Lua Azul
3 Capítulo 3
Notas iniciais
-Sim, mas e depois?
-Olha só — eu disse. -Você não tem escolha. Ou me leva a Lakemont ou tente me deixar em qualquer outro lugar. Assim que parar o carro, vou cortar seu pescoço.
Foi uma ameaça vã. Eu não precisava me alimentar nem queria, com tantas coisas com me preocupar maquele momento, mas ainda assim esperava ter sido assustadora e convincente.
Nathan não respondeu. Também não parou o carro. Depois de muitos minutos dirigindo em silêncio, ele disse:-Nunca passaremos pelos pedágios.
-Você tem um crachá. -Aquele tinha sido o motivo de eu usar a usar dele, afinal.
-Deve sair e entrar na cidade.
-Sim. Eu posso sair e entrar. Você também poderia...teoricamente. Contudo, algo me diz que você não que que os policiais a vejam.
Senti um frio na barriga. Não havia pensado nisso. -Talvez eu possa me esconder no porta-malas.
Ele riu, mas certa amargura foi percebida.
Estranhamento, algo no som de sua risada ainda me deu uma sensação agradável. Pena que ele estivesse rindo de mim. – Você nunca foi parada e revistada, não é?
-Eles vasculham o porta-malas?
-Ás vezes. Fazem revistas aleatórias, mas se eles acreditarem que tem alguma coisa suspeita ocorrendo, com certeza checando.
Eu me virei e encostei o rosto na janela. Senti o frio do vidro em minha pele. Lagrimas quentes se acumularam em meus olhos, e pisquei rapidamente para afata-lás. De jeito nenhum queria chorar na frente dele.
-Por que está fugindo?
-Não importa.- eu disse. Já era ruim o bastante que os vampiros soubessem. Não podia deixar um ser humano descobrir.
-Tudo bem, não importa.
-Estou fazendo isso porque ameaçou cortar meu pescoço.
-E por causa do dinheiro também.
Ele deu de ombros, com os olhos fixos na estrada adiante.
-Se você está enrascada, talvez eu ganhasse mais entregando-a.
Na verdade, tinha a sensação de que ele faria esso, então fiz o que pude para parecer irritada. Nunca precisava forçar seres humanos a fazer coisas que eu queria. Eles sempre... faziam.-Essas pessoas que estão atrás de mim são vampiros. Não seres humanos. Se pensa que sou perigosa, espere até conhecê-los. E se eles acharem que você me ajudou a escapar — e é isso o que vão acha — a única coisa com que você vai se preocupar é com o dinheiro.
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