Lua Nova 2 - a Mudança.
36 Fase 2 - Capítulo 15, Final
Notas iniciais
Capítulo 15 – Final!
Há decisões na vida que são mais complicadas do que outras. Um simples erro cometido e BUM, sua vida é destruída, mas temos que nos acostumar com esses erros. Principalmente eu, que mesmo depois de muitas escolhas ainda não consegui chegar a um bom senso e num final feliz. Sim, eu estava infeliz e pagando um mico no avião em direção a Forks, porque não parava de chorar.
Meus pais me obrigaram a voltar para a minha cidade depois de tudo o que aconteceu. Além de mim, Logan também teve que ir para Forks, e assim como eu ele estava chorando. Ele obviamente não estava feliz, mas depois do que aconteceu era necessário essa mudança.
Flashback
Emmett havia me pegado no colo e eu havia adormecido, mas logo ouvi a voz de sino de Alice e acordei novamente.
— Tudo vai cair, o teto vai cair – gritou Alice alertando a todos, que sairam correndo (imaginei, pois eu não via nada claramente). Logo estávamos na frente da casa, que começou a cair.
— Eles estão lá. Rebecca e Jorge estão lá dentro – gritava alguém que eu deduzi que fosse o Logan.
— Sinto muito, mas o teto caiu e eles estavam longe da porta. Foi tudo muito rápido – falou Alice andando em direção ao Logan que estava caído no chão.
— Não, não pode ser – lamentava ele.
Agora tudo fazia sentido. A casa caiu e Rebecca e Jorge não conseguiram sair. Quando eu ia falar algo para Emmett acabei caindo em um sono ainda mais profundo.
Fim do Flashback!
Olhei para o Logan sentado ao meu lado e sabia que ele pensava na mesma cena que eu ou talvez pensasse no funeral dos nossos tios. Após o acidente os Cullen voltaram para casa e agora eu o Logan voltavamos com nossos pais. A casa havia sido alugada, assim com a Cabana, todo o dinheiro recebido ia para a conta do Logan, que depois de terminar o Ensino Médio voltaria para o Havaí (pelo menos era o que ele queria).
Segurei a mão do Logan que a apertou com força. Logo nós dois adormeçemos.
Chegamos a Forks umas cinco da tarde. Logan e eu fomos para a minha casa e os meus pais foram para La Push. Liguei para a Alice e esperei pacientemente ela me atender, mas ela não atendeu. Recebi uma mensagem dela dizendo que estava caçando e que depois me ligava.
— Como você está? – perguntei ao Logan.
— Com frio. Bem que você disse que o tempo aqui era ruim, mas não imaginei que fosse tanto. – ele riu e me puxou para que eu pudesse me sentar ao lado dele no sofá. – E como você está?
— Estou bem. É bom estar em casa de novo – respondi e ficamos durante algum tempo abraçados, até que Logan puxou assunto.
— A escola aqui tem horario integral não é? – perguntou ele.
— Sim. Entramos as oito da manha e saímos as três, mas não é tão ruim assim. Só faltam dois meses para completarmos o colegial, até lá você se acostuma.
— Você sabe que não precisa ficar enrolando conversa Veronica. Diga logo o que tem para me falar. Eu sei o que é, mas eu preciso ouvir a confirmação vindo de você – falou o Logan e se afastou de mim para que ficassemos de frente um para o outro.
— Logan, eu… eu não sei o que dizer. – respirei fundo e falei o que precisava, mas fui calma ao falar. – Eu sinto muito pelo que eu fiz. Fui uma completa idiota com você, te dando esperanças e tudo mais. Eu tentei esquecer o Edward, mas não consegui. Aproveitei-me de você e sei que isso foi um ato completamente egoísta e estúpido da minha parte e espero que você me perdoe por isso.
— Não há o que perdoar. Eu sempre soube que você ainda sentia o mesmo por ele e ainda assim eu arrisquei e acabei me apaixonando. Mas o amor é assim, temos que quebrar a cara antes de tudo. E eu só quero que você seja feliz.
