Lua Azul
11 Capítulo 11
Notas iniciais
-De novo, Lucy. Você continua sem entender como as coisas são.
-Por que é tão dificíl?Você é esperto, bacana e sabe se virar. Por que pode fazer outra coisa?
Ele parecia um pouco surpreso com os elogios, mas isso não fez com que se desviasse do assunto.-Você é vampira. Está no topo da cadea alimentar. Vocês nos dominam. Podem fazer o que querem. Podem nos matar se quiserem, e realmente não há consequências.
-A loteria...
-Oh, pare com isso. Nem mesmo você pode ser ingênua a ponto de achar que a loteria é sempre seguida.
Para racionalizar nosso fornecimento de alimentos, criamos um sistema anual de alimentação. Certas populações de seres humanos — criminosos, pobres e outros — eram colocadas em um grupo e quando chegava a vez de cada vampiro se alimentar, ele pegava um nome. Era por isso que a fronteira entre a cidade e os bairros residenciais eram tão controlada. Ficava mais fácil encontrar os '' vencedores ''. As vezes era meio descontrolada a entrada no grupo, e como ele havia dito, o sistema nem sempre era seguido. Muitos dos vampiros faziam lanchinhos não adequados, apesar de ser tecnicamente ilegal. Mas quando os seres humanos desapareciam, poucoas pessoas faziam perguntas.
-Entendo por que nos odeia. — eu disse disfarçadamente.
Ele se virou para a janela.-Não entende, não.
-Você me odeia?
-Não sei o que penso de você. Você provavelmente destruiu minha via. Eu deveria entregá-la na froteira...mas...
-O quê?
Ele suspirou.-Não sei. Tem algum coisa de estranho em você. Alguma coisa...bem, não consigo explicar. É como se eu a conhecesse por muito tempo. Caramba, que bobagem.
Não era bobagem. Eu sabia exatamente como ele se sentia, mesmo sem entender.
Durante o restante do trajeto, fiquei sentada pensando. Minha vida toda havia mudado. Tudo que eu esperara fazer parecia impossível. Em minha mente, ainda consequia ver o 6sco, aquele círculo bonito com tons dourados e prateados, coberto por voltas e formas que todos pensavam ser desenhos sem sentido criados por um vampiro artesão que estava para morto havia muito tempo. Mas quando eu olhava para ele, os símbolos falavam comigo. Analisá-lo era como ler um outdoor. A mensagem era de modo claro — e todos perceberam. Bryan e meu pai haviam agido com rapidez, e eu havia conseguido escapar por pouco.
Notas finais
:)
Fale com o autor