Lua De Sangue
17 Capítulo 17 - Aliança
Notas iniciais
Bom, mas ta aqui mais um capítulo de fic que começa chegar em seus momentos decisivos.
Boa leitura minna. ^.^

Benny agarra forte Dean dando-lhe um beijo sufocante o impedindo de continuar o que iria dizer. Dean com os olhos arregalados não sabe o que fazer ficando sem reação alguma, pois não consegue assimilar seus pensamentos para conseguir entender o que acontece ali.
O alfa por fim consegue se soltar dando um empurrão afastando seu melhor amigo de si com total perplexidade ele fala: — Benny, o que é isso, o que deu em você? — Muito tranquilo Benny responde: — Eu não aguento mais Dean, sempre gostei de você todo esse tempo, mesmo eu não querendo admitir, pois éramos amigos, homens. Agora com tudo isso que aconteceu, você se deitando com esse vampiro, sendo dele e não meu. Eu que fiquei todo esse tempo ao seu lado com esse amor dentro de mim, me matando me consumindo. Dean, eu amo você.
Não só as lágrimas caem de seus olhos como o próprio vai ao chão ficando de joelhos na frente do alfa, Dean não se move, só olha para aquele que sempre esteve ao seu lado sem saber o que fazer. O que dizer.
O loiro se refaz, vai ao amigo erguendo ele do chão. — Levante-se Benny.
— Me desculpe Dean.
O loiro passa o dedão, limpando a lágrima que cai nos olhos do amigo. — Ei, não fique assim e, me perdoe por minha insensibilidade, mas o que eu tenho com o Sam é novidade até pra mim, pros vampiros esse comportamento é normal, mas para nós.
Benny assume uma postura mais de soldado. — Me perdoe meu alfa, eu não sei o que me deu.
— Quer parar de se desculpar, que saco. Eu posso não lhe amar desse jeito como você queira porque eu amo o Sammy, porém você é meu melhor amigo e sempre vai ser, e é como amigos que estamos falando aqui vêm cá.
— Sou eu quem deve se desculpar por não poder te oferecer mais do que isso. — Diz o alfa.
Os Vampiros se reúnem em um ponto na cidade após a noite de caçada muito bem aproveitada.
— Lamentável que seja apenas uma vez por ano. — Fala Ruby lambendo as pontas de seus dedos.
— Não se queixe. Minha doce Ruby, não pode negar que tivemos uma noite de fartura. Mãe você se alimentou? — Fala Sam se dirigindo a sua mãe depois de falar com Ruby.
— Muito pouco. Eu bem que tentei, mas sabe como é sua mãe.
— Mãe por quê?
— Porque o que eu bebi foi o suficiente Sammy, não há com o que se preocupar. — Diz Mary passando a mão no rosto do filho.
— Tem certeza?
— Absoluta Sammy.
— Creio que podemos voltar agora. — Diz Castiel recompondo-se em suas vestes.
— Sim, vamos para casa.
Diferente de como vieram, os vampiram partem caminhando, conversando e sorrindo mediante as bobagens que falam uns aos outros. Mary e Castiel uns passos mais atrás apenas veem a alegria desses jovens vampiros, essa nova geração que pode ser levada ao um futuro promissor liderado por seu filho Sam. De maneira inesperada o semblante de Mary muda. Algo que Castiel presta bem atenção.
— Presságio Mary?
— Exato Cass. O momento está chegando. Sinto uma atmosfera muito tensa ao nosso redor.
— Isso quer dizer que esse alimento veio na hora certa. Estamos recompostos, eles que venham.
Na mansão de Crowley o anfitrião e sua convidada continuam a arquitetar suas maquiavélicas ambições. Crowley anda na sala com uma taça de sangue em sua mão. O mordomo vem lhe falar.
— Senhor, sua convidada acaba de chegar.
Sentada no sofá um tanto a vontade Lilith exclama: — Convidada?! Você chamou alguém, o que significa isso Crowley?
— Acalme-se. Você tem cacife para fazer frente ao Príncipe, eu tenho plenas condições para peitar qualquer um dos três Reis Vampiros, inclusive Balthazar que julgo o mais forte deles. Mas de modo algum posso enfrentar dois deles ao mesmo tempo sozinho e achar que sairei vitorioso. Não cheguei onde estou subestimando os meus inimigos, minha cara, por essa razão tratei de aumentar nossas forças.
— O que você fez? Quem está aqui?
— Você conseguiu um bando de lobos fracotes e alguns vampiros não muito poderosos.
A ex-capitã levanta irritada com as palavras de seu anfitrião. — Oras não me venha com essa Crowley, eu tenho de nosso lado uma boa parte de vampiros de elite no quesito poder.
— Elite em poder?! — Sua risada debochada e alta.
— Veja Lilith, isso é elite em poder vampírico.
