRÊS? EU NÃO TAVA FAZENDO NADA! Eram aqueles dois dementes que tavam discutindo em plena aula... Ah, faça-me o favor hein professor! Ele tava tão furioso que tava soltando fogo pelo nariz. Acho que ele, definitivamente, não estava num bom dia...
EU: Puta que pariu! – falei pros dois cerrando os dentes – Vocês tão comendo merda, é? Porra! Tão querendo levar um ZERO bem redondo de graça?
BETO: Relaxa ai, não aconteceu nada... E não levamos zero!
EU: Relaxa? – olhei para os lados — Relaxa? Tu és um sem noção mesmo Roberto João Dante Júnior!
YURI: Tá bom, tá bom... Daqui a pouco ele chama nossa atenção de novo e dessa vez LEVAMOS ZERO! – fez um zero com as mãos. Respirei fundo pra não tacar a porrada naqueles dois. Passado esse momento de tensão a aula terminou.
EU: Faltou ISSO Ó... Pra eu matar vocês dois! – fiz um sinal com os dedos.
BETO: Já passou filha, já passou... – deu uns tapinhas em meu ombro com aquela cara de sem graça dele. Fiz uma cara de “mimimi” e ele fez o mesmo. Fomos dar uma forrada no estômago para voltarmos bem abastecidos pra última aula.
EU: Mas e ai? Me conta Bets, quando vai ser a inauguração?
BETO: Sábado, contratei até umas bandas legais pra abrir a casa.
EU: Quais?
BETO: Uma que toca ritmos latinos e outra que toca rock, que não poderia faltar, né?!
EU: Gostei de ver... Pelo visto vai ser firme! Mas que banda é essa de rock? É boa?
YURI: Pô, é porrada o som deles mano!
BETO: Eu posso responder a pergunta Yuri Fernando? – quase o fuzilou com os olhos – É uma tal de... Como é que é mesmo o nome? – pôs a mão no queixo na tentativa de se lembrar.
YURI: É um nome estranho...
BETO: Diferente... Hum... – acho que mais um pouco ia começar a feder de tanto que eles tavam pensando – Vanilla!
YURI: Que Vanilla o que rapá! É Valhalla!
BETO: É... É isso ai mermo!
EU: VALHALLA? — dei um grito de alegria.
YURI: É... – falou um pouco assustado por eu ter me empolgado tanto.
EU: Ai gente, não acredito! É a banda do Joseph e do Shane!!! – abri um sorriso, ficando com cara de retardada.
YURI/BETO: Ah... – ficaram me olhando estranho.
EU: Onde vocês acharam eles?
YURI: Eu não achei nada...
BETO: A gente fez umas audições pra ver as bandas que poderiam tocar lá e tudo mais... Aí, num belo dia eles apareceram por lá... Pera ai! – levantou o dedo — Esse Joseph de quem estás falando é o mesmo que...
EU: Claro! Por que tu achas que eu fiquei toda feliz quando falaste que era a banda dele que ia tocar lá? Inteligência rara... ‘¬¬
BETO: Ah, pode crer! Quem diria... Então agora eu sei que você irá sem falta! – deu um sorriso insinuante.
EU: Te enxerga moleque! – dei um empurrão em seu ombro, sorrindo sem graça.
YURI: Alguém aqui tá apaixonada...
BETO: Oh, Joseph! Meu amor, oh! – disse com uma vozinha de mulher e fez caras e bocas, típico de Roberto João, né?!
YURI: Oh, Mirandinha meu amor! – eles agora imitavam o que era pra ser eu e Joseph. Só que uma imitação muito da sua ridícula, pelo amor de Deus! Acho que esses dois bateram com a cabeça quando eram crianças, sem sacanagem. Todo mundo na lanchonete tava olhando, já que eles não sabiam ser nenhum pouco discretos!
EU: Tá! Parem com isso! Vocês tão me envergonhando... Ei!
BETO: Oh, Josinho como eu te amo! – piscava os olhos e fazia biquinho.
YURI: Eu também Mirandinha!
BETO/YURI: OOOOOOOHHH!
EU: PAREM COM ISSO PORRA! – eles na hora pararam com a gracinha – Assim é bem melhor...
BICHA: Eu é que queria uma declaração de amor desse loro lindo! – o balconista falou pra Yuri passando por nossa mesa. Yuri deu um olhar mortal pra bicha.
