Lua Crescente

11 Capítulo 11 - O retorno


Ponto de vista: Luna ou Nessie

O tempo passava devagar nesse lugar e, eu tinha mais e mais certeza de que estava morta a cada instante. Aquela sensação de ter alguém comigo, continuou por todo esse tempo. Há algum tempo, acho que dias, toda a escuridão começou a clarear lentamente, como se estivesse sendo puxada de um buraco escuro para a claridade do dia de fora deste. O ser que se encontrava próximo de mim se afastou nesse período cada vez mais. Nesse momento, eu comecei a sentir meu corpo, que antes parecia dormente, e a ouvir barulhos rompendo o silêncio que me acompanhou por todo o tempo em que estive aqui nesse vazio.

Foi de uma vez. De repente, todo o escuro que me rodeava sumiu, e aí eu me dei conta de que estava com os olhos fechados. Abri-os lentamente, e tudo fez sentido, eu estava internada em um hospital toda entubada, provavelmente por causa do acidente. O engraçado é que eu lembro de estar muito machucada e dolorida depois do acidente e agora, acordei sem nenhum ferimento ou dor. Estes aparelhos incomodam, vou começar a retirá-los. Esse tubo na boca dificulta a respiração, vou tirar. Até que enfim, retirei todos os aparelhos estranhos, só sobrou o soro, bem melhor assim. Vou dar uma volta por aí. Minhas pernas estão um pouco enferrujadas... A porta do quarto está trancada, então, o jeito é esperar alguém aparecer. Vou aproveitar e conferir se não há nenhum machucado no meu corpo. Não tem, só possuo pequenas e discretas cicatrizes, tudo isso é muito estranho. Acordada o tempo é ainda mais lento. Vem alguém aí, a porta está se abrindo, é uma enfermeira.

- Oi! – eu disse. A moça ficou com uma cara, como se eu fosse um fantasma, e está conferindo o número do quarto sem parar.

- Moça, tudo bem?! Algo errado? – eu tive que perguntar pra tirá-la do transe em que entrou.

- Eu vou chamar o doutor e já volto, não se levante, já volto! – ela respondeu.

Nossa, foi rápido! Esse moço bonito que está acompanhando a enfermeira deve ser o médico.

- Olá! Eu sou Edward Cullen, o seu médico, como está se sentindo? Consegue me responder?

- Claro que sim! Que pergunta... estou ótima...

- Foi você quem retirou os aparelhos?

- Foi sim doutor, por quê?

- Você se levantou sozinha?

- Sim, até andei pelo quarto...

- Você conseguiu andar ?!

- Claro doutor... não era para conseguir?

- Você deve fazer alguns exames e, logo vou esclarecer as suas dúvidas. Maria, pode prepara-la para os exames...

A enfermeira Maria fez alguns procedimentos e depois me conduziu de sala em sala, fazendo uma bateria de exames muito loucos... Em minha cabeça pairavam, porém, muitas perguntas sem resposta alguma.