Seminua e muito sinuosa adentra a sala uma bela mulher negra, ele caminha em direção a Crowley lhe estande a mão, esta a beija eles se olham sem nada dizer, apenas sorriem um para o outro. A exuberante vampira senta-se cruzando as pernas muito elegantemente pondo ambas as mãos sobre o joelho.
Lilith extremamente impressionada: — Akasha... Akasha... Akasha...*
— É meu nome Lilith, se gastar vai ter que me comprar outro. *
— Isso minha cara Lilith é elite de poder no meio vampírico. Uma das mais, ou melhor, a mais poderosa vampira existente. — Fala Crowley com certo eufemismo.
— Eu sei quem ela é, seu poder é comparável ao da Conselheira Amélia que eu considero muito mais poderosa que Mary, pra falar a verdade aqui, seu poder é até maior que o seu Crowley. — Lilith aproxima-se de Akasha lhe fazendo reverência como se faz a um Rei ou Rainha dos Vampiros.
— Estou feliz que esteja do nosso lado. Você é quem deveria ser a Rainha dos Vampiros e não aquela imbecil da Mary Winchester.
— E logo serei. Você me deu a oportunidade perfeita para acabar com Mary e, já lhe garanto que será muito bem recompensada por isso. Ah, só uma correção ao meu respeito.
Akasha agarra apertando as bochechas de Lilith. — Nem mesmo Mary e Amélia lutando juntas seriam páreas para mim. — Ela solta Lilith, levanta pegando a taça de sangue que o mordomo que acabou de entra na sala lhe trouxe.
— Então como agiremos?
— Atacaremos a Mansão dos Winchesters, eles pararam de tentar chegar a Lilith, com isso devemos pressupor que eles estão esperando um ataque direto que já estava nos planos mesmo, não devemos deixa-los esperando por mais tempo.
— O que faremos com os lobos aliados depois?
— Mataremos todos, claro. — Diz Lilith aproximando-se dos dois com sua taça cheia.
Eles gargalham, erguem suas taças brindando a aliança feita, embora cada um almeje o trono que ficará vago se Mary Winchester morrer, porém por hora se faz necessária essa aliança.
A mansão é invadida por risadas alegres com a chegada de seus ocupantes, as serviçais logo se dirigem aos seus patrões ficando a sua disposição. Todos com exceção de Castiel sobem para seus aposentos.
Sam entra no seu quarto, ele pensa em encontrar Dean lá, mas está vazio. Então ele vai a quarto que o Alfa tem separado e também não o encontra lá. Volta para frente de seu quarto onde fica uma de suas serviçais particulares que o serve.
— Onde está Dean, você o viu?
— Sim Sr, está no jardim com o Sr, Benny.
— Obrigado.
Sam entra no seu quarto indo até a sacada, ele enxerga Dean e Benny sentados perto de uma das enormes estatuas, pensa em usar sua audição para ouvir a conversa, mas acaba desistindo, prefere não deixar um ciúme tolo o dominar. Dean e Benny são só amigos, isso e nada mais. O moreno vai pra banho, a água lhe cai no corpo nu relaxando e o confortando, foi uma noite magnifica, porém mesmo quando nos divertimos o cansaço, a fadiga nos acompanha, e esse um dos bons meios de se livrar delas.
Sam sai do banho, veste uma cueca branca e deita-se ligando o televisor, mas nem presta atenção no que passa seu pensamento por mais que não queria está nos dois homens lá fora, um deles, seu irmão, amante e amado. Ele pensa porque Dean não veio o receber, com certeza ele sabe que chegaram porque de seu olfato apurado, isso o angústia por mais que não queira pensar assim.
A porta abre, Dean entra tentando não fazer barulho pensando que Sam está dormindo, quando vê que não ele sorri para o amado fechando a porta normalmente.
— Ainda acordado?!— Fala o loiro, curvando-se e beijando Sam, que lhe abraça sendo muito reciproco.
— Eu estava me alimentando, lembra? E você, porque acordado até essa hora. Vejo que não foi só porque lhe pedi para me esperar.
Enquanto se despe tirando a camisa Dean responde: — Conversando com Benny.
— Algo sério que eu deva considerar preocupante?
— Preocupante não, sério sim. Contudo já resolvido. — Diz tirando as calças.
— Que bom. Gosto desta sua destreza para essas coisas Dean.
Dean deita-se ao lado do irmão amado.
— Resolvido mais graças ao Benny que está sabendo lidar com o ocorrido do que a mim.
— Agora você me deixou com a pulga atrás da orelha. Tem mesmo certeza que não é nada preocupante? Do jeito que você falou.
— Não Sammy. Benny cuidou de tudo, mas me diga como foi a caçada?