YURI: Essa bicha pão com ovo vai ganhar é uma porrada do “loro” lindo aqui! – falou pra nós.
BETO: Não te esquenta...
EU: Pelo menos tu és desejado! – Beto e eu rimos.
YURI: É... Engraçadinhos!
EU: Ah, conheci um xará teu hoje!
YURI: Onde?
EU: Num restaurante ai...
BETO: Restaurante? Com quem tu foste já?
EU: Com meu chefe.
BETO: Hum... Joseph que se cuide!
EU: Cala boca garoto! Não tem nada a ver, foi um almoço de trabalho.
YURI: Sei... Mas ele é bonito assim que nem eu?
EU: Haha, te enxerga!
YURI: ¬¬
BETO: Bom, se as bicha gostarem dele... É parecido mesmo!
YURI: Vai te foder porra! – só fizemos rir do coitado do Yuri. Comemos e fomos assistir à última aula. Uma das minhas preferidas: Direito Penal I. Passou tão rápido que já estava na hora de ir embora, no meu caso, de ir pro treino. Sorte que era bem perto de lá, se não eu ia acabar não indo por pura preguiça. Mas o Juan ia na minha casa pra me matar depois mesmo, então não ia adiantar de nada. Enfim, me despedi do pessoal e fui andando pro bar do Costarriquenho brabinho. Cheguei lá e quando entrei Juan estava no balcão anotando alguma coisa em um bloquinho de papel.
EU: !Hola hombre!
JUAN: !Hola chica!
EU: O que tu tá fazendo?
JUAN: Botando em ordem os carregamentos de bebida que chegaram... Falando nisso tenho que ir lá no depósito checar mais uma vez. Pode ir logo se aquecendo que eu não vou demorar, os rapazes já estão lá dentro!
EU: Ah, ok! – passei pelo balcão e entrei na sala de “treinamento”. Shane estava batendo no saco de pancadas e Joseph estava sentado numa poltrona escrevendo num caderno, o violão estava escorado ao seu lado.
SHANE: Ah, chegou a musa inspiradora!
EU: Que? Musa inspiradora? – Joseph nem pareceu me notar, acho que estava tão concentrado que nem percebeu o que estava a seu redor.
SHANE: É... O Joseph chegou em casa ontem inspirado, foi direto pro quarto e começou a compor... E eu acho que a senhorita tem algo a ver com isso!
EU: Eu? Mas por que?
SHANE: O que aconteceu ontem depois que eu fui embora? Eu sei que aconteceu algo a mais...
EU: A gente... Ah... – olhei para Joseph que ainda continuava no mesmo lugar, do mesmo jeito. Puxei Shane pelo braço e disse ao pé do ouvido dele – Nos beijamos – sussurrei.
SHANE: AH, EU SABIA! – ele deu um grito tão alto que tirou Joseph de seu momento de profunda concentração.
JOSEPH: Ê RAPÁ! Tu tá ficando... – ele se interrompeu ao me ver ali – Ah, oi Miranda... Não sabia que estavas aqui.
EU: Percebe-se... Tava tão concentrado ai escrevendo não sei o que... O QUE TU FIZESTE NO TEU CABELO? 0.o – reparei melhor no cabelo dele. Tinha feito um corte estiloso e nas laterais, perto das orelhas, tinha uma mecha vermelha de cada lado. Tenho que admitir que ficou muito style e que eu gostei pacas. Joseph até se assustou.
JOSEPH: É tava compondo uma música. Ah... Mudei... – me olhou retraído.
EU: FICOU LINDO! ADOREI! *-* — me controlei pra não parecer que tava babando mais ainda nele — Quer... Quer dizer, ficou muito style!
JOSEPH: Valeu! – ele percebeu a minha empolgação e quando eu tentei amenizar a coisa, ele tinha me sacado... Droga! – Pensei em fazer isso já fazia algum tempo, então aproveitei pra estrear no palco...
SHANE: Ah, nós vamos tocar... – interrompi.
EU: No “Cebola e Salsa”, é já tô sabendo!
SHANE: Quem te contou?
EU: Meu amigo...
JOSEPH: Que amigo? – será que eu senti uma ponta de ciúmes ai? Hum...
EU: O Bets, Roberto João.
SHANE: Aah! Ele que é um dos donos de lá... – assenti.
