Lua De Sangue
19 Capítulo 19 - Vitória
Notas iniciais
A decisão de Sam e Dean. Espero que curtam minna.
— VENHA! — Grita a vampira Akasha.
Dean caminha devagar, quando próximo a Akasha ele muda de direção indo onde está Mary no chão ignorando a vampira. Todos se sobressaltam com exceção de Sam.
— Temos que detê-lo ele vai pegar Mary! — Exclama alto Bobby.
Contudo Sam os impede, ele foi o único que notou que Dean ainda estava ali apesar da transformação, ele estava no controle, ele dominou a metamorfose e, jamais faria mal a sua mãe.
— Pode deixar aquele é o Dean. Eu sinto, é ele. Não fará mal a nossa mãe.
— Tem certeza disso garoto?!
— Absoluta Castiel. — Sam responde em tom seco, ainda não se esqueceu da travessura deste Castiel com o seu irmão.
Akasha enfurecida por ter sido ignorada avança com tudo para cima de Dean. — Eu estou aqui seu maldito. Como se atreve a me ignorar dessa forma, pensa que é mais do que eu, pois vou lhe mostrar o quanto você se engana quanto a isso. — No meio do voo, ela se teleporta para o lado esquerdo de Dean que para sua surpresa a intercepta quando iria chuta-lo defendendo o golpe, agarrando-a pela perna e socando-a no chão. A força descomunal que possui agora faz o chão se despedaçar.
Dean pega Amélia que está inconsciente e logo em seguida Mary, sua velocidade é tão absurda que em menos de um piscar de olhos está na frente de Sam, entregando as duas mulheres para ele. Recebendo-as Sam diz: — Dean está tudo bem, é você não?
— Ainda que transmutado, Dean lhe sorri ao mesmo tempo em que as lágrimas lhe caem naqueles enormes olhos estreitos avermelhados respondendo com uma voz muito similar a um urro: — Sim Sammy, sou eu e está tudo muito bem.
Depois disso ele já se encontra em frente à Akasha que acaba de se refazer do golpe sofrido, ela se teleporta para as costas de Dean o soca, ele defende, ela teleporta de novo, ele defende, todos olham atônitos a facilidade com que Dean detém os golpes da vampira.
— Ele consegue prever o ataque dela?! — Pergunta Meg, com Rubi apoiada em si.
— Errada minha cara. Ele está com os sentidos superapurados, sendo assim simplesmente consegue farejar ela antes mesmo dela se materializar. — Responde Castiel.
Victor complementa. — Resumindo, o cheiro dela denuncia-a.
— Isso quer dizer que seus sentidos são mais apurados do que os dos vampiros ou lobos.
— Ele tem uma combinação dos dois juntos, superando-os. — Enfatiza Castiel.
Em mais um teleporte de Akasha Dean a pega pelo pescoço. — Chega SUA VACA. — Ela se debate, forçando com as duas mãos, tentando se livrar do aperto forte que Dean exerce.
— Me... Ungh... Solte. — Dean está a estrangulando.
— Você feriu minha mãe, você matou meu melhor amigo, uma das pessoas mais importantes pra mim. Tem ideia da dor que eu estou sentindo agora? Você consegue saber o tamanho do sofrimento que me causou SUA MALDITA.
Dean força a mão que segura a vampira, suas garras vão sendo cravadas lentamente no pescoço de Akasha. Ele a ergue para o alto e com a outra mão da o golpe final, decapitando a vampira.
A cabeça voa longe enquanto que Dean solta o corpo no chão e de forma lenta o Alfa Hibrido vai retornando a forma humana.
Castiel caminha para perto de Mary, Sam e Meg fazem o mesmo, perto dela agachado Castiel a indaga: — Mary alguns poucos vampiros e Werewolfs sobreviventes se entregaram, eu adoraria estripar cada um deles, no entanto essa decisão cabe a você e não a mim, o que eu lamento muito. O que devemos fazer? Mas antes de dar a resposta lembre-se que seu segredo, o seu querido filhinho corre perigo.
— Não mais Castiel. A Rainha encontra-se ferida sem condições para tanto, nesse caso eu o Príncipe assumo seu lugar interinamente até que ela se restabeleça. E eu jamais permitirei que a vida de Dean corra tal risco. Foi uma promessa que eu fiz para Benny. — Nesse instante ouvindo as palavras de Sam, Dean o fita de onde está um pouco mais afastado.
— Todos os Vampiros e Werewolfs que ousaram invadir a mansão sentenciam a morte. EU ORDENO, MATEM TODOS.
Sam caminha indo em direção ao corpo inconsciente de Lilith. Ele passa por Ruby que o acompanha, ambos sorriem um largo e longo sorriso maquiavélico. Ele ergue a vampira mantendo-a ajoelhada e puxando seus braços para trás. Castiel mais afastado, se senta de cócoras sorrindo, saboreando o que vê. A seguir todos ali fazem o mesmo.
