Lua De Sangue
13 Capítulo 13 - Dever
Notas iniciais
Obrigado e tomara que goste desse também.

O dia amanheceu, ele ficou ali em pé a noite toda com os braços cruzados observando, cuidando, admirando o belo homem loiro entregue nos braços do Deus do Sono, Dean Winchester, seu irmão, seu amado. Assim que os primeiros raios de sol invadem o quarto transpassando o vidro da janela, o loiro desperta colocando a mão sobre o rosto para proteger-se da ofuscante claridade. Primeiramente ele vê apenas um vulto a sua frente, um vulto que aos poucos vai ganhando forma e assumindo a figura de Sam Winchester, Dean senta na cama esfregando as mãos no rosto.
— Sam é você? — Pergunta o loiro com voz rouca.
— Sim Dean sou eu. Como você se sente?
— Desde quando você está ai? — Fala Dean com o olhar para baixo sem ter coragem de fitar o irmão.
— Há um bom tempo, quando cheguei você estava dormindo e não quis acorda-lo. Nós precisamos conversar Dean, precisamos conversar... Meu irmão.
O loiro criando coragem olha para Sam um pouco corado devido às lembranças que lhe invadem a memória onde seus corpos se entregaram ao prazer e luxúria. Ele levanta afastando-se e ficando perto a janela, de costa para o mais novo enquanto olha para fora, com o olhar perdido Dean fala. — Então você já sabe?
— Para ser franco eu desconfiava há algum tempo, só não tinha certeza, e por outro lado esperava que minha mãe, ou melhor, nossa mãe acabasse abrindo o jogo comigo. — Fala o Príncipe aproximando do loiro por trás e pondo suas mãos em seus ombros, sendo bruscamente repelido pelo mais velho que lhe lança um olhar de indignação e repulsa.
— O QUE É ISSO, O QUE ACHA QUE ESTÁ FAZENDO? — Esbraveja alto um Dean perplexo com a atitude de Sam.
— Dean o que há com você, isso não muda nada nós continuamos nos amando.
— Como é que é? Você não pode estar falando sério, não é possível?! Você está compactuando com isso, com essa abominação que esses dois fizeram conosco?!
— Não estou compactuando com nada Dean, mas nós nos amamos e, que mal há nisso. O que há de errado em dois irmãos que se amam vivenciarem esse amor. Eu quero passar o resto de minha eternidade ao seu lado, ou até que alguém ponha fim nela independente de quem você é.
— Eu não posso estar ouvindo isso?! Você quer que eu fique com você como o que? COMO SEU IRMÃO, SEU AMANTE, SEU CONCUBINO, SUA VADIA? VAMOS ME FALE! Eu não poderia mesmo que seu povo ache isso normal.
— Oh Dean! — Exclama Sam com um ar de desapontamento e tristeza.
— Por favor, vai embora e nunca mais volte a me procurar, me deixe viver a minha vida em paz. — Diz um Dean amargurado que não consegue mais segurar as lágrimas que rolam por seu rosto.
Benny morre, todos os procedimentos legais são tomados, Castiel sendo o único ali lhe é passado tudo a respeito do que ocorreu. Os órgãos estavam muito danificados, não houve como salva-lo. O Vampiro Real aguardou o corpo ser levado para o necrotério, ele entra sala tranca a porta e paralisa o médico legista e seu ajudante. Pega o corpo de Benny restaurando os órgãos internos que foram destruídos, repara todos os ferimentos superficiais externos também.
Com o corpo físico em total recuperação, ele o enrola em um lençol saindo pela porta dos fundos, voando rumo a Mansão Winchester.