Abraçamos-nos, mas fomos interrompidos pela campainha da casa, o que nos fez rir.
— É a Alice? – ele perguntou.
— Não, se fosse ela teria entrado direto – corri até a porta para atender e tomei um susto quando a pessoa se jogou em cima de mim.
— Por que não me ligou? Sabe o quanto eu fiquei aflita te esperando? Seu pai me disse que você estaria aqui. Está tudo bem? Como foi a viajem? – desparou Hanna, minha melhor amiga humana.
Eu não tinha reparado, mas eu havia sentido a falta dela e pude observar como ela havia mudado. Estava mais magrinha, um pouco mais alta e como belos cabelos loiros, assim como o meu. O que me lembrou de que eu tinha que retocar a minha raiz.
— Se acalme Hanna, eu ia ligar depois de me ajustar aqui. Estou bem sim, mas bastante cansada. – falei e fechei a porta e indo em direção à sala logo depois. – Logan essa é minha amiga Hanna, esse é o meu… meu…
— Primo – respondeu Logan. – É um prazer conhecê-la.
— O prazer é todo meu – retribuiu ela.
Fiquei a maior parte do tempo ouvindo eles conversarem sobre as coisas que eles tinham em comum, como o fato de adorarem quadrinhos e bandas indie rock. Não sei se era impressão minha, mas eles estavam meio que dando em cima um do outro, mas resolvi ignorar e deixar rolar. Recebi uma mensagem da Alice que dizia “Não vou poder te ver hoje, mas amanhã passo aí para irmos à minha casa. Te explico tudo depois”.
Chamei os paqueradores para irmos comer uma pizza no centro. Fomos no carro da Hanna, pois o meu ainda estava em La Push e eu o pegaria amanha. Depois de toda a diversão que tivemos eu e o Logan fomos para casa dormir. Acomodei-o no antigo quarto da minha mãe e eu apenas fui para o quarto do meu falecido avô.
No dia seguinte meu pai foi nos buscar para passarmos o dia em La Push. Chegando à casa da minha infância logo me senti melhor. Minha acolhedora e pequenina casinha da reserva, onde minha mãe e minha irmã Jessica com seu novo namorado (meu ex Victor) nos esperavam na varanda. Saí do carro e corri em direção a eles. Abraçei primeiramente a minha mãe, mas não resisti e me joguei no colo da Jessica.
— Meu Deus, que cabelo é esse? – ela falou. – Não importa, eu adorei e você está linda. Eu senti a sua falta girafa.
— Eu também anã – a abraçei ainda mais forte depois disso.
Comprimentei o Victor e apresentei o Logan para ele e para a Jessica. Passamos a maior parte da manhã rindo. As mulheres cuidaram do almoço, enquanto os rapazes ficaram assistindo a um jogo de futebol. Logan garantiu um emprego na oficina do meu pai e assim passamos o dia, como uma família.
Naquela tarde eu e a Hanna fomos mostrar a cidade ao Logan. Mostramos as praias de La Push, os melhores restaurantes (dois restaurantes na verdade), mostramos a escola e quando anoiteceu eu e o Logan fomos para casa e ele preparou o jantar.
Não entrei em contato com Alice naquele dia e nem no dia seguinte.
Dois meses depois
Tudo estava se ajustando aos poucos. Naqueles passados dois meses muitas coisas aconteceram. Jessica estava se mudando junto com o Victor para a minha casa, que agora era dela (resolvi passar a escritura para ela), ou seja, a casa estava uma bagunça. Coisas minhas estavam empacotadas para eu me mudar para a faculdade da California e Logan voltaria para o Havaí, mas não voltaria sozinho. Apesar do pouco tempo ele e Hanna se deram muito bem, então ela havia sido aceita da Universidade Manoa, situada em Honolulu, enquanto Logan apenas assumiria a Cabana novamente.
Enquanto a situação Cullen, era complicado. Eu raramente os via, e alguns dias falava com a Alice pelo telefone ou ia os visitar apenas quando eu não tinha nada para fazer.