Lilith é acorda por Ruby que agacha ficando na mesma altura da ex-capitã, ela pega apertando forte sua mão no rosto da mesma. — Agora você ira pagar pelo que nos fez. — Ruby levanta, olha para Sam.
— ESSA É A ASSASSINA DE MEU FILHO, E ESSE É O DESTINO QUE TERÁ POR TAL OUSADIA. QUE ISSO SEJA UM EXEMPLO PARA QUE OUTROS NÃO TENTEM MAIS NADA CONTRA ESSA FAMÍLIA, POIS TODOS QUE O FIZERAM, CAÍRAM.
Depois de falar Sam olha para Ruby lhe fazendo sinal de positividade. A malévola vampira pressiona o ombro para baixo e puxa a cabeça para cima, o grito antes que as cordas vocais sejam separadas é agonizante e ensurdecedor tamanha a dor sentida por Lilith.
Com a cabeça em suas mãos Ruby exibe como um troféu valioso. Os gritos de satisfação e alegria são compartilhados por todos. A justiça para com o herdeiro do Príncipe Samuel estava feita. A ordem de Sam é cumprida e nenhum traidor vampiro ou lobo é poupado, todos são aniquilados sumariamente. Os feridos como a Rainha Mary, a Conselheira Amélia e tantos outros são levados para dentro da mansão e sendo atendido cada um de acordo com a sua necessidade, alguns lobos são levados a hospitais.
Os dias passam aos poucos as coisas vão tomando seu lugar naturalmente.
O enterro de Benny, a dor do momento é compartilhada por todos, vampiros e lobos, Sam se mantém ao lado de Dean o tempo todo. A cerimônia é solene, uma estatua é erguida ao lado daqueles que foram grandes alfas no clã, uma determinação de Dean que foi apoiada de imediato sem nenhuma rejeição.
Mais tarde Dean faz um pronunciamento a todo o seu clã.
— Eu vou partir, irei para muito longe por um longo tempo, talvez nem viva o suficiente para poder disser que voltarei aqui. Por essa razão Bobby Singer ainda que relutante muito tome meu lugar reocupando um lugar que um dia foi seu como Líder Alfa, sua palavra é lei e, quem ele indicar para substituí-lo deverá ser respeitado como tal.
O nome de Bobby é louvado por todo o vale, ele é aceito uma vez mais como o Líder Alfa dos Werewolf e, deve preparar um novo para os novos tempos.
Alguns dias depois na Mansão Winchester
— Até mais minha querida, sem sei como agradecer o que fez por mim. O que todos vocês fizeram. — Fala Mary despedindo-se de Amélia e olhando ao seu redor todos que ali estão.
— Fiz porque gosto de você minha amiga, seu segredo estará a salvo comigo. Só não esqueça que daqui a 10 anos você deve dar lugar a Balthazar e, isso é um problema a ser resolvido.
— Eu sei, obrigada por tudo Amélia.
Amélia entra na limusine que a esperava e parte.
— Bom, agora é a minha vez. — Fala Victor ajoelhando-se para Mary.
— Oh meu querido deixa disso.
— É uma honra curvar-me para você Mary. Repito o que já lhe disse uma vez. Nunca tive soberana tão maravilhosa. — Em seguida vai a Sam e faz o mesmo para depois lhe dar um caloroso abraço, que é de mesma forma recebida.
— Até a próxima meu amigo. — Diz Sam com a mão no ombro de Victor.
Após a partida de Victor todos olham para Castiel deitado em um sofá, brincando com seus próprios dedos.
— Ai, ai, estava tão bom, mas só de pensar que voltarei acordar daqui a 110 anos me da um desânimo. Tem certeza que não posso ficar só mais um tiquinho? — Cass faz um beicinho, que não comove nenhum dos olhares reprovadores. Vendo que não tem alternativa essa personalidade vai embora devolvendo o controle ao outro Cass.
— Era de se esperar... — Fala o novo Cass sacolejando a cabeça.
— Ei, tudo bem com você? — Pergunta Meg.
— Sim, ele só não quis ser trancafiado e passou a bola pra mim. Esperto, muito esperto. Mas em fim, vamos lá então Mary? — Diz sorrindo para a rainha.
Eles descem para o subsolo da mansão.
— Obrigada por tudo Castiel. Estarei eternamente em débito com você. — Um meigo beijo é dado no rosto de Castiel. A seguir ele entra no caixão em pé cruza os braços fechando os olhos bem calmos. Sam tranca o caixão.
Mais tarde Mary olha para fora por uma janela abraçando a si mesma, seu olhar é triste. Sam se aproxima dando um abraço muito caloroso e reconfortante em sua mãe. Ele embala seus corpos.
— Sammy. — Mary da leve tapa no braço do filho.
— É triste pra nós também. — Diz o moreno beijando-lhe a testa.
— Eu sei querido, eu sei. — Dean e Meg entram na sala. — Quando Balthazar acordar é melhor você e Dean estarem bem longe daqui. Não teremos a mesma complacência com ele.
