Lua De Sangue
2 Capítulo 2 - Escolhas
Notas iniciais

Vendo o semblante surpreso de Dean, e abaixado enquanto massageia a barriga de Rubi Sam lhe pergunta — O que houve Dean Winchester?
— Meu nome ainda é Dean Singer. — Devolve Dean, com um olhar desafiante e mostrando grande insatisfação. Sam da um beijo na cabeça de Rubi, sentindo o perfume de seus fios louros.
— Minha mãe o apresentou agora pouco com o sobre nome de nossa família e você não fez objeção alguma.
Fazendo um forte biquinho Dean retruca — Que bonitinho! Mas você não é sua mãe.
Sempre com o seu sorriso cínico, Sam lhe diz. — Oh, então o problema é mesmo comigo. Mas tudo bem, resolvemos esse impasse em outra oportunidade. Rubi é melhor você ir descansar querida.
A jovem veste adequadamente uma bata bege de manga curtas levanta-se aceitando o auxílio de Sam e despedindo-se de Dean. Os dois se afastam aos poucos do louro que os observa tentando imaginar qual tipo de relação eles poderiam ter, indagando também que tipo de homem é Samuel Winchester.
Passando um garçom por si, ele pega uma bebida qualquer, senta-se a mesa despojadamente, arqueando a cadeira para trás e colocando os dois pés sobre a mesa, olhando ao redor vê Bobby Singer logo adiante conversando com um convidado qualquer. Nisso sua mente o leva há dias atrás quando teve que tomar uma das decisões mais difíceis de sua vida.
Para uma pequena, humilde e velha cabana, afastada das grandes metrópoles, em um bosque, próximo tem um riacho de águas claras e límpidas, os pequenos animais podem ser vistos aos longe. Em seu interior é tão rustico quanto, fogão a lenha, uma mesa de centro de madeira com duas cadeiras, alguns quadros de parede, um sofá já maltratado pelo tempo.
A conversa não foi das mais fáceis.
— Você quer que eu me torne amante de um maldito sangue suga dos infernos. Por nossos ancestrais Bobby tem noção do que está me pedindo. — Ao mesmo tempo em que fala, Dean soca a mesa com ambas as mãos. Bobby levanta-se da cadeira da à volta se chegando perto do louro, põem suas mãos em seus ombros e olha nos olhos de Dean, profundamente.
— Olha filho, se houvesse outra maneira, eu não lhe pediria isso.
— Que tal acabar com aquelas sanguessugas um por um. — Diz Dean muito exaltado.
— Isso foi abandonado há muito tempo, quando juntamos forças para deter um mal em comum, tivemos mais baixas que eles, muitos de nossa espécie se foram, principalmente as fêmeas, o que dificulta muito a nossa procriação. Não só estamos em muito menor número que eles agora. Como também pretendo continuar mantendo meu acordo, não vou desonrar minha palavra dada, mas vou aceitar o que você decidir como novo Alfa dessa geração, e se o caminho que escolher for à guerra. Só lhe peço que me deixe de fora Dean.
Dean vira de costas colocando as mãos na cintura, respira fundo tentando se acalmar. Ouve o ringir da porta sendo aberta e a batida de quando se fecha, anunciando a saída de seu velho amigo e mentor, aquele que lhe ensinou tudo que sabe o homem que pode chamar de pai.
A porta abre-se novamente, Dean vira-se pensando que Bobby havia voltado, mas não, era seu amigo de infância, um homem que Dean é capaz de confiar sua própria vida e vice-versa.
— Sabia que se vocês haviam sumido só poderiam estar aqui.
— Encontrou Bobby?
— Sim, no caminho, o velho está derrubado Dean. Mas e você?
— Diga-me Benny, quais as nossas chances hoje.
Benny senta-se no sofá surrado, passa sua mão na barba serrada por fazer, escora seus cotovelos em suas coxas, descansando o queixo nas mãos entrelaçadas respondendo.
— Quase nulas meu Alfa, não conhecemos nada das habilidades especiais desses novos, sanguessugas, é toda uma geração nova. O príncipe deles, a capitã da guarda e alguns outros vampiros de elite. São muito perigosos em um combate, sem contar que estamos em numero bem reduzido comparado a eles. E ainda há boatos de alguns vampiros que tem mais de dois talentos especiais. Um ataque direto não é o melhor caminho, não mesmo.
— Bobby disse isso também.