No apartamento de Dean, Sam vai brusca e inesperadamente para cima do Alfa. O Príncipe torce o braço dele nas costas e o derruba em cima da cama. — Escute bem, não me interessa esse seus faniquitos Dean. A situação é a seguinte; Você é um hibrido não desenvolvido ainda, minha mãe, a nossa mãe assim como você corre um grande perigo caso o Conselho Vampírico venha saber de sua existência, vocês serão executados de imediato. E caso você não se recorde nossa união antes de qualquer outra coisa foi feita para proteger os nossos, para impedir a guerra entre as duas espécies, o que sentimos um pelo o outro vem depois. Você tem deveres a cumprir Alfa e eu espero que cumpra como um verdadeiro líder, como eu sempre achei que fosse. — Sam o solta depois de despejar toda a sua raiva e frustração.
Dean não diz nada, ele só olha o mais novo com imenso desprezo.
— Agora se arrume, estamos voltando para a mansão... OS DOIS! — Diz Sam ainda muito zangado.
Castiel chega à mansão com o corpo de Benny, todos já lhe aguardavam. Com a mão na boca e espantado Meg pergunta. — Ele morreu?
— Não e nem vai morrer, graças a Mary. — Diz Castiel pondo o corpo em um sofá.
Mary senta ao lado do corpo inerte passeando com sua mão por cima da cabeça aos pés subindo e descendo com muita calma. — E a você também meu amigo, você iniciou o processo, eu vou conclui-lo. Somente juntos poderemos trazer Benny de volta.
Depois de longos minutos Benny enche seus pulmões com ar mais uma vez e abre os olhos. Todos sorriem se alegrando com a sua total recuperação.
— Vocês o ressuscitaram, não sabia que podíamos fazer tal coisa? — Indaga Ruby muito atônita com acontecido diante de si. Sendo uma vampira novo, ela também desconhece muito do poder e capacidades totais de sua espécie.
— Não, apenas o curamos. A morte para um Werewolf não como para um ser humano normal, sua metade humana estava morta, mas sua metade lobo estava apenas ferida. Enquanto o lobo não morrer eles ainda estão vivos. — Responde a Rainha sorrindo para Benny e lhe dizendo. — Descanse logo você vai ficar melhor. Essa sensação é passageira. — Benny balança a cabeça com sinal positivo.
Sam e Dean chegam à mansão, Mary quando vê o filho sente seu coração disparar.
Meg abraça o irmão de coração, Sam lhe corresponde e lhe beija os curtos cabelos loiros.
— Que bom que está bem, fiquei com medo.
— Não precisava pequena, sei me cuidar. Obrigado por tudo. — Diz Sam lhe sorrindo.
— Exato, me pergunto eu como o Sam soube do que estava acontecendo e foi atrás de nós. Não é mesmo senhorita Meg?
A mais nova entre os vampiros deixa lhe vir à face um sorriso maroto, se escondendo atrás do Sam.
— Não vá brigar com a menina minha mãe. — Fala Sam a Rainha lhe beijando o rosto.
— Não filho, eu estou apenas brincando com ela, dessa vez ela fez bem, foi graças a sua intervenção que Benny está vivo agora. Dean como está meu filho? — Pergunta ao mais velho virando-se para ele com os olhos marejando.
O Alfa dos Werewolfs ignora completamente Mary se dirigindo ao amigo Benny. Ele se ajoelha em frente ao Benny pegando nas mãos do amigo. — Desculpa cara, eu queria parar e não conseguia, eu sabia que era você lá, mas era como se houvesse uma força incontrolável dentro de mim que só sabia destruir e matar.
— Não fique assim Dean, tudo acabou bem isso é o que importa e, essa não é a postura do meu alfa, levante-se.
Dean levanta, Benny olha para ele. — Isso, esse é o meu Alfa, esse é o meu líder, nunca se esqueça disso Dean.
As lágrimas inundam a face do loiro. Em tom muito áspero Sam diz. — Você ainda não respondeu a sua mãe Dean.
— Deixe Sam. — Diz Mary.
— Eu não tenho mãe. — Responde seco o loiro.
Sam vai até Dean ficando rente, a tensão paira no ar todos ficam a apreensivos. — Então responda a Rainha dos Vampiros, aquela que o acolheu nessa casa de bom grado e com todo o amor do mundo.