Hoje seria a minha formatura (e a do Logan, da Hanna e do Victor). Estávamos todos ansiosos. Logan havia dormido em La Push e eu acabei passando aquela noite sozinha, mas acordei e dei de cara com a minha mãe na cozinha.
— Bom dia – ela falou e me deu um beijo na testa. – Ansiosa pela formatura?
— Bom dia. Na verdade estou mais curiosa do que ansiosa – respondi.
— Curiosa com o que?
— Com a senhora aqui. Não deveria estar fazendo o café do papai ou coisa assim? Algo aconteceu?
— Não, apenas queria fazer um agrado especial para a minha formanda que logo estará se mudando. Faculdade é um ponto tão importante na vida de alguém.
— Publicidade e Moda pela Universidade da Califórnia. Obrigada, mas é uma matéria pequena e eu só fui aceita pela minha carreira de modelo.
— Não importa como conseguiu, o importante é que você vai. Mas não acha muito longe filha? Uma cidade tão ensolarada como lá.
— Eu gosto do sol mãe e não mais do frio – respondi.
— Assim como eu na sua idade. Gostava do sol, mas me adaptei ao frio. Somos muito diferentes.
— Mas o Edward se apaixonou pelas duas mesmo assim – falei sem pensar.
Então tinha a situação Edward. Resumindo: ele não estava mais morando com os Cullen e eu não sabia o motivo, mas imaginei que ele estava apenas arranjando uma forma mais simples de me largar.
— Sabe, eu estava pensando nisso ontem – falou minha mãe e me serviu ovos mechidos e um bom suco de laranja. Depois ela se sentou de frente para mim – Ele pode ter sim gostado de mim, mas ele amou mesmo você e apenas você. Edward é muito antiquado e gosta das coisas corretas, assim como eu era. Ele viu em mim esse encaixe perfeito para ele, e eu apenas segui isso. Mas você foi o diferente, o estranho e mesmo assim ele arriscou porque logo quando ele te viu sentiu essa granda conecção. São duas coisas diferentes Veronica. Ele se encantou por mim e se apaixonou por você.
— Mas mesmo se apaixonando ele sumiu sem dar explicações.
— Tem certeza que foi isso que aconteceu? Não há algum motivo por trás da partida dele? Perguntou a Alice?
— Perguntei milhares de vezes, mas ela sempre arranja um jeito de desconversar.
— Tente conversar com outro Cullen, um mais sentimental.
— Quem? A Esme? Até para ela eu perguntei e nada.
— Procure melhor Veronica, procure melhor.
Finalmente eu estava alí naquele momento sentada com o Logan e a Hanna do meu lado direito e o Victor do meu lado esquerdo. Esperávamos pacientementes para nossos nomes serem chamados pelo diretor e assim ganharmos o nosso diploma. Chamaram o nome da Hanna, a oradora da turma, e assim todos ouviram atentamente o seu discurso.
— Tenho certeza que muitos dos meus colegas (ou seja, todos) vão pensar que finalmente saíram do Ensino Médio e agora são livres, mas eu vejo de outra forma. Uma fase da nossa vida foi completa, a fase dos erros, das loucuras e das paixões. Agora é a hora de se comprometer por completo, porque agora todas as ações que tomarmamos, boa ou ruim, vamos ter que sofrer sozinhos com a consequência. As verdadeiras amizades pemaneceram, assim como os amores. – falou ela olhando para mim e depois para o Logan – Só posso agradeçer por esses últimos meses e dizer: Danem-se as regras, agora é a hora de vivermos por conta própria.
Todos gritaram e assim continuaram as entregas. O Logan foi chamado, depois o Victor e por último eu. Assim que subi no palco improvisado que havia sido colocado na quadra de esportes, observei todos as pessoas me olhando, mas os Cullen não estavam alí, nenhum, nem mesmo a Alice.
Desci do palco e encontrei meu pai, que logo me abraçou contente.
— Vamos para a festa ou quer passar em algum lugar antes? – ele perguntou
Minha mãe e meu pai, junto com os pais do Victor, da Hanna e de outros pais organizaram uma festa para os formandos da Forks High, assim como a da escola da reserva que também estavam se formando hoje. A festa estava rolando do Pub Coffe, um restaurante novo na cidade.
