Lua Negra

2 Capítulo 2 - Acumulo de trabalho e café


Notas iniciais
Vocês pediram e eu atendi. Aqui esta o novo capitulo da fanfic! Eu sei... eu sei... eu demorei, mas eu tenho que admitir algo para vocês: Eu já tinha feito a alguns dias atrás a primeira parte desse cap, infelizmente a continuação dele não saia. Foram madrugadas e madrugadas gastas olhando para o Word no pc, lendo e relendo e pensando no que e como escrever, até que uma luz se acende sobre mim – e não é a do quarto. Conta de luz esta cara – e eu resolvi iniciar a continuação em outro documento em branco em qualquer parte do cap e depois somente ligar as duas de forma coerente! Ministério do ante-stress adverte: Não tentem isso em casa, pois pode causar a maus hábitos dos quais cada um faz uma parte do trabalho em grupo e juntam no dia da entrega. Boa leitura e comente!

Tanto quando ela quer, Akko não viu Diana naquela noite e nem na seguinte e na seguinte. Ela deu uma caixa de chá para insônia e devido ao seus conhecimentos em ervas — cortesia de sua ligação com a natureza — ela sabia que não á veria tão cedo. Em outro lado ela mesma também não havia ficado mais tantos dias no bosque a tarde da noite, a semana de provas da faculdade estava chegando e há vários trabalhos que devem ser entregues — com prazos mínimos de tempo, mas ela jura que não é culpa dela — se ela quiser salvar suas notas de um fundo trágico, digno a título de filmes românticos trágicos;

— Titanic;

— A culpa é das brincadeiras com espíritos;

— Como eu era antes de dormir tarde da noite;

Entre outros a qual não lembra o nome, esse não é seu gênero favorito. É o de Lotte.

Então para salvar seu semestre Akko chegou a conclusão de que sacrifícios devem ser feitos, o que nos leva a situação atual.

Ela é uma pessoa hiperativa, eles dizem. TDAH, afirmam ser o nome para “tudo”. Audição seletiva também faz parte da lista. O que isso tudo isso significa? Ela não tem a menor ideia, não se sente doente e nem possuí problemas de saúde física, mas há uma série de coisas que tem que evitar de consumir devido a esses diagnósticos, uma delas na qual está colocada em montes em sua mesa.

Café.

Felizmente Akko não é uma pessoa de Café. Café é ruim. Ela prefere algo mais doce, o que, também, entra na lista de coisas que não deve consumir.

Ou consumir de forma totalmente moderada, mesmo que eles nunca tenham especificado a quantidade de doces que devem ser consumidas, então.... Se não há um limite não há culpa, certo?

Errado.

Em algum lugar da sua mente existe uma memória vaga de acordar em uma banheira em um hotel cheia de Coca-Cola abraçada com um gnomo, desde então ela nunca mais tomou misturas energicamente doces que Amanda ofereceu.

Digitando, digitando, digitando e revisando a linha de programação, existem tantos caracteres e linhas, e coisas, e o café.

Café a qual bebia novamente, e em goles, o ultimo copo de vários futuros e há tanto para se fazer, tantas coisas para terminar e tanto tempo que precisa ficar acordada. Akko sente que se tomar mais um copo ela pode realmente surtar e não por culpa do café.

Quer dizer, sim, por culpa do café, mas não um surto pelos efeitos do café.

Seus dedos provavelmente vão cair de tanto tempo digitando e suas vistas doem. Existe algo positivo nisso?

Malditos trabalhos.

Viva ao esforço do sacrifico de uma mente sã.

— Você será a primeira pessoa que eu conheço a ter uma overdose de cafeína. Não que isso me surpreenda.

— Sucy! — Advertiu Lotte — O que ela dizer é que está preocupada com você, Akko. Você está aí a horas somente digitando e bebendo café e mais café. Lembra da festa no quarto da Amanda? Não acha melhor parar...?

Estremeceu só com a menção.