O loiro faz reverência respondendo em tom irônico e debochado. — Eu estou muito bem... Vossa Majestade. Está bom assim Príncipe dos Vampiros.
— Muito bom, e só para lembrar. Não se esqueça de suas obrigações conjugais, eu quero você pelo menos uma vez na semana, estamos entendidos? — Fala Sam com um olhar desafiador para o Alfa.
Todos ali percebem que as coisas vão de mal a pior entre os dois, um silêncio profundo e angustiante se faz por todo o recinto, até que é quebrado por Mary. — O que acha que está fazendo Sam? Eu te proíbo de encostar um dedo em Dean se ele não quiser.
— Não precisa me defender. Quanto a você Príncipe, não precisa se preocupar você terá a sua "vadia" quando e onde você quiser. Se desejar pode ser todos os dias eu estarei lá, não me importo. Mas lhe digo, agradeça que meu povo esteja em desvantagem por que se não eu juro que acabaria com todos vocês, um por um.
Dean se retira levando Benny para seu quarto. Mary se dirige ao mais novo. — Sam...
— Por favor, mãe. Estou cansado da incompreensão dele, ele nem quer ouvir o que você tem a dizer, o que você deve ter passado para protegê-lo. — Fala Sam atropelando a mãe.
— Vamos dar tempo ao tempo filho, por favor, te peço. — Diz a Rainha pegando suave no queixo do filho lhe olhando fundo nos olhos.
Mais tarde no quarto de Sam, Meg lhe faz uma visita, ela bate a porta.
— Quem é?
— Sou eu, posso entrar Príncipe Samuel Winchester? — Diz a vampira brincando e provocando o irmão.
— Entre, já lhe disse que não precisa bater a não ser se a porta estiver trancada. Você gosta de me irritar não é minha princesa? — Fala Sam deitado na cama coberto da cintura para baixo pelo fino lençol de seda. Meg senta dobrando uma das pernas na cama e passa a mão nos cabelos do moreno.
— Vim ver como você está. As coisas entre você e Dean estavam indo tão bem e agora toda aquela tensão lá embaixo há pouco.
Sam respira fundo descansando a cabeça para trás. — Ele é tão cabeça dura Meg, chega a ser prepotente como se só ele tivesse sofrido com tudo isso.
— Você tem que ser paciente Sammy, é tudo novo demais para ele, se foi para mim imagina o estado dele. Mas eu acredito que logo ele cairá em si.
— Você já sabe?
— Sua mãe me contou. Nós temos que estar preparados Amélia não desconfiou de nada afinal sondou o filho errado. Todavia quero que saiba, se eles descobrirem eu lutarei ao lado de vocês com todas as minhas forças, Mary me acolheu como a uma filha quando meus pais morreram isso é o mínimo que eu posso fazer.
O moreno se emociona com os abraços da irmã, eles se abraçam calorosamente. Afastando o abraço Sam lhe fala. — Obrigado querida, mas quero que se fira.
— Eu sei Sammy. Mas se houver confronto, eu não hesitarei a lutar ao lado e pela Rainha. Agora vou deixar você descansar. Boa Noite. — Ela diz levantando e dando um beijo na cabeça de Sam.
— Boa Noite Meg, eu te amo. — Meg sorri. Lhe da um tchauzinho fechando a porta da suíte.
Na manhã seguinte todos são acordados cedo pelos serviçais da mansão, uma ordem da Rainha. Sam, Dean, Bobby, Benny, Victor, Meg, Ruby e Castiel. Eles se encontram na mesa para um farto café da manhã, quando Mary chega eles levantam e voltam a sentar depois de Mary o faze-lo.
— Obrigado por ter atendido o meu pedido Cass. — Fala Mary pegando na mão do amigo que senta a sua direita, o mesmo lhe sorri gentil.
— Quanto ao resto com exceção de Bobby que também não me deve obediência, prestem atenção no que vou lhes dizer...