Benny levanta, aproxima-se do Alfa segurando firme sua mão, e diz. — Quero que saiba meu alfa, meu amigo, meu irmão, seja qual for a sua decisão, eu estarei ao seu lado, na primeira frente de ataque.
— Eu sei Benny. Eu sei.
Os olhos do Alfa enchem-se de lágrimas como os de Benny também, eles se abraçam fortemente expressando o amor, o carinho, a grande e verdadeira amizade de anos.
Então gargalhadas ao lado arrancam Dean de seus devaneios, trazendo de volta a realidade do momento. A festa continua noite adentro música, bebidas, danças, todos se divertem.
Mas afastada de tudo aquilo, em uma parte escura do lado de fora da mansão, a Rainha Mãe perece aguardar pacientemente por alguém, que não se demora muito a chegar. Com uma voz suave, baixa, ela fala. — Então, como ele está?
O homem continua nas sombras e com voz rouca e velha. — Adulto, ficou forte, bonito e muito teimoso.
— É... Sim! Parece que nenhum de meus filhos puxou a mim. — Diz limpando com o dedo médio lágrimas que caem de seus olhos. — Mas, e o sangue vampiro?! — Além da voz chorosa, a preocupação é notável na sua voz.
— Está lá dormindo. O feitiço durou muito Mary, pelo menos nisso aquela maldita bruxa velha não mentiu. Contudo agora os anos passaram, e se ele tiver emoções mais fortes, você sabe.
— É, sabemos. Por isso é necessário à paz a todo o custo meu amigo.
— E Sam. — Pergunta o homem velho homem ainda entre as sombras.
— Ele está bem. Mas não há perigo algum. Seu sangue vampiro tornou-se prioritário, diferente do outro.
— Não tenha tanta certeza minha velha amiga. O ultimo híbrido relatado na história e passado de geração para geração, sabemos que foi o sangue de lobo o gatilho inicial, mas não quer dizer que o sangue vampiro, não possa fazer o mesmo.
Desculpe. Não quero preocupa-la mais, apenas deixa-la mais atenta com Sam também, apesar dos riscos serem bem menores.
Mary segura às mãos do homem com suavidade e delicadeza, tentando expressar toda a gratidão que tem por ele, por ter salvado a vida de seu filho.
— Eu sei meu amigo. Agora vamos. Já nos demoramos de mais aqui.
Eles partem cada um por um lado, Mary pelo caminho que veio, e o homem entrando escuridão adentro na floresta. Depois de partirem uma figura surge na penumbra. A lua cheia no alto faz brilhar na noite seus cabelos louros e longos.
— Então você tem um filho "bastardo além de ser um possível híbrido" Mary Catherine Winchester. Pensa consigo a mulher, ao mesmo tempo em que esboça um sorriso perverso em sua face.
Momentos mais tarde dentro do saguão onde a festa continua gritos do lado de fora não passam despercebidos por ouvidos atentos e muito poderosos de uma jovem vampira, que rapidamente em grande velocidade se locomove por outro caminho para frente das portas principais.
Ela vem esbravejando, seus passos são largos e decididos. Trajada toda de branco, um sobre tudo de couro longo aberto que lhe cai quase ao calcanhar dos pés, por baixo uma fina camisa com abertura em v de rendinhas mostrando um pouco os seios, uma calça cintada e botas de cano longo que lhe passam cinco dedos acima do joelho.
— ABRAM AS PORTAS AGORA! — Grita Lilith, a Capitã da Guarda dos Vampiros, acompanhada por um soldado que traz um corpo mutilado.
Mas antes que as portas possam ser abertas Meg, chega dando uma contra ordem. — Espere, há uma festa lá dentro que já teve emoções fortes de mais por hoje. Não vou permitir que mais incômodos, estraguem o dia/noite de meu irmão. — Algum problema Lilith? — diz a jovem vampira inclinando levemente a cabeça com tom irônico.
— Irmão?! Ora ponha-se no seu lugar garota. Eu tenho aqui um corpo de um vampiro claramente mutilado pelos malditos lobos. Devo relatar isso a Rainha imediatamente.
Meg olha o corpo carregado pelo vampiro confirmando as palavras da Capitã, começa a circunda-la e diz com voz calma, mas irônica. — Sim, meu irmão. É assim que Sam e eu nos sentimos um em relação ao outro. É por isso que você não passará daqui. Quanto ao meu lugar, estou nele, sei que é muito mais poderosa do que eu "Capitã da Guarda", sei que seu poder chega rivalizar com o do príncipe, há boatos que você talvez seja até mais forte que ele, mas me diga, de que lado a Rainha e o Príncipe irão ficar se houver um combate entre nós duas.