— Mas Loooootteee eu ainda tenho muito o que fazer e tem os prazos.... — Gemeu enquanto batia a cabeça contra a mesa. — Eu estou perdida.

Gemeu novamente.

— E de quem é a culpa? — Comenta Sucy com desdém — Você nem é boa em fazer esses tipos de coisas de ser responsável..., mas já que insiste talvez eu tenha alguma mistura aqui que possa fazer você se concentrar melhor e ficar acordada.... — Um sorriso de tubarão enfeitou seus lábios — Estava precisando de anotações sobre os possíveis efeitos colaterais mesmo... — Riu.

— Talvez você devesse dar um tempo Akko... você está nisso a dias, tenho certeza de que você conseguiu adiantar bastante coisa, por que não para um pouco? Amanhã é sábado mesmo.

Akko joga a cabeça para trás no encosto da cadeira e encara o teto. Sente-se como seu cérebro vai derreter-se e escorrer pelos ouvidos. E com motivo.

Soltou um suspiro exasperado — Eu sei disso, mas-

Foi cortada pelo ronco de seu estomago. O quarto ficou em silencio.

— Pare de pular a janta, por um momento achei que algum animal selvagem e faminto tivesse fugido do zoológico e resolvido vir fazer uma deliciosa refeição aqui.

— Sucy...

Bufou cruzando os braços. Isso é impossível e mesmo que um animal selvagem e faminto tivesse realmente fugido do zoológico e resolvido entrar justamente em seu dormitório para se alimentar, o que ela não duvidava muito considerando sua sorte, Sucy provavelmente deve ter alguma poção — pois não há outro nome melhor para aqueles seus experimentos ilícitos — que o matará em menos de alguns segundos. Talvez um liquido ou um gás venenoso ou alguma criatura metade fungo metade planta carnívora que se prolifera através da escuridão e do medo de suas presas, devoradora de animais selvagens fugitivos do zoológico, que ela deve esconder em algum lugar desse quarto.

E falando em poções ilícitas, olhou para a estande da companheira cheia de vidros e vidros com os líquidos mais diversos e mortais distribuídos de forma totalmente despreocupada pela bancada. Alguns estão abertos a qual sai uma fumaça mais suspeita que o próprio conteúdo dentro. Uma noite dessas jurou acordar no meio da noite apenas para presenciar sua amiga colocando uma gota de algo azul em uma aranha do tamanho de sua mão e ela... bem... pobre aranha.

Akko tem absoluta certeza que se algum desses frascos cair no chão as consequências mínimas serão o isolamento do campus inteiro, mas estamos falando de Sucy e Sucy não trabalha com consequências mínimas.

Isso era uma experiência própria.

Seu estomago ronca novamente, tirando-a de seu transe.

— Akko.... Não é melhor você ir comer?

Olhou para Lotte que a encara preocupada e atenciosa.

Lotte é uma boa amiga.

— Mas Lott-

— Se esse estomago roncar novamente eu terei certeza de que ele nunca mais faça algum barulho e de que você nunca mais sinta fome.

Olhou para Sucy que a encara como se estivesse matando sua alma, o que uma pequena parte sua não duvida que estivesse acontecendo neste exato momento.

Mas ela não deveria se preocupar, certo?

Sucy também tenta ser (talvez?) uma boa amiga, na maioria vezes.

Mas Akko é uma Kitsune, uma criatura mística das lendas japonesas. Seu poder é inimaginável, sua inteligência ultrapassa anos e anos de conhecimento humano. Ela é um ser místico e totalmente forte. Dizem que apenas sua presença já afortuna gerações e gerações de famílias!

Ela não tem medo de um humano, seja quem é. Ela não será ameaçada. Carregava milhares de anos de sabedoria e luta de seu povo em suas costas, o que eles diriam se a vissem se encolher de medo por uma simples ameaça sem fundamento de um humano?

Akko respirou fundo, abriu a boca e deu a melhor resposta que podia;

— Vou dar uma volta.

Levantou e correu para fora do quarto.