— Vamos sim, não tenho que passar em lugar nenhum – respondi e dei o diploma para ele carregar.
— E os Cullen? Não vai passar na casa deles?
— Vou à Alice amanha – resolvi mentir para o meu pai, não queria dar uma explicação complicada de como eu me afastei dos Cullen por que… Na verdade eles que começaram a se afastar de mim e eu não reclamei, apenas aceitei isso.
— Então vamos, todos já foram.
— E não me esperaram? Que injusto – eu disse e ri.
Chegamos rápido ao Pub e logo encontrei com todos lá. Obviamente estavam todos dançando bastante enquanto eu apenas observava sentada perto de um barman bastante bonito. Ele olhou para mim e sorriu torto. Sorriso torto. Aquilo me lembrou do Edward o que fez meu coração acelerar.
Tive que sair do balcão antes que eu fizesse algo que eu não queria fazer, então minha mãe me chamou. Fui até ela que assim como eu apenas observava. Quando cheguei lá ela me deu a chave do carro dela.
— Para que isso? Não vou a lugar algum – eu disse e ignorei a chave.
— Sim você vai. Não gosto de te ver assim, você adora festas, mas antes de curtir a sua formatura você deve receber algumas explicações. Vá até os Cullen que eles irão te responder o que quer saber. Não quero que você viaje e se arrependa de não ter tentado antes.
Ela novamente me estendeu a chave e eu, como não sou boba apenas escutei o conselho dela e corri em direção ao estacionamento. Liguei o carro e dirigi sem pensar em nada, apenas no caminho para a casa dos Cullen. Quando cheguei lá Alice me esperava na porta da casa. Desci do carro e fui até ela.
— Parabéns formanda – ela falou e me abraçou, mas eu permaneci parada. – Entre, Esme está louca para te ver.
Estavão todos na sala e quando eu entrei foram me parabenizar pela formatura e tudo. Alice obviamente já sabia da minha faculdade e havia avisado a todos.
— Não quero ser grossa e nem nada, mas eu não vim aqui pelos parabéns – eu disse e todos os Cullen ficaram tensos. – Eu vou embora daqui a alguns dias e não posso sair daqui sem antes saber de tudo.
Música: Bruno Mars – It Will Rain
(http://www.youtube.com/watch?v=W-w3WfgpcGg)
— Não fique tão séria em um dia tão importante como esse – falou Alice tentando mudar de assunto, mas eu não fui tão calma como antes.
— Eu não vou desconversar novamente Alice, eu não sou a minha mãe que aceitou tudo o que o Edward fez com ela de boca calada. Eu PRECISO saber por que ele partiu. Não importa para onde e com quem, apenas por que.
— Querida, eu sinto muito que o Edward tenha partido, mas ele teve seus motivos – falou Esme tentando me acalmar.
Eu sentia que ia chorar a qualquer momento.
— Mas quais foram esses motivos? – perguntei novamente.
— Falem logo, parem de torturar a garota. – reclamou o Emmett.
— Cala a boca Emmett – falou Alice.
— Não mande ele calar a boca, ele tem razão Alice. Veronica precisa saber a verdade – falou Rosalie.
Caminhei em direção a Rosalie e Emmett e fiquei de joelhos para os dois.
— Me contem, por favor – eu implorei.
— Edward nos fez prometer que não contaríamos. Ele te amava e o sonho dele é que você seja feliz sem que ele interrompa – falou Rosalie e alisou o meu cabelo que ela havia repintado há algumas semanas atrás.
— Ele não queria que você ficasse tão presa a ele como sua mãe. Ele sabe que você é mais forte do que ela e que terá um futuro brilhante e assim como ele nós queremos isso para você – falou Emmett.
— Não queremos romper a nossa promesa e a decisão de Edward – falou Carlisle.
Sentei-me no chão e começei a chorar. Então ninguém me contaria e eu apenas teria que aceitar as brechas que ele deixou na minha vida. Eu me mudaria para a California e seria infeliz apenas por não saber o que eu fiz de errado para ele ter ido embora. Levantei o rosto e avistei o Jasper de longe, ele estava de costas e pensativo.
