Lua Cheia
2 Novos Amigos
Notas iniciais
Ao dia seguinte, decido ir correndo até a escola. Depois de 30 ou 40 minutos chego na escola. Por pouco não me atraso.
Sento na cadeira e pego o material para a aula de hoje. Enquanto estava distraída no mundo que existe dentro da minha mochila um papel aparece sobre minha mesa.
"Oi, sou Megan. Vi que você gosta de cozinhar. Eu também adoro."
Não sabia quem era a tal de "Megan" olhei ao meu redor, havia tantas meninas com cara de se chamar assim, mas não soube quem era a garota que escreveu o papelzinho. Até que olho para um canto da sala. Uma menina, com cara de ter uns 16 anos, cabelo preto longo com ondas e olhos claros me encarava de longe.
Aquela era ela. Pensei em retornar o bilhete, mas o que podia escrever?
"Oi! Me chamo Abigail."
"Que legal, podemos ser amigas."
"Prazer em te conhecer."
Nada parecia adequado.
Megan começa a se dirigir a minha mesa.
—Oi
—Oi Megan, prazer Abigail. -Ela sorri, seus dentes da frente eram meio tortos.
—Quer ir ao refeitório juntas no intervalo?
—Pode ser.
O professor interrompe a conversa com um grito:
—Calem as bocas crianças.
—A gente não é mais criança. Temos em tono de 16 anos. Daqui a pouco nos tornamos adultos.- Fala uma menina no fundo da sala.
Megan sai caminhando e senta em seu lugar, dando um aceno discreto. O professor começa a aula, mas eu estava feliz me ocupando que ia fazer novas amigas.
No recreio, eu estava pegando meu lanche quando ela aparece.
—Oi, Abigail.
—Oi, Megan.
Vamos caminhando até o refeitório, onde sentamos em uma mesa que não havia ninguém.
No intervalo conversamos sobre assuntos que gostavamos. Ela gostava de sair de casa, ir a festas, namorar e além de tudo cozinhar. Não tínhamos muito em comum, mas as duas eramos bem excluídas dentro da escola. Megan fora da escola, pelo que falava, era um arraso. Mas dentro da escola era uma garota normal, que ninguém prestava atenção e só se falava mal dela.
No final do intervalo tínhamos aula de biologia, minha preferida, na antiga escola.
O professor explicou que teríamos que estudar as células de algum objeto da sala, em duplas. Mas Megan não estava lá para fazermos juntas.
-Miguel você poderia ir com Abigail?
Só sobrava "Miguel" e eu. Então tivemos que fazer juntos contra nossa vontade.
Decidimos fazer sobre uma banana que sobrou do lanche de alguém.
No final da aula entregamos o resumo ao professor, que nos deu um olhar satisfeito, ao dar uma olhada rápida no trabalho.
—Bom trabalho.
Elogia o professor, em quanto eu caminhava em direção a saída. Não encontrei a Megan la fora, talvez havia saido antes por algum motivo.
No final da manhã vou ao estacionamento, onde estava Erik, apoiado em seu carro, conversando com uma garota, que não consegui reconhecer pois estava de costas.
Volto para casa caminhando. Quando entro em casa não havia ninguém. Minha mãe devia ter saindo trabalhar, pois cheguei meia hora mais tarde. Fui até a geladeira onde estava um prato coberto com papel filme. Meu almoço. Pego o prato que ainda estava morno, tinha um post-it azul colado nele escrito com uma caneta preta grossa:
"Beijinhos de mamãe. Fui trabalhar ♡."
-Que fofa…- falo em voz alta.
Pego meu celular e sento na mesa com o prato de comida. Enquanto estava comendo dei uma olhada nas minha redes sociais. Vejo que Megan estava me seguindo no insta, então sigo ela também.
Quando termino lavo meu prato e saio para comprar um calendário semanal que estava presisando.
Na papelaria não encontro nenhum calendário, então me dirijo ao caixa e pergunto a uma moça, que diz que esse tipo está em falta. Então me dirijo a outra papelaria.
No caminho encontro Erik, com a mesma garota de hoje de manhã, eles estavam na praça. Por algum motivo não me aproximo e apenas caminho, sem olhar para minha direita.
Ao dia seguinte acordo cedo para me arrumar. Decido me maquiar então passo corretivo, em algumas manchinhas da cara, blush, nas maçãs do rosto e um pouco de brilho labial. Guardo o tubinho de gloss na mochila e troco de roupa.
Erik chega no momento que estava saindo de casa, com um amigo no banco da frente.
-Oi Abi! Quer carona?
-Oi…- fala o menino ao seu lado, reconheço ele. O garoto que havia colocado a bola de neve no escapamento o outro dia.
—Bom dia! — Falo. — Acho que vou aceitar a carona. Obrigada.
Sento no banco traseiro do carro. Erik acelera.
—Ele é meu amigo, Nicolas. E ela é Abigail.
Nicolas da uma risadinha simpatica.
Quando chegamos á escola Megan estava na porta, me esperando. Corro até ela.
—Bom dia Megg!
—Bom dia…- ela pensa — Abil.
—Abi fica melhor
—Abi — repete ela.
Nos dirigimos juntas até a aula de geografia.
As aulas passam lento, muito lento. Quando o sinal tocou saio da sala enquanto Megan vai ao banheiro. Erik estava apoiado na parede ao lado da porta.
—Oi!
—Eae, quer ir ao refeitório? — fala me olhando como se estivesse implorando algo.
—Pode ser.
Ele começa a correr no corredor vazio, eu o sigo. Quando chegamos ao fim dele Erik abre uma porta. O refeitório era pequeno e não havia quase ninguém lá dentro. Todos deviam estar em suas salas, sentados sendo chatos e maduros.
Erik caminha até uma mesa onde Nicolas e outro garoto estavam sentados conversando.
—Eae gente. Se encomodam se a Abi senta conosco?
—Talvez…- Fala Nicolas de um jeito desafiador.
—Pode ficar a vontade. — fala o outro menino.
—Você vai ao jogo de basquete hoje?- Nicolas pergunta a Erik.
—Claro. — responde ele — você vai?
Noto que esse "você vai" era para mim, ele estava perguntando para mim. Olho com cara de desorientada.
—Você vai ver o nosso jogo de basquete hoje as 17h?
—Onde é?
—No ginásio. — intromete-se Nicolas.
—Não me convidaram.
—Pois agora você está. — fala Erik.
—Então acho que vou. — dou um sorriso torto.
No final do intervalo encontro Megan, sentada em cima da minha mesa.
—Onde você estava sua loca?
—No refeitório.
—Tu não me esperou!! — grita ela com um tom brincalhão.
No final da aula volto correndo para casa, ansiosa por ter sido convidada pelos meninos para um jogo. Que poderia me integrar ao grupo.
—Como foi a aula filha? — pergunta meu pai, quando chego em casa.
—Bem, fui convidada a um jogo de basquete de uns amigos.
—Que bom! — fala minha mãe colocando os pratos na mesa.
—Que horas? — Pergunta meu pai.
—17h.
Depois do almoço corro para tomar banho.
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