Lua Nova 2 - a Mudança.
16 Capítulo 16
Notas iniciais
Vamos ler!
E sejam bem vindas de volta!
Capítulo 16
— Está tudo bem, Veronica? Você não falou nada desde que chegou aqui em casa – disse Alice para mim. Como aquela baixinha podia reparar em tudo?
— Estou bem sim, Alice. Estava apenas pensando – eu disse e me virei, pois ouvi barulhos na escada.
— E eu gostaria muito de saber em que a sua mente se ocupava – disse o meu Edward. Meu! Eu simplesmente adorava falar e pensar nele como meu.
— Oi – eu disse e me levantei do grande sofá deles para abraçá-lo.
Seu corpo estava gelado como sempre, mas para mim continuava sendo perfeito. Passei a mão em seus cabelos cor de cobre e dei um leve beijo em seus lábios. Eu não iria aprontar nem nada disso, eu sabia da fraquesa dele com o sangue humano, mas é que beijar o Edward era tão bom que eu não conseguia parar.
Ele se entregou um pouco mais ao beijo e eu tive que parar para respirar. O que havia de diferente nele? Eu estranhei, mas adorei e obvio que eu não perguntei.
— Aonde vamos? Estou super curiosa – eu disse e peguei em sua mão.
— Vamos te apresentar aos meus pais – disse o Edward.
— Seus… pais? Eles não deviam estar mortos ou algo assim? – perguntei e Edward e Alice riram. Não achei graça em nada.
— Não os meu pais biologicos, os meu pais adotivos – respondeu Edward.
— Aah, certo. Os outros vampiros você quer dizer? – perguntei a ele. Ele apenas acenou com a cabeça e beijou os meus cabelos negros, que estavam levemente lisos. Graças a chapinha.
— Eles chegarão em alguns segundos – disse a Alice.
De repente meu coração começou a dar pulos. Eu estava nervosa. Eu sabia que eles eram vampiros civilizados, mas mesmo assim eu estava nervosa. Eles eram os vampiros fodões e eu era só uma humana maluca que estava namorando o ex-vampiro da mãe. Tudo bem!
“Fique calma, eu estou aqui para te proteger” sussurrou o Edward em meus ouvidos.
Naquele momento eu me acalmei, mas logo depois segurei sua mão bem forte a minha. Então eles entraram.
Primeiramente uma mulher de altura mediana, com cabelos castanhos acobreados de mãos dadas com um homem loiro, jovem e bonito entraram na casa. Carlisle e Esme, segundo as minhas informações.
Depois um cara enorme de cabelos negros com a mulher mais linda que eu já vi em toda a minha vida, seu cabelo loiro era grande e brilhoso. Eram Emmett e Rosalie.
— Olá querida, sou Esme – disse a mulher de cabelos castanhos e me abraçou logo depois.
— É um grande prazer conhecê-la Veronica, eu sou o Carlisle – disse o pai do Edward e apertou a minha mão livre, a outra segura fortemente a do Edward. Ele com certeza não estava sentindo dor nenhuma.
— Sou Emmett, o mais bonito e mais forte dos Cullen – disse o grandão e deu um aperto em minhas mãos.
— Sou Rosalie – disse a garota de cabelos loiros e logo depois se afastou.
— É um prazer conhecer todos vocês. Edward, Alice e Jasper falaram muito de vocês – eu disse e me aproximei ainda mais do Edward.
— Edward nos falou muito de você também – disse a Esme.
— Eu pensei que você seria bastante parecida com a Bella, mas parece que eu me enganei – disse a loira.
— Rosalie – repreendeu Carlisle. – Não a ofenda.
— Não me ofendeu – eu disse. – E eu sou parecida com a minha mãe sim, mas não exageradamente.
— Cada um tem a sua aparência, querida – disse Esme.
— Pelo menos você se maqueia e se arruma, a Bella dava um trabalho para essas coisas – disse a Alice e todos riram, incluindo eu. – Mas eu admito que adorava arrumá-la, mas eu nem preciso fazer isso com você.
— Isso com toda a certeza eu não puxei da minha mãe. Eu aprendi a me arrumar por causa da profissão de modelo – disse.
— Você era modelo? – perguntou Rosalie.
— Sim, mas infelizmente eu não tinha essa beleza que você tem – respondi a ela que riu.
— Você também é muito bonita – disse a Rosalie e deu um leve sorriso. Ufa! Edward havia me falado que com ela seria dificil de lidar, mas não achei que seria tão… tão fácil.