No caminho para o refeitório reparou em como o campus estava lotado. Cada pequena, grande e media mesa é ocupada por estudantes dos diversos cursos disponíveis. O refeitório não se salva, mesmo considerando o horário. Há pessoas aqui e ali, espalhadas, sentadas conversando ou sozinhas tomando algo, mas a maioria revisava os estudos.

A época de provas é cruel para todos.

Ergueu a cabeça a procura de algum lugar vago o suficiente para sentar e comer. Em sua mão está um derivado de alta classe das comidas de tipo massa, simples e prático de se fazer, mas que contém uma série de acompanhamentos variados para balancear a dieta.

Cup noodles de carne.

Na outra mão um suco natural de laranja.

Continuou passando seus olhos pelas multidões de alunos. Um lugar, ela só precisa de um lugar. Não tem nenhum.

Abaixa a cabeça em um suspiro de desistência, todos estão cheios. Virou para trás retirando-se do local, quando quase bateu em alguém. Soltou um grito assustada e esquiva-se para o lado, assim como a jovem. Dá alguns passos desajeitados para trás afim de recuperar o equilíbrio, tentando não derramar sua comida no chão, nela ou na garota. Solta um suspiro assim que se manteve firme em seus pés.

— Me desculpe, você está bem? — Perguntou.

— Tudo bem, eu estou bem. — A voz fez uma pausa — Acredito que você também não se machucou, certo?

Deu uma risada desconcertada — O que? É preciso mais que isso para me derrubar! — Bateu no peito com a mão que carregava o suco, algumas gotas caíram em sua camisa. — Err...

— Ficou feliz em saber disso. — A voz agora carregava diversão.

Abriu um sorriso sem jeito e olhou para quem quase derrubou.

É Diana.

Travou sua respiração na garganta, junto com um quase outro grito.

Diana fazia como si a alguns segundos atrás, procurando por cima das multidões algum lugar vago o suficiente para comer e assim como si seus ombros se abaixaram em desistência quando não encontrou nenhum.

— Lotado hoje, não? — Questionou para si. Ela ergueu-se nas pontas dos pés novamente e procurou algum lugar, seu olhar se prendeu para os cantos do local onde pessoas sentavam no chão encostadas na parede para estudar ou comer. — Provavelmente tudo que restou foi a parede — Não tendo, realmente, algum lugar vago Diana se colocou em direção a um canto livre para sentar e comer no chão.

E infernos que Akko permitirá isso.

— Eu... hmmm... Eu conheço um lugar que deve estar vazio, se você não se importar. — Sugere timidamente.

Diana levanta uma sobrancelha, mas sua postura é relaxada. Olhou para sua bandeja de alimentos e depois para Akko — Se não te incomodar... eu... aprecio o gesto.

Sorri com a resposta — Só vamos ter que andar um pouco, mas acho que você não vai se importar... e ah! Realmente não é longe, eu garanto! Então sua comida nem vai esfriar e tudo mais, mas se você se sentir realmente preocupada com isso nós podemos tentar dar uma corrida, somente se você estiver seguro de que seu alimento não vá ca-

— Diana.

— Eh?

— Diana, me chamo Diana Cavendish — Sorri sutilmente.

Um sentimento estranho sobe em si, no peito, como um calor interno. Suas bochechas se aquecem um pouco. Akko devolve o sorriso.

— Atsuko Kagari, mas você pode me chamar de Akko.

— Muito bem Akko, acredito que você possa liderar o caminho então?

— Sim! — Anima-se — Siga-me!

Notas finais
Repetindo, eu estou aceitando dicas para os cursos da Hana e Barbara. Outra boa noticia é que diferente desse capitulo qual eu não tinha a menor ideia do que e como escrever. Eu literalmente não tinha ideia do que falar nele. Para o próximo eu já tenho um enredo em mente, e anotado por fins de amnésia, então creio eu que deve ser mais fácil de trabalhar. Vejo vocês no proximo cap! Espero que tenham gostado.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.