Lua Vermelha
1 Capítulo 1 - Lua Vermelha
Era uma tarde fria, o céu estava tão nublado que não dava para perceber nenhum raio de sol, eu sentia que tudo estava no fim, eu podia sentir, enfim, que todo o sofrimento enfim, iria acabar.
Eu estava chorando em meio ao meu quarto, quando ouvi aquela voz me chamando, era a minha mãe, eu fui até ela.
Meu nome é Luna, 13 anos, 8° ano, gótica. Minha mãe não me deixa ser assim, por isso eu não converso com meus pais muito. Na escola, só tenho poucas amigas, as pessoas da qual eu mais admiro me odeiam, aquelas pessoas do ensino médio, são três garotos e uma garota.
A garota se chama Juliana, ela também é gótica, assim como eu, eu a considero uma mãe para mim, mas ela me odeia, eu sei bem disso, vejo o ódio em seu olhar.
Eu me arrisquei tentando falar com ela, mas ela me ignorou e me deixou sozinha, ela é amiga do garoto que eu gosto, há mais de dois anos, Lucas.
Nada mais resta das coisas da qual eu acreditava puderam ser realizadas, eu sempre quis um futuro melhor, mas minha alma estava envolta de escuridão e mais rápido do que eu poderia imaginar, a morte me levou até a janela do meu quarto e disse: “você está livre agora” e eu pulei daquele quinto andar, minha cabeça estava doendo muito, minha respiração estava diminuindo e minha visão distorcendo, os visinhos chegaram, minha mãe estava gritando e chorando e meu pai estava pálido. Finalmente me livrei da dor, eu podia ver meu corpo inerte com as pessoas em volta e a ambulância me levando.
Durante toda aquela noite, eu caminhei por entre as praias durante a madrugada, eu olhei a Lua, ela estava vermelha, mas eu não conseguia descansar em paz, minha alma estava querendo vingança, de todos, eu era agora, uma figura horrenda, imunda e deselegante, um fantasma assombrando outras almas, eu decidi tomar meu corpo de volta e agora eu me esconderei na minha casa de praia, ninguém entra lá há meses e lá vai ser meu refúgio adormecido.
Estava procurando a primeira vítima, Juliana, ela seria a primeira, no escuro, eu a assombrei por todas as noites, depois deixei um tempo para ela e voltei para a casa abandonada, decidi escrever bilhetes para as minhas amigas de escola, falando sobre o que aconteceu e para não se esquecerem de mim.
A Lua estava vermelha e eu decidi usar um computador velho que tinha lá, estava com internet, fiz um e-mail falso e comecei a passar uma corrente:
“Meu nome é Luna Schulz, durante minha vida, fui ignorada pelas pessoas que eu mais admirava e reprimida pelos meus pais, até que para poder escapar me suicidei, desde que eu morri, acontece um fenômeno que ocorre apenas uma vez ao mês, chamado Lua vermelha, se não repassar esse e-mail a pelo menos 20 pessoas, essa noite, Luna você verá”.
Eu estava com raiva, muita sede de vingança e mandei isso para qualquer pessoa e comecei com os assassinatos, mas primeiramente, fui a casa de Juliana pela madrugada, continuei a assombrá-la, até que no seu aniversário de 17 anos, escrevi com o sangue do gato dela na parede do quarto dela, grande, escrito: “Olá mamãe” e pendurei o corpo do gato no chuveiro da suíte dela, pelo rabo.
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