Ela fica de frente para Lilith continuando. — Você tem duas opções capitã, Primeira; vá para seu seus aposentos, tome um banho, troque de roupa, coloque um lindo vestido e venha para a festa se divertir. Segunda; Vá para seus aposentos e fique lá descansando do seu dia. Mas seja qual for a sua opção, você só vai relatar isso amanhã, estamos entendidas.
— Lu, leve o corpo para o porão, depois está dispensado para fazer o que quiser. Eu vou para meus aposentos descansar, hoje foi um dia muito cansativo.
O soldado segue a ordem recebida retirando-se pelo corredor da esquerda.
— Maldita, você eu juro que guardarei para mim. Vou arrancar-lhe a cabeça eu mesma. — Pensa Lilith enquanto se afasta pelo corredor adentro.
Dirigindo-se aos soldados nas portas. — Vocês dois prestem bem atenção no que vou dizer. Quase todos os convidados estão lá dentro, então ninguém a não ser a rainha, o príncipe ou a menos que esteja trajado adequadamente, atravessa essas portas nessa noite, entenderam NINGUÉM! Espero ter sido bem clara e audível.
No saguão Sam entorna o copo e olha para a hora no relógio em seu pulso. — Está quase na hora. — Pensa consigo.
As portas mais uma vez são abertas. Dando passagem a mais dois ilustres e atrasados convidados, Victor Henricksen e Beladona (Bela) Tabolt. O nobre vampiro veste um "bleck tie" azul escuro, enquanto a "bela" um vestido negro com abertura lateral, deixando visível sua torneada perna direita.
Sam aproxima eufórico de Victor, cumprimentando com forte abraço. — E ai rapaz, há tanto que não nos víamos.
— Você está muito bem meu garoto. — Retruca o outro sorridente.
Antes que pudessem continuar a conversa, Tabolt se impõem entre os dois, como se quisesse a atenção de Sam toda para si naquele momento. O contempla com seus graúdos olhos verdes que o devoram de cima a baixo, em seus lábios um tanto fartos há um sorriso malicioso que muitos homens gostariam de receber.
— Espero que não tenha esquecido se de mim garotão. — Diz Tabolt agarrando-se em Sam, passa seu braço por seu pescoço, juntando seus corpos, tirando-o para um dança.
— Você está lindíssima Tabolt como sempre e continua dançando muito bem.
— O mesmo posso dizer eu de você, meu príncipe.
Seus olhares se encontram por um instante, fazendo com que os dois lembrem-se, de tempos passados. Deixam-se levar pelas lembranças e pela musica que os embala.
A festa segue divertida para uns e nem tanto para outros, outra olhada no relógio e já é passada das 23h00min da noite, Sam começa procurar, olha atento pelo saguão por Dean, o acha sentado na mesma mesa de antes conversando com Benny. Vai até os dois. — Desculpe-me a intromissão, mas nós temos que ir Dean. — Diz Sam estendo a mão e fitando intensamente os olhos esmeraldas do Alfa.
O louro olha com olhar desafiador, pensando consigo que daqui pra frente não haverá mais volta, esse é o ultimo momento em que ainda pode dizer "não" e com isso declarar guerra entre as duas espécies. Algo que o antigo alfa fez de tudo para que não acontecesse.
Passam-se alguns momentos angustiantes para um, tenso para outro, ele decide... E pega a mão do Príncipe Vampiro. Eles começam a ir em direção a grande escada a sua frente, todos no saguão os fitam atentamente, alguns lamentam, outros sorriem os passos dados por eles, vai decidir como será o convívio entre vampiros e Werewolfs daqui pra frente. Em quanto sobem as escadas, Sam da uma ultima olhada atrás de si por cima dos ombros, lá embaixo Meg lhe acena dando um alegre tchau, ele lhe responde com um sorriso.
Quando passam pelos tronos, Mary afaga os rostos de ambos. — Venho lhe preparando para ser um bom rei há muito tempo não me desaponte, lembre-se sempre disso, meu querido. — Diz para Sam
— Não nos odeie, esse é o melhor caminho Dean. — Fala para o Alfa dando-lhe um beijo doce, suave na testa.
Notas finais
E podem sugerir melhoramentos na escrita, que eu sei que não é das melhores. :/
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