JOSEPH: Como esse mundo é pequeno, né?!
EU: Realmente... Mas vocês não vão precisar de um baixista?
SHANE: Sim! Mas nós já resolvemos esse problema...
EU: Contrataram um?
JOSEPH: Mais ou menos isso... Acho que vai ser temporário, até conseguirmos um fixo, antigamente era o Juan que tocava, mas ele tem o bar pra administrar... Então fica difícil!
EU: O Juan tocava? – dei uma risada – Não consigo imaginar... – ri – Mas esse “temporário” é bom?
SHANE: Não é dos piores, mas como nós estávamos em cima da hora foi ele mesmo!
EU: Ah bom... Na hora do desespero, né?!
SHANE: É! – riu – Num é tu que toca algum instrumento além da Di?
EU: Toco, mas não é baixo...
JOSEPH: Tocas o que?
EU: Piano, teclado e órgão...
JOSEPH: Tá de sacanagem, né?
EU: Não! Eu não tô “de sacanagem”...
JOSEPH: Não sabia que tocavas, quanto mais tocar três instrumentos!
EU: É... Agora já sabe
JOSEPH: Legal!
SHANE: Podias tocar teclado na nossa banda!
EU: Ah... Não, acho que não!
SHANE: Pode pensar mais no assunto! Seria ótimo te ter na nossa banda – abriu um largo sorriso.
JOSEPH: Seria mesmo – deu aquele sorriso que me deixa derretidinha.
JUAN: Vamo lá?! – entrou rapidamente na sala batendo as mãos, como se estivesse atrasado pro treino – Já aqueceram? – todo mundo se olhou desconfiado – Tavam de papo furado, né? – demos sorrisos sem graça – Já esperava... Bom, primeiramente vamos treinar a parte física depois Joseph, pode ensinar pra ela um novo encantamento.
JOSEPH: Beleza – começamos o treino, Diana chegou logo depois. Treinamos toda a parte física – Agora vamos pra parte mais legal... Hoje vou te ensinar um encantamento que é um dos meus favoritos...
EU: Lá vem... Brincadeira, qual é?
JOSEPH: Metamorphus
EU: É o que eu tô pensando?
JOSEPH: Depende do que tu tá pensando!
EU: Ah, quando se pode transformar em outra pessoa?
JOSEPH: Quase isso, com esse encantamento é possível se transformar em animais também.
EU: Que legal! Me ensina logo então!
JOSEPH; Sabia que ias gostar! – riu – Mas só tem uma parte que não é muito agradável...
EU: Vixe, tava muito bom pra ser verdade!
JOSEPH: Calma, também não é pra tanto... Ok, vamos começar. Primeiro vais ter que mastigar um ramo de Alguérsia... – tirou do bolso da calça uns raminhos da planta que estavam dentro de um saquinho.
EU: Como é que é?
JOSEPH: Isso mesmo que tu ouviste. Tem que fazer isso pro encantamento ter mais eficiência, ser mais forte e pra dar certo também...
EU: Tá bom, tá bom! – ele abriu o nó do saquinho tirando de lá um pequeno ramo e me entregou. Olhei com uma cara estranha, cheirei AH QUE CHEIRO HORRÍVEL, ECA!
JOSEPH: Mastiga... – olhei pra ele como que diz “Tenho mesmo que fazer isso?” – Põe na boca e mastiga! – fiz uma cara de nojo e coloquei na boca – Agora repete comigo:
Alica transformamur
Alica facit me
Quod volunt
Sed vide quae faciam
Repeti aquelas palavras doidas nem sei como. Ah, mas que gosto horrível essa erva tem, vou te contar! Quase que eu vomito... O melhor era eu mastigando essa budega e falando em latim ao mesmo tempo! Uma cena linda de se ver...
JOSEPH: Agora pensa na pessoa em que queres te transformar... Mas cuidado, tem que tá com a mente limpa, porque a primeira pessoa que vier na tua cabeça... Vai ser essa mesmo!
EU: E quanto tempo dura?
JOSEPH: Depende... Podemos até programar isso, mas o máximo que podes ficar transformada em outra pessoa são quatro dias...
EU: Quer dizer que eu vou ficar quatro dias sem ser eu?
JOSEPH: Não, não... Só se isso for programado no feitiço.
EU: E pra quanto tu programou?
JOSEPH: Uma hora que é o tempo mínimo...