Interrompendo atrevidamente Mary, Dean fala. — Benny também não lhe deve obediência majestade, ele deve a mim.
Sendo o mais gentil possível tentando evitar confrontos com o seu primogênito Mary responde. — Você está certo, desculpe minha falha Benny.
— Sem problema Rainha.
— Voltando ao que eu dizia, tomei algumas providências que foram muito bem executadas por Victor. Lilith está em movimento constante, ela não para num mesmo lugar por mais de três dias seguidos. Sendo assim vamos apenas aguardar a sua vinda até nós.
— E a Senhora acha que ela virá aqui minha mãe. Ela não seria tão tola assim. — Indaga Sam depois de um gole de café.
— Ela virá, sabe por quê?
Sam arqueia uma das sobrancelhas, seu olhar é de surpresa quando percebe o que a traidora almeja. — Não me diga que aquela maldita quer o trono?
Mary lhe sorri. — Isso mesmo filho, ela quer o meu lugar, o trono que um dia será seu.
— E ela tem poder para enfrentar dois Vampiros Reais? Ela sabe que Castiel está desperto, não? — Pergunta Ruby.
Sim ela sabe Ruby. Já a sua outra questão, ela ainda não tem, mas pode vir a conseguir ter, existem muito outros que não estão contentes com a paz que Mary promoveu entre as espécies, muitos querem os Werewolfs mortos. E é graças a Mary que mesmo eles estão enfraquecidos que esses ataques não são realizados. Não é fácil ter uma coroa na cabeça, e lutar por aquilo que se acredita ser o certo como Mary o faz. Fácil é julgar sem ter conhecimento de causa, não é mesmo Dean? — Fala Victor provocando o Alfa.
Ruby prossegue indagando. — Mas e os lobos traidores, porque o seu Alfa não faz nada para puni-los?
— Por que eles não voltaram mais para a matilha, são lobos renegados agora. Mais tarde lhe passo todas as informações conseguidas Dean. — Fala Bobby passando a vez para Dean.
— E eu como Alfa Líder dos Werewolfs suas sumarias destruições. Não tenham piedade, qualquer um de vocês que cruzarem com um deles... MATE!
— Bom, agora vamos terminar nosso café, e falarmos de coisas mais agradáveis, também merecemos momentos como esse. — Diz Mary com singelo sorriso espontâneo.
Os dias que seguem são tranquilos, Bobby volta para a matilha ocupando interinamente o lugar de Dean, falando por ele para com seu povo. Dean pede a permanência de Benny ao seu lado na mansão, o que é concedido, Victor volta para seu apartamento, porém com um contato mais amplo com a Mansão Winchester. Mary sugeriu que Castiel voltasse a repousar, todavia esse preferiu ficar ao seu lado até que o impasse com Lilith fosse resolvido. As coisas entre Mary, Sam e Dean continuavam nas mesmas, o loiro voltou a dormir no seu quarto.
Quatros dias se passaram, Sam esperou que Dean lhe procura-se para que vivessem o mesmo amor que viveram tempos atrás no apartamento do loiro, onde este se entregou de corpo e alma para si, isso não aconteceu e Sam não aguenta mais. Seu desejo, seu corpo, seu amor quer o mais velho em seus braços, ele larga a taça de vinho que desfrutava na sacada da suíte em cima de um móvel qualquer, vestindo só a calça de um pijama de linho preto ele se dirige ao quarto do loiro.
— Venha, quero você está noite. — O tom decidido de sua voz disfarça a dor do seu peito, no fundo ele não gostaria que fosse desse jeito, impondo algo que ele queria que fosse espontâneo.
Dean levanta da cama vestindo só uma boxer branca, sua expressão demonstra indiferença, ele segue o Príncipe até a sua suíte.
Quando eles entram Sam tranca a porta.
Notas finais
Por fim obrigado a todos que acompanham, que estão curtindo e desculpa alguns erros que acontecem. Flw
Fale com o autor