Era isso, essa era a única maneira. Minha mãe havia dito “Tente conversar com outro Cullen, um mais sentimental”. Quem seria menos sentimental do que o Jasper? Ele sentia o meu sofrimento e poderia me ajudar. Levantei-me e fui a sua direção. Sentei-me ao seu lado, ele se virou e me encarou.
— Jasper, eu sei que você está sentindo o meu sofrimento agora, os outros não compreendem. Apenas me diga que eu paro de perturbar vocês. Eu me mudo para a California, me formo e tenho uma vida feliz assim como querem, mas antes eu preciso saber.
Jasper olhou bem para mim e não aguentou a pressão e falou o que eu precisava.
— Ele nunca deixou de te amar. Os Volturi a queriam, mas ele não permitiu, ele nunca permitiria que você vivesse em um local tão cruel como aquele, então ele se entregou a eles no seu lugar.
Aquilo não era o que eu esperava. Eu pensava mais “Ele não me ama mais e estava fugindo de mim” ou “Ele estava com outra”, mas não isso.
Ele havia se entregado aos Volturi por mim, para salvar a MINHA vida. Aquilo tudo era culpa minha. Eu o afastei da minha vida e da familia dele. Eu fiz todos sofrerem.
— Por quanto tempo? – perguntei.
— O que? – perguntou Jasper confuso.
— Por quanto tempo ele deve servir aos Volturi?
— Um século.
MEU DEUS! Cem anos. O tempo de eu ter uma vida humana normal sem ele interromper, sem eu vê-lo novamente. Era muita informação ao mesmo tempo. Levantei-me e fui em direção à saída.
— Não saia assim. Se acalme primeiro – falou Esme.
— Eu não posso. Não posso olhar para as pessoas que eu afastei do Edward. Não suporto a ideia de que tudo isso é culpa minha.
Corri até o carro e saí dirigindo por entre as ruas estreitas da rua dos Cullen. Eu mal enxergava o caminho devido a grande quantidade de lágrimas que escorriam dos meus olhos até o pescoço.
Era tudo culpa minha. EU era uma destruidora de felicidade, eu era uma desgraça na vida de todos, eu queria morrer naquele momento e poupar o outros de mim. Fui limpar o rosto e soltei a mão do volante e de repente o mundo estava rodando e minha cabeça doendo, assim como o resto do meu corpo.
POV Alice
Vimos Veronica dirigir desesperadamente para fora dalí. Jasper não deveria ter falado nada, mas eu no fundo sabia que era o certo e que ele não conseguiria aguentar o sofrimento da Veronica por muito tempo. Caminhei em direção a Jasper, mas de repente eu via outra coisa.
Veronica dirigia e acabava perdendo o controle do volante e capotando. Depois vi o funeral dela acontecer.
— VERONICA! – eu gritei e então todos ouviram o barulho do acidente. Saimos correndo em direção ao local e vimos o carro da Veronica capotado, completamente destruido e com ela lá dentro.
POV Bella
Dei a chave do carro para a Veronica, mas logo me arrependi. Começei a sentir uma sensação entranha, como se o mundo estivesse girando. Sentei-me e logo Jacob veio me ajudar, afinal eu estava passando mal.
Passados alguns minutos recebemos uma ligação de Carlisle. Jacob me falou que nossa filha havia sofrido um acidente e que os Cullen estavam cuidando dela em casa, mas a situação era grave. Meu mundo começou a girar, então me desesperei e chorei todo o caminho até os Cullen.
POV Carlisle
Bella e Jacob chegaram, mas pedi para todos manterem eles fora daqui. A situação da Veronica não era boa. Ela tinha sofrido traumatismo craniano, quebrado as duas mãos e o pior, um vidro havia atravesado parte de seu abdomen, ela estava perdendo muito sangue. Mandei Alice avisar que teriamos que levá-la ao hospital, porque ela poderia morrer a qualquer momento.