EU: Ah, menos mal...
JOSEPH: Tá, concentra e pensa na pessoa... – fechei os olhos pra ver se me concentrava melhor e mais rápido.
SHANE: Ei Di, pega esse ai tá levinho! – ouvi Shane falar ao fundo, não sabia do que ele tava falando só sei que escutei. Falando nisso isso me lembrou Levine! Adam Levine. HAHAHA! AI LINDO! *-*
JOSEPH: Ok...
EU: O que? – minha voz havia mudado, tava grave, voz de... HOMEM! O.0 Jesus Christ! – Espelho, espelho! – saí correndo na direção do espelho que ficava enfrente ao saco de boxe – AAAH! – gritei – TÔ LINDA, ou melhor LINDO! – me tocava, não acreditando em quem eu tinha me transformado.
DIANA/SHANE: ADAM LEVINE?!
JUAN: Adam o que?
EU: ADAM LEVINE! – não tava acreditando, tinha me tornado uma beldade. Será que eu posso me apaixonar por mim mesma, mesmo... Sei lá! – AAAH! Só pode ser um sonho... Seria melhor ainda se o Adam tivesse aqui sem ser eu!
JOSEPH: Aham... – fez pouco.
SHANE: Joseph tá com ciúmes! – rimos.
JOSEPH: Já te disse “Cala a boca” hoje? – quase matando o irmão.
SHANE: Cala a boca já morreu quem manda na minha boca sou eu!
EU: Você é lindo também Joseph! – andei até ele — Pronto, melhorou criança linda de mamãe? – apertei sua bochecha. Essa voz masculina tava me incomodando de certa forma.
JOSEPH: Acho melhor tu não fazer isso com esse corpo de macho...
EU: Vamos experimentar algo diferente, pode ser muito interessante! – brinquei. Tava parecendo uma bicha mesmo! xD Joseph me olhou feio – Tá bom, parei! Ai, cadê meu celular?
DIANA: Pra que tu queres teu celular agora?
EU: Pra tirar umas fotos MINHAS! – gargalhei – ADORO! – confesso que nesse momento tava parecendo aqueles loucos. Peguei meu celular e comecei a sessão de fotos. Só podia ver Joseph revirar os olhos – Bora galera, não querem tirar uma foto com o cantor mais sexy, lindo e talentoso que existe? Podem vir, podem vir... Pode vir também Joseph!
JOSEPH: Só não sei pra que! – fez cara de desdém.
EU: Bora logo! – enchi tanto o saco dele que ele foi, na esperança de eu parar – Digam X! – tiramos bem umas cinco fotos, mesmo contra a vontade de Joseph, hahaha! Depois disso conversamos um pouco até dar a hora de passar o efeito do encantamento, não podia chegar em casa “de Adam Levine”, né?! Por mais que eu quisesse sair andando na rua assim... Hum... E num é que é uma boa idéia! Mas fica pra outro dia. Contei pra eles sobre o que tinha acontecido na hora do almoço, tudo. Todos ficaram pensativos, como sempre.
JUAN: Bom gente, me desculpem mas... Eu preciso descansar, acho que nem vou abrir o bar hoje, vou direto pra cama, tô exausto! Então, não querendo expulsar vocês...
SHANE: Mas já expulsando! – ele o interrompeu.
JUAN: Peço que vocês se retirem, vão para suas respectivas casas descansar también e tentem se aprofundar nessas novas informações e blá, blá, blá! Desculpem, mas hoje só quero minha cama... – ele realmente parecia cansado. Então nós fomos pra fora do bar pra deixar ele sozinho com seu travesseiro.
EU: Quem vai me deixar hoje? Ah, não sou mais Adam Levine! L – minha voz já havia mudado, provavelmente o resto também.
SHANE: Mirandinha de novo! Melhor assim... Mas o cara é presença!
DIANA: E põe PRESENÇA nisso!
EU: Ô!
DIANA: Shane vem comigo no meu humilde carrinho e você vai com o Joseph nesse carrão!
SHANE: Acho muito digno... (LALALA)
JOSEPH: Beleza, bora então?
EU: Sim senhor! – nos despedimos, quando Diana foi me abraçar me disse no ouvido “Manda a ver garota!” e Shane fez exatamente a mesma coisa! Eu mereço mesmo... Entramos no carro e seguimos para minha casa.
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