— Obrigada – eu disse.
— Então me conte Edward, deu o azar de não ler os pensamentos dela também? – perguntou o Emmett e senti o Edward rindo ao meu lado.
— Parece que sim, mas eu tive a oportunidade de aproveitar algum tempo lendo a mente dela e ganhei a abilidade de ler os pensamentos da… da Bella – disse Edward.
— Eu andei pensando muito sobre isso Edward – disse Carlisle. – Finalmente cheguei a conclusão de que isso é algo seu. Do seu psicologico. Talvez você não lesse os pensamentos da Bella por querer tanto entrar na mente dela desde a primeira vez que a viu e quando conheceu a Veronica não dava tanta importancia a ler a mente dela.
— Então eu voltei a ouvir os pensamentos da Bella por não dar mais importancia para isso e deixei de ouvir os da Veronica porque eu tinha a necessidade de ouvir o que se passava na mente dela? – perguntou o Edward.
— Exatamente – respondeu Carlisle.
— Interessante – falou Edward.
Passamos boa parte da noite conversando e nos conhecendo melhor. Rosalie na maioria parte ficava séria e calculista, mas de vez em quando ela amolecia e entrava na conversa. Emmett e Alice eram os que conversavam sempre sobre algo engraçado. Carlisle e Esme eram os amáveis, sempre me perguntando como eu me sentia com tudo isso e eu apenas dizia que estava bem. Jasper, Edward e eu apenas respondiamos quando alguem nos chamava.
— Sua familia é muito divertida – eu disse quando parei o carro próximo a fronteira. – Adorei conhecê-los.
— Que bom que gostou – disse ele sério.
— O que aconteceu Edward? Você ficou sério a noite toda. Está tudo bem? – perguntei e me virei para ele.
— Não é nada – ele disse. – Não se preocupe com bobagens.
— Você não é uma bobagem – respondi. Suspirei bem alto e olhei em seus olhos. – Está assim por causa do que Carlisle te falou sobre ser sua culpa o negocio na mente?
— Só não acredito que não consigo mais entrar em sua mente por minha causa. Isso é muita estupidez de minha parte.
— Não diga isso, afinal você nem tem certeza do que o que ele disse é verdade, foi apenas uma hipotese.
— Um hipotese muito boa.
— Por que você está tão encomodado por não poder ler os meus pensamentos?
— Sinceramente eu não sei – ele disse e deu um leve sorriso torto.
Vi que agora ele estava bem. Me aproximei e o abraçei. Fiquei assim durante algum tempo, até que ele me afastou. Pegou meu rosto em suas mãos e me beijou. O beijo foi mais do que eu esperava. Ele foi caloroso, apaixonado. Minhas mãos passeavam por seus cabelos e as mãos dele nos meus.
— Tenho que ir agora – eu disse e me afastei. – Amanhã tem aula.
— Eu sei disso. Mas antes, eu queria dizer que sinto muito sobre a sua irmã mais nova – ele disse.
— Como você sabe sobre isso? – eu perguntei.
— Vi na mente de sua mãe, ontem no hospital – ele respondeu.
— Ah, certo – falei e olhei bem em seus olhos, que estavam negros e suas olheiras fundas. – Você não vai para a aula amanhã, não é?
— É, eu não vou. Tenho que caçar e o Emmett precisa de companhia. Os ursos estão bem raivosos nessa época. O Emmett adora.
— Que bom. Então quando você volta?
— Chegarei logo amanhã a noite – sinto que fiz um barulho, uma especie de gemido. Edward riu. – Eu volto logo.
— Eu sei – respondi e ele saiu do carro.
— Durma bem – ele falou na janela do carro e saiu correndo em velocidade vampirica enquanto eu o observava rapidamente e depois dirigia em direção a casa dos meus pais.
Acordei no dia seguinte e tomei rapidamente o meu café da manha.
Andei até o meu armário e avistei o Victor saindo da secretaria. Ele estava diferente, o cabelo mais curto que o normal, usava apenas uma bermuda e uma blusa regata. Acenei para ele, mas ele virou a cara e saiu de lá. Logo atrás, Sam Uley, o pai dele o seguiu.
Enquanto isso uma garota de cabelos laranja. Sim laranja, mas muito bem pintados, baixinha e de expressão confusa se aproximou do meu armário. Ela olhou a senha no papel e tentou de qualquer maneira abrir o armário, mas não obteve sucesso.