— Sammy, você não será mais rei? — Indaga Meg com olhar triste e voz manhosa. Fazendo beiço de emburrada.
— Não com Dean ao meu lado. Isso se tornou uma utopia minha pequena. Mamãe vai ter que continuar seu reinado por muitos e muitos séculos mais.
Ruby desce as escadas carregando malas.
— Estou indo majestades.
— Ruby! O que são estas malas, onde está indo? Pensei que ficaria com a mamãe!
— Calma Sammy. Apresento a você a nova Capitã da Guarda dos Winchesters.
— VERDADE! — Sammy prende Ruby em seus braços rodeando com ela pela enorme sala, eles riem juntos de alegria comemorando momento tão feliz.
Soltando-a no chão ela fala: — Nossa! Sam! Eu vou para a guerrilha conhecer os homens que estarão sobre meu comando e, também para aproveitar e aperfeiçoar minhas artes de combate.
— Você vai conseguir tenho certeza disso Ruby.
— Sentirei sua falta Sam. — Ela o abraça.
— Eu também.
Chegando bem perto do ouvido de Sam a loira diz baixo e sexy: — Principalmente naqueles momentos meu querido. Você foi, é e sempre será o melhor homem que eu tive. Principalmente naqueles momentos meu querido. Você foi, é e sempre será o melhor homem que eu tive em meus lençóis.
— Ruby. — Fala Sam sorrindo engraçado, tentando disfarçar a situação.
A loira anda em direção ao loiro, lhe olha de cima abaixo.
— Cuide muito bem dele.
— Pode deixar comigo. — O loiro lhe pisca e depois eles se abraçam se despedindo.
O ritual repete-se com os demais, com Mary é o mais intenso. — Volte logo minha Capitã.
Quase noite agora, Sam está escorado com os braços esticados na janela do seu quarto. Vestindo só uma calça de pijama cor de vinho como gosta de ficar. Dean entra o agarrando por trás, seus braços envolvem-no pela cintura. — Temos que nos arrumar pra irmos Sammy. — Sam se vira, eles trocam um rápido selo nos lábios. — Quem primeiro, eu ou você?— Indaga o moreno.
— Huummm, que tal os dois juntos? — Devolve Dean, junto com outro selo.
— Não mesmo. Iríamos nos atrasar e aviões não esperam. Vai você primeiro. — Diz Sam desfazendo o abraço. Quando Dean se vira, um tapa lhe vai a bunda.
Os dois descem prontos. As malas já estão na limusine que os espera, Mary e Meg também estão arrumadas para irem com eles ao aeroporto.
A mansão fica sozinha, apenas os serviçais a habitam nesse momento e, como os patrões não se encontram todos eles estão em seus cômodos ou pelo menos a maioria. Muito abaixo nos subterrâneos da propriedade, onde se encontram os três caixões dos Reis Vampiros, uma misteriosa figura adentra sorrateira o lugar.
Ela corta seu pulso em cima do primeiro caixão fazendo seu sangue escorrer para dentro dele por uma peque fresta, após alguns minutos ela cai inconsciente. Quando acorda, sua cabeça dói, quando vê onde está fica surpresa, a serviçal não tem a menor ideia de como foi parar ali, ela sai às presas com medo de ser vista por quem quer que seja ela sabe que não deveria estar ali. No seu quarto ela deita na cama, foi como se tivesse tido um sonho ruim.
Muito longe dali num lugar em meio às sombras, um leve sorriso malicioso se faz entre a escuridão.
No aeroporto Sam e Dean aguardam o seu voo junto de Mary e Meg.
— Para aonde vocês vão Sammy?
— América do Sul pequenina, para começar uma aventura.
— Nossa! Não muito quente para o Dean, ele é um lobo?
— Não mais. Não sei o que houve, mas acho que minha parte vampira está me ajudando a lidar melhor com climas tropicais.
— Em todo o caso se necessário vocês voltem. Entenderam. — Diz Mary com a típica preocupação materna.
— Tudo Bem, mãe.
— Depois dessa aventura onde vocês pretendem fixar residência Sammy?
Arrumando uma mecha que lhe caiu aos olhos Sam responde: — Algum país europeu, quando nos decidirmos ligaremos para dar o endereço. Mas algo bem longe da civilização, quanto mais longe de Balthazar melhor. Ainda não decidimos isso, quando nos decidirmos ligaremos para dar o endereço. Mas com certeza um lugar bem longe da civilização, quanto mais afastado nós estivermos de Balthazar melhor.
— Isso mesmo querido.
O voo é anunciado, eles se despedem, Sam e Dean vão embarcar. Mary e Meg ficam até ver o avião se perder no longínquo horizonte. Voltando para a mansão, tudo continua tranquilo. Os dias passam normais, fora os problemas corriqueiros de uma boa vida comum, a paz reina para os Winchesters.
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