Lua Azul

15 Capítulo 15


Notas iniciais
Desculpem a demora estava trabalhando na história, estava sem ideia!

-Sim.

-Então não podemos pegar a estrada principal. Um exército virá atrás da gente.

Mesmo fora da estrada, Nathan manteve uma velocidade bem alta. Seguimos por muito tempo e, por fim, perguntei:-O que houve?

-Hã?

-Alguma coisa aconteceu. O motivo pelo qual você detesta vampiros.

-O quê? Você não viu o suficiente esta noite para entender por que eu detesto vocês?

Sim, percebi. E isso estava me incomodando. Eu estava convinvendo com um ser humano por menos de duas horas e fiquei sabendo mais do que queria sobre as interações entre nossas raças. Mas, ainda assim, aquela sensação estranha que eu tinha sobre Na me dizia que havia outra coisa que eu precisava escutar.

-Mas quero sabe o que houve com você.

Pensei que ele me ignoraria. Por fim, ele falou.

-Quando eu tinha cerca de doze anos, alguns vampiros viviam perturbando meu irmão, Adam. Ele devia ter dez anos na época. Eles viviam algumas mais ruas acima da nossa — em um bairro bem mais bacana -, mas iam até o nosso para causar problemas. Eles sempre batiam em meu irmão — nunca tentaram matá-lo ou se alimentar dele. Meu outro irmão e eu tentávamos impedi-los. Éramos bons de luta, mas isso não quer dizer muita coisa quando lutamos contrauma força daquele tipo. Eles nos venciam. Não tinham muito interesse na gente. Acho que só gostavam de ir atrás de Adam porque ele era pequeno. Eles deviam achar engraçado. Por fim, meu pai foi reclamar com os pais dele.

-E?

-E, depente, meu pai passou a ser perseguido. Foi demitido e ninguém mais queria contratá-lo. Minha mãe teve de trabalhar, mas as coisas não foram mais fáceis para ela. O que ela conseguia receber não pagava quase nada, e assim, nós crescemos e começamos a trabalhar também.

A expressão dele me fazia pensar que ele já não estava mais me vendo. Estava perdido em suas lembranças, revivendo acontecimentos de tantos anos antes.

-O preblema é que logo depois de o meu pai reclamar, aqueles caras voltaram a perturbar meu irmão — e havia ainda seus amigos. Eles o encurralaram quando estava sozinho, certa noita, e o surraram...

-Eles... ele...

-Morreu? Não. Mas ficou muito mal. Teve de ir para o hospital. Mais ums conta que não podíamos pagar. Eles quebraram a perna dele — destruíram o osso de um modo esquisito. O médico tecnicamente deu um jeito, mas...bem, nunca ficou bom e ele passou amancar.

-''Tecnicamente deu um jeito''?

-É. Temos certeza de que o médico, apesar de ser um SER HUMANO, estava trabalhando para os vampiros e recebeu a orde de não tratá-lo direito.-ele fez uma pausa. Estaria ele se preperando para o que viria depois?

-Não muito tempo depois, meu tio foi levado.

-Levado?

-Para a loteria. Ele não satisfazia os critérios, mas...bem, ele acabou no sorteio. E um dia foi levado.

Recostei minha cabeça no encosto.-Que horror. Você estava certo.

-Certo sobre o quê?

-Mas cedo...eu disse que entendia por que você nos odiava e você disse que não. Tinha razão. Não teria como eu...eu não poderia. Você está dizendo a vedade — mesmo — quando afirma deteste vampiros. Agora eu entendo.

-Sim, Lucy. Eu os detesto. De verdade, se eu tivesse o poder de matar todos os vampiros do mundo e fazer com que as coisas fossem como antes, é o que eu faria.

Notas finais
Obrigada por esperarem