Bella e Jacob invadiram a sala e quase cairam quando viram o estado da filha deitada na maca.
— Salve a minha filha Carlisle, salve ela – implorou Bella.
— Temos que levá-la ao hospital. Eu não tenho o necessário para ajudá-la – eu disse.
— Sim você tem – ela falou.
— Arrume o carro Alice, temos que levá-la agora ou o pior pode acontecer – eu disse e começei a ajustar a maca para levá-la dali.
— NÃO! – gritou Bella. – Não há tempo. Transforme-a Carlisle, transforme-a.
Olhei bem para Bella e Jacob, mas não sabia exatamente o que fazer.
— Faça, salve ela – pediu Jacob.
Então eu o fiz.
Dez anos depois!
POV Veronica
Meu nome? Veronica Black, mas logo seria mudado para Veronica Hale, irmã mais nova dos gêmeos Rosalie e Jasper Hale.
Tudo na minha vida havia mudado. Eu era uma pessoa completamente diferente.
Vocês devem estar se perguntando o que aconteceu, mas contarei pouco a pouco os tópicos desses passados dez anos.
Após o meu acidente de carro Carlisle me transformou em vampira para salvar a minha vida a pedido da minha mãe e do meu pai. Após os três dias de transição eu acordei sem saber o que havia acontecido, mas fui muito bem explicada pelos Cullen que me ajudaram durante todos esses anos na adaptação ao novo estilo de vida vampirico. Daqui a alguns anos poderei voltar ao colegial e estudar como todos os meus novos irmãos adotivos.
Eu fui uma vampira nova muito complicada. A minha sede de sangue superou a de alguns, mas tive bastante ajuda de todos e agora estava mais adaptada a tudo. Claro que antes de tudo tive que inventar uma nova história, então devido ao meu cabelo loiro tingido eu tive que ter parentesco com os “gêmeos” Hale. Rosalie adorou a ideia de ser a minha irmã mais velha.
Meus pais ainda estavam vivos e felizes morando em La Push. Os visitei há dois anos, apenas para dizer o verdadeiro adeus. Minha irmã se casou com o Victor e eles moram em Forks, ela está grávida do segundo bebê, uma menina que se chamará Veronica em homenagem a tia morta (que era eu. Para todos na cidade eu havia morrido tragicamente naquele acidente).
Hanna e Logan não haviam se casado, mas ainda moravam juntos. Ele vendeu a Cabana e começou a trabalhar na pesquisa dos pais e finalmente descobriu que seus pais eram vampiros, por isso decidiu não ir atrás deles como havia planejado. Há dois anos publicou um livro Crônicas Bizarras de Veronica Swan (em homenagem a mim com o sobrenome do meu avô), o livro era um sucesso, eu mesma era uma grande fã. Hanna acompanhou o sucesso dele, mas sozinha abriu uma escolhinha de música e dava aulas para pessoas de todas as idades. Ela estava grávida, mas ainda não havia contado ao Logan sobre isso.
E o Edward. O grande e não menos importante assunto Edward. Ele ainda servia aos Volturi e seria solto dali a 90 anos. Ele não podia ter contato com ninguém de fora, por isso não sabia de minha transformação. Eu estava esperando por ele e tinha esperanças de que ele ainda pensava em mim.
Demorados noventa anos depois!
Era hoje. Alice havia recebido um aviso teleport do Edward que ele havia sido liberado hoje e que estava voltando para casa naquele dia (estavamos nos Apalaches). O mundo havia mudado bastante. Temos os chamados teleports que são espécies de e-mails ainda mais rápidos, mas em vez de serem digitados vêmos imagens do contato que o enviou. Não, não temos carros voadores, mas temos nossos jatinhos e pistas de pouso em casa para ele. Edward vinha de Ultra Avião, o avião mais rápido do mundo. Ou seja, logo ele estaria alí.
Eu havia saído para caçar, pois não queria estar lá quando ele chegasse. Depois do meu “lanche” voltei para casa nervosa. Eu sabia que ele estava lá, podia sentir ele. Esse era o meu poder especial, perceber a presença de alguém conhecido a metros de distância e até mesmo dizer o tipo de roupa, cabelo e idade da pessoa apenas ao olhá-la.