— Precisando de ajuda? – perguntei a ela.
— Não sei, acho que eu só coloquei a senha errada – ela disse.
— Talvez você tenha aberto o cadiado errado – respondi e fechei o meu armário e me aproximei mais do dela. – Posso?
— Claro – ela respondeu. – A senha é 34559.
— Ok – respondi. 34559 eu girei no cadiado e depois o puxei e ele abriu. – Pronto!
— Como você fez isso? – ela perguntou.
— Você abriu o cadiado errado. Gire a senha depois empurrar ele um pouco antes de querer puxar ele de uma vez – respondi e ri.
— Então esse era o segredo, se não fosse você eu nunca teria aberto o meu armário – ela falou e riu. Seus dentes da frente eram separados. Um certo charme.
— Não há de que – eu disse. – Nova na cidade?
— Sim – ela respondeu e guardou algumas coisas no armário.
— Seja bem vinda a Forks, eu sou Veronica Black.
— Hanna Adams.
E então o sinal bateu.
— Qual a sua aula? – perguntei.
— História – ela disse depois de olhar na carga horaria dela.
— A minha é de matemática, mas a sala é no mesmo caminho.
— Legal – ela disse e fechou o armário.
O resto do dia foi bom. A Hanna era super divertida. Passamos o almoço juntas e combinamos de fazer a atividade de geometria juntas amanhã.
Eu sentia muita falta do Edward e da Alice, mas eu superaria a saudade.
Cheguei em casa e fui checar o meu celular.
Havia uma mensagem.
“Ursos dificeis, mas eu estou fazendo de tudo para chegar o mais rápido possivel. Saudades de você”.
Eu tinha quase certeza que não tinha sido o Edward que tinha escrito aquilo e sim o Emmett, mas deixei isso para lá.
— Veronica venha jantar – gritou o meu pai.
Deletei a mensagem e fui jantar. Durante o jantar assistiamos TV. Passava uma matéria sobre cabelos.
— Que cabelo loiro bonito – eu disse. – O que você acha de eu ficar loira, mãe?
— Qual a ocasião de querer ficar loira? – perguntou ela.
— Só quero mudar um pouco – disse.
De repente vi na TV um tom de ruivo e isso despertou a minha lembrança. Como eu tinha me esquecido disso? Coisa minha mesmo.
— Sabe, esse cabelo ruivo me lembrou de algo – eu disse.
— O que filha? – perguntou o meu pai.
— Uma mulher com os cabelos dessa cor, ou parecido perguntou onde a senhora morava. Ela parecia te conhecer – disse e tomei um gole de água.
— E qual era o nome dessa mulher? – perguntou a minha mãe e se levantou. Pegou o prato dela, o do meu pai e o meu para levar à cozinha.
— Victoria – eu disse e os pratos da mão dela cairam e se quebraram no chão.
Pânico se estabeleceu nos rostos dos meus pais. Quem era essa Victoria?
— Se acalme Bella – disse o meu pai e fez ela se sentar. – Vou ligar para o Sam e você Veronica, ligue para os Cullen.
— Para que? – eu perguntei.
— Apenas ligue – ele gritou e eu sai correndo para o meu quarto para ligar para a Alice.
— Oi Veronica – disse a Alice no telefone. – O que aconteceu?
— Oi Alice, o Edward já chegou? – perguntei.
— Sim, vou passar para ele – disse ela sem reclamar nem nada.
Ouvi alguns barulhos ao fundo, mas logo depois ele atendeu.
— Oi – foi o que ele disse.
— Oi Edward – eu disse.
— O que aconteceu? Alice me disse que você parecia assustada e devo concordar com ela.
— Meu pai mandou eu te ligar – falei.
— Por quê? O que aconteceu?
— Não sei, mas parece que uma tal de Victoria está atrás da minha mãe o que assustou eles dois.
— Victoria voltou? – perguntou ele com a voz séria e grossa.
— Quem é Victoria? – perguntei e então Edward começou a me explicar.
Notas finais
O próximo capítulo é o ultimo dessa fase.
Alguem quer saber o que vai acontecer na segunda fase? Bom, deem suas opniões, mas posso adiantar que vai ser emocionante.
No próximo capítulo vamos ter Victoria, romance, brigas, ciumes e muuuuito medo..... hahaha '.
Até lá. E obrigada a quem voltou a acompanhar a fanfic. Beijos!
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