— Melhor impossível. Muitas presas perfeitas para serem degustadas. Só fico um pouco sentido por nossa mãe, às vezes acho que ela quer ver alguma esperança desses humanos melhorarem e, esses monstros que encontramos são o mesmo que acabar com suas ilusões.
— Infelizmente não da para nossa mãe ter tudo o que deseja, e isso com certeza é uma utopia.
Sam inclina-se para o lado do loiro dando-lhe um árduo e longo, a seguir pequenos beijos na face que descem pra o pescoço, súbito, porém gentil Dean lhe afasta, olha em seu rosto dizendo-lhe: — Desculpe, sei que você disse que quando voltasse viria sedento, mas se não se importar eu gostaria só de dormir Sammy.
— Dean o que houve, não quer mesmo compartilhar comigo?
— Sammy já está tudo resolvido. Só não estou com cabeça para ama-lo hoje, agora e não quero desaponta-lo ainda mais nesse sentido. Você pode me entender?
— Claro Dean. Jamais seria tão incompreensível assim com você, vem aqui, me abrace.
Eles deitam de lado, Sam abraça o mais velho na cintura, esse lhe pega a mão.
Na parte inferior da mansão muito abaixo Castiel para enfrente ao único caixão ainda ocupado ao lado dos outros dois vazios, o caixão onde repousa Balthazar o primeiro Vampiro Rei.
— Ah meu irmão, se você estivesse aqui agora me pergunto o que seria de Mary e de seus filhos, você não teria sido tão condolente como eu fui, Mary e sua prole sem a menor sombra de duvidas já teriam sidos varridos do mapa, não é mesmo? Bom meu irmão, vim até aqui para me despedir de você, pois não sei se voltaremos a nos ver, sinto a presença dela, ela está perto. Não há porque não supor que esteja do lado de Lilith, e você sabe muito bem como aquela vampira é osso duro de roer, talvez nem mesmo eu consiga sair inteiro dessa. Sendo assim, até mais ver meu irmão... Ou até nunca mais.
Castiel deixa o local a passos calmos admirando tudo ao redor, ele sentiu a presença de Akasha bem próximo isso quer dizer que ela está perto, seus poderes de sensitividade são tão altos que somente vampiros poderosos que estejam a um continente de distância não podem ser captados por ele. Não será uma batalha fácil e ele sabe disso.
Andares acima Benny caminha pelos noturnos corredores escuros, ele passa pelo quarto de Sam, não resiste e tenta abrir a porta, está aberta. Ele empurra muito vagarosamente para impedir qualquer ruído, uma mínima fresta é o suficiente para que ele possa ver Dean aconchegado nos braços de Sam. Ele fecha a porta de mesmo modo que abriu, caminha em direção ao seu quarto de novo, seus olhos marejam, quando põem a mão na maçaneta para abri-la uma mão se sobrepõem a sua.
— Você o ama não é?— Indaga Sam olhando com firmeza e pena em seus olhos.
Benny respira fundo respondendo: — Com todo o meu coração, por isso lhe peço. Cuide muito bem dele.
— Eu farei isso Benny, lhe prometo. Antes que qualquer mal aconteça com ele, prefiro mil vezes que aconteça comigo primeiro.
— Obrigado Sam.
— Não me agradeça. — Sam fala dando um forte abraço em Benny, o Werewolf não esperava tal atitude do Príncipe, sempre o viu como um rival e sabia que Sam o olhava assim também. Todavia não há mais porque ser assim, Dean é a melhor coisa que eles têm em suas vidas, darem-se bem seria uma enorme alegria para o alfa. Então Benny abraça Sam tão forte e caloroso quanto.
O novo dia prossegue normal, quando a noite cai novamente, na Mansão de Crowley. Lilith no meio de Crowley e Akasha fala a todos os seus aliados.
— Essa será a Grande Noite, vamos lutar para que todos possam ganhar nosso status na hierarquia da sobrevivência. Uma Rainha que se importa mais com esses humanos medíocres do que com sua própria espécie não merece reinar, comandar os vampiros. E vocês Werewolfs que decidiram nos acompanhar quando abandonaram um líder Alfa fraco serão muito bem recompensados por isso, mas lembrem-se, todos os lobos que seguiram aquele alfa devem morrer, pois não há espaça para eles nessa Nova Ordem que irá surgir depois dessa noite.
VAMOS POR UM FIM AO REINADO DE MARY WINCHESTER E AO COMANDO DE DEAN WINCHESTER! AGORA!
Gritos de aprovação se fazem ouvir na noite, assim Akasha abre os braços levando todos consigo rapidamente para a Mansão Winchester. Quando chegam, Mary, Castiel, Sam, Dean, Bobby, Benny, Ruby e Meg estão todos na frente das portas da Mansão esperando por eles.
Notas finais
Reviews bem vindos sempre.
Ja nee.
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