Música: Christina Perri – A Thousand Years
(http://www.youtube.com/watch?v=rtOvBOTyX00)
Caminhei pacientemente e pude avistar a casa de longe. Antes mesmo de vê-lo pude reparar que sua dieta era de humanos, ele estava cansado e com uma roupa toda preta. Seu cabelo estava o mesmo, só que menos arrumado. Ele tinha olheiras fundas e arroxeadas. Sofri ao perceber que ele parecia deprimido. Ouvi a conversa deles.
- Estou bem Esme, só preciso caçar – falou Edward.
— Tire essa roupa preta antes, isso não combina com você – falou Alice.
— Vamos caçar uns ursos, a época está boa – falou Emmett.
— Obrigado, mas eu vou sozinho e vestido assim mesmo.
Ele agora corria em direção ao local que eu estava. Resolvi me esconder e vê-lo passar por mim. Ele era bastante rápido para um vampiro, o que me fez sorrir, pois eu também era bastante rápida para os outros. Ele passou por mim e nem me notou.
— Vai mesmo me ignorar? – falei alto o suficiente para ele me ouvir.
Ele parou e se virou achando ser uma coisa natural, mas quando ele levantou o rosto e viu que era eu se assutou e permaneceu calado.
— Depois de um século você vai realmente ficar aí parado sem fazer nada? Nem ao menos dizer um oi? – falei “chorando” e rindo ao mesmo tempo.
O meu coração estava acelerado (não sei que coração, afinal o meu estava parado, mas eu podia sentir a mesma sensação que sentia quando era humana e o via).
— Você é real? E é uma vampira? – ele finalmente falou. – Como isso aconteceu?
— Vai mesmo se ligar a essas perguntas bestas? – falei e fui à velocidade vampira e fiquei cara a cara com ele.
Antes mesmo de ele responder eu o beijei como esperei durante todos esses anos. Ele não reagiu primeiramente, mas logo depois começou a retribuir o carinho.
— É você. Eu pedi tanto por você – ele implorou. – Você é o amor da minha vida e aqui está você. Eu te amo.
— Eu também te amo – respondi e nos beijamos novamente.
Eu tinha sede de Edward, então tornei os beijos mais quentes. Rasguei aquela blusa ridicula e o joguei no chão. Ele correspondeu às minhas ações e tirou a minha blusa e me apertou ainda mais em seu corpo. E alí mesmo na floresta nós nos amamos pela primeira vez.
Então essa é a minha louca história de amor.
Um dia na minha escola nova conheci um garoto alto, de belos cabelos cobres e bagunçados e com um belo sorriso torto. Logo me encantei por ele. Passamos por grandes obstáculos. O fato de ele ser um vampiro, de ele ter namorado a minha mãe, de ele ter se oferecido no meu lugar aos vampiros “reis”, os Volturi, e muitas outras coisas. E apenas cem anos depois, quando eu já era uma vampira, nós tivemos a oportunidade de nos amarmos pela primeira e finalmente ficarmos juntos.
Tudo vem com o tempo e eu demorei a perceber isso. Por isso eu digo: nunca se precipite, antes de tomar qualquer decisão na sua vida, pense, pois grandes oportunidades podem ser desperdiçadas e até um grande amor pode ser perdido.
Ame intensamente, mas nunca se esqueça de amar a si próprio antes.
FIM!
___X___
Tem sido uma aventura ENORME postar aqui para vocês. Sei que foi um longo tempo que essa fanfic demorou. Ela foi cancelada, voltada a vida, cancelada de novo e aqui está ela. Fiquei meses sem postar, mas finalmente chegamos ao final.
Espero que tenham gostado e espero vê-los nas minhas outras fanfics:
True Blood — Crônicas de Brooksvield .
E já aviso que repostarei os primeiros capítulo, pois eles estão muito mal escritos e cheios de erros.
Arrasem nos comentários em. Amo muito vcs. Beijãao e obrigada por tudo.
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